quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ODES À IGNORÂNCIA E À DESONESTIDADE

 

 

 INTRODUÇÃO:


 Ode é uma   composição poética que surgiu na Grécia Antiga, e era cantada e acompanhada pela lira, ou simplesmente liricos. Ode, em grego, significa canto.

Assim uma ode caracteriza-se pelo tom elevado e sublime com que trata determinado assunto.

 É claro que, no caso, aqui abordado se trata de uma ironia aos desmandos, a ignorância e a desonestidade com que os criacionistas, geralmente teólogos de "meia pataca", tratam o tema teoria evolutiva ou mesmo ramos da ciênci que desbancam seu livrinho sagrado, lido claro, de uma forma completamente equivocada.

Logo, uma ode a ignorancia, significa vangloriar, valorizar, louvar a ignorância e apregoá-la aos quatro cantos do mundo, como se uma pessoa ser ignorante fosse uma grande virtude que leva à salvação divina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Divirtam-se com estes dois  ícones da ignorância em teoria evolutiva e com as respostas as suas maledicências que consistem em se aproveitar de crianças, jovens e pessoas menos intelectualizadas a fim de angariar fiéi$$$ aos seus templos da mentira.



1 - MARCELO CRIVELLA:


 Político, cantor gospel, escritor e líder religioso brasileiro. Exerce mandato de senador da República pelo Partido Republicano Brasileiro, representando o estado do Rio de Janeiro e a  bancada teocrática.

 

formado em Engenharia Civil pela Faculdade Santa Ursula e Faculdade de Engenharia Civil de Barra do Piraí, atual UGB, em 1984.

Tem formação acadêmica (não muito boa, mas tem), porém não sabe nada de biologia ou finge que não sabe.

Deve ser um cientista de renome no mundo criacionista...


A crítica às suas falas foram extraídas do artigo intitulado Crivella, criacionista "arroz-com-feijão", tenta criticar a evolução e acaba criticando sua própria religião.




video



A passagem é tão recheada de erros-por-minuto que proponho a criação de uma métrica: o Crivella. A seguir transcrevo na integra a fala para que possamos apreciar toda vossa regurgitância:


Há 150 anos, o inglês naturalista, Charles Darwin, propôs uma teoria na qual haveria, segundo ele, a evolução de todos os seres vivos a partir de uma ameba.

 

Bom, talvez não todos os seres vivos, apenas organismos pluricelulares e alguns unicelulares. Nem estou certo de que a ameba (ou um ancestral dela) foi proposta por Darwin como ancestral comum de toda a vida. O que ele colocou foi que a vida na terra teria uma ou poucas formas de vida originais. Visto que Darwin tinha alguma idéia de filogênese e da possibilidade do aumento da complexidade por seleção natural, é justo assumir que ele tinha em mente algum tipo de organismo unicelular mais primitivo que bactérias atuais. Definitivamente algo diferente de uma ameba.

 

E de que as especies iriam não só evoluir no seu gênero, mas também criar novas espécies. Ele falava também em uma transformação evolutiva de invertebrados para vertebrados. Todas essas teorias no mundo científico foram debatidas em 150 anos. Não passam de teorias.

 

Mas é obvio que não passam de teorias. Afinal, é uma das teorias mais bem corroboradas da ciência. A unica coisa que ela poderia ser, se não uma teoria, é uma hipótese descartada.


Infelizmente pessoas em geral, e criacionistas em especial, acreditam que existe uma progressão de idéias cientificas, que começam como teorias (ou hipóteses) e, se são comprovadas, evoluem para leis. Essa noção não poderia estar mais distante da realidade. Em ciência, uma teoria não é uma "mera especulação", mas um conjunto teórico de postulados, modelos e hipóteses destinados à explicar e estudar um certo tipo de fenômeno natural. E são dentro das teorias que as leis se encaixam: como modelos formais (não necessariamente matemáticos, apesar dos mais conhecidos serem) que buscam explicar algum aspecto abordado por aquela teoria, como o movimento de objetos ou a herança de caracteres. Se existe algum tipo de hierarquia, leis estão subordinadas às teorias.


E portanto, sr. Presidente, não há provas conclusivas de que haja qualquer indicio na natureza de que uma espécie possa gerar outra espécie. Se a teoria de Darwin fosse uma realidade, teria o consenso da comunidade científica, como tem as leis de Newton. Ou as leis de Einstein, mais recentemente.

 

Mas ela tem consenso na comunidade científica: seus detratores ou são pesquisadores de outras áreas não correlacionadas (medicina, matemática, engenharia, filosofia) ou são uma minoria de biólogos que não trabalham na área de diversificação da vida. Ou sequer pesquisadores são.


Mas ciência não é concurso de popularidade. Mesmo que apenas um indivíduo discordasse, e apresentasse conclusões sólidas para sua discordância, a ortodoxia científica iria ter que mudar. Porém não é isso que acontece: Não existem publicações científicas que refutem a teoria evolutiva moderna e, mesmo os seus detratores mais radicais (dentro da área) propôem apenas a emenda da teoria com novos processos evolutivos que melhorem nossa compreensão da diversificação da vida.


