quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Tirinha ignora avanços científicos












A respeito da tirinha acima, o problema abordado já foi resolvido conforme segue explanação abaixo extraída daqui.


Neste ponto, houve avanços no que se refere à síntese de biopolímeros conforme segue no texto abaixo sobre ribozimas:

Fontes:

aqui

aqui

aqui


A noção de enzima = proteína, foi um conceito considerado correto até a década de 80, quando foi descoberta a existência de enzimas de RNA, as denominadas ribozimas.

Esta descoberta deveu-se aos pesquisadores Thomas Cech e Sidney Altman que com isso dividiram o Prêmio Nobel de química, seis anos depois. Eles demonstraram que no mecanismo de auto-montagem as moléculas de RNA podem apresentar propriedades catalíticas. RNAs com atividade catalítica recebem o nome de ribozimas.

A descoberta de ribozimas trouxe uma grande contribuição para a compreensão da evolução dos seres vivos no planeta, sugerindo que, provavelmente, as moléculas de RNA precederam as de DNA neste processo.

As siglas DNA, ou ADN, e RNA, ou ARN, são talvez as mais conhecidas pelos que se interessam pelas ciências biológicas. A primeira refere-se ao ácido desoxirribonucléico, matéria-prima dos genes, e a segunda ao ácido ribonucléico, que também participa na formação de proteínas e se torna cada vez mais importante.

Distinguem-se três tipos de RNA: o mensageiro, o transportador e o ribossômico, que se concentra nos ribossomos, nódulos citoplásmicos onde as proteínas são montadas.
Na década de 60, as principais funções atribuídas ao RNA eram puramente informacionais e estruturais.

Segundo o esquema então aceito, a informação codificada no DNA é transcrita em molécula linear (RNA mensageiro), que copia o código do gene com as instruções para produção de uma proteína.
A seguir, esse RNA sai do núcleo celular e se prende a um ribossomo.

Este move-se ao longo da molécula do cabeçote e traduz o código genético numa sequência de ácidos aminados que são carregados pelo RNA transportador. Quando pronta, essa cadeia de ácidos aminados constitui a proteína.

Naquele tempo, admitia-se que o RNA ribossômico fosse um mero andaime que mantinha em seus lugares os componentes da proteína. Depois, verificou-se que o andaime não é formado por proteínas do ribossomo, mas pelo RNA dessa estrutura.

Assim Cech (1982) e Altman (1983) demonstraram que o RNA exerce funções catalisadoras.

O que fazem as ribozimas? Elas participam do corte de moléculas de RNA mensageiro, o splicing, fazendo a remoção de "introns", ou seja, as regiões que não são traduzidas.

RNA autocatalítico foi descoberto no protozoário Tetrahymena e, nesse organismo, era capaz de se autoprocessar, retirando um íntron de forma perfeita, na ausência de qualquer outra proteína.

A posterior descoberta de um rRNA que era responsável pela ligação peptídica entre dois aminoácidos reforçou a idéia de que um RNA poderia ter funções catalíticas.

Talvez um RNA primordial poderia ser responsável pelo início da vida e teria a capacidade de se autoduplicar e produzir polipeptídeos a partir de moléculas precursoras.

Na década de 60 Carl Woese, Francis Crick e Leslie Orgel, ao contemplarem a extraordinária complexidade funcional e estrutural do RNA, propuseram que essa macromolécula poderia possuir uma função catalítica além de sua função básica informacional. Uma descoberta dessa função poderia abrir um novo campo de estudo sobre os primórdios da vida.

E foi exatamente isso que se descobriu, RNAs com funções catalíticas. Essa descoberta permitiu a formulação de várias outras hipóteses sobre o surgimento da vida. Com a observação de algumas dessas moléculas poderiam catalisar sua própria replicação, criou-se uma hipótese de um mundo primordial formado apenas por moléculas de RNA.

Nesse mundo do RNA, como foi chamado, as moléculas de RNA comportavam praticamente como organismos vivos, competindo entre si por meio de seleção natural.

Aquelas que possuíam maior longevidade, estabilidade, replicavam-se mais vezes e com maior fidelidade de cópia logo aumentavam sua população no pool de moléculas existentes e proporcionavam a extinção das moléculas mais instáveis e com características menos adequadas.

Com o surgimento do código genético e a produção de proteínas criou-se um sistema enzimático mais eficiente, já que era separado do sistema informacional e não necessitava de uma estrutura especial para realizar as duas tarefas.

É provável que, à partir daí cada um dos sistemas pode evoluir com maior eficiência, produzindo uma molécula melhor e mais estável capaz de guardar informação genética (o DNA) e outra mais maleável, capaz de assumir milhares de conformações tridimensionais diferentes que atuassem em reações diferentes, gerando uma melhor especificidade enzimática.


José Fernando Fontanari (professor titular do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo e membro do corpo editorial dos periódicos Physics of Life Reviews e Theory in Biosciences) conta que a descoberta dessas moléculas (as ribozimas) dispensou a presença de proteínas no cenário pré-biótico e, portanto, resolveu em parte o paradoxo de Eigen mostrando que “função” e “informação” podem coexistir em uma mesma molécula. Essa descoberta deu origem ao novo paradigma da origem da vida, chamado mundo de RNA.


Entretanto, o problema da limitação no tamanho das ribozimas e, portanto na quantidade de informação armazenada no RNA, permanecia à espera de uma solução. Pior que isso, a teoria previa que apenas uma única espécie de ribozima sobreviveria - aquela com maior eficiência na replicação. Com isso, fica difícil explicar a vasta diversidade de moléculas que coexistem e interagem de forma coordenada nas células modernas.

Uma solução elegante para todas essas dificuldades – o esquema do hiperciclo – foi proposta pelo próprio Manfred Eigen em parceria com seu estudante de doutorado Peter Schuster. O hiperciclo é um esquema de reação cíclica, em que cada replicador auxilia a replicação do seguinte, até chegar ao último que, então, auxilia a replicação do primeiro, fechando assim um ciclo. Auxílio nesse caso significa catálise e, portanto, os elementos do hiperciclo deveriam ser simultaneamente replicadores e catalisadores (enzimas). Somente as ribozimas possuem essas características.

A possibilidade de coexistência entre ribozimas distintas no hiperciclo resolve o problema da limitação da informação, pois agora cada ribozima pode codificar uma parte apenas da informação total, a qual ficaria armazenada no hiperciclo como um todo. A informação contida em uma ribozima continua limitada pela fidelidade de replicação, mas se, por exemplo, três ribozimas distintas coexistirem num hiperciclo, a quantidade de informação é triplicada. Essa solução modular é adotada pela natureza ao dividir nosso genoma em 23 pares de diferentes cromossomos.

A idéia (ver desenho) é fechar um ciclo entre diferentes elementos, em que a ribozima a utiliza a b para otimizar sua replicação, enquanto b é auxiliado por c que, por sua vez, colabora com a.
Mas os hiperciclos não estão livres de problemas. A crítica mais severa levantada pelos biólogos evolucionistas é a possibilidade ou, como afirmam, inevitabilidade, de surgirem mutantes parasitas em alguma etapa desse processo. Por exemplo, um mutante gerado pela ribozima b pode continuar a receber auxílio de a, mas, por um defeito qualquer, não ser capaz de catalisar a replicação de c.




















