terça-feira, 6 de outubro de 2009

Imbecilidades de Craig, o Fundamentalista

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Este é um trecho muito interessante do debate entre Willian Lane Craig (filósofo, teólogo e apologista cristão) e Peter Atkins químico que leciona na Universidade de Oxford.

O Sr. Craig (aqui) cometeu muitas impropriedades em sua argumentação. Vejamos:

Ao início Atkins provavelmente deveria estar falando sobre a origem das crenças e sua seleção natural pela genética daqueles que criam como sendo os mais aptos a vida.

Demonstrar a origem das crenças não significa atestar que sejam falsas ou verdadeiras. Todavia tomar a crença como suporte contra o medo e a ansiedade torna os que crêem mais capazes de enfrentar as adversidades e assim sobreviverem melhor e se reproduzirem frente aqueles que não criam.

Mas Craig começa com “mesmo se fosse o que eu não admito”, aliás, com base em que não admite o estudo sociobiológico das crenças a fim de intitular tudo como falácias genéticas?

Ao que me pareceu, Craig lança um amontoado de absurdos na tentativa de ridicularizar Atkins, mas como analisaremos adiante, a argumentação deste senhor são completamente infundadas sob a ótica científica.


Matemática se prova via teoremas e estes se baseiam em:


Axiomas - hipótese inicial de qual outros enunciados são logicamente derivados que permite a construção de um sistema formal. São estados que são verdadeiros em algum possível universo, para alguma possível interpretação e com alguma tarefa de valor. São utilizados para um mínimo conjunto de tautologias, suficientes para provar demais tautologias na linguagem. Na lógica de primeira ordem o axioma lógico é necessário para provar verdades lógicas que não são tautologias no sentido rígido.

Postulados - hipóteses adicionais que são aceitas sem demonstração, sendo que sua validade tem que ser estabelecida por meio de experiências reais, visando capturar o que é especial sobre uma estrutura particular, assim não se tratam de tautologias.

Tanto axiomas como postulados variam conforme onde se está lidando (ex. superfícies com curvatura negativa, zero ou positiva; álgebra ou álgebra linear, grupos, nós e aneis).

A Lógica Formal parte de três axiomas tautológicos – expressão da mesma idéia sob formas diferentes, ou seja, também são observados e evidentes. Mas, dependendo de que tipo de lógica estamos nos valendo, as coisas não são tão evidentes e verdadeiras assim, a ponto de serem axiomatizadas.

É o que ocorre com a lógica dialética, de onde partimos de dogmas. É esta a forma de lógica que sustenta as crenças, ideologias e valores.

Assim como os axiomas e postulados, os dogmas possuem sua carga de verdade dependendo de onde nos encontramos. Um dogma do direito brasileiro é diferente de um do direito inglês, assim como uma ideologia japonesa é diferente de uma canadense e como uma crença africana é diferente de uma polinésia.

Os princípios, nas ciências em geral, se tratam de observações evidentes e não há necessidade de se prová-los. Ou seja, são meramente práticos.

Sobre a lógica e a matemática, não são via petições de princípio que se provam a argumentação destas disciplinas, mas partimos das tautologias.

Antes há que se entender o que são petições de princípio e tautologias.

Falácia é um argumento dedutivo que, embora inválido, é capaz de enganar o interlocutor incauto.

As falácias dividem-se em:

Formais: se há um defeito no modo como as premissas são concatenadas para chegar à conclusão. Por exemplo: Os morcegos voam; as aves voam; logo, morcegos são aves. O problema aqui é que da afirmação de que o mesmo predicado (voam) cabe a dois sujeito distintos (morcegos, aves) não se pode concluir a identidade desses sujeitos: de dois sujeitos não se conclui um predicado.

Não formais: se há um defeito semântico (falácias de sentido, como no exemplo: o homem é um animal; animais são irracionais; logo, o homem é irracional - em que claramente o sentido com que se usa animal na primeira e na segunda premissa não é o mesmo) ou persuasivo (falácias de relevância, como no exemplo: João defende aumentos para os professores; mas João é um professor; logo, João está apenas falando em causa própria - em que as premissas não levam à conclusão, embora pareçam levar).

