sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O Mistério do Sexo Parte 6

3.13 - Arthropoda

Os artrópodes são, em sua maioria, dióicos e muitos utilizam seus apêndices modificados para a cópula. A fecundação é interna nas formas terrestres, podendo ser externa nas aquáticas. O desenvolvimento pode ser direto ou indireto. A cópula e a fecundação variam muito de acordo com a espécie.

3.13.1 – Insecta

sua reprodução normalmente é sexuada, havendo dimorfismo sexual. A fecundação é interna e cruzada. Nas fêmeas há um ovipositor bem desenvolvidos em ortópteros (gafanhotos) e himenópteros (abelhas), sendo que nestes o órgão se encontra modificado em ferrão inoculador de veneno.

O desenvolvimento é direto (sem metamorfose) ou indireto (com metamorfose) sendo estes:

Ametábolos: insetos sem larva que não sofrem metamorfose. Ex. insetos da ordem Thysanura, como a traça dos livros.

Hemimetábolos: a metamorfose é parcial, uma vez que o inseto jovem se assemelha ao adulto. Ex. cupins, os gafanhotos, as cigarras e as baratas.

Holometábolos: passam por metamorfose total (ovo, larva, pupa e imago - adulto). Ex. borboletas.

3.13.1. 2 - As diversas ordens de insetos:

Ordem Thysanura:


São ametábolos, ápteros e podem executar movimentos rápidos. Têm longas antenas e três cercos caudais, que dão aspecto de "três caudas". Alimentam-se de folhas mortas e restos vegetais ou, nas casas, de papel e tecidos. Exemplo: a traça-dos-livros.





Ordem Orthoptera:
São insetos hemimetábolos, dotados de uma grande cabeça com peças bucais mastigadoras. Herbívoros ou onívoros (comem "de tudo"). Exemplos: gafanhotos, grilos, louva-a-deus, baratas.







Ordem Isoptera:
São hemimetábolos e apresentam estrutura social. Exemplo: os cupins. Suas sociedades são divididas por sexo e por castas (categorias sociais).







Ordem Odonata:
São insetos hemimetábolos e suas ninfas vivem na água. Herbívoros ou carnívoros, apresentam peças bucais mastigadoras e longas asas transparentes. Exemplos: libélulas e efemérides.







Ordem Anoplura:

São ectoparasitas sugadores de sangue. Portanto, possuem peças bucais sugadoras. Alguns deles transmitem doenças para os seres humanos. Todos os membros dessa ordem são hemimetábolos. Exemplos: piolhos e percevejos.





Ordem Hemiptera:
Possuem peça bucal sugadora e são herbívoros, carnívoros ou ecto-parasitas. São hemimetábolos. Exemplos: "barbeiros" e percevejos.









Ordem Diptera:

São holometábolos, e muitos dos representantes da ordem transmitem doenças. Exemplos: moscas, mosquitos, borrachudos e pernilongos.







Ordem Lepdoptera:


Apresentam a peça bucal sugadora, longa e enrolada quando em repouso. As asas são grandes, membranosas e coloridas. São insetos holometábolos, e as suas largatas representam prejuízo para muitas lavouras. Exemplos: mariposas e borboletas.

Ordem Coleoptera:

Trata-se da maior ordem conhecida de seres vivos (mais de 400 000 espécies descritas). A característica mais significativa do grupo é a presença da carapaça sobre as asas. Na verdade, essa carapaça, o élitro, é a asa anterior modificada. Há espécies herbívoras e outras carnívoras. Exemplos: besouros, joaninhas e brocas.



Ordem Siphonaptera:
Insetos desprovidos de asas; com patas posteriores longas e adaptadas para saltos; peças bucais picadoras. Alguns representantes do grupo são vetores de doenças humanas, como a peste bubônica. Exemplo: pulgas.






Ordem Hymenoptera:
Uma das mais polimorfas ordens de insetos (cerca de 250 000 espécies), apresenta animais dotados de peças bucais sugadoras, mastigadoras ou lambedoras. Em algumas espécies, como nas formigas, as asas estão presentes apenas nos indivíduos sexualmente ativos. São holometábolos e apresentam estrutura social.



3.13.1. 3 - O exemplo das abelhas:

Na época do acasalamento, a rainha executa o "vôo nupcial", no qual é acompanhada pelo cortejo de zangões. Vários machos fertilizam a rainha, que deposita os espermatozóides em uma cavidade chamada espermateca. Ao retornar para a colméia, inicia a postura dos ovos. Em favos largos, não ocorre a compressão da espermateca, e apenas óvulo é depositado. Nos favos estreitos, a espermateca é comprimida e libera espermatozóides. A fecundação é interna, e um zigoto é depositado no favo.
Os ovos fecundados (diplóides) originam as fêmeas, enquanto os não-fecundados desenvolvem-se por partenogênese, formando apenas machos.








Todos os machos são férteis, mas a fertilidade dos embriões femininos depende do tipo de alimentação fornecida às larvas. As larvas destinadas a serem operárias recebem uma alimentação menos abundante, constituída principalmente de mel.
As larvas das futuras rainhas são alimentadas por operárias mais velhas, e recebem uma alimentação especial, mais abundante e rica em hormônios, chamada geléia real.

3.13.2 - Crustacea

A maioria dos crustáceos tem sexos separados, que se podem distinguir como apêndices especializados, normalmente no último segmento torácico e seu desenvolvimento é indireto.
Algumas espécies apresentam mesmo dimorfismo sexual, não só em termos do tamanho, mas também de outras características.
No caranguejo de mangal, Scylla serrata, a fêmea é maior que o macho e têm o abdômen mais largo, podendo assim incubar os ovos com maior segurança.
Durante a cópula, o macho transfere para a fêmea uma cápsula com os espermatozóides, denominada espermatóforo, que ela abre na altura em que liberta os óvulos.

Os ovos são muitas vezes incubados pela fêmea até o embrião estar totalmente formado. Nos casos com crescimento por metamorfoses, os ovos libertam larvas que são geralmente pelágicas, fazendo parte do zooplâncton.
A larva mais simples é o nauplius, sendo que em crustáceos superiores há o protozoé, zoe, mysis e megálopa.

3.13.2.1 - Classificação dos crustáceos

O número de patas é um bom critério, que permite dividir a classe dos crustáceos em duas ordens:

Decápodes: crustáceos de dez patas. Ex. Camarão.

Isópodes: são crustáceos que possuem numerosas patas, todas semelhantes. O exemplo mais conhecido é um isópodes encontrado em toda a costa litorânea do Brasil, conhecido por Tatuí, tatuíra ou tatuzinho de de praia.

Subclasse Branchiopoda

Ordem Cladocera

São conhecidos como pulgas d"água, devido a semelhança com aqueles insetos. Locomovem-se através das antenas transformadas em vigorosos órgãos de propulsão. Podemos encontra-las em concentrações que variam de 100 a 100.000 por metros cúbicos de água. São de suma importância sob o aspecto ecológico, uma vez que representam a dieta principal dos peixes de água doce. Ex. Daphnia pulex.






Subclasse Ostrácoda
Pequenos crustáceos muito comum na água doce e do mar, possui o corpo não segmentado, completamente protegido por uma concha, constituída por duas valvas. Ex. Strandesia.






Subclasse Copépoda; Ordem Cyclopoidea

Pequenos crustáceos encontrados em freqüência nos lagos, riachos ou mares, onde servem de alimentos para outros animais. As fêmeas são reconhecidas facilmente quando estão com os sacos ovígeros. Alguns podem ser vistos a olho nu e reconhecidos pela maneira de locomoção que efetua por pequenos saltos. Ex. Cyclops.






Subclasse Cirripédia; Ordem Thoracica

São animais sésseis que se apresentam bem diferentes de outros crustáceos, sendo dificilmente reconhecidos como tais. Eles fixam-se pela região pré-oral, e tem seu corpo protegido por uma carapaça constituída por várias placas às vezes fundidas umas às outras.


