terça-feira, 26 de março de 2013

O UNIVERSO DOS TÁQUIONS - parte 1









Introdução

 Os Táquions têm sido alvo de muita especulação dentro do campo da física de partículas, pelas múltiplas possibilidades que eles nos traríam de forma a romper os limites de velocidade do universo e assim podermos mesmo fazer viagens espaciais e enviar sinais a limites superiores à velocidade da luz, tal como ocorre em "Star Treck".

Todavia, há muita pseudociência em torno da possibilidade de sua existência, como: empresas dando o nome "tachyon" a seus produtos, mistificação da física quântica em torno de tratamentos holísticos e esoterismo.

Assim, recomendamos cuidado nas leituras.

Nesta série falaremos sobre esses estranhos e suas generalidades como o que são táquions, o campo taquiônico, condensação de táquions e sua influência no universo.

O termo táquion foi cunhado por Gerald Feinberg em 1967 no artigo "Possibility of Faster-Than-Light Particles" que tratou de campos quânticos com massa imaginária.


 Feinberg acretitava que tais campos permitiriam velocidades superluminais. Porém, mais tarde percebeu-se que seu modelo não permitia tais velocidades, em vez disso, uma massa imaginária representava uma instabilidade, conforme o processo denominado "condensação de táquions" (Aharonov, Y.; Komar, A.; Susskind, L. (1969). "Superluminal Behavior, Causality, and Instability". Phys. Rev. - American Physical Society - 182 ({5},): 1400–1403).

As velocidades superluminais (FTL), para comunicações e para viagen,s se referem à propagação de informações ou de matéria, mais rápido que a velocidade da luz.

Segundo a teoria da relatividade especial, uma partícula (que tem massa de repouso) com velocidade subluminal precisa de energia infinita para acelerar até a velocidade da luz, embora a relatividade especial não impessa a existência de partículas que viajam mais rápido do que a luz como os táquions.
 
Na explicação de Lisa Randall (Warped Passages: Unraveling the Mysteries of the Universe's Hidden Dimensions, p. 286):


 

"As pessoas inicialmente pensam em táquions como sendo partículas que viajam mais rápido do que a velocidade da luz ... Mas agora sabemos que um táquion indica uma instabilidade em teorias que o contenham Infelizmente para os fãs de ficção científica, táquions não são partículas físicas reais que aparecer na natureza ".

Alguns físicos teóricos afirmam que os neutrinos possuem uma natureza taquiônica (aqui, aqui e aqui), enquanto outros contestam esta possibilidade (Hughes, R. J.; and Stephenson, G. J., Jr.; Against tachyonic neutrinos, Physics Letters B 244, 95-100; 1990).
 

 



OS TÁQUIONS

Brian Greene (O universo elegante, p.204 – 205. Companhia das Letras) explica que os táquions têm sua origem na teoria das cordas, surgida dos trabalhos de Veneziano. Esta teoria acreditou-se ser aquela que conciliaria a teoria quântica com a gravitacional. Ela surgiu em 1968, com o intuito de descrever as partículas de interação forte, como os hádrons, sem incorporar a supersimetria.




De início chamava-se teoria das cordas bosônicas, ou seja, todos os seus padrões vibratórios possuem spin inteiro, não havendo portanto, os padrões fermiônicos (aqueles com spins diferentes de números inteiros por meia unidade).

Isso levou a dois problemas:

1 - Se a teoria das cordas visa a descrever todas as forças e toda a matéria, ela teria de incorporar, de algum modo, os padrões vibratórios fermiônicos, uma vez que todas as partívulas de matéria conhecidas possuem spin 1/2.

2 - A teoria das cordas bosônicas ainda previu um problema extremamente complicado, que se tratava de um padrão vibratório cuja massa ao quadrado era negativa, o que se denominou como táquion.

 Como será abordado mais adiante, muitos físicos já vinham estudando a possibilidade das partículas táquions, além das partículas usuais aquelas com massa positiva. Porém, seus esforços mostraram muitas dificuldades, se não a impossibilidade, de que uma teoria como esta tivesse sensatez lógica.

Mesmo na teoria das cordas bosônicas, os físicos tentaram todo o tipo de manobra para explicar razoavelmente o padrão dos táquions, porém sem qualquer sucesso. Ou seja, a teoria das cordas bosônicas não foi bem sucedida.

 Não só pelo problema dos hádrons serem formados por quarks unidos entre si pela força forte, ou por existirem muito mais férmions (neutrinos, elétrons, quarks). Todavia, a teoria das cordas sobreviveu não como uma teoria dos hádrons, mas como uma teoria da gravidade, mais especificamente, da gravidade quântica.

O principal problema da versão original da teoria das cordas é que ela continha os táquions, os quais representam uma instabilidade numa teoria, conforme explicado por Lisa Randall. Assim, caso sua teoria apresente táquions, ela estará sendo analisada de forma incorreta. Um sistema que contenha táquions pode e se transformará em um sistema com baixa energia, no qual o táquion estará ausente.

Dessa forma, um sistema que contenha táquions não durará o suficiente para que cause qualquer efeito físico; trata-se apenas de uma característica de incorreção ao descrever uma teoria. há que se encontrar uma via teórica relacionada a configurações estáveis, ausentes de táquions, antes de se identificar partículas físicas reais e forças. A menos que esta teoria contenha tal configuração, ela será incompleta.

