sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

JUDAÍSMO














O JUDAÍSMO



1 Introdução

O judaísmo é considerado a primeira religião monoteísta a aparecer na história. Tem como crença principal a existência de apenas um Deus, o criador de tudo.
Para os judeus, Deus fez um acordo com os hebreus, fazendo com que eles se tornassem o povo escolhido e prometendo-lhes a terra prometida.
Atualmente a fé judaica é praticada em várias regiões do mundo, porém é no estado de Israel que se concentra um grande número de praticantes.
O Judaísmo é, na teoria e na prática, a única religião essencialmente monoteísta. Refere-se ao povo hebreu, formado a partir da volta do exílio babilônico (538 a. C.), e no qual se formou o Cristianismo.
Os hebreus (significa aqueles que vieram do outro lado do rio – no caso Jordão) foi um povo semita da antiguidade - do qual descendem os atuais judeus que ficaram no Egito aproximadamente 400 ou 250 anos.
Entretanto, os israelitas que viviam no Egito ainda não eram chamados de Judeus e sim de Hebreus.
A palavra judaísmo está relacionada ao mesmo tempo com uma região geográfica (a Judéia), um agrupamento humano (os judeus) e uma religião (o judaísmo).
Essa série de referências revela a originalidade de uma religião que se caracteriza pelo pacto da aliança entre um deus – Javé, e um povo – Israel, compondo uma unidade étnico-religiosa, ou mais precisamente, uma nação religiosa.
Desde a época de Abraão, designou-se que Deus é único, onipotente e responsável pela criação do Universo. Não existe "antes" ou "depois" de Cristo, mas sim o tempo de existência da humanidade.
Os três homens mais importantes, chamados de Patriarcas, são Abraão (Abraham), seu filho Isac (Isaac) e seu neto Jacó (Jacob).




2 A essência do Judaísmo

O Judaísmo é uma crença monoteísta que se apóia em três pilares: na Torá, nas Boas Ações e na Adoração.
Por ser uma religião que supervaloriza a moralidade, grande parte de seus preceitos baseia-se na recomendação de costumes e comportamentos "retos".
O Deus apresentado pelo Judaísmo é uma entidade viva, vibrante, transcendente, onipotente e justa. Entre os homens, por sua vez, existem laços fraternos, e o dever do ser humano consiste em "praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar humildemente nas sendas divinas".
A prática da religião está presente no dia-a-dia do judeu. Ela se estende até sua alimentação, que deve ser kosher, ou seja, livre de comidas impuras (certas carnes, como a suína, entre outras substâncias, não são permitidas).
Outro hábito arraigado é a observação do Shabat, o dia do descanso, que se estende do pôr-do-sol da sexta-feira até o pôr-do-sol do sábado, e que é celebrado com rezas, leituras e liturgias na Sinagoga, o templo judaico.
Em essência, o Judaísmo ensina que a vida é uma dádiva de Deus e, por isso, devemos nos esforçar para fazer dela o melhor possível, usando todos os talentos que o Criador nos concedeu.
As escrituras sagradas, as leis, as profecias e as tradições judaicas remontam a aproximadamente 3 500 anos de vida espiritual.


3 Os livros e o misticismo judaicos

A Torá ou Pentateuco, de acordo com os judeus, é considerado o livro sagrado que foi revelado diretamente por Deus. Fazem parte da Torá : Gênesis, o Êxodo, o Levítico, os Números e o Deuteronômio. O Talmude é o livro que reúne muitas tradições orais e é dividido em quatro livros: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários.

3. 1 - A Torá, que também é conhecida como Pentateuco, corresponde aos cinco primeiros livros do Antigo Testamento bíblico (os outros dois são Salmos e Profecias).

Significa instrução, apontamento, lei) é o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh e que constituem o texto central do judaísmo.

Contém os relatos sobre a criação do mundo, da origem da humanidade, do pacto de Deus com Abraão e seus filhos, e a libertação dos filhos de Israel do Egito e sua peregrinação de quarenta anos até a terra prometida. Inclui também os mandamentos e leis que teriam sido dadas a Moisés para que entregasse e ensinasse ao povo de Israel.