Esse consenso, que o ministro ignora existir, não é o que causa a aceitação da teoria científica no meio acadêmico. É o fato de que a evolução é uma teoria sólida, com 150 anos de corroboração, que a torna quase que predominantemente aceita. É o reconhecimento do valor científico de uma ideia, e não uma posição ideológica.


Ironicamente, o exemplo dado pelo ministro de leis [sic] que são predominantemente aceitas, as Leis de Newton, não são mais predominantemente aceitas, pelo fato de que foram substituidas pelas teorias de Einstein.


Ela também é uma lei que depende das pessoas acreditarem em um milagre. Porque o surgimento da vida a partir de uma ameba, traz o primeiro questionamento: "e a ameba, surgiu da onde?" 


Se entendo corretamente o que o ministro quer dizer, ele está sugerindo que o surgimento da vida só pode ser explicado por um milagre, fato que é necessário para se aceitar a teoria evolutiva. Mas essa linha de raciocínio me intriga profundamente. Afinal, se todo sistema de crenças que necessite da crença em milagres é, de alguma forma, inválido, o que diríamos de um que pregue que o filho de Deus veio a Terra, se sacrificou e ressuscitou dos mortos? Devemos acreditar que o ministro repentinamente virou ateu, ou que talvez ele não tenha parado para pensar antes de abrir a boca?


A insistência de criacionistas em tentar transformar ciência em religião é sintomática. É uma admissão freudiana de que há algo fundamentalmente errado na forma que eles pensam mas, tudo bem! Desde que todos pensem de formas fundamentalmente erradas também, todos podemos sair por ai nos sentido justificados em nossas crenças. Não é apenas uma evidência de negação psicológica: é uma ode à ignorância.


De qualquer forma, essa é uma questão totalmente fora do escopo da teoria evolutiva. Afinal, evolução trata sobre a diversificação da vida, não da sua origem, assim como a teoria de gravidade não trata de sua origem, apenas de sua mecânica.


Ora, e se a doutrina do evolucionismo está correta, se um gênero se transforma em outro, e a natureza assim evolui, porque não se encontrou até hoje um fóssil sequer, em que seja metade anfíbio e metade ave, ou peixe? Ou um fóssil sequer que traga características metade homem, metade macaco? Aonde está esse elo perdido?


Mas tais fósseis foram achados! Na verdade a transição entre anfibios e aves não necessita sequer de fósseis, pois temos grupos vivos que são transicionais entre esses grupos: os lagartos e, principalmente, os crocodilos. De qualquer forma, temos uma infinidade de dinossauros (transição répteis-aves), tetrapodas basais (transição peixe-anfíbio) e uma multitude de interemediários meio-homem, meio-macaco que o ministro tão indignadamente demanda, sendo que inclusive falei em outro post sobre o mais recente deles: Ardi. É óbvio que o ministro, assim como a maioria dos criacionistas, conhecem esses fósseis, e sabem que eles são considerados transicionais. Eles sabem, mas negam de qualquer forma.


Tal festival do absurdo não é exatamente surpreendente. Afinal o ministro é evangélico pentecostal, o que torna a probabilidade dele ser criacionista um tanto quanto mais elevada. Seu comando sobre o ministério da pesca seria preocupante, visto que evolução desencadeada por pressão de pesca é um problema real para os estoques naturais de peixes. Não apenas isso: o ministro demonstra não entender nada de ciência. Porém o histórico do ministério e a recente nomeação do ministro apenas sustentam minhas suspeitas que ele (o ministério) não passa de mais um cordeiro político que foi sacrificado na tentativa de apaziguar a bancada teocrática.


Alias, 1 Crivella (Cri) = 5 erros/minuto.






2- Fernando Iglesias:

Formou-se em Teologia no IAE (Instituto Adventista de Ensino - atual UNASP) no ano de 1986. Trabalhou inicialmente no Distrito de Rio Claro - SP, no ano de 1987.

Em seguida, recebeu o chamado para trabalhar na Voz da Profecia como cantor do Quarteto Arautos do Rei, de 1988 a 1995. Como cantor do quarteto, participou da gravação de vários discos: Habita em Mim, Quem os Criou, Felicidade sem Fim, We Are Just Like One. 

Ao que parece, é um "grande cientista"...









 

Mentira 1 - Modelo criacionista não se trata de teoria, pois sequer apresenta hipóteses testáveis. Criacionismo se trata de crença religiosa, pois se fundamenta no dogma da existência de deus como o criador. Contrariamente, o modelo apresentado pela teoria evolutiva é plenamente falseável, além de não se fundar em dogmática mas em zetética, como requerido para toda e qualquer questão de fundo científico.