Assim, a teoria das cordas com os táquions não faz sentido, embora não se saiba como formular esta teoria de forma a eliminá-los. Isso quer dizer que as predições da teoria das cordas acerca de outras partículas, ainda que além dos táquions não é confiável.


 Ramond, Neveu e Schwarz descobriram uma versão alternativa das cordas supersimétricas: a teoria das supercordas, a qual contém partículas de spin 1/2, o que lhe confere potencial para descrever o Modelo Padrão dos férmions (elétrons e diferentes tipos de quarks). Nesta teoria os padrões bosônicos e fermiônicos surgem aos pares; para cada padrão bosônico há um padrão fermiônico, o que reflete seu caráter altamente simétrico.

Esta teoria não contém o padrão vibratório dos táquions, o que causou sérios problemas a sua primeira versão, a teoria das cordas. A teoria das supercordas, que parece mais promissora que a teoria das cordas, em todos os casos, por não possuir a instabilidade dos táquions, não está com seu progresso ameaçado.

Por enquanto, a teoria das cordas é a única maneira de alcançarmos a unificação da mecânica quântica com a relatividade geral. É em sua versão de teoria das supercordas (teoria das cordas com a supersimetria) que tornou possível o caminho para a formulação de uma teoria quântica da gravidade e a unificação de todas as forças e da matéria.


domingo, 24 de março de 2013

ETs ou Terra jovem? Resposta: Nenhum deles!!!



Mais uma vez, segue a mentira e a má fé do criacionismo. Dessa vez, ela vem aliada ao sensacionalismo russo e sua fascinação por Extra-terrestres.



Saiu no VOZ DA RÚSSIA... algo semelhante ao PRAVDA...

Dessa vez dizem ter achado um artefato semelhante a uma cremalheira com 6 dentes e espaçamento idêntico entre tais dentes. a tal peça foi encontrada em uma peça de carvão originá ria de um veio de 300 milhões de anos.

Ao lerem tal notícia, sem qualquer cuidado, os fundamentalistas do criacionismo já vêm com a ideia de que o planeta Terra não é tão velho quanto parece, o que reforçaria as suas teses sem pé nem cabeça de dilúvio.

Claro que para eles, os métodos de datação são falhos, uma vez que contraríam as suas crenças na literalidade bíblica. Ad nauseam já explicamos (aqui e aqui, mais especificamente na mentira 14) como os métodos de datação absoluto e relativo funcionam e não há erro nels, uma vez que os diversos métodos absolutos convergem entre sí, bem como respaldam a metodologia de datação relatíva.

Os métodos absolutos são utilizados para rochas ígneas. Não é simplesmente moer uma rocha e ver sua quantidade de chumbo e urânio ou de rubídio e estrôncio ou potássio e argônio.


VALE MAIS UMA VEZ RECORDARMOS ALGUNS DESSES MÉTODOS DE DATAÇÃO, uma vez que criacionistas funcionam por condicionamento:


Há minerais que formam seus reticulos em torno de determinados metáis e não de outros, como é o caso do zircão (ortossilicato de zircônio) que ama urânio e odeia chumbo, isto é não forma retículos em torno de chumbo, mas em torno de urânio. Isso implica que se este mineral contiver chumbo (Pb-207 ou Pb-206), este chumbo será um elemento filho, oriundo do decaimento do urânio (U-235 ou U-238). Esta é a metodologia utilizada na datação pelo  urânio-chumbo.

Quanto ao método do potássio-argônio, o argônio (Ar-40) ele fica aprisionado no retículo do mineral de potássio (no caso o K-40), o quew resulta ser esse gás orioundo apenas do nosso K-40. Os minerais de potássio são: silvita, carnalita, cainita, langbenita, o ortoclase (um feldspato rico em potássio), alguns granitos comalto teor de minerais de potássio.

Já o método do rubídio-estrôncio (Rb-87/Sr-87) é valido, uma vez que os retículos de mierais como do plagioclásio, moscovita, biotitas, hornblenda e feldispatos retêm o estrôncio e deixa o rubídio livre na rocha, ainda em estado líquido. Dessa forma, a relação Rb/Sr no magma residual pode aumentar. Analisam-se vários minerais nas rochas, de forma a se obter a idade da amostra. Com isso, plotam-se as curvas isócronas (Sr86/Sr-87) contra (Rb-86/Rb-87). Caso elas formem uma linha reta, as idades serão consistentes, sendo que a inclinação da curva dirá a idade da amostra.

O método do urânio-tório (U-234/Th-230) é utilizado para datar idades de materiais ricos em carbonatos de cálcio, como os corais. O tório não é solúvel em águas naturais como aquelas de superfície. Assim, os materiais coletados, que se desenvolveram em em águas dessa natureza, não contêm tório. Já o urânio é solúvel nessas águas. Dessa forma os materiais que se precipitam ou se desenvolvem nessas águas contêm urânio. Com o passar do tempo, o U-234 decai em Th-230, o que nos possibilita calcular as idades desses materiais em até 500 mil anos, pois a meia vida do U-234 é de 75 mil anos.

O método do samário-neodímio (Sm-147 /Nd -143 e Sm-146/Nd-142) serve para datar rochas ígneas e meteoritos e é sempre utilizado com o método do rubídio-estrôncio. As meias vidas são 1,06 x 10^11 anos e 1,08 x 10 ^8 anos respectivamente. O Sm-146 é produto do decaimento do Gd-150, em uma meia vida de 1,79 x 10^6 anos.