Dois tipos são encontrados nas águas litorâneas: as que possuem pedúnculo, conhecidas como Lepas, e as que não possuem conhecidas como Balanus (cracas). São vivíparas.

Subclasse Malacóstraca; Ordem Isopoda
São representados pelos tatuzinhos de jardim (Porcellio e Armadillidium) e as baratinhas da praia (Ligia exótica). São crustáceos terrestres que apresentam sete segmentos torácicos distintos, cada qual com um par de pernas. A respiração nos isópodos é feita através de apêndices abdominais modificados para esse fim.



Ordem Decapoda
Caracterizam-se por apresentarem 5 pares de extremidades locomotoras. Nesta ordem estão os principais crustáceos, os mais evoluídos que entram na alimentação humana. Ex. camarões, lagostas, siris, caranguejos, etc.





3.13.3 - Arachnida

Os aracnídeos são dióicos e se reproduzem por fecundação interna, e cruzada, havendo dimorfismo sexual. Produzem ovos, de onde saem indivíduos imaturos, mas semelhantes aos progenitores (ametábolos). Podem ser ovíparos e vivíparos (os escorpiões). Ainda pode haver partenogênese em carrapatos.

3.13.3.1 Classificação

Este grupo divide-se em:

Araneídeos:
São todas as aranhas. As aranhas apresentam o corpo dividido em cefalotórax (cabeça fundida ao tórax) e abdome. Nas aranhas o cefalotórax está unido ao abdome por uma fina "cintura" chamada pedículo.






Na parte da frente do cefalotórax existem vários olhos simples, um par de quelíceras e um par de palpos. As quelíceras são estruturas pontiagudas que inoculam veneno numa presa, paralisando-a. Os palpos servem para manipular o alimento. Possuem quatro pares de pernas e não tem antenas.

Na extremidade do abdome existem vários tubinhos onde se encontram as glândulas fiandeiras. Essas glândulas produzem uma substância pegajosa com a qual a aranha tece suas teias.

Escorpionídeos:
São todos os escorpiões. O corpo dos escorpiões é semelhante ao das aranhas, com uma diferença: o abdome é dividido em duas partes, pré-abdome e pós-abdome. No pós-abdome, encontra-se uma glândula que produz o veneno, que o animal injeta na vítima com um aguilhão.





Acarinos:

O corpo destes animais é inteiriço, sem divisões.







São os ácaros (muitos deles parasitam vegetais e a pele de animais provocando doenças, como a sarna, sendo outros de vida livre) e carrapatos (maiores e alimentam-se geralmente de sangue de outros animais).

3.13.4 - Myriapoda

Os miriápodes são artrópodes chamados de unirremes, por não possuírem apêndices ramificados. As mandíbulas não são articuladas. Possui um par de antenas, as trocas gasosas são feitas pelas traquéias e os órgãos excretores são os túbulos de Malpighi. São terrestres, não existindo representantes aquáticos.
Os miriápodes possuem uma cabeça e um tronco alongado, com muitos segmentos, que possuem pernas. Habitam locais terrestres úmidos, pois não possuem cutícula. Vivem escondidos embaixo de pedras, troncos e rochas. Na cabeça há ocelos, alguns representantes possuem olhos compostos, peças bucais na região ventral, voltadas para frente.

São animais de sexos separados, com fecundação interna e cruzada e ovíparos. Possuem uma só gônada e o poro genital pode ficar nos primeiros segmentos do corpo (progoneados - diplópodos) ou no penúltimo segmento (opistogoneados – quilópodos). Seu desenvolvimento é direto.

3.13.4.1 – Classificação
Classe Diplopoda (Diplópodes)


Nesta classe estão os piolhos-de-cobra. Possuem 2 pares de patas por segmento, são animais herbívoros e detritívoros, não possuindo forcípula. Costumam viver escondidos da luz para evitar dessecação. Existem cerca de 75.000 espécies descritas.


O tegumento destes animais está impregnado com sais de cálcio. Normalmente a superfície é lisa, mas alguns animais têm cristas, tubérculos, cerdas ou espinhos. A coloração da maioria dos diplópodes é preta e marrom, existindo representantes vermelhos, alaranjados e até machados.

Não costumam ser animais ágeis, pois se locomovem lentamente.

Porém as pernas têm força suficiente para abrir caminhos no solo. Como não são ágeis, precisaram desenvolver mecanismos para sua defesa, como um esqueleto rígido e podem enrolar o corpo, como um espiral. Algumas espécies possuem glândulas repugnatórias, havendo 1 par de glândulas por segmento. Esta secreção pode ser tóxica ou repelente.

Em algumas espécies os olhos podem estar ausentes. As antenas possuem pêlos táteis.
A transferência de espermatozóides é indireta, havendo a presença de um espermatóforo, mas não em todas as espécies. Os ovos são depositados em ninhos e depois de alguns dias eclodem os jovens. Algumas espécies têm partenogênese.

Classe Chilopoda (Quilópodes)

Nesta classe estão as centopéias, que estão distribuídas por todo o mundo, com cerca de 3000 espécies descritas. A maior centopéia do mundo mede 26 centímetros. Têm o hábito de viver escondidas, não só de predadores, mas também para evitar a dessecação, portanto, possuem hábitos noturnos.




As centopéias possuem um par de pernas por segmento, garras de veneno para se proteger e o último par de patas pode ser usado para defesa, dando tipo uns “beliscões”. O par de patas do 1o segmento do corpo é transformado em forcípula, estrutura que possui glândulas de veneno.

Algumas espécies produzem glândulas repugnatórias, que são chutadas contra o inimigo, e expelem gotas adesivas.
As centopéias são adaptadas para correr, sendo as pernas das corredoras mais longas. Também são adaptadas para cavar, e a força é obtida por contrações do tronco.

São predadoras de pequenos artrópodes, mas algumas espécies se alimentam de minhocas e caracóis.

A transmissão de espermatozóides é indireta. Freqüentemente há um ritual de acasalamento e o macho libera o espermatóforo, e a fêmea apanha-o. A fêmea guarda os ovos até o momento da eclosão. O desenvolvimento é direto.

O Mistério do Sexo Parte 5

3.10 - Os vermes:

A fecundação cruzada (onde há cópula entre o macho e a fêmea) aparece nos vermes, conforme segue:

3.10.1 - Plathyelminthes:


3.10.1.1 - Classe Turbellaria

São animais de vida livre, possuem cílios para locomoção e um aspecto foliáceo. Um exemplo de representante desta classe é a planária.





São hermafroditas e fazem fecundação cruzada, a autofecundação é rara. Os dois indivíduos que estão acasalando ficam unidos pelos poros genitais.

Cada um introduz o pênis na abertura genital do outro, trocam espermatozóides e se separam. Vários óvulos são fecundados e lançados para o exterior pelo poro genital. Os zigotos possuem uma cápsula protetora e vão eclodir planárias jovens, evidenciando um desenvolvimento direto.



As planárias possuem um grande poder de regeneração, e se reproduzem assexuadamente por fissão transversal. Se cortarmos uma planária em vários pedaços, cada um irá ser regenerar e dar origem a um novo indivíduo.






3.10.1.2 - Classe Trematoda



São endo ou ectoparasitas. Possuem ventosas para fixação, uma na região oral, outra ventral. Possuem cutícula protetora na epiderme e não possuem cílios. São hermafroditas, mas o S. mansoni é dióico. A fêmea vive numa cavidade do macho chamada canal ginecóforo.




Fazem fecundação cruzada e interna. Como representante hermafrodita temos a Fasciola hepatica, que parasita o fígado de carneiros e eventualmente o ser humano.