Este mutante parasita, que não contribui em nada com c, destrói todo o hiperciclo e torna-se a única molécula sobrevivente. “A manutenção de um ciclo como este depende de uma ação altruísta (de filantropia, caridade) de cada membro”, destaca Fontanari.

Ele explica que essa teoria é perfeita, mas a possibilidade de surgirem parasitas faz com que o hiperciclo não seja a explicação mais robusta para a origem da vida. “É preciso existir essa cooperação, mas é necessário resolver o problema dos parasitas”, completa o físico.

Segundo o físico, “a solução pode ser alcançada de forma surpreendentemente simples através do confinamento dos hiperciclos em vesículas ou células: o parasita destrói o hiperciclo da vesícula em que se originou, mas não consegue infectar as outras vesículas”.

Quanto à origem da primeira molécula auto-replicadora, talvez a resposta esteja na auto-organização da matéria distante do equilíbrio termodinâmico, campo de pesquisa ainda pouco explorado, que pode levar a descobertas de novas leis da física. Por enquanto, comenta Fontanari, a única alternativa científica para seu surgimento parece ser a geração espontânea.

Para Aleksandr Oparin, bioquímico russo pioneiro no estudo científico da origem da vida, como lembrado por Fontanari em um artigo na Scientific American (edição 40, setembro de 2005), “muito, muito em breve as últimas barreiras que separam o vivo do não-vivo cederão frente ao trabalho paciente e poderoso do pensamento científico”.

Creio que com a explicação acima dada por cientistas a questão dos biopolímeros esteja clara.

Mas, de onde vieram as ribozimas?

R.Desde a experiência de Urey-Miller, passou-se a sintetizar em laboratório os componentes simples das moléculas complexas, submetendo-se misturas de gases simples a energias diversas.

Com isso pôde-se obter aminoácidos, ATP, Bases nitrogenadas de DNA e RNA.

Leslie Orgel do Salk Institute descobriu uma molécula semelhante ao RNA, com 50 nucleotídeos formada espontaneamente a partir de sais de chumbo, e compostos de carbono simples, na ausência de células ou compostos complexos.

Manfred Eigen do Gottigen Institute, com sua equipe criou moléculas de RNA que se auto replicaram na ausência de células vivas.

Ao reagir consigo mesmo por 5 vezes, o ácido cianídrico (componente produzido no espaço interestelar e, provavelmente mais um dos candidatos a atmosfera pré-biótica), resultou em adenina, que compõe o DNA, RNA e ATP.

Uma vez que no mundo pré-biotico não havia proteínas, as quais interagem com moéculas numa reação, servindo como catalisadores, estes devem ser procurados entre os que estavam presentes no planeta.

Assim, metais e argilas possuem atividade catalítica e facilitam a reunião de cadeias curtas como as do RNA a partir de nucleotídeos.
Assim, é possível que o rRNA tenha se formado no mundo pré-biótico, o que resolve a síntese de proteínas, enzimas, RNA´s em geral e DNA.

Creio que tal explicação em termos científicos reduz as dúvidas quanto ao problema proteína/RNA/DNA.


CONCLUSÃO:


O autor da tirinha deveria se ater mais a leituras no campo da biologia antes de tentar colocar o que a ciência explica em xeque.

Esse papel de omitir informações pega muito mal. É a típica artimanha criacionista: pautar-se por textos obsoletos ou travestidos de científicos.

DNA não é feito de proteína mas as proteínas auxilíam em sua síntese. RNA precedeu o DNA na síntese protéica.

Assim, conforme decorre do texto, ao que parece as proteínas surgiram primeiro, em um mundo de RNA, para depois servirem de auxiliar na síntese de DNA e, assim, de novas proteínas.

A retórica criacionista é tipicamente faláciosa conforme seguem os exemplos abaixo:

MAIORES DETALHES SOBRE FALÁCIAS E SOFISMAS, VEJA AQUI


1- falácia non sectur

O termo non sequitur significa literalmente "não se segue que". Nesta seção descrevemos falácias que ocorrem como conseqüência da sua forma de argumento inválida. As seguintes falácias são non sequiturs:

---Afirmação do Conseqüente

Definição:

    Todo o argumento com a seguinte forma é inválido:
    Se A então B
    Ora, B
    Logo, A
Exemplos:
    (i) Se jogamos bem ganhamos. Ora, ganhamos. Logo, jogamos bem. (De fato jogamos mal, mas o adversário jogou pior e o árbitro ajudou)
    (ii) Se estou em Campinas, estou em São Paulo. Ora, eu estou em São Paulo. Logo, estou em Campinas. (Claro ainda que as premissas sejam verdadeiras, eu posso estar em Santos ou em Presidente Prudente.)
    (iii) Se a fábrica estivesse poluindo o rio, então veríamos o número de peixes mortos aumentar. Há cada vez mais peixes a morrer. Logo, a fábrica está poluindo o rio.
Prova:
    Mostre que, mesmo sendo as premissas verdadeiras, a conclusão pode ser falsa. Em geral basta mostrar que B pode ser conseqüência de outra coisa que não A. Por exemplo, a morte dos peixes pode ser provocada pela aplicação de pesticidas e não pela fábrica.
Referências:
    Barker: 69, Cedarblom e Paulsen: 24, Copi e Cohen: 241

---Negação do Antecedente

Definição:

    Os argumentos com a seguinte forma são inválidos:

    Se A então B
    Não-A
    Logo, não-B

Exemplos:
    (i) Se fores atingido por um carro quando tiveres 6 anos, morres jovem. Mas não foste atingido por um carro aos 6 anos. Portanto, não vais morrer jovem. (Claro que ele poderia ser atingido por um comboio com a idade de 6 anos e, nesse caso, morria jovem)
    (ii) Se eu estou em Faro então estou no Algarve. Não estou em Faro. Logo, não estou no Algarve. (Mas pode estar em Olhão...)
Prova:
    Mostre que a conclusão pode ser falsa mesmo que as as premissas sejam verdadeiras. Em particular, mostre que o consequente, B, pode ocorrer mesmo que A não ocorra.
Referências:
    Barker: 69, Cedarblom e Paulsen: 26, Copi e Cohen: 241

---Inconsistência

Definição:

    O argumentador avança pelo menos duas proposições que não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. Em tais casos as proposições podem ser contrárias ou contraditórias.
Exemplos:
    (i) Montreal está a cerca de 200 km de Otava, enquanto Toronto está a 400 km de Otava. Toronto está mais perto de Otava do que Montreal.
    (ii) John é maior do que Jake, e Jake é maior do que Fred, enquanto Fred é maior do que John.
Prova:
    Assuma que um dos enunciados é verdadeiro e use-o como uma premissa para mostrar que o outro enunciado é falso.
Referências:
    Barker: 157


2- falácia do espantalho

Definição:

    O argumentador, em vez de atacar o melhor argumento do seu opositor, ataca um argumento diferente, mais fraco e/ou tendenciosamente interpretado. Infelizmente é uma das "técnicas" de argumentação mais usadas...
Exemplos:
    (i) As pessoas que querem legalizar o aborto, querem prevenção irresponsável da gravidez. Mas nós queremos uma sexualidade responsável. Logo, o aborto não deve ser legalizado
    (ii) Devemos manter o recrutamento obrigatório. As pessoas não querem o fazer o serviço militar porque não lhes convém. Mas devem reconhecer que há coisas mais importantes do que a conveniência.
Prova:
    Mostre que o argumento oposto foi mal representado, mostrando que os opositores têm argumentos mais fortes. Descreva uma argumento mais forte.
Referências:
    Cedarblom e Paulsen: 138