A concentração Sm/Nd aumenta em minerais de silicato, na ordem em que eles cristalizam a partir do magma de acordo com as séries de reações de Bowen. Estas reações explicam por que determinados minerais podem ser encontrados juntos, enquanto outros jamais se associam.

O samário é melhor acomodado em minerais máficos, aqueles ricos em elementos pesados e pobres em sílica.estes minerais, quando ainda em fase líquida, concentram neodímio mais rapidamente que samário. Assim há cristalização fracionada, vai de minerais máficos a minerais félsicos (os ricos em silicatos), o que modifica a relação Sm/Nd, reduzindo-a, conforme o mineral tenda a ser félsico. É a partir deste processo que se pode datar a crosta continental.

Método do radiocarbono, que serve apenas para datar materiais orgãnicos com até 60 mil anos, com base no isótopo C-14. As plantas captam carbono a partir do CO2 atmosférico. O C-14 é produzido a partir do bombardeamento do N-14/7 com nêutrons, gerando C-14/6 e um próton.

Este C-14 é produzido a taxas constantes na atmosfera, podendo variar conforme será explicado no caso dos radionuclídeos cosmogênicos.

Os animais se alimentam de plantas e de outros animais, mantendo estável a taxa de C-14 em seus organismos. Quando morrem, a taxa de C-14 decai em seus restos e assim, pode-se dizer quando o animal ou a planta morreram, ou seja, quando pararam de repor o C-14 em seus organismos.

A datação por radionuclídeos cosmogênicos utiliza nuclídeos exóticos como o Be-10, Al-26 e Cl-36, produzidos pela interação entre raios cósmicos e o planeta Terra. 

Este método determina a idade do surgimento de determinada superfície do planeta, demonstrando quando ela foi pela primeira vez atingida por raios cósmicos ou sua data de soterramento. 

Para determinar a data de soterramento, o método utiliza em conjunto, pelo menos quanto de dois radionuclídeos decaíram, com uma aproximação da idade em que o sedimento foi exposto pela última vez aos raiso cósmicos.  Ou seja, pode-se datar por quanto tempo uma superfície ficou exposta, por quanto tempo ficou enterrada ou qual a velocidade de sua erosão. estes nuclídeos adotam como princípio su aprodução e decaimento a taxas conhecidas, o que propicia saber por quanto tempo determinada superfície ficou exposta aos raiso cósmicos.

Os raios cósmicos podem ser afetados por ventos solares, pela variação do campo magnético terrestre, com as elevações do planeta (vales, montanhas, depressões), com a pressão atmosférica, sendo que pode ser estimada de acordo com estes fatores.

A datação por luminescência observa a luz emitida por quartzos, feldspatos e calcita, sendo os métodos mais utilizados a estimulação óptica de luminescência (EOL), a termoluminescência (TL) e a catodoluminescência (CL). A TL e a EOL são utilizadas em arqueologia de forma a datar cerâmicas e migração de areias. Quanto a CL, ela é utilizada para se estudar a composição e estrutura interna de materiais. 

MÉTODOS DE DATAÇÃO RELATIVA:




Quanto à datação relativa, ela apenas ordena eventos passados, sem a necessidade de que se calcule sua idade absoluta. Assim, apernas saberemos o que veio antes e o que veio depois. É a bioestratigrafia que trata da datação relativa de fósseis e estratos rochosos. Assim, caso encontremos estratos com diferentes composições em suas rochas, porém com os mesmos fósseis, teremos estratos de idades semelhantes.

Os fósseis se dispõem nas camadas de rocha de forma sempre regular, o que foi descoberto em 1800 por Willian Smith. Ele descobriu que certos animais jaziam sempre na mesma ordem em determinadas camadas de rocha, o que possibilitava dizer que rocha se formou antes ou depois de outra.

Antes dos métodos de datação absoluta, os geólogos estavam limitados á metodologia por datação relativa, o que os impossibilitava de tecer qualquer conjectura sobre a idade de determinados estratos rochosos.

O método absoluto permitiu datar rochas ígneas, que muitas vezes se sobrepunham ou se encontravam abaixo das rochas sedimentares ou entre elas, oriundas de terrenos outrora ou atualmente vulcãnicos, o que permitiu tecer um parâmetro de idade, entre uma e outra camada, conforme a deposição dos depósitos sedimentares e a presença dessas rochas.




Pode se estudar diretamente o artefato ou o meio em que ele se encontra. Utilizam-se os métodos absolutos, os relativos e a estratigrafia de idades equivalentes.

Retornando ao caso, o que não dizem é que a Rússia é uma grande exploradora e vendedora de histórias fantásticas de ets. 

a peça encontrada é feita de alumínio e magnésio (98 e 2% respectivamente) e foi encontrada em um veio de carvão com 300 milhões de anos como dito abaixo:

O recente artefato de Vladivostok voltou a surpreender os cientistas. O carvão, em que foi achada a peça extraordinária, foi trazido para a cidade da Khakássia e tem uma idade de 300 milhões de anos. Por isso os cientistas concluíram que a peça metálica deve ter a mesma idade.


A peça original não parece tão impressionante assim, conforme demonstra a figura abaixo:



A segunda foto do caso segue abaixo:



Outro ponto a ser considerado, é que se analisou a idade do veio de carvão e não do objeto em que nele se encontra incrustrado, conforme o próprio artigo diz. Ou seja, nada se sabe acerca da idade do objeto, mesmo porque calcular a idade absoluta de objetos de metal é impossível. Usa-se apenas a datação relativa para este caso.