Chamado também de Lei de Moisés hoje a maior parte dos estudiosos são unânimes em concordar que Moisés não é o autor do texto que possuímos, mas sim que se trate de uma compilação posterior. Por vezes o termo "Torá" é usado dentro do judaísmo rabínico para designar todo o escopo da tradição judaica, incluindo a Torá escrita, a Torá oral (ver Talmud) e os ensinamentos rabínicos. O cristianismo baseado na tradução grega Septuaginta também conhece a Torá como Pentateuco, que constitui os cinco primeiros livros da Bíblia cristã.

Divide-se em:


Geralmente suas cópias feitas à mão, em rolos, e dentro de certas regras de composição, usadas para fins litúrgicos, são conhecidas como Sefer Torá, enquanto suas versões impressas, em livro, são conhecidas como Chumash.

3. 2 - O Tanakh ou Tanach ( em hebraico תנ״ך ) é um acrônimo utilizado dentro do judaísmo para denominar seu conjunto principal de livros sagrados, sendo o mais próximo do que se pode chamar de uma Bíblia Judaica.

O conteúdo do Tanakh é equivalente ao Antigo Testamento, porém com outra divisão.

A palavra é formada pelas sílabas iniciais das três porções que a constituem, a saber:

  • A Torá ( תורה ),também chamado (Chumash , isto é "Os cinco") refere-se aos cinco livros conhecidos como Pentateuco), o mais importante dos livros do judaísmo.
  • Neviim ( נביאים) "Profetas"
  • Kethuvim (כתובים) "os Escritos"

O Tanach é às vezes chamado de Mikrá ( מקרא ).

A divisão refletida pelo acrônimo Tanakh está atestada em documentos do período do Segundo Templo e na literatura rabínica. Durante aquele período, entretando, o acrônimo Tanakh não era usado, sendo que o termo apropriado era Mikra ("Leitura"). Este termo continua sendo usado em nossos dias, junto com Tanakh, em referência as escrituras hebraicas.

No hebraico moderno, o uso do termo Mikra dá um tom mais formal do que o termo Tanakh.

De acordo com a tradição judaica, o Tanakh consiste de vinte e quatro livros. A Torah possui cinco livros, o Nevi'im oito livros e o Ketuvim onze.

Esses vinte e quatro livros são os mesmos livros encontrados no Velho Testamento protestante, mas sua ordem é diferente. A enumeração também difere: os cristãos contam esses livros como trinta e nove, pois contam como vários alguns livros que os judeus contam como um só.

3.3 - O Talmud é uma compilação de estudos, reunidos desde o tempo de Esdras até o sexto século de nossa era, contendo leis, poesias, orações, ritos, sermões, folclore, regras sobre o procedimento, mas especialmente comentários às escrituras. Significa ensino, instrução, estudo.

http://www.tryte.com.br/judaismo/colecao/br/livro9.htm

Há dois talmudes: um elaborado em Babilônia e outro na Palestina.
O da Palestina é conhecido pelo nome de Jerusalém e foi terminado no ano 400 A.D., enquanto o talmude de Babilônia, sendo mais completo, se concluiu cerca do ano 500 da nossa era.
A edição principal do Talmude Babilônico foi publicada em Veneza, entre os anos 1522 e 1523, em 12 volumes, sendo todas as edições posteriores reproduções exatas desta edição.
O de Jerusalém foi publicado pela primeira vez também em Veneza, em 1523.


Os talmudes estão escritos em aramaico. O de Babilônia em dialeto oriental e o de Jerusalém no ocidental.


O Talmude consta de duas partes distintas: a primeira comum ao Babilônio e ao Palestiniano é a Mishná; a segunda é distinta, porque a parte realizada na Palestina tem o nome de Talmude, enquanto a elaborada em Babilônia é conhecida como Gemara (do aramaico – complemento).