3.10.1.3 - Classe Cestoda

São endoparasitas de corpo alongado, representados pelas tênias. Não possuem cílios, o corpo é metamerizado e não possuem tubo digestivo, alimentando-se por difusão dos nutrientes pré-digeridos pelo hospedeiro.






As tênias podem atingir até 8 metros de comprimento. O corpo delas é dividido em três partes: Cabeça ou escólex, que possui ventosas para a fixação no hospedeiro. A Taenia solium apresenta ganchos e ventosas; pescoço ou colo, região mais afilada e estróbilo, responsável pelo crescimento do organismo.












Aí estão as proglótides, estruturas que possuem sistemas reprodutores feminino e masculino (hermafroditas), ou seja, são hermafroditas. Após a fecundação as proglótides cheias de ovos se desprendem e são eliminadas com as fezes.


3.10.2 - Aschelminthes

A maioria das espécies se apresenta como dióica, (realizam fecundação interna), ocorrendo em algumas nítido dimorfismo sexual: normalmente os machos são menores que as fêmeas, apresentam espinhos copulatórios e possuem a cauda encurvada.

Na cópula, os machos depositam os seus espermatozóides no poro genital das fêmeas. Todavia, os machos não possuem poro genital, e a saída dos espermatozóides ocorre pelo ânus.





Também são características exclusivas dos nematódeos a ausência de células ciliadas e os espermatozóides amebóides, sem flagelo, deslocando-se por pseudópodos.

A fecundação acontece dentro do corpo da fêmea (fecundação interna). Depois de fecundado, o zigoto se desenvolve dentro de um ovo com a casca resistente. Muitas espécies eliminam os ovos fecundados para o ambiente, onde as primeiras divisões se processam e o ovo se torna embrionado.

Este ramo de vermes, que possui três camadas de tecido, deu origem aos deuterostômios de onde evoluíram os equinodermos e os cordados, aos equidiozoários, de onde evoluíram os nematódios, artrópodes, onicóforos e tardigrados e aos lofotrocozoários, de onde evoluíram os loforados (braquiópodes) e trocozoários de onde evoluíram os moluscos e os anelídeos.

A origem dos cordados ainda é desconhecida. Os primeiros cordados identificáveis são espécimes semelhantes à peixes ou lanceolados do período Cambriano.

É possível que todos os atuais deuterostômios tenham se desenvolvido de um ancestral comum que tivesse brânquias individuais, um cordão nervoso completo e um corpo segmentado. Isso pode ser encontrado em um pequeno grupo de deuterostômios do Cambriano chamado Vetulicolia.

A origem dos aschelminthes se encontra em um ramo de embriões com uma cavidade que se diversificou em ctenóforos, cnidários, e platyhelminthes.

Já, estes animais com embriões com uma cavidade se diversificaram daqueles cujos animais eram os de duas camadas celulares, que também deram origem aos poríferos.

3.10.3 - Anelídeos

3.10.3. 1- Classe Oligochaeta

A minhoca, embora seja hermafrodita, tem fecundação cruzada. No acasalamento, dois animais colocam-se lado a lado, em sentido contrário, fecundando-se simultaneamente.

Ao redor do clitelo, forma-se uma bolsa gelatinosa espessa, o casulo, dentro do qual os óvulos são colocados e fecundados pelos espermatozóides do parceiro.

Dentro de cada casulo, podem estar de 2 a 20 ovos. Na eclosão dos ovos, são liberados indivíduos já com as características de um adulto "em miniatura". Esse tipo de reprodução sem passagem por estágio larval se chama desenvolvimento direto.

3.10.3. 2 - Classe Polichaeta

Os poliquetas de sexos separados fazem fecundação cruzada e a fecundação é externa. Há passagem por um estágio larval, e a larva é conhecida por trocófora.





3.10.3.3 - Classe Hirudina

Processo reprodutivo muito semelhante ao da minhoca ocorre com a sanguessuga, também hermafrodita e que realiza fecundação cruzada.







3.11 - Echinodermatha

A reprodução dos equinodermos é sexuada e a maioria das espécies é dióica, ou seja, apresentam sexos separados: existe o macho e a fêmea. Sua fecundação é externa, machos e fêmeas eliminam seus gametas na água do mar. O desenvolvimento é indireto, pois muitas espécies apresentam vários estágios larvais.




3.12 - Mollusca

A reprodução dos moluscos é sexuada e, na maioria dos representantes do grupo, a fecundação é interna e cruzada, podendo haver fecundação externa. Muitas espécies são monóicas (como o caramujo de jardim).
Na cópula, dois indivíduos aproximam-se e encostam seus poros genitais, pelos quais fecundam-se reciprocamente.

Os caracóis de jardim, embora hermafroditas, realizam fecundação cruzada, sendo que enterram-se, mutuamente, um dardo sexual.





Em gastrópodos e cefalópodos há uma bolsa denominada espermatóforo onde é acumulado o líquido seminal trocado na cópula.

Normalmente, os moluscos são ovíparos e de desenvolvimento direto (cefalópodes e gastrópodes) ou indireto, sendo seus representantes os lamelibrânquios (bivalves), cujas larvas são o véliger (larvas livres) e o gloquídeo (larvas parasitas das brânquias de peixes).











Os ovos desenvolvem-se e, ao eclodirem, liberam novos indivíduos sem a passagem por fase larval (desenvolvimento direto). Nas formas aquáticas, há espécies monóicas e espécies dióicas (como o mexilhão). A forma mais comum de desenvolvimento é o indireto.


O Mistério do Sexo Parte 4

3.7 - Protozoários

Estes organismos possuem formas de reprodução conforme seguem:

3.7.1 - Divisão binária e divisão simples:
A maioria dos protozoários de vida livre se reproduz assexuadamente por divisão binária. A célula cresce até determinado tamanho e se divide ao meio, originando dois novos indivíduos. Entretanto alguns sarcodíneos e esporozoários podem se reproduzir assexuadamente por divisão múltipla. Nesse caso a célula multiplica seu núcleo diversas vezes por mitose antes de fragmentar em inúmeras pequenas células.

3.7.2 - Reprodução sexuada:
Quase todas as espécies de protozoários apresentam processos sexuais. No tipo mais comum de reprodução sexuada, dois indivíduos de sexos diferentes fundem-se e formam um zigoto, que posteriormente sofre meiose e reconstitui novos indivíduos, geneticamente recombinados.

3.7.2.1 - Conjugação em paramécio:
O paramécio apresenta um processo sexual denominado conjugação. Dois indivíduos de sexos diferentes se aproximam e estabelecem uma ponte citoplasmática. Através dessa ponte eles trocam micronúcleos que haviam sido previamente duplicados.









Após a troca os conjugantes se separam e, em cada um dos indivíduos, os dois micronúcleos, um original e o recebido do parceiro, se fundem, misturando seus materiais genéticos. No fim do processo cada conjugante dá origem a quatro novos paramécios recombinantes, com diferentes misturas dos genes dos pais.

3.7.2.2 - Alternância de gerações em esporozoários:
Nos esporozoários geralmente há alternância entre formas sexuadas e assexuadas de reprodução. Muitas espécies são capazes de formar esporos resistentes, que infestam o hospedeiro.


3.8 - Poriphera

Os poríferos podem reproduzir-se tanto assexuadamente, como sexuadamente.
A reprodução assexuada nas esponjas pode ocorrer de três modos: Regeneração, brotamento e gemulação.







A reprodução sexuada - por meio de gametas - dos poríferos ocorre de uma maneira bastante interessante, pois a fecundação é indireta. Isto porque o espermatozóide não penetra diretamente no óvulo. Os espermatozóides são eliminados na corrente de água, entram pelos poros de outra esponja e são fagocitados pelos coanócitos.