3- falsa analogia

Definição:

    Numa analogia mostra-se, primeiro, que dois objectos, A e B, são simelhantes em algumas das suas propriedades, R, S, T. Conclui-se, depois, que como A tem a propriedade P, então B também deve ter a propriedade P. A analogia falha quando os dois objectos, A e B, diferem de tal modo que isso possa afetar o fato de ambos terem a propriedade P. Diz-se, neste caso, que a analogia esqueceu diferenças relevantes.
Exemplos:
    (i) Os empregados são como pregos. Temos de martelar a cabeça dos pregos para estes desempenharem a sua função. O mesmo deve acontecer aos empregados.
    (ii) O Governo é como o negócio. Assim, como o negócio deve ser sensível, em primeiro lugar, ao balanço final, também o governo o deve ser. (Mas os objetivos do governo e dos negócios são completamente diferentes; assim provavelmente têm de encontrar critérios diferentes)
Prova:
    Identifique os dois objectos ou eventos que estão a ser comparados e a propriedade que se diz que ambos possuem. Mostre que os dois objectos diferem de tal modo que a analogia se torna insuficiente.
Referências:
    Barker: 192, Cedarblom e Paulsen: 257, Davis: 84


4- petição de princípio:

Definição:

    A verdade da conclusão é assumida pelas premissas. Muitas vezes, a conclusão é apenas reafirmada nas premissas de uma forma ligeiramente diferente. Nos casos mais subtis, a premissa é conseqüência da conclusão.
Exemplos:
    (i) Dado que não estou a mentir, segue-se que estou a dizer a verdade.
    (ii) Sabemos que Deus existe, porque a Bíblia o diz. E o que a Bíblia diz deve ser verdadeiro, dado que foi escrita por Deus e Deus não mente. (Neste caso teríamos de concordar primeiro que Deus existe para aceitarmos que ele escreveu a Bíblia.)
Prova:
    Mostre que para acreditarmos nas premissas já teríamos de aceitar a conclusão.
Referências:
    Barker: 159, Cedarblom e Paulsen: 144, Copi e Cohen: 102, Davis: 33

5- falso dilema

Definição:

    É dado um limitado número de opções (na maioria dos casos apenas duas), quando de fato há mais. O falso dilema é um uso ilegítimo do operador "ou".

    Pôr as questões ou opiniões em termos de "ou sim ou não" gera, com frequência (mas nem sempre), esta falácia.

Exemplos:
    (i) Estás por mim ou contra mim.
    (ii) América: ama-a ou deixa-a.
    (iii) Ou suportas Meech Lake ou o Quebec separa-se.
    (iv) Uma pessoa ou é boa ou é má.
Prova:
    Identifique as opções dadas e mostre (de preferência com um exemplo) que há pelo menos uma opção adicional.
Referências:
    Cedarblom e Paulsen: 136


6- apelo à ignorância

Definição:

    Os argumentos desta classe concluem que algo é verdadeiro por não se ter provado que é falso; ou conclui que algo é falso porque não se provou que é verdadeiro. (Isto é um caso especial do falso dilema, já que assume que todas as proposições têm de ser actualmente conhecidas como sendo verdadeiras ou falsas). Mas, como Davis escreve, "A falta de prova não é uma prova." (p. 59)
Exemplos:
    (i) Já que você não pode provar que fantasmas não existem, eles existem sim.
    (ii) Já que os cientistas não podem provar que acontecerá o aquecimento global, ele provavelmente não ocorrerá.
    (iii) Fred disse que era mais esperto do que Jill, mas não o provou. Portanto, isso deve ser falso.
Prova:
    Identifique a proposição em questão. Argumente que ela pode ser verdadeira (ou falsa) mesmo que, por enquanto, não o saibamos.
Referências:
    Copi e Cohen: 93, Davis: 59


7- estilo sem substância

Definição:

    Pretende-se que o modo como o argumento ou o argumentador se apresentam contribui para a verdade da conclusão.
Exemplos:
    (i) Nixon perdeu o debate presidencial porque tinha suor na testa.
    (ii) Trudeau sabe como dirigir as massas. Ele deve estar certo.
    (iii) Porque não aceitas o conselho daquele jovem elegante e bem parecido?
Prova:
    É um fato que o modo como o argumento é apresentado, influencia a crença das pessoas na verdade da conclusão. Mas a verdade da conclusão não depende do modo como o argumento é apresentado. Para mostrar que esta falácia está a ser cometida, mostre que, neste caso, o estilo não afecta a verdade ou a falsidade da conclusão.
Referências:
    Davis: 61


    8- indução preguiçosa

Definição:

    A conclusão apropriada de um argumento indutivo é negada apesar dos dados.
Exemplos:
    (i) Hugo teve doze acidentes nos últimos 6 meses. No entanto, ele continua a dizer que se trata de coincidência e não de culpa sua. (Indutivamente, as provas apontam irresistivelmente para a culpa de Hugo. Este exemplo foi retirado de Barker, p. 189)
    (ii) Sondagens e mais sondagens mostram que o N.D.P. ganhará menos de 10 lugares no Parlamento. Apesar disso o líder do Partido insiste em que o Partido está a fazer melhor do que as sondagens sugerem. (De fato o N.D.P. só obteve 9 lugares)
Prova:
    Acima de tudo pode insistir na força da inferência.
Referências:
    Barker: 189
9- correlação de coincidência

Definição:

    A conclusão apropriada de um argumento indutivo é negada apesar dos dados.
Exemplos:
    (i) Hugo teve doze acidentes nos últimos 6 meses. No entanto, ele continua a dizer que se trata de coincidência e não de culpa sua. (Indutivamente, as provas apontam irresistivelmente para a culpa de Hugo. Este exemplo foi retirado de Barker, p. 189)
    (ii) Sondagens e mais sondagens mostram que o N.D.P. ganhará menos de 10 lugares no Parlamento. Apesar disso o líder do Partido insiste em que o Partido está a fazer melhor do que as sondagens sugerem. (De fato o N.D.P. só obteve 9 lugares)
Prova:
    Acima de tudo pode insistir na força da inferência.
Referências:
    Barker: 189

9- Definição circular

A definição inclui o termo definido como parte da definição. Uma definição circular é um caso especial da falta de clareza.

Exemplos:

  1. Um animal é humano se e só se tem pais humanos. (Pretende-se definir "humano". Mas para encontrarmos um ser humano temos de encontrar pais humanos. Para encontrarmos pais humanos temos já de saber o que o que é um ser humano.)
  2. Um livro é pornográfico se e só se contiver pornografia. (Teríamos já de saber o que é a pornografia para dizer se um livro é ou não pornográfico.)

Prova: Identifique o termo que está a ser definido. Identifique as condições da definição. Mostre que pelo menos um termo usado nas condições é o mesmo que o termo que está a ser definido.