3.3.1 O Misná, que significa segunda Lei, é o compêndio onde estão registradas as leis tradicionais, preparadas pelo rabino Judas, o Santo, como já citamos acima. Está escrito em hebraico castiço, embora, nele, apareçam algumas palavras aramaicas, gregas e latinas. Está dividido em seis capítulos:

I. Iezaím, dedicado à agricultura. Ensina o que deve ser feito para o bom cultivo da terra, apresentando, ainda, as principais regras para o pagamento dos dízimos e das ofertas alçadas;

II. Moede, que determina como devem ser observadas as comemorações das festas nacionais;

III. Machim, que é um código que dá instruções às mulheres acerca do casamento e divórcio;

IV. Nezequim, que estuda os males causados nos homens, nos animais, etc., contendo, ainda regras para as contribuições mercantis e demais contratos que devem ser feitos pelo povo hebreu;

V. Cadachim, que é consagrado às coisas santificadas, às ofertas e ao serviço do templo;

VI. Tcharote, que estuda as coisas limpas e imundas, regras para interpretar o Misná. Apareceram, então, os comentários que, reunidos em volume, deram origem ao segundo volume do Talmude, chamado Gemara.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Mishn%C3%A1


3.3.2 O Gemara é também conhecido por suplemento ou ampliação do Talmude. Existem dois Gemaras: um, de Jerusalém, compilado na Palestina, em 450 A.D., e, outro na Babilônia, talvez 50 anos depois. O primeiro consta apenas de um volume e o segundo de doze volumes. Estes últimos são os mais aceitos pelos hebreus.

No Talmude, existem muitas coisas ridículas e absurdas. Maimonada, célebre rabino do século XIII, residente na Espanha, procurando harmonizá-las, fez dele um resumo, a que chamou Machaxacor, que quer dizer Mão Forte, e que é considerado um código das leis completas, apreciáveis não tanto pelo seu fundo, mas pelo seu estilo, por seu método e pela ordem das matérias nele apresentadas."

Há nestes livros leis que regulam cada ato da vida, algumas extremamente minuciosas.


http://en.wikipedia.org/wiki/Gemara


3.3.3 Midrash é uma forma narrativa criada por volta do século I a.C. na Palestina pelo povo judeu. Esta forma narrativa desenvolveu-se através da tradição oral (ver Talmud) até ter a sua primeira compilação apenas por volta do ano 500 d.C. no livro Midrash Rabbah.

Segundo a tradição oral judaica Deus teria revelado a Moisés não somente as leis de seu povo Torá mas também uma série conhecimentos complementares que deveriam ser passados de pai para filho, o que eles chamavam de Torá Oral. A figura utilizada para esta descrição é que Deus teria escrito a Torá em fogo negro sobre o fogo branco. Enquanto as letras são precisas e escritas no fogo negro, formando a Torá, o "papel" usado para esse escrito, o fogo branco, era a tradição oral. A palavra Midrash vem da junção de duas palavras hebraicas "Mi" que significa "quem" e "Darash" que significa "pergunta". O plural de midrash não é midrashes e sim midrashim segundo a língua hebraica.

Até os dias de hoje ainda existe produção de midrash em diversas sinagogas, entretanto eles não são considerados como tais pela maior parte dos religiosos hebreus. A Idade Média, por seu caráter de perseguição e anti-semitismo foi a época mais propícia ao aparecimento desta literatura, normalmente com um caráter messiânico, esperando a redenção através da vida de um grande "escolhido" - Messias - para que a perseguição acabasse.

O texto tem caráter pluriautoral e não linear, se assemelhando um pouco a uma conversa informal com diversos rabinos, mas na realidade os compiladores é que davam vida em seu texto a diversos personagens das épocas mais distintas.

3.3.4 Targum (plural targumim) é o nome dado às traduções em aramaico da Bíblia hebraica (Tanakh) escritas e compiladas em Israel e Babilônia, da época do Segundo Templo até o início da Idade Média, utilizadas para facilitar o entendimento aos judeus que não falavam o hebraico como língua mãe, e sim o aramaico. Os dois targumim mais conhecidos são o Targum Onkelos sobre a Torá e o Targum Jonatã ben Uziel sobre os Nevi'im (profetas).