Só então os gametas masculinos atingem o mesênquima e fecunda o óvulo. Tanto os óvulos como os espermatozóides são originados pelos arqueócitos. Os poríferos podem ser monóicos (hermafroditas) ou dióicos (de sexo separado). O desenvolvimento é indireto, por meio de uma larva ciliada livre-nadante - a anfiblástula. Depois de um tempo, ela se fixa a um substrato - estágio olinthus.


3.9 – Cnidária

A reprodução dos cnidários pode ser assexuada e sexuada, ocorrendo ainda em alguns tipos de indivíduos uma alternância de gerações conhecida por metagênese e caracterizada por apresentar uma fase assexuada e outra sexuada durante o ciclo reprodutor.


Na reprodução assexuada é comum a formação de brotos. A reprodução sexuada apresenta espécies monóicas (hermafroditas) e também espécies dióicas (sexos separados, existe o macho e a fêmea), ocorrendo assim a reprodução sexuada com fecundação externa.

Para o caso das hidras, temos a reprodução sexuada com fecundação interna.

A hidra masculina possui testículo, onde se formam os espermatozóides. A hidra feminina possui ovário, onde se desenvolvem os óvulos. A hidra masculina elimina espermatozóides na água; estes deslocam-se até uma hidra feminina, onde o óvulo é fecundado.

Forma-se, então, um zigoto ou célula-ovo, que se desenvolve no corpo da hidra feminina, transformando-se em embrião. Depois o embrião separa-se do corpo da hidra-mãe, dando origem a uma pequena hidra, que cresce até formar uma hidra masculina ou feminina adulta.

O Mistério do Sexo Parte 3

3.3 - Algas:

As algas são organismos que anteriormente eram incluídos no Reino Plantae, porém atualmente pertencem ao Reino Protista, sendo a Ficologia (fico = algas; logia = estudo) o ramo da biologia que estuda esses seres: unicelular ou multicelular (filamentosas), eucariontes, fotossintetizantes e viventes em ambientes de água doce (rios, lagos ou superfícies úmidas) ou salgada (mares e oceanos).


3.3.1 - Reprodução assexuada

3.3.1.1 - Divisão binária
Nas algas Unicelulares, a divisão binária é o mecanismo básico de reprodução (diatomáceas, euglenófitas).

3.3.1. 2 - Fragmentação
Em muitas algas filamentosas, a reprodução ocorre por simples fragmentação do talo. Os fragmentos isolados crescem devido a multiplicação das células que os constituem, originando talos completos.

3.3.1.3 - Zoosporia
Algumas espécies de algas multicelulares produzem células flageladas, os zoósporos, que nadam até atingir locais favoráveis ao seu desenvolvimento, onde se fixam e originam novos talos (alga verde do gênero Ulothrix).

3.3.2 - Reprodução sexuada

3.3.2.1 - Fusão celular em algas Unicelulares
Nas Chlamydomonas, por exemplo, cada organismo adulto é haplóide. Dois indivíduos sexualmente maduros fundem–se e originam um zigoto diplóide. Logo após, ocorre uma meiose zigótica, originando 4 indivíduos haplóides. Cada um deles origina um novo organismo, que na maturidade poderá se reproduzir tanto assexuadamente quanto sexuadamente (alga verde do gênero Chlamydomonas).

3.3.2.2 - Conjugação de algas filamentosas
Algumas espécies de algas filamentosas apresentam células que se diferenciam em gametas masculinos, que atravessam pontes intercelulares, passam para células de outro filamento, diferenciadas em gametas femininos. Da fecundação surge o zigoto, que se liberta do filamento materno e se multiplica, originando um novo filamento (alga verde do Gênero Spirogyra).

3.3.2.3 - Alternância de gerações
A maioria das algas multicelulares apresentam alternância de gerações, ou seja, em seu ciclo de vida alternam–se gerações de indivíduos haplóides e diplóides (lga verde talosa do gênero Ulva).

3.4 - Briófitas:

A reprodução das briófitas apresenta duas fases: uma assexuada e outra sexuada.Os musgos verdes que podemos ver num muro úmido são plantas sexuadas que representam a fase chamada de gametófito, isto é, fase produtora de gametas.

O gametófito masculino produz gametas móveis, com flagelos, chamados de anterozóides.

Já o feminino produz gametas imóveis, chamados de oosferas. Levados pelas gotas de chuva, os anterozóides alcançam a planta feminina e nadam em direção à oosfera.
Da união de um anterozóide com uma oosfera, surge o zigoto, que, sobre a planta feminina cresce e forma um embrião, que se desenvolve originando a fase assexuada chamada de esporófito, isto é, fase produtora de esporos.

O esporófito possui uma haste e uma cápsula, no interior da qual formam-se os esporos. Quando maduros, os esporos são liberados e podem germinar no solo úmido. Cada esporo, então, pode formar uma espécie de "broto" chamado de protonema. Cada protonema, por sua vez, desenvolve-se e origina um novo musgo verde (gametófito).


3.5 - Pteridófitas:

As pteridófitas são as plantas vasculares pequenas e sem sementes, geralmente com alguns poucos centímetros de altura, vivendo em lugares úmidos e sombreados, atualmente divididas em quatro Filos: Psilophyta, Lycophyta, Sphenophyta e Pterophyta (o filo das samambaias).



Da mesma maneira que as briófitas, as pteridófitas se reproduzem num ciclo que apresenta uma fase sexuada e outra assexuada. Para descrever a reprodução nas pteridófitas, vamos tomar como exemplo uma samambaia comumente cultivada (Polypodium vulgare).

A samambaia é uma planta assexuada produtora de esporos. Por isso, ela representa a fase chamada esporófito.

Em certas épocas, na superfície inferior das folhas das samambaias formam-se pontinhos escuros chamados soros. O surgimento dos soros indica que as samambaias estão em época de reprodução - em cada soro são produzidos inúmeros esporos.

Quando os esporos amadurecem, os soros se abrem. Então os esporos caem no solo úmido; cada esporo pode germinar e originar um protalo, aquela plantinha em forma de coração mostrada no esquema abaixo. O protalo é uma planta sexuada, produtora de gametas; por isso, ele representa a fase chamada de gametófito.

O protalo das samambaias contém estruturas onde se formam anterozóides e oosferas. No interior do protalo existe água em quantidade suficiente para que o anterozóide se desloque em meio líquido e "nade" em direção à oosfera, fecundado-a. Surge então o zigoto, que se desenvolve e forma o embrião.

O embrião, por sua vez, se desenvolve e forma uma nova samambaia, isto é, um novo esporófito. Quando adulta, as samambaias formam soros, iniciando novo ciclo de reprodução.

Como você pode perceber, tanto as briófitas como as pteridófitas dependem da água para a fecundação. Mas nas briófitas, o gametófito é a fase duradoura e os esporófitos, a fase passageira. Nas pteridófitas ocorre o contrário: o gametófito é passageiro - morre após a produção de gametas e a ocorrência da fecundação - e o esporófito é duradouro, pois se mantém vivo após a produção de esporos.
Além da reprodução sexuada, alguns representantes deste grupo reproduzem-se assexuadamente, por brotamento.

3.6 - Espermatófitas:

São as plantas que produzem sementes. Algumas espermatófitas, em que a norma é a reprodução sexuada, podem igualmente produzir sementes sem que haja fertilização dos óvulos, através de um processo conhecido por apomixia.

3.6.1 - Gimnospermas

São plantas vasculares que possuem sementes nuas, o u seja, as sementes formadas não são envolvidas pelo ovário desenvolvido (por um fruto), mas inseridas em uma camada superficial constituída por escamas reunidas em forma cônica (estróbilo / pinha = estrutura reprodutiva). Dessa forma, são vegetais que não possuem frutos.