A petição de princípio é uma falácia não formal em que se tenta provar uma conclusão com base em premissas que já a pressupõem como verdadeira. Trata-se de uma falácia de relevância, porque o poder persuasivo do argumento depende de uma manipulação das premissas.

Um exemplo famoso é o argumento de Descartes para provar a existência de Deus: sendo a idéia de Deus a idéia de um ser perfeito, a um ser que fosse perfeito não poderia faltar a existência, de modo que Deus, portanto, existe.

Ora, mesmo supondo que, de fato, a existência fosse um dos atributos da perfeição, o que está longe de ser evidente, o argumento só prova que, se existisse um ser perfeito, esse ser teria que, para ser perfeito, existir. Isso não prova que esse ser existe. Se provasse, teria que existir uma ilha perfeita, um povo perfeito, um rio perfeito etc.

Assim, uma petição de princípio é uma falácia não porque derive a conclusão equivocadamente das premissas, e sim porque só consegue derivar a conclusão das premissas porque a conclusão é, ela mesma, pressuposta nas premissas.

Uma tautologia, contudo, não é uma falácia. Por definição, tautologia é uma proposição verdadeira, mas que não acrescenta nenhuma informação nova sobre a coisa de que fala. Por exemplo, dizer que um círculo é redondo.

Ora, o próprio conceito de círculo pressupõe a retundidade, de modo que dizer dele que ele é redondo não é dizer nada que já não se soubesse ao saber que se trata de um círculo.

O mesmo acontece ao dizer que as normas jurídicas são obrigatórias, que as normas legítimas são obedecidas pelos destinatários ou que decisões discricionárias deixam uma margem de escolha para o administrador. Tudo isso é verdade, não por conclusão, mas por definição, de modo que nada acrescentam.

Não quer dizer que tautologias sejam inúteis. Por exemplo, a equação F = m.a, da terceira lei de Newton, é uma tautologia (dizer que a quantidade de força é igual ao produto da massa do objeto pela aceleração que se imprime a ele não é dizer nada de novo, porque não há qualquer outra forma, que não essa, de calcular a força), mas está longe de ser inútil.


Assim, há pelo menos três diferenças relevantes entre petição de princípio e tautologia:

1) petição de princípio é um argumento (quer dizer, um conjunto de proposições encadeadas para chegar a uma conclusão); tautologia é uma proposição.

2) petição de princípio é inválida (uma falácia); tautologia é sempre verdadeira (embora seja uma verdade estéril).

3) petição de princípio é sempre desaconselhável, sendo sua presença suficiente para invalidar uma linha de argumento; tautologias são muitas vezes necessárias para fornecer definições e esclarecimentos de termos e conceitos empregados.

Dessa forma, Craig comete seu primeiro erro ao analisar “provas” de proposições lógico- matemáticas como petições de princípio, sendo que tais provas sequer existem.

A tautologia é evidente e, o que é evidente, não necessita de provas.

Quanto a petição de principio, para deixar de ser uma falácia e ser um argumento consistente, deverá demonstrar a verdade de suas premissas a fim de tecer uma determinada conclusão, pois estas não são evidentes como as tautologias.

Tão pouco deverá derivar a conclusão das premissas porque a conclusão é, ela mesma, e está pressuposta nas premissas quando se argumenta pela petição de princípio. Há que se terem premissas válidas (demonstradas) para se chegar a conclusão pretendida. Quanto à veracidade destas premissas, ela cabe ao cientista e não ao argumentador lógico.

Sobre as “verdades metafísicas”, questões como independência de mentes, o mundo que nos cerca, ou a consciência para a espécie humana, nada têm de metafísico, pois existem de fato.

Aliás, segundo o Dr. Freud, consciência (ego) é nossa instância cerebral mais superficial. Está sempre buscando satisfazer nosso id (formado por instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes e regido pelo princípio do prazer, que exige satisfação imediata) sem transgredir o superego (é a censura das pulsões que a sociedade e a cultura impõem ao id).

Hoje estas instâncias vêm sendo muito estudadas pela filosofia da mente, psicologia cognitiva e neurologia. Estranho né?! Mas são todas ciências baseadas no método científico.