10- Egocentrismo ideológico

Essa provavelmente não será achada em manuais de lógica. Nada mais é do que um primo do raciocínio circular. Trata-se da incapacidade ou recusa sistemática em se pôr de um ponto neutro para analisar alguma coisa. O cerne do problema, aqui, é mais a atitude do debatedor do que propriamente sua lógica. Mais uma vez, recorramos a exemplos reais e muito comuns:

“Como eu sei que a Bíblia contém toda a Palavra de Deus, perfeita e eterna? Ora, porque, conforme vemos em Segunda Timóteo 3:16...”

O erro é recorrer àquílo que está sendo questionado.

Apelar ao fato sob questionamento, que só é reconhecido por uma das partes é sempre desaconselhável quando a finalidade é a persuasão.

Em matérias científicas, por exemplo, o currículo de alguém pode dar uma boa idéia de sua capacidade para opinar sobre um assunto. Em religião tal não se aplica da mesma forma. Por isso, é sempre bom recorrer a outros argumentos. Impor o fato sob questionamento simplesmente não é correto.

Caso examinemos a fundo toda a argumentação criacionista, ela se insere em um destes tipos de falácias.

Há também sofismas como:

1- Contrariedade camuflada

Consiste na conjunção de proposições em que a aceitação de uma implica na negação da outra, sem que isto seja visível de imediato.

2- De possibilidades

São proposições que se referem a fatos objetivos. Elas podem declarar o impossível e o possível. O possível pode ser improvável, provável e certo. Os sofismas de possibilidade confundem essas noções.

3- De implicação

Consiste basicamente em dizer que X implica Y, quando na verdade isto não ocorre.

4- Transferência de credibilidade

Uma proposição é considerada boa porque vem de uma boa fonte ou má se vem de fonte ruim.

5- Falta de prova em contrário

A proposição é considerada verdadeira se não houver prova de sua falsidade e vice-versa.

Desse modo, recomenda-se ao leitor de textos criacionistas que se atenha as armadilhas retóricas destes, facilmente detectáveis quando conhecemos o assunto tratado, mas de difícil detecção para a maioria das pessoas.

Portanto, realmente as coisas não são como nos ensinam e nem como querem que nos as compreendamos. Elas são bem mais profundas e requerem muito estudo e aprendizado e.... menos dogmatismo religioso.





sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Até onde será que eles verão o que nenhum cientista jamais disse?







Cor do texto




Em matéria publicada no Estadão, a respeito do poder cerebral com as sinápses, mais uma vez o desserviço criacionista, com sua má retórica atacam. Desta vez disseram o que os cientistas jamais disseram vejamos: aqui

Convém que primeiro leiamos a reportagem:



Poder do cérebro pode vir da complexidade das sinapses


Ao contrário do que se acreditava, não é apenas o maior número de neurônios que faz cérebros mais evoluídos

The New York Times


NOVA YORK - A receita da evolução para fazer um cérebro mais complexo parece simples demais há muito tempo. Apenas aumente o número de células nervosas, ou neurônios, e as conexões entre eles. O cérebro humano, por exemplo, tem três vezes o volume do cérebro de um chimpanzé.

Uma nova dimensão da complexidade evolutiva emergiu, agora, de um estudo de cruzamento de espécies liderado por Seth Grant do Instituto Sanger no Reino Unido.


Grant olhou para a conexão entre neurônios, conhecida como sinapse, que até agora acreditou-se ser uma função padrão dessas células.


Porém, na verdade, as sinapses se tornam consideravelmente mais complexas a cada grau evolutivo, reportaram Grant e seus colegas no domingo, 8, na Nature Neuroscience. Em vermes e moscas, as sinapses atuam como mediadoras de formas simples de aprendizado, enquanto em animais maiores elas são construídas de um arranjo muito mais rico de componentes protéicos e conduzem aprendizado complexo e reconhecimento de padrões, disse Grant.


O achado pode abrir uma nova janela no conhecimento sobre como o cérebro opera. "Uma das maiores questões na neurociência é responder quais são os princípios de design pelos quais o cérebro humano é construído, e esse é um desses princípios", afirmou Grant.


Se as sinapses são pensadas como os chips de um computador, então o poder do cérebro tem sua forma dada pela sofisticação de cada chip, assim como o número deles. "Da perspectiva evolucionária, os grandes cérebros dos vertebrados não só têm mais sinapses e neurônios, mas cada uma dessas sinapses é mais poderosa - vertebrados têm grandes 'internets', com grandes computadores, e invertebrados têm pequenas 'internets' com pequenos computadores", disse Grant.




Ele incluiu células de levedura em sua pesquisa e descobriu que elas contêm muitas proteínas equivalentes às presentes nas sinapses humanas, mesmo sendo um micróbio unicelular sem sistema nervoso. As proteínas da levedura, usada para percepção de mudanças no ambiente, sugerem que a origem do sistema nervoso, ou pelo menos das sinapses, começou dessa maneira.


As capacidades do cérebro humano podem não depender tanto de sua rede de neurônios, mas dos cálculos complexos que suas sinapses realizam, disse Grant. Sinapses nos vertebrados têm cerca de mil proteínas diferentes, organizadas em 13 máquinas moleculares, uma das quais é construída de 183 proteínas diferentes.

Essas sinapses não são iguais em todo o cérebro, descobriu o grupo de Grant; cada região usa combinações diferentes das mil proteínas para fabricar suas sinapses personalizadas.

Cada ligação entre neurônios pode, presumivelmente, fazer cálculos sofisticados baseando-se em mensagens que chegam de outros neurônios. O cérebro humano tem 100 bilhões de neurônios, conectados em 100 trilhões de sinapses.


Os caminhos de diversas desordens mentais vêm de defeitos nas proteínas sinápticas, mais de 50 das quais já foram ligadas a doenças como esquizofrenia, disse Grant.


Edward Ziff, um especialista em sinapses da Universidade de Nova York, disse que o trabalho de Grant foi o primeiro em que sinapses foram analisadas pela comparação entre espécies. "Eu diria que esse trabalho é único." "Grant foi um pioneiro em fazer esse tipo de análise e merece muito crédito por isso, embora uma considerável quantidade de adivinhações tenha sido envolvida."



Agora vejamos a reportagem em sua forma mal compreendida e deturpada (comentários deturpadores em vermelho):



Complexidade das sinapses – design admitido


Apesar de a matéria do Estadão começar assim: “A receita da evolução para fazer um cérebro mais complexo parece simples demais há muito tempo. Apenas aumente o número de células nervosas, ou neurônios, e as conexões entre eles. O cérebro humano, por exemplo, tem três vezes o volume do cérebro de um chimpanzé”, o texto deixa claro que os pesquisadores, por mais que se esforcem com malabarismo lingüísticos, não conseguem escapar da conclusão de que a complexidade do cérebro aponta para um design (e tudo mundo sabe que design pressupõe um designer).


É obvio que tudo na natureza possui um design a fim de que o ser se adapte ao mundo em que vive.


Realmente existe um designer iteligente e o tal designer se denomina evolução das espécies. e não deus bíblico ou qualquer outra divindade. Assim, não ha malabarismo algum utilizado pela linguagem do jornal exceto pelo comentarista.


A matéria prossegue:



“Uma nova dimensão da complexidade evolutiva emergiu, agora, de um estudo de cruzamento de espécies liderado por Seth Grant do Instituto Sanger no Reino Unido. Grant olhou para a conexão entre neurônios, conhecida como sinapse, que até agora acreditou-se ser uma função padrão dessas células. Porém, na verdade, as sinapses se tornam consideravelmente mais complexas a cada grau evolutivo, reportaram Grant e seus colegas (...) na Nature Neuroscience. Em vermes e moscas, as sinapses atuam como mediadoras de formas simples de aprendizado, enquanto em animais maiores elas são construídas de um arranjo muito mais rico de componentes protéicos e conduzem aprendizado complexo e reconhecimento de padrões, disse Grant.