Assim, os estróbilos podem ser masculinos e femininos, denominados respectivamente por microsporângio e megasporângio, originando o grão de pólen e o óvulo. Os organismos desse grupo reúnem espécies monóicas ou dióicas, porém com reprodução sexuada:
As monóicas caracterizam-se por manifestar em uma mesma planta, ambas as estruturas reprodutivas. Normalmente os estróbilos masculinos se dispõem próximo à base da copa arbórea, e os estróbilos femininos mais em direção ao ápice.

As dióicas representam espécies onde os distintos estróbilos são formados em diferentes indivíduos, uma planta masculina e outra feminina.

O mecanismo de polinização mais comum entre as gimnospermas ocorre por intervenção natural do vento (anemofilia), ou por insetos (entomofilia) através do transporte do grão de pólen até às escamas do estróbilo feminino, proporcionando a fecundação quando os núcleos espermáticos haplóides do grão de pólen descem pelo tubo polínico, em um deles fusiona a oosfera, originando o zigoto alojado no interior da semente.

Quando amadurecem, as sementes se destacam da pinha, atingindo o solo e germinam, caso as condições sejam favoráveis.

3.6.2 - Angiospermas

As angiospermas são espermatófitas (plantas com sementes) cujos órgãos de reprodução sexuada estão reunidos em flores (antófitas = plantas com flores). Representam o grupo mais evoluído do reino vegetal, superando todas as outras plantas vasculares em diversidade, habitat ocupado e utilidade ao homem. Sob o ponto de vista reprodutivo, diferem das gimnospermas por apresentarem óvulos e sementes encerrados dentro dos carpelos, que mais tarde desenvolver-se-ão em frutos.

Para compreendermos os processos de reprodução das angiospermas, um conhecimento básico da morfologia floral se faz necessário.

As flores das angiospermas, como os estróbilos das gimnospermas, são ramos de crescimento definido que portam orgãos foliares diferenciados, destinados à reprodução sexual. Distinguem-se, basicamente, nesta estrutura, apêndices estéreis, sépalas e pétalas, compondo o perianto e, apêndices férteis, estames (androceu) e carpelos (gineceu). Estames e carpelos são os órgãos mais importantes da flor e são também designados como microsporófilos e megasporófilos, respectivamente. A utilização destes termos permite estabelecer relação com o ciclo de vida de outras divisões de plantas.

Os estames são formados pelas anteras, onde é produzido o pólen, o filete e o conectivo que interliga as duas estruturas. Os carpelos consistem de uma porção basal dilatada, o ovário, contendo os óvulos e uma superfície receptiva de pólen, geralmente, apical, denominada estigma. Ovário e estigma podem estar conectados por um estilete.

Quanto ao sexo, as flores podem ser hermafroditas (monóclinas) ou unissexuadas (díclinas), neste caso, as plantas podem ser monóicas (pistiladas e estaminadas no mesmo indivíduo), dióicas (pistiladas e estaminadas em indivíduos distintos) ou polígamas (díclinas e monóclinas no mesmo indivíduo).

O aspecto sexual das flores e plantas, aliados a outros fenômenos reprodutivos, condicionam o processo de polinização e fertilização nas angiospermas.
A reprodução sexuada, neste grupo, incluiu os seguintes fenômenos: esporogênese, gametogênese, polinização, fecundação e desenvolvimento da semente e do fruto.

3.6.2.1 - Esporogênese e Gametogênese
A partir das Pteridófitas a fase esporofítica no ciclo de vida das plantas, passa a ser a dominante ou duradoura, representada pelo indivíduo em si. Nas angiospermas, a produção das flores representa o estado final na maturação do esporófito.

Durante o processo de microsporogênese, dá-se no interior das anteras, isto é, nos sacos polínicos (microsporângios), a formação dos grãos de pólen ou micrósporos, a partir de divisões meióticas dos microsporócitos.

Os grãos de pólen maduros, envoltos por uma parede não contínua de exina, apresentam em seu interior um núcleo vegetativo e um núcleo germinativo. Ao ser depositado sobre o estigma receptivo da flor, este grão de pólen germinará, formando o tubo polínico, que corresponde ao microgametófito, onde se dará a gametogênese. O núcleo germinativo se divide originando os núcleos espermáticos (=gametas).

A megasporogênese é um processo efêmero que ocorre no início da formação do óvulo, que se encontra preenchido por um tecido denominado nucela. É a partir deste tecido que se diferencia a célula-mãe do saco embrionário ou megasporócito.

Por divisões meióticas formam-se 4 células, das quais 3 degeneram-se, a restante forma o megásporo que logo passa à fase gametofítica por divisões mitóticas de seu núcleo, originando o saco embrionário, dentro de um óvulo agora maduro. O saco embrionário é formado por 7 células, antípodas (3), sinérgides (2), 2 núcleos polares em uma grande célula central e a oosfera (=gameta).

3.6.2.2 - Polinização
É o processo de liberação do pólen da parte masculina onde foi formado, transporte e deposição sobre uma superfície estigmática receptora. Em condições favoráveis e compatíveis este pólen irá germinar, iniciando a formação do tubo polínico (fase gametofítica) e posteriormente a fecundação.

Pode ser realizada por um agente abiótico ou biótico que associados aos aspectos morfológicos da flor determinam as chamadas síndromes florais. A anemofilia e a hidrofilia são síndromes abióticas.

Na polinização biótica, as plantas desenvolveram estruturas ou elementos atrativos aos diferentes tipos de animais, que estimulam a alimentação, a atividade sexual ou ainda a criação de ninhos onde novos indivíduos de desenvolverão.

Dentre estes elementos, podemos citar, cores (atrativo visual), odor, pólen, nectar, óleo, resina, etc. Os insetos desenvolveram grande interação com as plantas, sendo a entomifilia a principal síndrome biótica. Os animais vertebrados também participam deste processo, a ornitofilia (aves) e a quiropterofilia (morcegos), são exemplos.

A polinização pode ocorrer dentro de uma mesma flor, autogamia ou entre flores diferentes, alogamia. A alogamia pode envolver duas flores de uma mesma planta, geitonogamia, ou de plantas diferentes, xenogamia. Um caso específica da autogamia é a cleistogamia, quando a transferência do pólen se faz no botão fechado. Geneticamente a geitonogamia é equivalente a autogamia, e a xenogamia também será caso os indivíduos envolvidos sejam clones.

A autogamia e a geitonogamia levam, então, a um processo de autofertilização, nada interessante do ponto de vista genético, mas que oferece em condições adversas algumas vantagens, como a não dependência do agente polinizador e produção de sementes garantida.

A fecundação cruzada estabelecida pela xenogamia, apesar de trazer vantagens gênicas e proporcionar uma progênie de qualidade superior, só é plenamente alcançada quando ocorrente entre flores díclinas ou unissexuadas. Nas angiospermas, contudo, ca. de 90% das espécies apresentam flores monóclinas. Desta forma é possível observar neste grupo diferentes mecanismos morfológicos ou fisiológicos, visando o impedimento da autogamia e autofecundação. Eles podem ser físicos, temporais ou químicos.

Os físicos seriam a hercogamia (separação espacial entre anteras e estigmas) e heterostilia (diferença de tamanho entre estames e estiletes), bem como o diocismo e monoicismo (separação de sexos em unidades distintas).

Dentre os temporais temos os diversos casos de dicogamia (liberação de pólen e receptividade do estigma ocorrendo em momentos distintos), principlamente a protandria (mais comum) e protoginia.
Os mecanismos de incompatibilidade química se fazem pelo não reconhecimento gênico do pólen na superfície do estigma ou do tubo polínico no interior do estilete.

3.6.2.3 - Fecundação
É a união íntima entre duas células sexuais, gametas, até a fusão de seus núcleos. Deste processo resulta a formação da semente e fruto nas angiospermas.

Após a deposição do pólen sobre o estigma receptivo, este germina, produzindo o tubo polínico, que cresce através do estilete, penetrando o ovário e através da micrópila, o óvulo.