3.3.4 Halachá é o nome do conjunto de leis da religião judaica ,incluindo as leis da Torá e os mandamentos rabínicos posteriores ,relacionados aos costumes e tradições ,servindo como guia do modo de viver judaico.


4 Rituais e símbolos judaicos

Os cultos judaicos são realizados num templo chamado de sinagoga e são comandados por um sacerdote conhecido por rabino. O símbolo sagrado do judaísmo é o menorá, candelabro com sete braços.

Entre os rituais, podemos citar a circuncisão dos meninos ( aos 8 dias de vida ) e o Bar Mitzvah que representa a iniciação na vida adulta para os meninos e a Bat Mitzvah para as meninas ( aos 12 anos de idade ).

Os homens judeus usam a kippa, pequena touca, que representa o respeito a Deus no momento das orações.

Nas sinagogas, existe uma arca, que representa a ligação entre Deus e o Povo Judeu. Nesta arca são guardados os pergaminhos sagrados da Torá.


5 As Festas Judaicas

As datas das festas religiosas dos judeus são móveis, pois seguem um calendário lunisolar. As principais são as seguintes:

Purim - os judeus comemoram a salvação de um massacre elaborado pelo rei persa Assucro.

( Pessach ) - comemora-se a libertação da escravidão do povo judeu no Egito, em 1300 AC.

Shavuót - celebra a revelação da Torá ao povo de Israel, por volta de 1300 a.C.

Rosh Hashaná - é comemorado o Ano-Novo judaico.

Yom Kipur - considerado o dia do perdão. Os judeus fazem jejum por 25 horas seguidas para purificar o espírito.

Sucót - refere-se a peregrinação de 40 anos pelo deserto, após a libertação do cativeiro do Egito.

Chanucá - comemora-se o fim do domínio assírio e a restauração do tempo de Jerusalém.

Simchat Torá - celebra a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Juda%C3%ADsmo



6 As doutrinas do Judaísmo:

Há variadas formulações das crenças judaicas, a maioria das quais com muito em comum entre si, mas divergentes em vários aspectos. Uma comparação entre várias dessas formulações mostra um elevado grau de tolerância pelas diferentes perspectivas teológicas. denominam-se princípios de fé judaicos.

6.1 MONOTEÍSMO: O príncipio básico do judaísmo é a unicidade absoluta de YHWH como D-us e Criador, Onipotente, Onisciente, Onipresente, que influencia todo o universo, mas que não pode ser limitado de forma alguma, o que carateriza em idolatria, o pecado mais mortal de acordo com a Torá. A afirmação da crença no monoteísmo manifesta-se na profissão de fé judaica conhecida como Shemá. Assim qualquer tentativa de politeísmo é fortemente rechaçada pelo judaísmo, assim como é proibido seguir ou oferecer prece à outro que não seja YHWH.

6.2 A REVELAÇÃO: O judaísmo defende uma relação especial entre Deus e o povo judeu, manifesta através de uma revelação contínua de geração à geração. O judaísmo crê que a Torá é a revelação eterna dada por D-us aos judeus. Os judeus rabinitas e caraítas também aceitam que homens através da história judaica foram inspirados pela profecia, sendo que muitas das quais estão explícitas nos Neviim e nos Kethuvim. O conjunto destas três partes formam as Escrituras Hebraicas conhecidas como Tanakh.

A profecia dentro do judaísmo não tem o caráter exclusivamente adivinhatório como assume em outras religiões, mas manifestava-se na mensagem da Divindade para com seu povo e o mundo, que poderia assumir o sentido de advertência, julgamento ou revelação quanto à Vontade da Divindade. Esta profecia tem um lugar especial desde o príncipio do mosaismo, seguindo pelas diversas escolas de profetas posteriores (que serviam como conselheiros dos reis) e tendo seu auge com a época dos dois reinos. Oficialmente se reconhece que a época dos profetas encerra-se na época do exílio babilônico e do retorno a Judá. No entanto o judaísmo reconheceu diversos profetas durante a época do Segundo Templo, e durante o posterior período rabínico.