Até aqui sem novidades.


“O achado pode abrir uma nova janela no conhecimento sobre como o cérebro opera. ‘Uma das maiores questões na neurociência é responder quais são os princípios de design pelos quais o cérebro humano é construído [note as palavras usadas aqui num texto que começa com ‘receita da evolução’], e esse é um desses princípios’, afirmou Grant.


Exatamente, o que a pesquisa quer saber é como cérebro humano é construído, ou seja , é realmente entender o seu design, projetado pela evolução das espécies, bem como suas funções.




“Se as sinapses são pensadas como os chips de um computador, então o poder do cérebro tem sua forma dada pela sofisticação de cada chip, assim como o número deles. ‘Da perspectiva evolucionária, os grandes cérebros dos vertebrados não só têm mais sinapses e neurônios, mas cada uma dessas sinapses é mais poderosa - vertebrados têm grandes ‘internets’, com grandes computadores, e invertebrados têm pequenas ‘internets’ com pequenos computadores’, disse Grant.


[Pequenos ou grandes, internet e computadores sugerem planejamento inteligente, não é mesmo? Por que o cérebro, tremendamente mais complexo, não?] (...)


Aqui já começa a falácia da falsa analogia...


Grant apenas exemplifica como funciona um cérebro, com base no modelo de rede. Mas dai, extrapolar para um criador inteligente, comparando o cérebro a uma máquina comum, isso é demais.







Uma máquina requer o planejamento inteligente, em princípio de seres humanos. Todavia, comparar-se órgãos de um corpo com máquinas é uma estupidez desmedida. Estes se constróem com base no DNA das espécies, selecionados por milões de anos. Aquelas com base em projetos e peças que requerem projetos e maquinário especializado.


Se houvesse tanto planejamento inteligente assim, por que determinados animais, bem como seres humanos nascem com deficiências cerebrais e em outros órgãos?


Então seria o projetista um projetista incompetente e não inteligente, pois seu "controle de qualidade" deixa determinadas falhas passarem, o que é péssimo para o produto.

"Cada ligação entre neurônios pode, presumivelmente, fazer cálculos sofisticados baseando-se em mensagens que chegam de outros neurônios. O cérebro humano tem 100 bilhões de neurônios, conectados em 100 trilhões de sinapses. Os caminhos de diversas desordens mentais vêm de defeitos nas proteínas sinápticas, mais de 50 das quais já foram ligadas a doenças como esquizofrenia, disse Grant." [Se defeitos em algumas proteínas sinápticas já causam desordens, como entender a evolução gradual desse conjunto integrado?] (...)


Defeitos em proteínas não tem como causa o órgão em si, mas o DNA do ser. Ao apresentar a construção sináptica de uma mosca ou de outras espécies, temos um nítido panorama de como a estrutura cerebral evoluiu.


De modo a se entender a evolução gradual de um sistema nervoso, basta dar um pulinho à sala de aulas de biologia do colégio e prestar atenção nas aulas de fisiologia animal - sistema nervoso.


Ou então ir para a universidade e se especializar em sistema nervoso.


Vejamos a evolução de um sistema nervoso nos filos que existem hoje:


Em protozoários, há mecanismos de regulação e adaptação ao meio por processos químicos.









Quanto aos poríferos, há sistemas de regulação para o fluxo de água. Estas espécies não possuem um sistema nervoso, apenas mecanismos regulatórios.









Os celenterados apresentam um sistema nervoso difuso, representado por uma rede de células nervosas sub-epidermais ligadas a células sensoriais (células fotorreceptoras e estatólitos - equilíbrio) formando os ropálios (órgãos sensoriais).







Os Platyhelminthes (vermes achatados) possuem um sistema nervoso formado por dois gânglios cerebrais e dois nervos longitudinais ventrais, sendo que os gânglios e os nervos são ligados transversalmente por comissuras. As planárias apresentam dois ocelos na cabeça (olhos simples) além de dois órgaos auriculares quimiorreceptores também na cabeça.




Os Platyhelminthes já possuem cefalização e centros nervosos coordenadores.






Os Aschelminthes possuem um sistema nervoso simples, sendo o seu esôfago circundado por um anel nervoso. Deste anel saem dois nervos principais longitudinais, sendo um dorsal e um ventral. Não possuem gânglios.







Os Anelídeos possuem sistema nervoso ganglionar (dois gânglios cerebrais e um gânglio sub-faríngeo). Estes gânglios se ligam por meio de um anel nervoso na faringe, sendo que do gânglio sub-faríngeo sai um longo cordão nervoso ventral.

As minhocas possuem células táteis foto e quimiorreceptoras, dispersas no epitélio (especialmente nos primeiros segmentos). Quanto aos poliquetos, há olhos bem diferenciados.




Para os Artropodes (insetos, aracnídeos, crustáceos e miriápodos), o sistema nervoso é representado por vários gânglios concrescidos na cabeça, formando uma massa cerebral.






Há a cadeia ganglionar ventral (gânglios sub-esofageanos) e uma rede nervosa periférica bem desenvolvida.














Seus órgãos dos sentidos são especializados (olhos simples ou compostos, órgãos auditivos, tácteis e olfativos nas antenas).



Nos moluscos, há um sistema nervoso ganglionar por pares (cerebrais, pedais, pleurais e viscerais).








Os órgãos sensoriais são olhos (bem desenvolvidos em cefalópodos, tendo íris e cristalino), estatócitos (equilíbrio) e osfrádios (quimiorreceptores).








Os equinodermos possuem um nervo anelar ao redor da região bucal, de onde partem os nervos radiais. Possuem células tácteis e olfativas em toda a superfície do corpo, sendo que as estrelas possuem células fotorreceptoras nas extremidades dos braços.






Os Cordados tem seu sistema nervoso formado a partir da ectoderme, na linha mediana dorsal, surgindo como um tubo nervoso longitudinal.


Em cordados inferiores, o sistema nervoso é formado por um gânglio ou um tubo neural, tal como os protocordados.Estes nao possuem notocorda típica (bastonete situado na linha mediana dorsal, que nos cordados superiores é substituída pela espinha dorsal).


Para os Hemicordados, o sistema nervoso possui dois nervos longitudinais(um dorsal e um ventral), unidos por um nervo circular na região anterior. Não há olhos ou órgãos sensoriais especializados.





Quanto aos Tunicados (urocordados), o sistema nervoso se compõe de apenas um gãnglio na região da faringe, sendo que na fase larval há um tubo neural. Não possuem órgãos sensoriais especializados, mas apenas mecano e quimiorreceptores.





Os Cefalocordados têm como sistema nervoso um longo tubo com uma pequena dilatação anterior (vesícula cerebral). Não há órgãos sensoriais especializados, sendo que há em sua região bucal células sensoriais e também há uma fosseta olfativa conectada à vesícula cerebral.



Os Vertebrados possuem um sistema nervoso central, representado por encéfalo e pela medula raquidiana, com dez ou doze pares de nervos cranianos.