 

Mentira 2 - O cidadão está desinformado acerca de fosseis, uma vez que a cadeia dos tetrápodas, dos equinos, das baleias e dos humanos apóiam, plenamente a teoria evilutiva. Hoje a genética corrobora a TE de forma plena, sendo que há ainda pontos a serem elucidados.

Os filos existentes no cambriano já existiam no Ediacarano ver aqui, aqui e aqui.

Estes fósseis são encontrados no mundo todo (ler aqui), como no deserto da Namíbia, mas midlands da Inglaterra, nas colinas de Ediacara (Austrália), no Mar Branco (Russia) e nas gargantas do Yang Tse (China),  em rochas formadas em ambiente marinho, preservados sob arenitos relacionadas a eventos catastróficos como tempestades e precipitação de cinzas vulcânicas, sendo muito difícil seu estudo. 

Até o momento detectou-se que este período está no intervalo entre 645 a 542 milhões de anos da era neoproterozoica, sendo sua biota um fenômeno mundial.

 

  

Mentira 3 - Não!!!!! A entropia de novo Naaaaaaaaaaaaaaãooooooo!!!!
 

Ler aqui (os 9 tópicos) e aqui:



e aqui sobre o universo:



A ENTROPIA SOMENTE AUMENTA, CONTINUAMENTE, EM SISTEMAS ISOLADOS OU FECHADOS (AQUELES QUE NÃO TROCAM NADA COM O EXTERIOR). QUANTO AOS SISTEMAS ABERTOS ELA PODE SER REDUZIDA SEM SOMBRA DE DÚVIDAS (SEU CORPO FAZ ISSO QUANDO VC SE ALIMENTA). MAS O BALANÇO ENTRÓPICO ENTRE O SISTEMA E SUA PERIFERIA SERÁ SEMPRE POSITIVO. TODAVIA, A ENTROPIA SEMPRE VENCERÁ. POR ISSO SERES VIVOS MORREM, ESTRELAS SE APAGAM, PLANETAS PERDEM SEU CAMPO MAGNÉTICO E UM DIA O UNIVERSO MORRERÁ.

A geladeira trabalha reduzindo entropia. Ela reduz a sua entropia interna, mas ela faz isso a custa de trabalho (energia potencial que se transforma em elétrica, esta que se torna mecânica (o motor da geladeira) e o que é dissipado nas linhas de trasmissão, como atrito, como calor e como energia sonora. Ou seja, basta se fornecer energia ao sistema que ele poderá plenamenter reduzir sua entropia.

 

Seres vivos são sistemas abertos (comemos, bebemos, respiramos cagamos e mijamos). Logo fazem sim decréscimo de entropia ao ingerirem energia. Organismos vivem se reproduzem e morrem. É durante a reprodução e a vida que se dá a seleção natural, teoria mais aceita para explicar o fato da evolução. Portanto, evoluir nada tem a ver com entropia. 

 

Mentira 4 - Os primeiros unicelulares que se tem notícia datam de mais ou menos 3,0 bilhões de anos, cuja conclusão é de cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts - MIT,  que construíram um "fóssil genômico", essencialmente um modelo matemático que tomou 1.0000 genes chave existentes hoje e calculou como evoluíram a partir de um passado muito distante. 

 

Segundo o estudo, o genoma coletivo de toda a forma de vida se expandiu maciçamente entre 3,3 e 2,8 bilhões de anos e durante este tempo, 27% de todas as famílias de genes existentes atualmente emergiram para a vida.
 

 

 Há um estudo que afirma ser o recorde da vida encontrado na Groenlândia (aqui) e eram bactérias (seus rastros químicos diferem daquele de animais - lipídios isoprenos) e eram procariontes (archeae e bactéria).  Mas, ao que parece, este estudo foi refutado (aqui). Ver mais aqui e aqui.

 

Do mesmo grupo de onde derivou archeae e bactéria vieram os eucariontes (com núcleo separado por uma membrana). Veja os trabalhos de Carl Woese e outros (1, 2, 3, 4, 5 e 6).

 

Estes unicelulares eucariontes passaram a se reunir em colônias.

 

Qual a semelhança entre nós e uma esponja??? 

 R. É o colágeno que serve como uma argamassa para as células. estas colônias deram origem aos animais pluricelulares.

 

Já aquelas células que aprenderam fazer a fotossíntese abriram caminho para as plantas e suas células se unem por meio da celulose.

 

Quanto aos fungos, suas células se unem por paredes de quitina.

 

Ou seja, foram colônias que aprenderam a sintetizar proteína ou açúcar polimerizado a fim de se manterem agregadas em um ser cujas células passaram a se especializar e se diferenciar em órgãos que realizam as mais variadas funções.

 

Isso tudo ocorre devido a mutações no DNA celular, embora as células de seu coração ou de seus intestinos, pele, sangue, ou cérebro tenham o mesmo material genético. A diferença está na ativação e inibição de grupos específicos de genes que determinarão a função de cada célula. Isso se relaciona à posição onde se encontram estas células durante a fase de desenvolvimento embrionário.