 Dessa forma a questão pode ser mais uma FRAUDE como tantas outras tais como:

 pegadas de dinossauros junto com pegadas de humanos no Riop Paluxy (desmentido aqui), uma vez que é apenas erosão de pegadas de dinossauros:



 








 pedras de Ica uma fraude!!! Ver aqui também:







 Eltanin Antenna (uma esponja do mar - Cladorhiza concrescens!!!).




O parafuso fossilizado de 300 milhões de anos (é apenas o fóssil de um crinóide)...









 

  Há ainda a menção de um vaso, de uma marmita, engrenagens e de uma corrente de ouro, que nada mais podem ser que fraudes (ver aqui).


Agora vamos à nota infeliz:


É interessante notar como os pesquisadores, diante de um artefato indiscutivelmente fabricado por alguém inteligente, rapidamente concluem pelo óbvio: o objeto foi criado. Mas o que ele faz incrustado em carvão com supostos 300 milhões de anos? 


Como já respondido, a grande notícia vem da Rússia, cuja imprensa explora em demasia o aspecto de Ets, atribuíndo tudo a estes seres.

Inclusive o caso de Tunguska (ver Zênite Tunguska), que sem sombra de dúvidas consistiu da queda de um asteróide ou cometa,  que explodiu a cerca de 500 metros do solo, se vaporizando, foi atribuído pela imprensa marrom russa de ser uma queda de nave espacial. 

Ao que parece, a queda foi de um asteróide, uma vez que fora extraído, durante a década de 1990 resina de árvores contendo alto teor de material encontrado em asteróides, não em cometas. 

Em 2007, Mark Boslough e seu grupo do Sandia National Laboratories utilizou pela primeira vez supercomputadores para simular em três dimensões o evento Tunguska. A estratégia resultou num quadro inteiramente novo. E assustador.

Antes, supunha-se que um pedaço de cometa do tamanho de um campo de futebol, pesando um milhão de toneladas e movendo-se a 108.000 km/h teria causado da explosão. Porém, as simulações sugerem que um pequeno asteróide teria o mesmo efeito. 


 

O bólido seria cada vez mais comprimido pela crescente resistência da atmosfera terrestre (animação acima), até o ponto em que explodiria no ar, produzindo um violentíssimo fluxo de gás aquecido que continuaria o caminho até o chão. As estimativas agora situam entre 3 e 5 milhões de toneladas de dinamite a energia suficiente para causar a onda de choque de Tunguska.


Assim, há grandes suspeitas de ser a tal peça encontrada no carvão mais uma fraude criada para vender  jornais e impressionar os aficcionados por histórias de ets.



Das duas uma: ou a datação é falha (como sempre temos dito) ou extraterrestres o fabricaram. 

 Não, a metodologia de datação utilizada não é falha (engraçado... para o autor, quando se datam objetos bíblicos tudo bem; quando atenta-se contra suas crenças tudo está errado - um tanto incoerente...) e, tampouco, o artefato foi feito por alguém. A datação é de um veio de carvão e não do tal artefato, que seguramente é uma fraude como tantas outras.


Claro que os evolucionistas preferem optar pela segunda "explicação", uma vez que não vão admitir que o método de datação é tão frágil, nem vão admitir que houvesse seres humanos num passado tão remoto; e muito menos darão o braço a torcer para os criacionistas, admitindo duas coisas ao mesmo tempo:

 Não, cientistas biólogos evolucionistas não falam de ets. Isso é coisa para caras como Erich von Daniken, J. J. Benitez, Michael Cremo e seriados sensacionalistas como Alienígenas do Passado. Biólogos evolucionistas lidam com a biologia e a evolução das espécies. Seu interesse reside no estudo de como as espécies surgiram, nada mais.

Já exobiólogos que estudam Astrobiologia, conjecturam como poderiam ser seres de determinados planetas, com mais ou menos gravidade que a Terra, com temperaturas distintas de nosso mundo, com sóis mais ou menos intensos, etc.

Os astrobiólogos estudam como a vida poderia se difundir no cosmos e, mesmo o que seria vida, como esta poderia se originar, evoluir, que meios seriam habitáveis e como reconhecer biosferas distintas da nossa.

Não é uma mera questão de ser resistente ao ideário criacionista. Este não tem qualquer evidência de suas alegações, assim como ets também não possuem qualquer evidência concreta. Pior, quando dizem que elas aparecem, não passam de fraudes, tanto para alienígenas, quanto para as maluquices criacionistas.

Assim, não havia humanos há 300 milhões de anos; humanos e dinossauros não coabitaram o planeta Terra, nenhum et, desceu aqui durante o Jurássico, as pirâmides foram feitas pelos egipcios, no Egito e maias nas Américas, pinturas nada mais são que representações míticas de deuses e, boa parte do "acervo fantástico" não passa de fraudes.

Logo, é certo que cientistas sérios não optarão em falar numa Terra jovem e nem falar em criações de ets. Eles dirão que tais artefatos não passam de fraude, mesmo porque a idade de um metal é impossível de se determinar por qualquer método de datação absoluta, mas apenas pela datação relativa de seus depósitos, como se faz com a arqueologia bíblica.