Nos Cyclostomados o sistema nervoso é formado por encéfalo com as cinco vesículas presentes nos vertebrados, sendo que há dez pares de nervos cranianos. Seus órgãos sensoriais são: olhos, épitélio olfativo, ouvido interno, e linha lateral para a percepção de correntes e pressão da água.



Os peixes possuem encéfalo com telencéfalo e cerebelo, com dez pares de nervos cranianos. Os olhos são desenvolvidos e o cristalino é esférico. Possuem ouvido interno, olfato desenvolvido e linha lateral no corpo. A cabeça possui as ampolas de Lorenzini (órgãos termorreceptores).






Para os anfíbios, o encéfalo é pequeno, com dez pares de nervos cranianos. Seus olhos são desenvolvidos (adaptados à visão de objetos em movimento). Possuem ouvido interno e médio.Possuem épitélio olfativo nas fossas nasais.





Os répteis possuem telencéfalo desenvolvido com doze pares de nervos cranianos.Há olhos, epitélio olfativo nas fossas nasais, ouvido intern, médio e um curto conduto auditivo externo. nas cobras e lagartos há os órgãos de Jacobson (divertículos que se abrem no fundo da cavidade bucal, cuja função é olfativa).





Quanto às aves, o telencéfalo e o cerebelo são bem desenvolvidos e cobrem as demais vesículas, sendo que há doze pares de nervos cranianos.Quanto aos olhos, há a visão de cores, há ouvido interno médio e externo, porém não possuem órgãos gustativos em sua língua.







Os mamíferos possuem encéfalo bem desenvolvido, tendo maior volume o telencéfalo, com dois hemisférios subdivididos em lobos. Há grande superfície de cortex com muitos neurônios (mamíferos girencéfalos - mais evoluídos). Para os lisencéfalos (mais primitivos), o córtex cerebral é liso, sendo menor o número de neurônios.





O cerebelo é bem desenvolvido e apresentam doze pares de nervos cranianos. Possuem olhos com visão de cores, ouvido interno, médio e externo, com pavilhão auditivo (orelha) e possuem, epitélio gustativo e olfativo bem desenvolvido. Sobre a superfície do corpo possuem grsnde número de estruturas sensoriais.


A partir desta breve exposição dos filos hoje existentes, é possível se verificar a gradual evolução do sistema nervoso. À medida que o meio exigiu das espécies, estas tiveram de responder sob o risco de se extinguirem, como aconteceu com muitas desde que a vida surgiu em nosso planeta.


Dessa forma, o nosso designer inteligente ( a evolução das espécies) atuou de forma a moldar seja o siestema nervoso, seja qualquer outro sistema a fim de fazer com que a vida continuasse a existir.


Não há saltos bruscos como afirmam os criacionistas. É nítida a evolução gradual de qualquer órgão ou sistema existente em um organismo.


Infelizmente muitas espécies desapareceram. Certamente a fauna cambriana e a edicarana responderiam muitas de nossas questões acerca da evolução dos órgãos e sistemas que hoje se fazem presentes nas espécies que conhecemos.



CONCLUSÃO:

Mais uma vez, surgem armadilhas retóricas contra o leitor leigo de modo a influenciá-lo a ter uma má interpretação do que dizem os cientistas, bem como no que se refere á evolução das espécies, seus órgãos e sistemas.

Adotar o DI em detrimento da teoria evolutiva é levar a discussão para fora do âmbito científico e relacioná-la a toda uma questão teológica cristã, pois o tal projetista incompetente, digo ... inteligente, seria o Deus bíblico, uma vez que o movimento tem o patrocínio dos protestantes fundamentalistas.

Essa postura apresentada pelos meios religiosos, além de desonesta é ridícula, pois coloca palavras onde nada foi dito, deturpa os estudos científicos de modo a respaldar suas crenças e informa mal os leigos.
A postura adotada assim se segue:
"Eis a bíblia... agora adaptemos os fatos ao que ela diz e aquilo que não der certo simplesmente despreze."


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Posturas hilárias











As vezes chega a ser hilária a posição que os centros religiosos tomam contra tudo aquilo que atenta contra a base de suas crenças.

Dessa vez alegam ser o ateísmo uma postura anti-cultural (anti-cultural... seria realmente o ateísmo anti-cultural?).

Vejamos o texto abaixo:

Você já percebeu que o ateísmo é anti-cultural? Um dia desses, alguns amigos e eu estávamos esperando a hora passar em um shopping e fomos para o nosso lugar preferido: uma livraria.

Andando de um lado para o outro, um colega achou o livro de um autor que tenta desafiar a religião dizendo que Deus não existe.
O mais interessante foi notar em que parte estava aquele livro. Ele não estava em uma seção ateísta porque não existe esse tipo de divisão na livraria. Estava numa seção chamada “diversos”.

O livro deveria estar catalogado em uma estante errada, pois deveria estar nos assuntos sobre religião, uma vez que ateísmo nega a crença religiosa. No máximo deveria estar em filosofia, caso se referisse à filosofia do ateísmo.

Percebemos que o ateísmo é anti-social. Analise os mais diferentes tipos de sociedades, tanto modernas quanto antigas, e mostre-me uma que não tenha algum tipo de divindade. Toda civilização tem seus deuses, mitologia, divindades, crenças ou, no mínimo, como o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo, um Deus.

Você não encontrará uma civilização sequer que seja ateísta, no coração do povo. Até já tentaram, mas ficou comprovado que não dá certo.

O governo pode até se declarar ateu, o povão pode ficar calado, mas nas raízes culturais está o fator religião correndo nas veias das pessoas.

É certo que todos os povos possuem suas crenças religiosas, uma vez que isso faz parte do ser humano como forma simplória de explicar os fenômenos naturais. Todavia crer em deuses não significa que eles existam realmente.

O fato do ateísmo negar a religião não é uma conseqüência de ser uma prática anti-social. Vejamos por que:

Negar uma crença religiosa, significa negar suas divindades, seus dogmas, bem como a ilusão por elas trazidas de que o indivíduo a ela pertencente se faz especial frente àqueles que pretencem a um credo distinto ou a nenhum deles.

Senão, vejamos o que diz o próprio cristianismo em sua versão deturpada pelo catolicismo e mais ainda pelo protestantismo:

Aquele que não acetar Jesus como o salvador passará pelo julgamento de Deus, uma vez que não possui a graça. Existiria postura mais anti-social e segregacionista que esta?

Vejamos o Judaísmo antigo: Aquele que se imiscui com outros povos de outros credos é expulso do seio da sociedade. Seria esta a vontade de Deus?

Vejamos o Islã em sua visão deturpada: O ocidente e sua cultura devem ser destruídos pois são contrários aos ensinamentos do profeta. Seria essa a sociabilidade e tolerância pregada pelas crenças religiosas?


Comunistas tentaram enfiar o ateísmo goela abaixo do povo, uma vez que a igreja, à época em que o czarismo sucumbiu, era aliada da nobreza.

Portanto, representava um perigo constante ao novo regime, uma vez que, como todos sabem, a igreja possui um forte poder de persuasão, o que poderia levar a uma contra-revolução comunista e o novo regime se esfacelar.

Desse modo, percebe-se que o raciocínio desenvolvido pelo texto se trata de uma falácia non sectur.