 

Os animais cordados tem uma origem em comum em uma criaturinha que mais se parecia um verme, chamada de pikaia, lá pelo Cambriano.

 

Mas antes da explosão cambriana, temos a fauna de ediacara onde encontramos criaturas que mais se pareciam com plantas que com animais e habitavam o fundo dos mares.

 

Mais tarde, nessa mesma época, aparecem animais que se locomoviam, como celenterados, alguns vermes e artropodes que mais se assemelhavam a vermes que com os artropodes atuais e tinham corpo sem exoesqueleto, bem diferentes dos fósseis cambrianos que aprenderam a usar o cálcio e fazer um exoesqueleto (conchas, carapaças de crustáceos, insetos e milipedes).

 

Criaturinhas como o pikaia (cefalocordados - tem uma cabeça definida e uma corda nervosa ao longo do corpo - ver mais aqui) guardam ancestralidade comum com os vertebrados (peixes - Gnathostomata) de onde evoluíram os tetrápodas (a partir dos Sarcopterygii).

 

Os peixes não se tornaram répteis mas anfíbios e estes ao dominarem as terras secas deram origem aos répteis (os amniotas, cujo ovo é adaptado ao ambiente terrestre), de onde partiram:

 

1 - Sinapsida - que originaram os mamíferos;

 

2 - Sauropsida - grupo de onde surgiram:

 

2a- Os anapsida (crânio não tem fenestras temporais, sendo hoje os testudinatos (tartarugas e cágados)

 

2b- Os diapsida (crãnio com duas aberturas na região temporal do crânio). Representam lagartos, tuataras, crocodilos, aves e de inúmeras ordens de répteis pré-históricos incluindo dinossauros, pterossauros.

 

A mentira surge quando do quadro evolutivo que o pastorzinho apresenta, ou seja, dá uma ideia completamente distorcida e diferente daquilo que hoje se conhece acerca de teoria evolutiva.

 

Mentira 5 - Teoria científica não é pautada em fé como é a crença do pastorzinho, mas em evidência. Há muitas evidências que suportam a TE, como ad nauseam já conversamos. 

Mas cadê as evidências do deus do pastorzinho e do modelo criacionista que ele tanto fala? zzzzzzzz.....  

 

Mentira 6 - o pastorzinho ai diz que não temos transicionais.

 

Aqui repito a lista (mais um pouco aqui e aqui):

 

Pikaia, considerado um dos primeiros cordados.

 

Vulcanodon, transição entre dinossauros Prossaurópodes e dinossauros saurópodes.


 

Pakicetus, transição entre Condilarthros e cetáceos, anterior ao Ambulocetus.


Protosuchus, transição entre tecodontes e crocodilos.


Scleromochlus, transição entre tecodontes e Pterossauros.


Tetraceratops, transição entre Pelicossauros e Terapsidas.


Lagosuchus, transição entre tecodontes e dinossauros saurísquios.


Cynognathus, transição entre sinapsidas e mamíferos.


Heterodontosaurus, transição entre saurísquios e ornitísquios.


Archaeopteryx, transição entre répteis e aves.


Tiktaalik roseae, um peixe sarcopterígeos com muitas características de tetrápode terrestre.


Ambulocetus, uma forma basal de cetáceo, que ainda retinha a capacidade de caminhar em terra.


Australopithecus afarensis (Lucy), uma espécie importante para perceber a evolução dos hominídeos.


Ocapi, tida como espécie transicional ainda viva da girafa.


Darwinius masillae (Ida), a transição entre os estrepsirrinos e os haplorrinos.


"Elo perdido” é um termo popular, e não é utilizado em ciência. O termo correto é fóssil transicional. Isso porque de fato todos os seres vivos que procriaram e já morreram são “elos perdidos” entre um ser vivo e outro.

E existem muitos transicionais, e todos os dias surgem mais. A desculpa para alguém dizer que não existem transicionais é o total desconhecimento deles. E desconhecer uma evidência não significa que ela não exista.

 

Ou seja para variar, como todo cria, ele mentiu... 

 

Mentira 7 - qual a fonte de onde ele extraiu a frase dita quando do favorecimento do saltacionismo em detrimento do gradualismo? Se não há referência, a citação é no mínimo duvidosa.



Mentira 8 - afirmar que a camada cambriana é onde se encontram os primeiros fósseis. Já explicado na Mentira 4.

 

Mentira 9 - Não não!!! o olho de novo não!!!!

ler aqui:


Um olho não saiu do nada, conforme mostra o post acima, mas foi se desenvolvendo passo a passo. 

Ler aqui:


 

Mentira 10 - Embora o olho composto de insetos mantenha a estrutura desde o cambriano, isso não significa que a TE esteja descartada. O mesmo ocorre com o tubarão, pois esta criatura não evoluiu quase nada. Mas por que? 