Ao atingir o saco embrionário, o tubo se rompe liberando os dois núcleos espermáticos, sendo que um fecundará a oosfera, originando um zigoto e o outro se unirá aos 2 núcleos polares, originando um tecido de reserva, o endosperma (3n). Tal processo denomina-se dupla fecundação e é um caráter exclusivo das angiospermas.

A dupla fecundação no saco embrionário desencadeia uma séria de mudanças no óvulo e gineceu, e mesmo na flor como um todo, resultando no fruto e semente.

3.6.2.4 - Frutos e sementes
Representam o auge do processo reprodutivo. Os óvulos após fecundados estimulam modificações na parede do ovário através da ação de hormônios que podem também agir sobre outras estruturas acessórias da flor. Os frutos serão a proteção e o veículo de dispersão da semente madura, portadora do embrião de um novo indivíduo, fechando o ciclo de vida das angiospermas.

A reprodução assexuada também está presente nas angiospermas, sendo os indivíduos dela resultantes clones. A propagação vegetativa é naturalmente bastante comum e sua prática é usual na agricultura e horticultura.

Na agamospermia, outra forma de reprodução assexuada, o indivíduo produz sementes viáveis sem que ocorra a dupla fecundação.

A evolução do processo reprodutivo nas angiospermas, favoreceu a primazia deste grupo nos tempos atuais, acelerando o produção de sementes, muito lenta nas gimnospermas, expandindo as opções de dispersão desses diásporos, propiciando o vigor gênicos das populações e conseqüentemente, estimulando o processo de formação de novas espécies.

O Mistério do Sexo Parte 2

3 - AS DIVERSAS FORMAS DE REPRODUÇÃO:

Neste ponto serão apresentadas as formas que os seres vivos se reproduzem, ou seja, de forma sexuada, assexuada e por hermafroditismo.

3. 1 - Procariontes: veja aqui

Este grupo é um dos mais interessantes, uma vez que seus membros são capazes de praticar sexo (troca de material genético) intra e inter-espécies, o que os torna extremamente versáteis, formando verdadeiras quimeras dentre os seres vivos. Todavia, isso nos impede de rastrearmos suas origens, na busca de genes primitivos a fim de entendermos suas origens.

Mas isso tudo ocorre devido a ausência de uma delimitação nuclear dentro destas pequenas células. Assim, o material genético permanece livre no citoplasma, diferentemente do que ocorre nos eucariontes.

3.1.1 - archeae
Não possuem peptideoglicanos na parede celular, conseguem produzir metano como resíduo do metabolismo e têm capacidade de sobreviver em ambientes extremos de vida, como crateras de vulcões e regiões extremamente salinas.





A principal forma de reprodução é a assexuada por divisão binária, bipartição ou cissiparidade. Assim, as duas células-filhas com a mesma bagagem hereditária da célula-mãe.

3.1.2 - bactéria


A membrana plasmática é recoberta pela parede celular e, em algumas espécies, há a presença de uma cápsula. A parede celular é que auxilia na classificação das Bactérias, uma vez que são responsáveis pela suscetibilidade a doenças e coloração pelo método de Gram.




As Gram-positivas são sensíveis à sulfa e possuem parede formada basicamente de uma só camada, colorando de cor violeta na Coloração de Gram; as Gram-negativas são sensíveis à penicilina, possuem parede formada de duas camadas e ficam com cor rosa ao serem coradas. Essas últimas são consideradas mais perigosas, uma vez que suas paredes são menos permeáveis a antibióticos.

A reprodução pode ser assexuada ou sexuada.

3.1.2.1 - Conjugação bacteriana: duas bactérias unem-se temporariamente através de uma ponte citoplasmática. Em uma das células, denominada "doadora" ou "macho", ocorre a duplicação de parte do cromossomo.

Essa parte duplicada separa-se e, através da ponte citoplasmática, passa para outra célula, denominada "receptora" ou fêmea", unindo-se ao cromossomo dessa célula receptora. Esta ficará, então, com constituição genética diferente daquela das duas células iniciais. Essa bactéria "recombinante" pode apresentar divisão binária, dando origem a outras células iguais a ela.

Como regra geral, em qualquer mecanismo de recombinação gênica nas bactérias, somente uma fração do cromossomo da bactéria doadora é transferida para a bactéria receptora. A fração doada corresponde a uma porção duplicada do cromossomo.

3.1.2.2 - Transformação: Griffith a descreveu em pneumococos; de pedaços de DNA de “bactéria estranha”, dispersos no meio, algum é incorporado, em condições especiais e a bactéria passa a exibir o fenótipo (característica) da “doadora”.
Os cientistas têm utilizado a transformação como uma técnica de Engenharia Genética, para introduzir genes de diferentes espécies em células bacterianas (bactérias transgênicas).

3.1.2.3 - Transdução: transferência de material genético de uma bactéria para outra, através de vírus bacteriófagos ou fago (= vetor). Estes, vírus ao se formar, podem eventualmente incluir pedaços de DNA da bactéria que lhes serviu de hospedeira. Ao infectar outra bactéria, o vírus que leva bacteriano o transfere junto com o seu. Se a bactéria sobreviver à infecção viral, pode passar a incluir os genes de outra bactéria em seu genoma.


3.2 - Fungos:
Muitos fungos se reproduzem assexuadamente por meio de esporos, células dotadas de paredes resistentes que, ao germinar, produzem hifas.













Todavia, há a reprodução sexuada, conforme segue:

3.2.1 - Ciclo sexual em ficomicetos
A reprodução sexuada em um ficomiceto ocorre quando micélios de sexos diferentes se encontram. em Rhizopus, por exemplo, as hifas de sexos opostos formam hifas especializadas, chamadas gametângios, que crescem um em direção ao outro; ao se tocar, os gametângios se fundem.
Um ou mais núcleos haplóides de um dos sexos se fundem aos do outro sexo, originando zigotos diplóides. A região em que os gametângios se fundiram diferencia-se em uma estrutura esférica, de parede escura e espessa, onde os zigotos sofrerão meiose e cada um originará quatro esporos haplóides. Cada esporo, ao germinar, dará origem a um novo micélio.

3.2.2 - Ciclo sexual em ascomicetos
Também nos ascomicetos a reprodução sexuada ocorre quando há o encontro de hifas de micélios de sexos diferentes. Nesse caso as hifas dos dois micélios se fundem, originando células com dois núcleos.

Em algumas dessas células os núcleos se fundem, produzindo um núcleo zigótico diplóide. Este sofre meiose e origina núcleos haplóides, que se diferenciam em ascósporos. A hifa onde tudo isso ocorreu se tranforma em uma estrutura alongada, em forma de saco, denominada asco. Quando maduro o asco se rompe, liberando os ascósporos. Ao germinar, cada ascósporo dá origem a um novo micélio haplóide.

Alguns ascomicetos formam corpos de frutificação onde se localizam os ascos. Formar um corpo de frutificação é importante para fungos que vivem em ambientes relativamente secos, como o solo e troncos podres, pois o ascocarpo protege os ascos e facilita a disseminação dos esporos.

3.2.3 - Ciclo sexual em basidiomicetos
Nos basidiomicetos, quando micélios de sexos diferentes se encontram, suas hifas, se fundem e formam um micélio com células binucleadas ou dicarióticas. Essas hifas se organizam de maneira compacta, formando um corpo de frutificação denominado basidiocarpo, o cogumelo.

No basidiocarpo algumas hifas se diferenciam em estruturas especiais, os basídios, onde ocorre fusão dos núcleos, resultando em um núcleo zigótico diplóide. Este logo sofre meiose e origina quatro esporos haplóides, os basidiósporos.

Os basídios se localizam na parte inferior do chapéu dos cogumelos. Na extremidade livre do basídio localizam-se os quatro basidiósporos, que logo serão libertados. Ao cair em local adequado, rico em matéria orgânica, um basidiósporo germina e origina um novo micélio.