 (1) a Terra não é tão antiga e (2) os seres humanos do passado eram tão inteligentes que foram capazes de fabricar peças de ligas metálicas. Esses mesmos cientistas que não admitem que um simples pedaço de metal moldado pudesse ser fruto do acaso dizem isso quando analisam ultracomplexas máquinas moleculares presentes em todos os seres vivos. Vai entender...[MB]

A Terra é antiga sim e tem cerca de 4,5 bilhões de anos. Humanos do passado eram inteligentes, tanto que há aquele computador grego; sabiam construir, sabiam fazer ligas metálicas e sabiam muito bem criar dispositivos para observar estrelas e mesmo saber se havia terremotos como uma máquina estranha chinesa (um sismoscópio).

computador grego



planetário sumeriano


 sismoscópio chinês

 O que há dentro de uma célula não se tratam de máquinas em seu sentido lato. Tampouco, nenhum cientista em sã consciência diria que há acaso em processos evolutivos ou em reações químicas. Isso fica para os ignorantes e senhores da má fé como são os criacionistas, em suas tentativas calhordas de desqualificarem a ciência, de modo a dar suporte as suas crendices.

Realmente, o autor das infelizes notas possui sempre o mesmo argumento: AQUILO QUE É COMPLEXO FOI FEITO POR ALGUÉM INTELIGENTE. O designer (aquele de quem não falamos) é um eufemismo para o deus da mentira, da ignorância e da pilantragem a que ele presta culto, nada mais.


O mundo é feito tanto de causalidade como de casualidade. Esta é com a física, pois se o mundo fosse diferente do que ele é, teria propriedades distintas da que ele tem hoje e, se houvesse algo vivo e inteligente  nesse mundo, estaria conjecturando sobre os propósitos de estar vivo e de por que tudo é como é. 

Já quando falamos de causalidade, esta é com a química e com a biologia, pois tudo ocorre do jeito que ocorre porque há propriedades químicas e leis genéticas que determinam como as coisas devem ser. O acaso também fica com o que vai acontecer com nosso planeta, o que determinará como os seres vivos serão, após determinados eventos que tirariam o mundo de seu atual estado de estase.

Sem dúvida, ao sair da estase, as espécies responderiam se solicitadas. A maioria se extinguiria, como já ocorreu tantas vezes. Apenas uma minoria responderia à solicitação e evoluiria ocupando os nichos que foram desocupados.


O que se pode concluir é que criacionistas ouvem uma bobagem que pode servir para dar respaldo as suas crenças e saem por ai alardeando essa bobagem se tomar um mínimo de cuidado.

Seu objetivo é desqualificar a ciência e enfiar goela abaixo das pessoas suas crenças idiotas em uma literalidade bíblica, que sequer uma igreja, que tenha a devida seriedade, leva em consideração.

O autor da nota se diz um cristão. Para começar, deveria parar de mentir, se dedicar mais à caridade e menos em falar besteiras e dar créditos a fraudes, de forma a sair em busca de sustentação de suas crenças mirabolantes.

MENTIR NÃO É SER CRISTÃO OU DE QUALQUER OUTRA RELIGIÃO QUE PREGUE O BEM. É SER ORDINÁRIO, BAIXO, ENGANADOR, SALAFRÁRIO E TODA SORTE DE ADJETIVOS QUE DESIGNAM UMA PESSOA SEM O MÍNIMO DE CRÉDITO E RESPEITO PELO SEU PRÓXIMO!!!



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Criacionista frustrado ataca projeto Catavento cultural


Não é de hoje que a desonestidade e a leviandade criacionistas são abordadas e denunciadas por este blog.

Agora, o ataque é direcionado a Semana Darwin promovida pelo Catavento Cultural e Educacional  (O Catavento Cultural e Educacional é o espaço de ciência e tecnologia da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo), acusando o projeto de "catequisação darwinista" como forma de educar crianças para que nas universidades não ajam contra ou questionem os "dogmas darwinistas".




A pérola saiu daqui:

Nossos promotores tupiniquins da ignorância ainda acusam o Estado de apoio incondicional à ideia, como se o Estado apoiasse uma seita religiosa em detrimento daquelas que os criacionistas professam.

A semana Darwin possui a seguinte programação:

1 - de 05 de fevereiro a 10 de março a exposição "Darwin:Evolução para todos", organizada pelo Museu de Zoologia da USP. Falará sobre sua passagem pelo Brasil e as espécies que aqui coletou.

2-  23 e 24 de fevereir; Evolução e biodiversidade que serve para toda a família. Os exemplos aboradados serão aqueles observados pelo naturalista britânico como os tentilhões.

3 - 23 e 24 de fevereiro; teatro de bonecos: Darwin e a bicharada. Abordará o que o naturalista gostava de fazer em sua infância, juventude e sua viagem ao redor do mundo.

Todavia, os opositores da teoria evolutiva já iniciam deturpando a iniciativa do Catavento afirmando que [Seria bom que as crianças aprendessem que esses são exemplos de microevolução que não respaldam a hipótese macroevolutiva de Darwin e seus seguidores.] e [vão falar que ele era teólogo?].


Para a primeira acusação, vale salientar que, de fato os exemplos que Darwin colheu nas Ilhas Galápagos eram assentados na microevolução, que foi de onde nasceram as bases da teoria evolutiva.






Aqui me valerei de uma explicação dada no site Evolucionismo:

Criacionistas têm realmente muita dificuldade, tanto em compreender, como em aceitar os conceitos e evidências da biologia evolutiva e da paleontologia, muitas vezes se apropriando de termos e expressões científicas apenas para distorce-los. 