Isso porque o que nos mantêm vivos é realmente o Todo Poderoso e não há como escapar disso. Então, em qualquer sociedade que um ateu estiver presente, nesse fator cultural, ele não estará identificado com a própria civilização que o cerca, porque a característica “ateu” não representa grupo social algum. É nesse sentido da palavra que digo que o ateísmo é “anti-social”.

Opa!!!! Chegamos no objetivo da coisa: o proselitismo cristão começou... Quem seria o todo poderoso? Seria Jupiter, Odin, Olorum ou Amaterassu?

Mais uma vez segue a falácia non sectur ao mencionar que o indivíduo por ser ateu não se identifica com a sociedade.

Os ateus não se identificam com as crenças religiosas que a sociedade possui, apenas isso; é uma opção de escolha do indivíduo.

Há ateus que possuem muito mais caráter que determinados religiosos que andam por ai. Basta consultarmos a mídia.

Mas os ateístas são desafiados por alguns livros como Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu, de Norman Geisler, Surpreendido Pela Alegria, de C.S. Lewis, Ele Andou Entre Nós, de Josh McDowel, Um Ateu Garante – Deus Existe, de Antony Flew, e vários outros, de ex-ateus convictos que terminaram optando por uma alternativa mais inteligente.

Se quiser discutir comigo, primeiro leia esses livros, porque o ser humano, por natureza, é religioso. As livrarias estão cheias de livros sobre religião, Deus, espiritualidade. Se você procurar a seção “ateísmo” numa livraria, corre o risco de ficar decepcionado. Poderá encontrar um ou outro exemplar que tenha a audácia de negar a Deus, mas sempre estará sendo do contra, sem nexo, nem identificação popular.

Sr. Valdeci, procure livros sobre ateísmo nas estantes referentes à religião ou filosofia (geralmente quando quero estes temas e aqui que os encontro). Não há uma seção sobre ateísmo como não há sobre catolicismo ou protestantismo ou wicca.

Estes livros costumam ser encontrados na seção religiões como aqueles sobre resistência dos materiais e mecânica dos fluidos se encontram na seção de engenharia ou de física.

Quanto as leituras indicadas, não perderei meu tempo com elas, pois a "alternativa inteligente" deveria ser denominada "opção cristã", ou seja, certamente, tais leituras possuem cunho tendencioso à opção referente ao cristianismo protestante.

Quanto ao conteúdo de livros ateus, geralmente, colocam a religião e seus dogmas à discussão aberta (e ainda acusam o ateísmo de anti-cultural...), o que não é feito em relação a nenhum livro acima citado, cujo conteúdo somente traz os prós do cristianismo, sem discuti-lo de forma aberta e racional.

Mais um recado: não seja presunçoso de achar que porque leu alguns livrinhos tendenciosos os demais não possuem gabarito para enfrentá-lo numa discussão sobre o tema religião.


Essas tentativas de não reconhecer a Deus são antigas. E elas contribuem para divulgar o nome de Deus. Se ficassem calados, contribuiriam menos para a teologia. Mas isso sempre existiu.

Os babilônios não aceitavam a existência e a liderança do Deus verdadeiro. Os escritores antigos sabiam muito bem disso. Lembra o que Davi já tinha escrito no Salmo 14? “Diz o tolo em seu coração: Deus não existe.” Daí eu pergunto: Por quê? E o salmista responde: É porque “corromperam-se e cometeram atos detestáveis” (verso 1). Aí está o perigo. Perceba que não é porque abandonaram, mas porque corromperam.



A teologia realmente é um estudo inútil, pois é uma visão do homem a respeito dos humores de supostos deuses. Teologia, na acepção da palavra, é o estudo a respeito de Deus pela sua revelação, por meio da bíblia.

Platão foi quem primeiramente se valeu deste nome no diálogo A República, para referir-se à compreensão da natureza divina de forma racional, em oposição à compreensão literária própria da poesia , tal como era conduzida pelos conterrâneos.

Mais tarde, Aristóteles empregou o termo em numerosas ocasiões, com dois significados:
  • teologia como o ramo fundamental da ciência filosófica, também chamada filosofia primeira ou ciência dos primeiros princípios, mais tarde chamada de metafísica por seus seguidores.
  • teologia como denominação do pensamento mitológico imediadamente anterior à Filosofia, com uma conotação pejorativa, e sobretudo utilizado para referir-se aos pensadores antigos não filósofos (como Hesíodo e Ferécides de Siro).

Santo Agostinho tomou o conceito "teologia natural" da obra Antiquitates rerum humanarum et divinarum, de M. Terêncio Varrão, como única teologia verdadeira dentre as três apresentadas por Varrão: a mítica, a política e a natural. Acima desta, situou a teologia sobrenatural (theologia supernaturalis), baseada nos dados da revelação e, portanto, considerada superior. A teologia sobrenatural, situada fora do campo de ação da Filosofia, não estava subordinada, mas sim acima da última, considerada como uma serva (ancilla theologiae) que ajudaria a primeira na compreensão de Deus.

Teodicéia, termo empregado atualmente como sinônimo de teologia natural, foi criado no século XVIII por Leibniz, como título de uma de suas obras (chamada "Ensaio de Teodicéia. Sobre a bondade de Deus, a liberdade do ser humano e a origem do mal"), embora Leibniz utilize tal termo para referir-se a qualquer investigação cujo fim seja explicar a existência do mal e justificar a bondade de Deus.

Na tradição cristã (de matriz agostiniana), a teologia é organizada segundo os dados da revelação e da experiência humana. Estes dados são organizados no que se conhece como Teologia Sistemática ou Teologia Dogmática.

A Teologia é fortemente influenciada pelas mais diversas religiões, e portanto existe a Teologia-Budista, a Teologia-Islâmica, a Teologia-Católica, a Teologia-Mórmon, a Teologia-Evangélica ou Pentescostal, a Teologia-Hindú... e outras.

Quanto aos babilônios, estes não eram ateus, possuiam seus próprios deuses e sua própria crença assim como os possuiam os hebreus.

Por que deveriam reconhecer YHWH em detrimento de seus deuses? O que atesta se não os escritos hebraicos ser YHWH o deus verdadeiro?



Lembremos que os babilônios também possuíam seus escritos e façanhas de seus deuses, assim como os hebreus.


Quanto ao salmo Sr. Valdeci, sua interpretação é equivocada. Davi não se referia a ateus, mas a povos contemporâneos que professavam outras crenças. Não possuíam o Deus de Israel, mas possuíam seus próprios deuses.





Quanto a corromper, Davi se refere aos rituais realizados aos deuses, que algumas vezes atentavam contra a moral hebraica.

Tomemos por exemplo Baal: Este personagem teve a sua origem muito anteriormente como o principe do mundo epiteto que lhe garantia uma superioridade em relação aos outros componentes da divindade desta época. Este deus era conhecido também por Enki - O Senhor da Terra.

Na Bíblia se faz referência a Baal que poderia ser um epiteto de Hadad ou Adad que era uma divindade cananéia e suméria. Um deus da fertilidade.

Este deus Adad dos sumérios viria a ser o deus Sin dos acadios mais tarde, pai da bíblica Astarte (filisteus) e do seu irmão Camos ou Camoesh. Ambos também fizeram parte da mitologia Suméria e Acaádia, como Ishtar e Shamash.