3.2.4 - Reprodução parassexuada: consiste na fusão de hifas e formação de um heterocarion que contém núcleos haplóides. Apesar de ser raro, o ciclo parassexual é importante na evolução de alguns fungos.

O ciclo parassexual consiste na união ocasional de diferentes hifas monocarióticas (de indivíduos diferentes) originando uma hifa heterocariótica em que ocorre fusão nuclear e “crossing-over” mitótico.

Posteriormente há a formação de aneuplóides por erros mitóticos e então o retorno ao estado haplóide por perda cromossômica. Desta forma são formadas hifas homocarióticas recombinantes.

Entretanto, acredita-se que este processo não seja muito comum em condições naturais devido à existência da incompatibilidade somática que impede que hifas de micélios diferentes se anastomosem ao acaso, processo que é evolutivamente interpretado como um mecanismo de segurança e preservação do genoma original.

O Mistério do Sexo Parte 1

1 - INTRODUÇÃO:

Muito se apregoa entre os círculos criacionistas e adeptos do DI que o sexo se trata de um tema inexplicável senão por intervenção sobrenatural. Mas isso não é real, tratando-se mais de um argumento da ignorância pró “Deus das lacunas”.

Os seres vivos pertencentes ao domínio Eucariota, em sua maioria, dividem-se em duas ou mais categorias denominadas como sexos.

Estas categorias se referem a grupos complementares que podem combinar o respectivo material genético (normalmente o DNA) por meio de conjugação (troca de material genético entre duas células ou organismos). Este processo é chamado de reprodução sexuada (envolve a fusão de dois gametas).

O sexo feminino é aquele que produz geralmente o gameta maior e imóvel que se denomina óvulo e o sexo masculino é aquele que produz os gametas menores e móveis e em grande quantidade denominados espermatozoides, sendo que tais gametas possui a metade do número de cromossomos daquela espécie.


Há espécies com mais de dois tipos de sexo e outras, como alguns fungos, que desenvolvem estruturas aparentemente semelhantes onde se produzem células sexuais, mas com capacidade para conjugar-se. Nestes casos, diz-se que o sexo é indiferenciado.

Em 1859, Charles Darwin, um dos idealizadores da teoria da evolução por seleção natural, publicou seu livro mais famoso, A origem das espécies. Para esse naturalista inglês, explicar a multiplicação das espécies – segundo ele, “o mistério dos mistérios” – era um desafio.

Ao contrário do que o título possa sugerir, "A origem das espécies" não resolveu de todo o problema da multiplicação das espécies ou especiação (como uma população dá origem a duas ou mais populações evolutivamente divergentes).

O melhor que Darwin fez foi insinuar possibilidades, a partir das quais esse e outros aspectos do darwinismo (corpo de conhecimento estruturado em torno da evolução por seleção natural, teoria que vê as mudanças na composição de populações como resultado de diferenças no sucesso reprodutivo de seus integrantes) vêm sendo explorados por seus sucessores.

De início, a teoria da evolução teve de se livrar dos resquícios do lamarckismo (teoria evolutiva que levava em conta mecanismos – hoje, desacreditados – como o uso e desuso dos órgãos e a transmissão de caracteres adquiridos), surgindo daí o chamado neodarwinismo.

Entre 1910 e 1920, a Teoria da Evolução aproximou-se gradativamente da genética. Nas duas décadas seguintes, com a chamada síntese evolutiva, os padrões macroevolutivos, relacionados ao surgimento de grupos taxonômicos acima do nível de espécie (gêneros, famílias, ordens etc.), passaram a ser vistos como desdobramentos das mesmas forças microevolutivas que atuam no interior de espécies e populações.

Na década de 1950, as inovações da incipiente genética molecular começaram a ser incorporadas à teoria da evolução. Em seguida, a abordagem molecular encontrou os biólogos de campo (ecólogos, pesquisadores do comportamento animal etc.), e dessa conjunção surgiram inovações importantes, incluindo definições mais rigorosas para vários conceitos da biologia.

Atualmente, a paleontologia, associada à geologia, à bioquímica e à genética levam a uma síntese evolutiva expandida, onde todas as idéias têm contribuído para uma expansão sobre a fundação criada por Darwin, originando uma teoria evolutiva plural e multiforme.

No curso deste estudo, um tanto que longo, tentaremos explicar as origens do sexo e as diversas formas de reprodução, bem como refutar todas as idéias referentes às mirabolâncias do criacionismo e de seu correlato o design inteligente - DI no que concerne à origem do sexo, bem como a outros temas.

Tentaremos também responder perguntas com teores um tanto tendenciosos e maliciosos, elaboradas por seguidores dessas doutrinas religiosas pró-cristianismo, travestidas de ciência, mas, que na verdade, se tratam de abordagens pseudocientíficas de temas complexos como a evolução das espécies e a seleção sexual.

Toda a informação aqui disponível se encontra em livros bem como em diversos sites. Meu trabalho foi reunir toda essa informação a fim de poder colaborar com a divulgação científica.

Pretendo também combater a pregação religiosa que vem tentando se imiscuir à ciência, com o fito de promover seitas fundamentalistas e seus preceitos descabidos, cujos fanáticos, em sua compreensão literal dos seus livros sagrados, pretendem estabelecer como única verdade acima de qualquer contestação.

Sem dúvida, tal ação, se levada a cabo, dogmatizaria a ciência e a faria perder seu caráter de estar sempre buscando as origens, causas e efeitos dos fenômenos que nos cercam, os quais nada possuem de intervenção divina, pois são meramente fenômenos cujas causas são naturais.



Bem, lancemo-nos, a partir daqui, em nossa deliciosa aventura sexual em busca dos prazeres do conhecimento!!!



2 - O SEXO
A reprodução assexuada parece ser uma ótima maneira de seres vivos passarem seus genes para a próxima geração. Afinal, nesse caso, os filhos são praticamente cópias genéticas dos pais.

Se isso é verdade, para que existiria o sexo?

Essa pergunta já incomodou muita gente e obteve muitas respostas, cada uma com sérias limitações, mas uma teoria lançada nos anos 80 parece resolver o problema. Segundo essa teoria, o sexo permite que os organismos equilibrem a constante luta evolutiva contra os seus próprios parasitas.

A teoria apresentada possui um nome peculiar: ‘A Rainha Vermelha e o Bobo da Corte: onde a diversidade de espécies e o papel de fatores bióticos e abióticos influem na evolução das espécies ao longo do tempo’.












Nele, Michael J. Benton, da Universidade de Bristol (Inglaterra), examina até que ponto fatores bióticos (modelo Rainha Vermelha) e fatores abióticos (modelo Bobo da Corte) seriam responsáveis por moldar a diversidade de espécies.

A reprodução assexuada parece ser uma ótima maneira de um ser vivo passar seus genes para a próxima geração. Afinal, nesse caso, os filhos são praticamente cópias genéticas dos pais. Se isso é verdade, para que existiria o sexo? Essa pergunta já incomodou muita gente e obteve muitas respostas, cada uma com sérias limitações, mas uma teoria lançada nos anos 80 parece resolver o problema. Segundo essa teoria, o sexo permite que os organismos equilibrem a constante luta evolutiva contra os seus próprios parasitas.

De início vamos entender quais são os tipos de sexos existentes:

2.1 - O SEXO DIFERENCIADO:

Nas espécies com sexo diferenciado os órgãos sexuais (genitálias) são diferentes e produzem gametas diferentes.

Estes órgãos podem estar separados em indivíduos diferentes e então a espécie chama-se dióica, como ocorre normalmente com aves e mamíferos, ou encontrarem-se no mesmo indivíduo, como acontece na maior parte das plantas verdes, denominadas monoicas.
Animais de espécies monóicas são também denominados hermafroditas, em que os indivíduos possuem órgãos sexuais masculinos e femininos.