Muito da oposição dos criacionistas mais tradicionais advém (pelo menos alegadamente) da incapacidade de observarmos a macroevolução, o que não é verdade. 

Essa objeção é obviamente tendenciosamente explorada por eles, já que boa parte de nosso conhecimento, depende de evidências indiretas, para se chegar a conclusões sobre nosso passado. 

Na verdade muitas das crenças particulares que eles defendem, como muitas outras que partilham com todos nós, são dependentes de documentação, artefatos e restos biológicos, todas evidências indiretas e históricas, investigadas por historiadores, arqueólogos e antropólogos.


A biologia evolutiva apenas expande o horizonte temporal a partir dos conhecimentos das ciências da terra e planetárias, como a geologia, que em última instância são muito bem calcadas na química e na física experimental e teórica (incluindo astrofísica e cosmologia). 

Mas pior do que isso é simplesmente constatar que boa parte da ciência experimental, como a física de partículas por exemplo, dependem também de evidências indiretas adquiridas em experimentos bem complicados orientados por teorias muito bem pensadas. 

Então, o fato de não podermos observar alguns dos eventos macro-evolutivos mais extremos não impede que possamos atestar sua factualidade e tirar conclusões sobre eles usando a imensa variedade de evidências empíricas disponíveis, e métodos analíticos e comparativos existentes atualmente, guiando-nos pela teoria evolutiva.


 O primeiro e principal ponto é que a chamada macroevolução está muito bem estabelecida. Foram exatamente os padrões mais gerais de semelhança entre as biotas de diferentes lugares e diferentes épocas, em diferentes fases do desenvolvimento, as primeiras evidências para a evolução.

 Outro ponto importante é que o processo de especiação é um processo macroevolutivo conforme estabelecido pelos cientistas. 

A divisão de linhagens é a base do processo que produz a diversificação biológica que tanto conhecemos. Isso é macroevolução. Desta maneira, os estudos em espécies em anel ou em clinas e a investigação das zonas de hibridização ‘capturam’ a macroevolução em progresso. 

Os grandes padrões macroevolutivos podem ser traçados de várias formas, como:

 a partir do registro fossilífero (identificando séries fósseis que nos permitam reconstituir a origem e a progressão de determinadas características evolutivas); 

da distribuição das espécies, ou seja, biogeografia (uma elemento essencial do modelo Darwiniano-Wallaciano); 

 da análise filogenética de espécies extintas e atuais. 

Os estudos filogenéticos, por sua vez, podem se conduzidos através da comparação de características morfológicas (de adultos, formas juvenis e embriões) e, no caso das espécies atuais, através da comparação dos extensos dados moleculares (especialmente frutos do sequenciamento de genomas, proteomas etc). 

Essas diferentes abordagens podem ser utilizadas para informar e validar umas as outras e todos estes tipos de estudos atestam a macroevolução em sentido mais restrito, ou seja, mostram os grandes padrões de divergência e alteração morfológica ao longo da evolução das linhagens, o surgimento de novos grupos, as radiações adaptativas e conquistas de novos ambientes, as grandes transições e extinções entre biotas e o padrão genealógico estas linhagens.

Isso está muito bem estabelecido e precisaríamos, na verdade, levar mais deste tipo de informação às pessoas em geral e, principalmente, aos alunos de ensino médio, como insiste o paleontólogo Kevin Padian.


A questão, entretanto, é que os criacionistas às vezes co-optam um outro tipo de debate que aparece na literatura especializada, mas que não diz respeito a factualidade da macroevolução. 

Este debate abrange apenas aos processos e mecanismos que levaram as mudanças ao longo do tempo, particularmente, aos padrões de biodiversidade que vemos hoje e ao longo da coluna geológica ao redor do mundo. Neste contexto bastante específico é que existe uma certa discussão. 

Embora muitos pesquisadores (especialmente geneticistas evolutivos) adotam a perspectiva de que as causas da macroevolução são as mesmas da microevolução (ou seja aquilo que ocorre dentro das populações, como mutações e recombinação, seleção natural, migração/fluxo gênico, deriva genética aleatória).

Os processos acima seguem em conjunto com processos que culminam em isolamento reprodutivo, como fragmentação de habitats, sendo que todos esses fatores somam-se ao longo de milhões e bilhões de anos;

Outros pesquisadores, em geral, paleontólogos, defendem que as grandes mudanças das biotas (como as diferenças nas taxas de extinção e especiação de diferentes linhagens) e grandes eventos geológicos, atmosféricos e até astronômicos (ao influenciar o equilíbrio ecológico e a dinâmica das populações, comunidades e biomas) interajem, enviesam e coajem os mecanismos microevolutivos para produzir esses grandes padrões. 

Esses pesquisadores advogam que ao estudarmos a evolução ao longo de grandes períodos de tempo, alguns processos extras são necessários para explicar certos padrões. 

Claro, todos eles perfeitamente naturais e empiricamente investigáveis.



Alguns desses pesquisadores sugerem, inclusive, que processos mais complexos envolvendo escalas mais amplas de tempo - análogos a seleção natural que ocorre com os indivíduos em populações de uma dada espécie- como a ‘seleção (e o ‘sortig’) de espécies’ tem, de fato, um papel muito importante nas grandes mudanças evolutivas. 