 

Porque o olho composto e o tubarão estão muito bem adaptados ao meio em que vivem. Daí não passaram por extinção e, tampouco, uma outra vantagem se vislumbrou necessária a atender solicitações do meio.

 

Mentira 11 - não existem formas de vida complexa antes do cambriano e estas não têm ancestrais. Essa é a mentira "várias em 1". Remeta-se as Mentiras 4 e 6.

 

Mentira 12 - Não fez prova do "criador" mas afirmou ter sido este ser exótico o criador de tudo, bem como mentiu acerca das espécies aparecerem repentinamente e já formadas (remeta-se à Mentira 4).

 

Mentira 13 - mesmo caso da mentira 7. Não há a referência bibliográfica.

 

Mentira 14 - os seres viventes com 6 mil anos. Como já conversamos ad nauseam a idade das rochas não está errada.

Para a datação pelo método do U - Pb há um pequeníssimo detalhe:

O que é datado não é uma pedra qualquer, são os cristais de zircão (ortossilicato de zircônio ZrSiO4) solidificados após um derrame de lava. Quando estas coisinhas se cristalizam, o Zr pode ser substituído por U e Th, mas jamais por Pb. 

 

Isso serve para qualquer método de datação que envolva rochas e elementos químicos, pois qualquer mineral se cristaliza por meio de retículos cristalinos, uma vez que a estrutura cristalina é o resultado macroscópico da existência subjacente de uma estrutura ordenada ao nível atómico, replicada no espaço ao longo de distâncias significativas face à dimensão atómica ou molecular, o que é exclusivo dos cristais.

 

É uma questão de eletronegatividade dos elementos.


Veja:

a distribuição eletrônica do Zircônio é 2,8,18,10,2; raio atômico = 160 pm; eletronegatividade = 1,33 pauling; estado de oxidação 4,3,2,1.

a do urânio é 2,8,18,32,22,8,2; raio atômico = 156 pm; eletronegatividade = 1,38 pauling. estado de oxidação 3,4,5,6.

a do tório é 2,8,18,32,22,8,2; raio atômico = 179 pm; eletronegatividade = 1,3 pauling. estado de oxidação 4,3,2.

a do chumbo é 2,8,18,32,18,4; raio atômico = 175 pm; eletronegatividade = 2,33 pauling. estado de oxidação 4,2.

Ou seja, devido à eletronegatividade do Pb, embora tenha um cátion tetravalente, é muito difícil, que ele forme o sal esperado, pois quanto maior a eletronegatividade, maior a tendência de se tornar um ânion, ou seja, ter carga negativa, diferente do cátion que tem carga positiva. Assim, Urânio e Tório, como o Zircônio, têm maior tendência em fazer uma ligação com o ortossilicato que o chumbo.


Portanto, possuir elementos filhos soltos quando da constituição do mineral que servir como amostra, não é problema, pois eles, no caso do zircão são praticamente inexistentes. O elemento filho presente é sem dúvida oriundo de decaimento do Urânio 235 e do 238, bem como tório.

Resumindo, o pastorzinho, omitiu essa informação ou a desconhece mesmo.

No que se refere à taxa de decaimento radioativo dos elementos químicos, elas se tratam de uma propriedade desses elementos e dependem do que denominamos de força fraca, onde quem a influencia são os bósons Z, W+ e W-.

É possível que neutrinos possam influenciar nesse decaimento, de acordo com as variações dos picos solares, mas, em média, ela é sempre a mesma e jamais seria possível um decaimento ultra-rápido ou lento em demasia. Isso é ficção criacionista.


Sobre o C14, primeiro há que se considerar seu percentual na atmosfera que é da ordem de 1* 10 ^-10%, ou seja, é quase nada e não deve ter saído disso ao longo de 70 mil anos, prazo-limite para o referido método de datação e, se saiu, não alterou em nada a metodologia.

Geralmente criacionistas falam que há disparidades quanto à metodologia de datação radiométrica. Porém, jamais citam corretamente as referências acerca dos periódicos e publicações.

Seriam falsas referências (prática comum dos criacionistas) ou estariam distorcidas por meio de quote mining (outra prática corriqueira no fantástico mundo do criacionismo)?


 

Mentira 15 - É obvio que o plano corporal dos seres vivos (bilateria) não se alterou. Mas como não há diferenças entre um sinapsida e um mamífero atual? O plano corporal é o mesmo mas os seres diferem. Como não ha diferenças entre um ambulocetus e uma baleia? Há evidências para tal:

 

Mentira 16 - pauta-se pela omissão e ignorância no tema pelo pastorzinho. Remeta-se à Mentira 10. Também repete a Mentira 12.

 

Mentira 17 - A espécie de celacanto encontrada não é a mesma do celacanto que viveu por aqui no Cretáceo. Foram encontradas as espécies Latimeria chalumnae e Latimeria menadoensis as duas únicas vivas, encontradas ao longo da costa do oceano Índico.