6.3 A METAFÍSICA:

Considera o Judaísmo sob a ótica relacionada ao seu misticismo, o qual também é parte da revelação divina.
Seguem abaixo os principais pontos que se relacionam à mística judaica.

http://www.cafetorah.com/?q=node/3222

6.3.1 A Cabala que é uma doutrina esotérica que visa conhecer a Deus e ao Universo sendo afirmado que nos chegou como uma revelação para eleger santos de um passado remoto, e reservada apenas a alguns privilegiados. Na língua hebraica, Cabalá significa "recebimento" ou "o que foi recebido".

A árvore da vida é um conceito cabalístico. Ela é formada pelas dez emanações de Ain Soph, chamadas Sephiroth. A essência de todas as Sephiroth é a mesma, mas cada uma possui uma propriedade particular. A essência é universal, o que muda é a emanação de cada Sephirah. Segundo a cabala, a síntese da árvore da vida é Adam Kadmon, o Homem Arquetípico.

http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rvore_da_vida

6.3.2 O Zohar é a coluna vertebral da Cabalá, também chamada de Chochmat ha-Emet - a Sabedoria da Verdade. De autoria do grande Rabi Shimon bar Yochai, permanece inacessível até os dias de hoje para a grande maioria dos que tentam transpor o mistério que encerra.

http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=441&p=0

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cabala

O Zohar trata-se de comentários místicos sobre o Torá (os cinco livros de Moisés) escrito em Aramaico medieval e Hebraico medieval. Contém uma discussão mística sobre a natureza de Deus e considerações sobre a origem e estrutura do universo, a natureza das almas, pecado, redenção, o bem e o mal, e diversos temas relacionados.

O Zohar não é um livro, mas um grupo de livros. Estes livros incluem interpretações bíblicas assim como matérias sobre teologia, teosofia, cosmogonia mística, psicologia mística, e também o que alguns poderiam chamar de antropologia.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Zohar

6.3.4 O Golem é um ser artificial mítico, associado à tradição mística do judaísmo, particularmente à cabala, que pode ser trazido à vida através de um processo mágico.

Coube ao rabino Judah Loew ben Bezalel, uma sumidade do judaísmo de Praga (cidade onde morreu em 1609) - orientando-se pelas instruções existentes no Livro da Criação de Eleazar de Worms (1160-1230) -, repetir de modo incansável todas as combinações possíveis ali encontradas a fim de gerar uma vida. Ele estava atrás, nada mais nada menos, de acertar a fórmula que lhe permitiria criar Adão Cadmon, o primeiro homem.

http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/golem.htm

http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/golem2.htm


A primeira publicação da história do golem apareceu em 1847 em uma coleção de contos judaicos intitulada Galerie der Sippurim, publicada por Wolf Pascheles, de Praga. Cerca de 60 anos mais tarde, um conto de ficção foi publicado por Yudl Rosenberg (1909).

Elementos semelhantes podem ser encontrados no romance Frankenstein de Mary Shelley.

Isaac Bashevis Singer, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, escreveu a sua versão da lenda do Golem em 1969.

A existência de um golem na maioria das histórias mostrava algo bom, mas com problemas. Embora não fosse inteligente, o golem podia fazer simples tarefas repetidamente. O problema era controlá-lo e fazê-lo parar.


6.4 A ESCATOLOGIA JUDAICA: Seu proncipal mote é o Mashiach (o Messias) e o Olam Haba (hebraico para "o mundo que virá").

A palavra hebraica Mashiach significa o ungido e refere-se a um ser humano mortal. Apesar de os cristãos usarem também a palavra "messias", usam-na de forma diferente. Para muitos cristãos, o milagre principal de Deus é a sua auto-encarnação como ser humano. Desta perspectiva, Deus é ao mesmo tempo inteiramente humano e também totalmente divino, ao mesmo tempo limitado em inteligência e omnisciente. Do ponto de vista filosófico e lógico, estas características parecem ser mutuamente incompatíveis, mas a igreja primitiva insistiu que ambas as verdades devem estar juntas.