Existem mesmo alguns indícios moleculares que o tipo de mutações envolvidas na (micro)evolução dentro das espécies sejam um tanto diferentes das envolvidas na (macro)evolução entre espécies, com o primeiro tipo dependendo de mutações em regiões codificadoras dos genes e o segundo tipo em regiões Cis-regulatórias, especialmente, em genes que ocupariam uma certa posição hierárquica nas redes genéticas de controle do desenvolvimento dos organismos (Veja os trabalhos de Stern e Orogozo, por exemplo. Discuti algumas dessas questões, no evolucionismo.org).


É neste ponto que existe um debate real (inclusive entrando em questões conceituais importantes como referentes aos níveis e unidades da seleção natural.

 Discutem-se algumas dessas questões e não sobre o fato da macroevolução ter ou não ocorrido ou de se há ou não evidências para ela. 

Esta perspectiva insere-se na visão hierárquica da evolução biológica por seleção natural, em que ela atuaria em vários níveis de organização biológica, gerando mesmo alguns conflitos. 

Isso não tem qualquer relação com dúvidas sobre a ancestralidade comum ou falta de fósseis de transição entre grandes grupos de seres vivos.

A macroevolução é extremamente bem corroborada, portanto, é um fato científico que não é posto em dúvida pela comunidade científica. Os criacionistas ou não conseguem compreender estas diferenças ou simplesmente as ignoram para fins retóricos jogando em favor da distorção de conceitos e questões científicas.


Ver maiores detalhes aqui, aqui, aqui, aqui e aqui:



Já, para a segunda acusação, o que interessa o fato de Darwin ter se interessado por teólogia ou ter estudado medicina?




Em 1827 seu pai, decepcionado com a falta de interesse de Darwin pela medicina, matriculou-o em um curso de bacharelado em artes na Universidade de Cambridge, para que ele se tornasse um clérigo. Nesta época, clérigos tinham uma renda que lhes permitia uma vida confortável, e muitos eram naturalistas, uma vez que, para eles, "explorar as maravilhas da criação de Deus" era uma de suas obrigações.



Em Cambridge, entretanto, Darwin preferia cavalgar e atirar, ao invés de estudar. Passava muito do seu tempo coletando besouros com seu primo William Darwin Fox. 

Este o apresentou ao reverendo John Stevens Henslow, professor de botânica e especialista em besouros que, mais tarde, viria a se tornar seu tutor. Darwin ingressou no curso de história natural de Henslow e se tornou um de seus alunos prediletos. 

Nesta época Darwin se interessou pelas ideias de William Paley, em particular a noção de projeto divino na natureza. Em suas provas finais em janeiro de 1831, ele se saiu muito bem em teologia e, mesmo tendo feito apenas o suficiente para passar no estudo de clássicos, matemática e física, foi o décimo colocado entre 178 aprovados. 


Seguindo os conselhos e exemplo de Henslow, Darwin não se apressou em ser ordenado. Inspirado pela narrativa de Alexander von Humboldt, ele planejou se juntar a alguns colegas e visitar a Tenerife para estudar história natural dos trópicos. 

Como preparação, Darwin ingressou no curso de Geologia do reverendo Adam Sedgwick, um forte proponente da teoria de projeto divino, e viajou com ele como um assistente no mapeamento estratigráfico no País de Gales. Contudo, seus planos de viagem à Ilha da Madeira foram subitamente desfeitos ao receber uma carta que lhe informava a morte de um dos seus prováveis colegas de viagem. 

Outra carta, entretanto, recebida ao retornar para casa, o colocaria novamente em viagem. Henslow havia recomendado que Darwin fosse o acompanhante de Robert FitzRoy, capitão do barco inglês HMS Beagle, em uma expedição de dois anos que deveria mapear a costa da América do Sul. 

Isto lhe daria a oportunidade de desenvolver a sua carreira como naturalista. Esta se tornaria uma expedição de quase cinco anos que teria profundo impacto em muitas áreas da Ciência. 

Feitas estas considerações, vamos às notas infelizes do autor da pérola:


Nota 1: Não é de hoje que os evolucionistas tentam passar a ideia de que darwinismo é sinônimo de ciência, deixando de lado as insuficiências epistêmicas da teoria que tornou famoso o naturalista inglês Charles Darwin. Expor crianças a essa teoria cujos pressupostos são apriorísticos, sem tocar em seus pontos controversos é, para dizer o mínimo, desonestidade. Quando criacionistas procuram ensinar às crianças que existem evidências de design inteligente na natureza, que toda consequência tem uma causa, que informação genética não poderia ter surgido do nada, que vida só provém de vida, etc., são logo taxados de “catequistas”, “manipuladores”, ou coisa que o valha. Taí mais um exemplo de catequização evolucionista sob a chancela do Estado.[MB]


Realmente, se tivermos uma ideia de darwinismo, como aquela divulgada por  Richard Hofstadter e pregada por Herbert Spencer, de forma alguma que será considerada como ciência. Assim como o criacionismo, não passa de ideologia.

No mais, a teoria evolutiva em sua evidenciação segue toda a metodologia científica e seu núcleo duro tem se mantido até então. Francamente, eu não sei que tanto são essas "insufuciências epistêmicas" que o autor da infeliz nota constantemente aborda, uma vez que jamais as escreveu.

Quem seria o autor da nota para falar em o que é honesto ou desonesto? Obviamente que não é possível se levar questões abordadas em nível de mestrado e doutorado para crianças entre 6 e 15 anos. É o mesmo que falar de gravidade quântica no ensino médio.