 

Os celacantos fossilizados são de outra família, em sua maioria Coelacanthidae, foram extintos há 100 milhões de anos, sendo significantemente diferentes do que foi encontrado vivo (no tamanho, cabeças, espinhas dorsais, barbatanas, órgãos internos, entre outros). As diferenças foram estudadas a fundo por Peter Forey em seu livro “A História dos Celacantos” (Forey, Peter L., 1998. History of the Coelacanth Fishes. London: Chapman & Hall.). Uma figura extraída de seu livro mostra isso.


E mesmo que eles fossem iguais, isso não seria nenhum problema para a evolução.

A Teoria da Evolução não diz que os organismos são obrigados a evoluir. Em um ambiente que não muda, a seleção natural tende a manter as coisas morfologicamente iguais.

Conheciam-se cerca de 120 espécies de celacantiformes que eram considerados fósseis indicadores, ou seja, indicando a idade da rocha onde tinham sido encontrados. Todos esses peixes encontravam-se extintos desde o período Cretáceo.



Mentira 18 - Cientistas não se interessam em desbancar ou afirmar que deus existe. O interesse é entender como a natureza funciona.

 

Mentira 19 - a questão do elo perdido em ser o celacanto meio peixe meio réptil. Remeta-se às Mentiras 4 e 17.

o Panderichthys tem caracterísiticas de tetrápoda e peixe em conjunto, sendo um transicional. Assim, celacantos em nada se relacionam a tetrápodas, mesmo porque o Panderichthys tem entre 385 a 380 mi de anos e o celacanto 360 mi de anos.

 

Mentira 20 - O fóssil de celacanto igual ao que vive no Índico. Remeta-se à Mentira 17.


Mentira 21 - é claro que a mídia divulga novas descobertas. Afinal como o fofucho ficou sabendo da história do celacanto. Será que deus soprou no ouvidinho dele? Ou seja, em suas mentiras o pastorzinho se contradisse. 

 

Que feio para um cara que se diz cristão!!!

 

Mentira 22 - impossibilidade de peixes suportarem viver fora da água. Será que o nosso amigo fofinho já ouviu falar de peixes pulmonados? São os Dipnóicos que têm como órgão primário de respiração um pulmão especializado que não possui brônquios, sendo capaz de extrair oxigênio diretamente do ar atmosférico.

 

Os Sarcopterygii (a turma do celacanto) eram abundantes no período Devoniano, o seu número diminuiu muito desde o fim de era paleozóica. Sua primeira irradiação foi significativa e resultou em formas de água doce e salgada e organismos que deram origem aos tetrápodes.

Diga isso ao saltador do lodo, que não é um peixe pulmonado (aqui):

video


e, aos peixes pulmonados africanos (aqui):

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Com a redução do número de sarcopterygii resultou em apenas quatro gêneros, três gêneros são dipnóicos e um que não é dipnóico, este que vive em águas oceânicas profundas, Latimeria chalumnae (o celacanto vivo), do oceano Índico, costa leste da África.

 

Praticamente, foi uma mentira por minuto, mais precisamente:


 22 mentiras/26 min  = 0,846 mentiras por minuto


enquanto o pastorzinho  falou de evolução (descontamos os 3 minutos de enrolação do vídeo)!!! Isso é demais até mesmo para um ser exótico como deus!!!

Aliás, qual a formação dele além de teólogo fundamentalista de carteirinha?

Sem brincadeira, o conhecimento dele em teoria evolutiva é de ruim para péssimo.

Recomendo ao pastorzinho que leia menos a bíblia e se dedique um pouco mais ao conhecimento profano (aquele das ciências - fora do templo), pois a quota dele em dizer besteira esgotou por essa vida.

Em resumo, acho que ele está a um passo da danação eterna, pois mentiu demais. Como alguém que mente tanto pode se dizer um servo de deus?

Vamos até homenageá-lo com uma unidade de medida:

O Iglésias (Ig) sendo que:

 

 1 ig = 1 mentira/min

 

 

CONCLUSÃO: 

 

Bom, vamos brincar de matemática e descobrir quanto vale um Ig em termos de Cri:

 

 Convertendo as unidades de nossos dois gênios da biologia, chegamos que sendo:

 

 (H1) 1 Cri = 5 erros/min;

 

(H2) 1 Ig = 1 mentira/min;

 

(H3) erro = mentira quando da apuração da unidade Cri;

 

 temos que:

 

1 Cri = 5 Ig

 

(cqd) 


 

Depois disso, acho bom as igrejas que representam esses dois cidadãos reverem os 10 Mandamentos da Lei Mosaica (são dez e não oito). Ao que parece  revogaram o terceiro e o nono relembrando:

 

Não tomarás o nome do Senhor em vão


Não dirás falso testemunho.



e de quebra, segue o oitavo:


Não furtarás.


Pensem, analisem!!! Merecem ou não merecem o prêmio crocopato dourado?