Em muitas espécies dióicas, para além da presença de órgãos sexuais diferentes, também chamados "caracteres sexuais primários", pode haver outras diferenças exteriores nos indivíduos, tais como diferentes cores da plumagem na maior parte das aves, ou a presença de mamas esenvolvidas nas fêmeas e sua ausência nos machos, como acontece nos mamíferos (os "caracteres sexuais secundários"). Quando isto acontece, diz-se que a espécie exibe dimorfismo sexual.

Entre os mamíferos, aves e várias outras espécies, o sexo é determinado pelos cromossomas sexuais, chamados X e Y nos mamíferos e Z e W nas aves, em alguns peixes e insetos. Normalmente, os machos apresentam um de cada (XY), enquanto fêmeas têm dois cromossomos X (XX). Todos os indivíduos possuem pelo menos um cromossoma X, e o cromossoma Y é geralmente mais curto que o cromossoma X com o qual é emparelhado, e está ausente em algumas espécies, o que acarreta algumas variações consideráveis.

Para além da reprodução sexuada, existe ainda a reprodução assexuada, que não envolve o processo de fecundação. Em seres nos quais não se distingue fêmea e macho, existem outras formas de multiplicação do organismo, através de processos como: gemulação, bipartição, fragmentação, esporulação e outros.


2.2 - O SEXO INDIFERENCIADO:

Nas espécies com "sexo indiferenciado", como é o caso das bactérias e na maioria dos protistas (ou protozoários), dois indivíduos - duas células aparentemente iguais, conjugam-se e juntam o material genético para dar origem a novos indivíduos com uma herança genética partilhada dos dois progenitores (normalmente depois da meiose).

Nos fungos, dois indivíduos aparentemente iguais, mas com características sexuais diferentes, geralmente denominados de positivo e negativo, numa situação conhecida como heterotalismo, podem unir as suas hifas e juntar vários núcleos na mesma célula. Dois destes núcleos podem conjugar-se e o zigoto resultante sofrer meiose para dar origem a esporos haplóides que darão origem a novos indivíduos.

A reprodução assexuada não envolve trocas de gametas entre os indivíduos e os organismos formados são geneticamente idênticos ao organismo que os gerou. Caso ocorra uma mutação no DNA, estes organismos apresentarão diferenças em relação ao progenitor. Existem vários tipos de reprodução assexuada: divisão binária, brotamento, regeneração e esporulação.

A reprodução assexuada ocorre quando se formam clones a partir de um ser vivo, sem a intervenção de gametas. Os novos seres podem nascer a partir de fragmentos do ser vivo.

Entre os animais, um dos exemplos mais conhecidos é o da estrela-do-mar que, ao perder um dos braços, pode regenerar os restantes, formando-se uma nova estrela-do-mar do braço selecionado. O novo ser é geneticamente idêntico ao "progenitor". É o que se chama um "clone".

Nas plantas a reprodução assexuada é também freqüente, utilizando-se esta capacidade reprodutiva na agricultura.

Por exemplo, as laranjas da Bahia (sem sementes) provêm todas do mesmo clone (considerando clone o conjunto de todos os seres geneticamente idênticos, provenientes de um mesmo ser vivo), a partir de uma laranjeira mutante aparecida na região da Bahia no Brasil. Efetivamente, esta árvore, ao não produzir sementes só se pode reproduzir por enxerto ou estaca.

Há vários tipos de clonagem assexuada. Os mais conhecidos são:

Fragmentação - o organismo fragmenta-se espontaneamente ou por acidente e cada fragmento desenvolve-se originando um novo ser vivo (ex: algas, estrela-do-mar).

Divisão múltipla – O núcleo da célula-mãe divide-se em vários núcleos. Cada núcleo rodeia-se de uma porção de citoplasma e de uma membrana, dando origem às células-filhas que são libertadas quando a membrana da célula-mãe se rompe. Este tipo de reprodução é o processo em que uma célula se divide em duas, por mitose, e origina duas células geneticamente idênticas. Encontramos este tipo de reprodução em bactérias e protozoários.

Partenogénese - processo através do qual um óvulo se desenvolve originando um novo organismo, sem ter havido fecundação. (ex: abelha, formiga, alguns peixes, alguns répteis, alguns anfíbios).

Bipartição ou fissão binária ou cissiparidade - um indivíduo divide-se em dois com dimensões sensivelmente iguais. (ex: ameba, planária, paramécias).

Gemulação - num organismo formam-se uma ou mais dilatações - gomos ou gemas - que crescem e desenvolvem-se originando novos organismos. (ex: hidra de água doce, levedura) Neste tipo de reprodução um broto se desenvolve no indivíduo e após um tempo se desprende, passando a ter uma vida independente. Podemos citar como exemplos de organismos que se reproduzem por brotamento os fungos, as hidras, as esponjas e até certas plantas.

Esporulação - formação de células reprodutoras - os esporos - que, ao germinarem, originam novos indivíduos. (ex: fungos) A esporulação é o processo de reprodução onde os organismos produzem esporos que são liberados no ambiente e quando encontram condições favoráveis, germinam. Encontramos este tipo de reprodução em fungos e algas.

Multiplicação vegetativa - nas plantas, as estruturas vegetativas, raízes, caules ou folhas, por vezes modificadas, originam, por diferenciação, novos indivíduos.(ex: cenouras (raízes), batateira (tubérculo), fetos (rizoma), Bryophyllum (folha).

Apomixia - produção de sementes sem fecundação dos óvulos.

Regeneração - Alguns organismos possuem uma capacidade de regeneração muito grande. Quando algum fragmento é retirado, ao encontrar condições ideais de sobrevivência, pode se regenerar e dar origem a um novo indivíduo.

Isto pode acontecer nas planárias, esponjas e algumas plantas. Algumas partes de certas plantas, ao serem destacadas e implantadas no solo, ou imersas em água, desenvolvem raízes e dão origem à novas plantas. Esta prática e chamada de estaquia e é muito utilizada em jardinagem.


2.3 - HERMAFRODITISMO:

O hermafroditismo é uma anomalia sexual ainda pouco conhecida, configurando um distúrbio morfológico e fisiológico das gônadas sexuais de um indivíduo, que simultaneamente manifesta estrutura tecidual testicular e ovariana.

Por análise do cariótipo é sabido que não se trata de uma síndrome genética (mono ou trissomia halossômica), relacionada aos cromossomos sexuais X ou Y. No entanto, pode estar associado a uma ocorrência de dispermia, havendo fecundação normal (espermatozóide e ovócito de segunda ordem - óvulo) e outra fecundação paralela anômala (espermatozóide e um glóbulo polar – óvulo não diferenciado, em tese, inativo).

Contudo, na maioria dos casos é observada a presença de duas gônadas mistas, denominadas de ovotetis, ou seja, uma fusão do testículo e do ovário, existindo outras duas situações: a primeira onde há desenvolvimento de um testículo e de um ovário, cada qual disposto lateralmente no corpo, contrariando a simetria bilateral normal dos órgãos reprodutores; e a segunda com o desenvolvimento de uma ovotetis de um lado e uma das gônadas (testículo ou ovário) do outro.

A tendência do hermafroditismo é o aparente aspecto externo da genitália masculina, quando coexistentes testículo e ovário. Nas demais situações, com duas ovotetis ou ovotetis e gônada, a genitália possui aspecto feminino.

Em muitas espécies de peixes, como as garoupas, verifica-se um tipo de hermafroditismo insuficiente, ou seja, os indivíduos possuem órgãos sexuais masculinos e femininos, mas apenas um dos tipos se encontra ativo num determinado momento. Normalmente, o animal atinge a maturidade sexual com um determinado sexo e, no processo de crescimento, as gônadas convertem-se no outro sexo e tornam-se ativas mais tarde.