Design na natureza existe e vai muito bem. Todavia ele não é inteligente. É apenas funcional (que dirá do pescoço da girafa, dos 10 corações de uma minhoca, das asas de uma galinha e da velocidadeXconsumo de energia de um guepardo...). Sem falar ainda na maravilhosa criação dos vírus, das bactérias, protozoários, insetos, vermes e aracnídeos parasitas...

Quanto à informação, que tipo de "informação" o autor se refere? 

Caso seja aquela dos genes, já exaustivamente tratamos acerca de genes homólogos ortólogos (genes encontrados em diferentes táxons que, ao serem comparados, são passíveis de rastreamento até os eventos que levaram à especiação) e parálogos (genes em iguais ou diferentes táxons relacionados à ocorrências de duplicação gênica). 

Ou seja, a informação genética pode se duplicar e construir organismos bem diferentes dos usuais e tais modificações podem ser rastreadas até um ancestral comum.

Ler mais aqui e aqui.

Mais uma vez: AS ORIGENS DA VIDA NÃO SE TRATAM DE PROBLEMA RELACIONADO À TEORIA EVOLUTIVA, MAS DA QUÍMICA INORGÂNICA, QUÍMICA ORGÂNICA, FÍSICO QUÍMICA E BIOQUÍMICA. É A PARTIR DO MOMENTO QUE SURGE A VIDA QUE SE PODE FALAR EM EVOLUÇÃO.





Ler aqui sobre as origens da vida e seus modelos.

 Vida pode ser considerado tudo aquilo que possui um metabolismo. Reprodução não é condição necessária para a vida (ex. uma mula; não se reproduz e é vida, pois o animal possui um metabolismo). Porém é suficiente, pois o que se reproduz possui vida, uma vez que possui um metabolismo.

Sim, criacionistas são manipuladores e desonestos em suas colocações, tanto que aqui acusam um projeto educacional de catequista sob a chancela do Estado. Tal postura é de uma leviandade sem limites.



Além de manipuladores são mentirosos e criminosos, por quererem enfiar o seu "lixo religioso" goela abaixo das pessoas, passando por cima de direitos fundamentais como a liberdade de crença ou de descrença de cada um.

Não é direito deles idiotizar as pessoas com sua crença religiosa, ensinando errado em sala de aula, fazendo questionamentos e interpretações infundadas, acerca de temas relacionados a teorias que comprometem a ideologia fundamentalista religiosa e se valer de proselitismo como argumento da força. 

Nem mesmo os filhos de criacionistas podem ser vítimas dessa barbaridade, uma vez que existem os direitos da criança. Ver art. 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente e a Constituição Federal arts. 205 e 206, sem falar no art. 5, inciso VI do mesmo diploma, que trata da liberdade de consciência e de crença religiosa.



Não se subsumem a esta liberdade de crença ou de consciência matérias de cunho científico, pois elas pertencem ao campo de conhecimento formal. 

Assim, não é minha liberdade de crença acreditar ou não nas leis da gravidade, na teoria dos orbitais químicos ou na teoria mendeliana, se Roma caiu ou não sob o domínio bárbaro, se Napoleão existiu, respeitar ou desrespeitar as leis que nos são impostas pelo Estado.








Algumas perguntas ao Senhor Michelson: 


POR QUE OS CRIACIONISTAS NÃO TRATAM DE TODOS OS MÉTODOS DE CRIAÇÃO EM VEZ DE APENAS TRATAR DO CRIACIONISMO BÍBLICO?

EM QUE O CRIACIONISMO BÍBLICO É MAIS OU MENOS VERDADE QUE OS DEMAIS CRIACIONISMOS QUE EXISTEM POR AI?

O SENHOR CONSEGUE FAZER PROVA QUE A SUA FORMA DE CRIACIONISMO É A MAIS VERDADEIRA QUE AS DEMAIS?





Nota 2: Será coincidência a realização dessa “Semana Darwin” justamente neste trimestre em que a Igreja Adventista está dando grande ênfase a assuntos criacionistas? Na semana passada, mesmo, tivemos um grande evento dessa natureza, transmitido ao vivo de Brasília. Confira aqui.[MB]

Só faltava essa agora!!! Vir com esse "mimimi" de que o Estado está perseguindo a grande e mentirosa Igreja Adventista em sua "semana do criacionismo"!!! 




É muito mais proveitoso a jovens e crianças a semana Darwin que a semana criacionista. Esta é idiotização ideológica fundamentalista cristã. Aquela é educação científica, para não cair no conto do vigário da segunda. 

Quanto ao debate apresentado, insiste nos velhos e batidos erros corriqueiros do criacionismo, recheados de erros crassos, de argumentos da ignorância e falácias do argumento da autoridade, ad nauseam, egocentrismo ideológico, circularidade, distorção de fatos, estilo sem substância, parte pelo todo e non sequitur. 

Não passou de proselitismo de banheiro, como tudo o que fazem os criacionistas. 

Outro ponto, somente havia criacionistas presentes, o que prejudicou por completo o debate. É nítido nestes debatedores suas convicções pessoais, quanto à questão religiosa e de suas crenças, pessoais, doutrinados desde a infância a crer na bíblia.




Certamente, se houvesse cientistas de verdade, os pseudocientistas do criacionismo sairiam "catando seus cacos".