 

OBS: O Prêmio Crocopato de Ouro, ou, em língua anglófona, "The golden Crocoduck Award", é um prêmio virtual atribuido anualmente desde 2008 por votação livre aberta ao público com acesso à rede mundial de computadores ao divulgador das idéias criacionistas que "mais e melhor violou o nono mandamento ao proferir incoerências e falácias lógico científicas em nome da divulgação de suas crenças.





Tem seu nome fundado em uma paródia a um argumento frequentemente utilizado pelos criacionistas para afirmar a invalidade da Teoria da Evolução: a inexistência de animais híbridos -segundo eles, os verdadeiros animais de transição - como um animal meio réptil meio símio, ou meio peixe meio réptil, ou especificamente no caso, um animal meio pato, meio crocodilo, seria uma evidência da incoerência da teoria da evolução.



 



Palmas aos dois, quem merece o prêmio?





sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O LEITE DA TSÉ-TSÉ: E MAIS ALGUMAS EXPLICAÇÕES CIENTÍFICAS A UM CRIACIONISTA - parte 4

OS OLHOS E A INSISTÊNCIA DA CEGUEIRA CRIACIONISTA:


Acerca dos olhos de cefalópodes e vertebrados, seria interessante que o autor da infeliz complementação do post lesse a SCIAM – Edição Especial nº 49, fls. 56 a 61 “A fascinante evolução do olho”.

 

 

Para entender essa história temos de voltar 1 bilhão de anos atrás quando animais multicelulares simples se dividiram em radiolários e bilatéria.

 

 

Há 600 milhões de anos os bilatéria se dividiram em protostômia (grupo que no desenvolvimento embrionário a boca é formada primeiro que o ânus) e 

 

 

deuterostômia (grupo que no desenvolvimento embrionário a o ânus é formado antes da boca). Aqui estão os mamíferos.

 

 

 

Logo após essa separação, entre 540 e 490 milhões de anos ocorreu a explosão cambriana que lançou a base para a formação dos olhos como os conhecemos.


O olho composto é um órgão visual encontrado em certos artrópodes como insetos e crustáceos. Consiste em cerca de 12 a 1000 omatídeos. O omatídeo é um pequeno sensor que distingue a claridade da escuridão.




 

O olho tipo câmera se desenvolveu devido à pressões seletivas originadas com o tamanho das espécies, pois um olho tipo composto seria inviável, por ter de ser enorme para produzir uma visão em alta resolução.

 

 

 

Os fotorreceptores se dividem em:

Rabdométricos – detectam luz com fim específico para visão.

 

Ciliares – detecção de luz para fins não visuais como regular o ritmo circadiano (o período do dia).

 

 

Os moluscos cefalópodes têm olhos tipo câmera, como os vertebrados. No entanto seus fotorreceptores (rabdométricos) são idênticos àqueles encontrados em insetos.

 

 Nos vertebrados, os fotorreceptores são os ciliares, sendo eles os cones para a visão diurna e os bastonetes para visão noturna. Ainda os vertebrados pssuem os descendentes dos receptores rabdométricos que foram modificados formando os neurônios que enviam informações da retina para o cérebro.

 

Isso demonstra que cefalópodes e artrópodes estão mais próximos entre si (protostômia) que dos vertebrados (deuterostômia), embora ambos sejam bilatéria.

 

É dessa forma que a evolução funciona: pressiona uma estrutura existente para um novo propósito. Assim, a descoberta de que os fotorreceptores ciliares e rabdométricos desempenham papeis diferentes nos olhos dos vertebrados em comparação com os olhos dos invertebrados evidencia mais claramente que o olho teve um processo natural de formação.

 

 

Cicatrizes da Evolução - O olho dos vertebrados, longe de ser concebido de forma inteligente, contém inúmeros defeitos que atestam a sua origem evolutiva. 

 

Entre os defeitos que degradam a qualidade da imagem, estão uma retina invertida, que força a luz a atravessar corpos celulares e fibras nervosas antes de atingir os fotorreceptores  1 ; 

 

vasos sanguíneos que se espalham pela superfície interna da retina, provocando sombras indesejadas 2 ; 

 

fibras nervosas que se juntam, projetam-se numa abertura única na retina e viram o nervo óptico, criando um ponto cego 3 .

 

CONCLUSÃO:

 

Acerca da infeliz observação do autor:

 

 [Esse fato fala mais a favor do design inteligente (das digitais do Criador) ou da macroevolução cega? 

 

O máximo que podemos fazer é lamentar, pois nela se insere a PREGUIÇA em procurar as respostas para o que a natureza faz. Ao contrário, o autor insiste sempre nos mesmos erros. Repete as mesmas bobagens infinitamente, como se o repetir intensamente lhe conferisse alguma razão.

 

O criacionista é uma criação do fanatismo, da fé burra, da indolência, do preconceito, da mentira, da enganação, do engodo, dos interesses excusos de seitas fundamentalistas, da alienação da realidade, do medo e da mais pura ignorância, pois se recusa a entender aquilo que contraria a sua ideologia. Ao contrário, deseja destruir, para que todos, lançados na profunda ignorância de uma fé estúpida, pensem como ele.