O Mashiach é um ser humano, descendente do Rei David, que trará uma era messiânica de paz e prosperidade para Israel e todas as nações do mundo. A descrição dos acontecimentos é a seguinte:
  1. Todo o povo de Israel regressará à Torá.
  2. O povo de Israel regressará à terra de Israel.
  3. O Templo Sagrado de Jerusalém será reconstruído.
  4. Israel viverá entre as nações como igual, e será suficientemente forte para se defender.
  5. Por fim, a guerra, o ódio e a fome terminarão, e uma era de paz e prosperidade descerá sobre a Terra.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Escatologia_judaica

7 Subdivisões do Judaísmo - o Judaísmo hoje

A religião têm várias correntes, como a liberal e a conservadora. O judaísmo tradicional é o ortodoxo. Acreditam na ressurreição. Uma criança tem que nascer de uma mãe judia para ser um judeu. É necessário se ter 10 homens para se fazer uma oração. O número 7 é associado a perfeição, ao completo...




Judaísmo Conservador

Esta corrente defende a idéia de que o Judaísmo resulta do desenvolvimento da cultura de um povo que podia assimilar as influências de outras civilizações, sem, no entanto, perder suas características próprias. Assim, o Judaísmo Conservador não admite modificações profundas na essência de suas liturgias e crenças, mas permite a adaptação de alguns hábitos, conforme a necessidade do fiel.

Judaísmo Ortodoxo

Corrente que se caracteriza pela observação rigorosa dos costumes e rituais em sua forma mais tradicional, segundo as regras estabelecidas pelas leis escritas e na forma oral. É a mais radical das vertentes judaicas.

Judaísmo Reformista

O Movimento Reformista defende a introdução de novos conceitos e idéias nas práticas judaicas, com o objetivo de adaptá-las ao momento atual. Para esta corrente, a missão do judeu é espiritualizar o gênero humano - a partir deste ponto de vista, torna-se obsoleto qualquer preceito que vise separar o judeu de seu próximo, independentemente de crença ou nação.

Judaísmo reconstrucionista

É a denominação do Judaísmo mais recente entre todas. Foi fundada em 1922 pelo Rabino Mordecai Kaplan (1881 - 1983) nos EUA. Este rabino era um rabino ortodoxo, porém, ele desenvolveu o seu pensamento numa direcção mais liberal e contribuiu para a expansão deste movimento, que se caracteriza pelos seguintes princípios:

  • crença de que a autonomia individual geralmente se sobrepõe à lei e costume tradicional judaica, mas que ao mesmo tempo que considera que as práticas individuais devem ser tomadas no contexto do consenso comunal. Isto leva a uma posição um pouco mais tradicional do que o Judaísmo Reformista.
  • uma atitude positiva para com a cultura moderna.
  • a crença de que os estudos tradicional rabínicos, bem como os modernos estudos críticos académicos de textos são ambos métodos válidos.
  • um método não-fundamentalista de ensino dos princípios de fé judaicos, juntamente com a crença de que nenhum judeu é obrigado a aceitar todos ou algum dos princípios de fé.
  • A rejeição da crença de que os Judeus sejam o povo escolhido, bem como a rejeição de todos os milagres e do teísmo.





Um comentário:

Sobre o ombro de gigantes disse...

Elyson,

Acabei encontrando-o aqui e felicito-lhe pelo empreendimento.
Nossos debates lá no Michelson são desafiantes e não poderiam ser diferentes quando se trata do debate evolução X DI! Mas confesso ficou um pouco cansativo e acho que somos usados, da forma como as coisas estão. Notei que meus comentários lá são selecionados de acordo com a complexidade de minhas perguntas, evidentemente sem resposta. Você percebe o mesmo?

Um abraço,

Luiz