Quanto ao relato bíblico, em Canaã, de regresso, os hebreus encontraram deuses estrangeiros. Em particular, viram no deus Baal uma ameaça especial. No livro dos Juízes (da Bíblia Hebraica), o hebreu Gedeão destrói os altares de Baal e a árvore sagrada pertencente aos midianitas.

Mais tarde, Elias, (sec. IX a.C.) condenou o rei Acabe por adorar Baal.

Realmente, oa que parece anti-cultural seria a crença em YHWH ou o ateísmo? Jamais vi movimentos ateus saírem por ai destruíndo templos, chutando imagens de santos, queimando igrejas ou mesmo pessoas.

Aliás os ateus pregam o livre pensamento o que não é uma atitude bem quista pelas religiões, mesmo hoje em dia.

Basta vermos o texto aqui citado, bem como a cruzada que protestantes fazem contra crenças que são contrárias ao seu mundo do dever ser.

Exemplos que vemos ainda hoje, é a existência do Index da igreja Católica, bem como da cruzada anti teoria da evolução patrocinada pelos protestantes fundamentalistas. Isto sim seriam posturas anti-culturais e contrárias ao livre pensamento.





O povo de Israel estava correndo o risco de ir para o mesmo buraco, não porque estivessem envolvidos completamente na apostasia, mas porque tentavam ser crentes e mundanos ao mesmo tempo.

O problema de tentar equilibrar é um perigo, pois o equilíbrio e o sincretismo correm na mesma avenida, apenas em direções opostas.
Com tudo isso, aprendemos esta grande lição: devemos ser 100% de Jesus.

(Valdeci Junior, conselheiro na Escola Bíblica da Rede Novo Tempo de Comunicação)

O povo de Israel corria perigo de assimilar elementos estranhos à sua cultura e, se isso tivesse ocorrido, o judaísmo morreria como morreram muitas crenças antigas do Oriente Médio e Norte da África (assimiladas pelo cristianismo e pelo islamismo) e da Europa (assimiladas pelo cristianismo).

Sincretismo Sr. Valdeci ocorre com todas as culturas quando se encontram com culturas distintas. Assim se deu com o judaísmo (possui muitos elementos babilônicos, persas e egípcios), com o cristianismo (que possui elementos judaicos, greco-romanos e bárbaros, acrescido depois com elementos das culturas africana e ameríndia).

A própria idéia de Jesus como méssias tem origem em Saoshyant que significa aquele que trará o benefício. Algumas passagens do Gathas, os hinos atribuíd
os a Zaratustra, o fundador do Zoroastrismo), que constituem a parte mais antiga do Avesta, sugerem que este acreditava no fim do mundo e que considerava ter recebido de Ahura Mazda (o deus supremo) a missão de convocar a humanidade para a batalha final contra o mal.

Contudo, Zaratustra terá tido consciência de que não veria esse fim durante a sua vida, pelo que ensinou que no futuro um homem viria para salvar o mundo.
Qualquer semelhança com as histórias de messias e juízo final seriam meras coincidências?
Lembremos que com a vitória dos assírios sobre o reino de Israel em 740 a.C., os israelitas foram enviados ao exílio em lugares na Assíria e “nas cidades dos medos”, algumas delas sendo então vassalos da Assíria .

Certamente que contatos com culturas diversas numa época difícil, faz com que povos assimilem os costumes, bem como as crenças religiosas, principalmente se elas trazem uma mensagem de júbilo em seu bojo, como era o conceito de messias e juízo final, quando todos os opressores serão vencidos por Deus.

Quanto ao Cativeiro da Babilônia, a primeira deportação teve início em 598 a. C. . Jerusalém é sítiada e Joaquim, Rei de Judá, rende-se voluntariamente. O Templo de Jerusalém é parcialmente saqueado e uma grande parte da nobreza, os oficiais militares e artífices, inclusive o Rei, são levados para o Exílio em Babilónia.

Zedequias
, tio do Rei Jeoaquim, é nomeado por Nabucodonosor II como rei vassalo. Precisamente 11 anos depois, em resultado de nova revolta no Reino de Judá, ocorre a segunda deportação em 587 a.C. e a consequente destruição de Jerusalém e seu Templo.

O Cativeiro colocou hebreus em contato com a cultura babilônica, de onde assimilaram-se várias lendas e crenças desta (dilúvio, paraíso, demônios, etc.).

Os hebreus já tinham tido contato com as crenças e a cultura egípcias, de onde assimilaram boa parte dos 10 Mandamentos bem como do Levítico.
Basta checarmos o Livro dos Mortos do Antigo Egito (Papiro de Any), que verificaremos muitas das prestações negativas e positivas dos 10 Mandamentos e do Levítico.

Assim, Sr. Valdeci, a crença que professa possui, em sua raiz, diversos sincretismos, o que demonstra ser a sua afirmativa sobre equilíbrio e sincretismo conduzirem a um buraco uma falta de entendimento a respeito da essência do tronco judaico-cristão-islâmico.

Tomando por base o seu raciocínio, o cristianismo, em sua raiz, já se encontra no buraco e, mais tarde, foi para um buraco negro, de onde não mais teria saída.


O protestantismo não fez resgate algum do cristianismo professado por Jesus, uma vez que este não possuia os elementos da lógica grega, adaptada por Paulo de Tarso, de modo a justificar o cristianismo como uma verdade e tão pouco elementos do direito romano, o que ainda é marcante na teologia cristã.


De Israel o cristianismo toma o teísmo. De Israel toma o cristianismo, também, o conceito de uma revelação e assistência especial de Deus. Daí a idéia de uma história, que é desenvolvimento providencial da humanidade, idéia peculiar ao cristianismo e desconhecida pelo mundo antigo. Na revelação cristã é filosoficamente fundamental, básico, o conceito de uma queda original do homem no começo da sua história, e também o conceito de um Messias, um reparador, um redentor. Conceitos indispensáveis para explicar o problema do mal, racionalmente premente e racionalmente insolúvel.

Quanto ao pensamento grego, deve-se dizer que entrará no cristianismo como sistematizador das verdades reveladas, e como justificador dos pressupostos metafísicos do cristianismo; não, porém, como elemento constitutivo, essencial e característico, porquanto este é hebraico e cristão.






Quanto ao direito romano, deve-se dizer que entrará no cristianismo como sistematizador do novo organismo social, a Igreja, e não como constitutivo de seus elementos essenciais e característicos, que são próprios e originais do cristianismo.




Aqui encontra-se uma boa explicação a respeito da filosofia cristã. Desse modo, Sr. Valdeci, ser 100% Jesus é difícil, uma vez que ainda não se tem conhecimento de qual foi realmente a verdadeira mensagem de Jesus, pois ele nada escreveu. O que se sabe é o que os outros disseram por ele.

O sr. deveria ler um pouco mais a respeito de filosofia e história das religiões antes cometer atropelos históricos, filosóficos e teológicos.

Recomendo também que preste mais atenção nas prateleiras das livrarias quando for proocurar determinados temas.



Dessa forma, todo o raciocínio abordado pelo Sr. Valdeci é equivocado, bem como falacioso e carente de elementos históricos e filosóficvos que embasem o seu conteúdo, além de fortemente tendencioso. Assim, não deve ser levado em consideração, no que se refere a justificar uma determinada postura, seja contra ateus, seja contra outros grupos cuja crença assuma padrões diferenciados daquela que o articulista professa.