 

O criacionista fala de democracia no ensino. Mas quando falamos de ensinar os "n" mitos de criação ele protesta, pois o seu é a verdade absolutíssima acima de tudo, uma vez que o seu deus é o melhor e o  verdadeiro e único (que evidências concretas eles têm disso???).

 

Lembrando que a escola ou a universidade não se tratam de plataformas políticas para protestar contra esta ou aquela ideologia ou apoiá-las. São templos do saber e contra o que se aprende e o que é confirmado pelas ciências naturais não adianta protestar. A natureza é o que é e ponto final.

 

O criacionista quer que suas mirabolâncias (sequer são teorias) se validem automaticamente assentadas em lacunas ou possíveis erros de determinadas teorias, o que podemos classificar como "ARGUMENTO DA IGNORÂNCIA". 

 

Como já, ad nauseam foi frisado, o processo evolutivo não é cego. Ele ocorre conforme o planeta ou o ambiente pressionam as espécies. A regra será ser extinto (as extinções em massa mostram isso claramente) e a exceção é evoluir.

 

Aleatório é o que acontecerá com o nosso mundo. Já o processo evolutivo é dirigido por estes acontecimentos. Um indivíduo não evolui. O que evolui é a espécie cujos genes serão selecionados de forma a adaptá-la às novas circusntâncias.

 

 A macroevolução existe? Sim existe. É confirmada? Sim é confirmada.


TRABALHOS CIETÍFICOS COMPROVANDO MACROEVOLUÇÃO POR MECANISMO DARWINIANO? Pois não:



- Gingerich, P. D. (1987). "Evolution and the fossil record: patterns, rates, and processes". Canadian Journal of Zoology 65 (5): 1053–1060.



- Rice, W.R.; Hostert (1993). "Laboratory experiments on speciation: what have we learned in 40 years". Evolution 47 (6): 1637–1653.



- Hedges, S. B. (1994) "Molecular evidence for the origin of birds." PNAS 91: 2621-2624.



- Hedges, S. B. and Poling, L. L. (1999) "A molecular phylogeny of reptiles." Science 283: 998-1001.



- Rieseberg LH, Willis JH (August 2007). "Plant Speciation". Science 317 (5840): 910–4.



- Reznick DN, Ricklefs RE (February 2009). "Darwin's bridge between microevolution and macroevolution". Nature 457 (7231): 837–42.


...sendo que o último é de 2009, bem recente!

 

 Resumindo, basta se dar ao trabalho de ler e pesquisar. Menos bíblia e mais educação formal.

 

Fazer jornalismo científico não é caçar reportagens aqui e ali sobre alguma coisa que alguém descobriu e supor que tal descberta contrarie alguma teoria e fazer um monte de considerações "nada a ver".

 

É se limitar  a traduzir a linguagem científica para a linguagem do leigo e assim traduzir o conhecimento para que a mídia o leve às massas.

 

Não é agir com desonestidade intelectual, mentindo e omitindo sobre fatos ou trazendo falsas ideias ao leigo. 

 

Tal postura é muito boa para o púlpuito de determinadas seitas fundamentalistas que precisam de provas contundentes para crer em seus deuses (homens de pouca fé!!!) e defender suas ideologias, sem se preocupar com a real mensagem deixada pelas histórias e livros mitico-religiosos.

 

É lamentável que essa excrescência religiosa, travestida de ciência, chamada criacionismo esteja ganhando terreno, ao menos em escolas confessionais, nas aulas de ciência. 

 

É deplorável que o MEC e o Ministério Público não tomem atitude diante desse desatino que se faz com as crianças e com os jovens, ainda despreparados para refutar toda a balela que esses criminosos trazem para a sala de aula.

 

Infelizmente, todo esse lixo foi importado dos EUA, com a chegada aqui no Brasil do protestantismo fundamentalista como aquele partrocinado por determinadas igrejas que interpretam literalmente a bíblia, sem sequer entender o que dizem suas entrelinhas.

 

Bem, creio que mais uma vez consegui desfazer o mal que criacionistas criam com o objetivo de obscurecer a ciência e transformá-la em uma palhaçada, sem falar que fazem o mesmo com a crença religiosa.

 

É uma constante nesse grupo de obscurantistas e criminosos fazer má ciência e má religião. Aliás, prestam grandes favores aos ateus, pois cada vez que "cai a ficha"  de alguém numa dessa igrejas, percebendo as mentiras e os engodos, o sujeito tem grande propensão a se tornar um ateu.

 

Continuem assim e o cristianismo será apenas "mais uma fase" do obscurantismo e do misticismo humanos, como foi a crença greco-romana e o politeísmo dos antigos habitantes da região do Crescente Fértil, do Egito e da Europa.

 

Ciência não se faz indo atrás do "criador demente", digo "inteligente"; ciência se faz arregaçando as mangas, estudando e trabalhando muito.