Sobre o que é passado ou não, depende de onde me encontro:

Caso esteja analisando partículas subatômicas, um trilionésimo de segundo atrás já será passado e se estiver analisando o Universo, 100 milhões de anos não serão um passado tão remoto. Daí, este conceito ser altamente relativo.

Sobre crenças éticas, estéticas e de valor estão largamente sendo estudadas pela sociobiologia, a qual se trata de um método científico. Valores e crenças éticas se tratam de comportamentos sociais.

A Sociobiologia se apóia em alguns conceitos que formam a base dessa ciência (não são petições de princípio ou tautologias, mas premissas calcadas no método científico).

Evolução centrada no gene: é importante para se identificar as vantagens e desvantagens evolutivas de um determinado comportamento social.

Seleção de Parentesco: é especialmente útil para o entendimento de atos altruísticos entre indivíduos aparentados.

Altruísmo recíproco: proposta por Robert Trivers é eficaz para a explicação de atos altruísticos entre indivíduos não necessariamente aparentados.

Sobre a questão dos cientistas do nazismo terem sido bons ou maus em relação ao que fizeram demais cientistas, é obvio que a atitude daqueles como a de muitos cientistas ocidentais e soviéticos (as bombas de destruição em massa) foi péssima.

Tais atitudes atentam contra demais grupos, além do nosso e, portanto, fazemos péssimo juízo delas, pois sabemos que podem nos prejudicar. Isso tudo vai contra o senso de sobrevivência das espécies e sendo uma delas assim entendemos. Isso está gravado em nossos genes: “Temos de Sobreviver”.

A respeito da ciência não se justificar pelo método científico, isto é o óbvio. Métodos são apenas formas padronizadas de se realizar uma tarefa de forma a otimizá-la e alcançarem-se os mesmos resultados.

Se o método A for superado pelo método B não há problema algum nisso. Métodos não foram feitos para se justificar nada, mas apenas como meios para se realizarem tarefas.

Sobre suposições que não podem ser provadas, são meras suposições e, portanto, não formam um corpo teórico. Como já, ad nauseam, afirmei: em ciência nada se prova (isso é trabalho da matemática); em ciência as coisas se confirmam ou se desconfirmam.

Por meio da metodologia científica, podemos validar (tornar mais próximo da verdade objetiva) ou invalidar teses (afasta-las da verdade objetiva).

Sobre a teoria da relatividade, esta não supõe a luz com velocidade constante (essa foi de doer!!!!!). A luz tem essa velocidade constante, pois esta já foi medida por Albert Michelson. A não ser que Craig esteja criticando como se estabelece um sistema métrico ou os referenciais adotados na Teoria da Relatividade...

Em suma, os argumentos do Sr. Craig são completamente desprovidos de sentido, ou seja, acusa Atkins de falácias quando ele é quem as está cometendo (quer maior petição de princípio que os deuses?).

Bem, ele apenas atacou, sem sugerir nada de concreto. Postura desonesta, que deve ser patológica em cristãos devido à alienação mental que a religião provoca.

Acredito que Craig deva ter sido aplaudido de pé pela platéia de zumbis norte-americanos, os quais, em sua maioria seguem o perfil de Hommer Simpson.



sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O Inconformismo do Pastor


O INCONFORMISMO DO PASTOR

Um artigo escrito pelo senhor Douglas Reis (Aqui) chamou-me muito a atenção, fiz as devidas criticas, mas como bom fundamentalista, falso e desonesto intelectual que é, para variar, me calou.

O artigo em questão intitula-se “O Evolucionismo de Cada Marcelo” e o foco é criticar a Teoria da Evolução como se isso automaticamente validasse a fantasia bíblica do criacionismo.

O Sr. Douglas se propõe a ponderar o que Marcelo Leite e Marcelo Gleiser defendem.


Marcelo Leite critica o posicionamento criacionista de Marina Silva e sua dubiedade onde, em um primeiro momento ela parece apoiar esta doutrina religiosa e em um segundo momento ela nega seu apoio. Deu-me a entender que Marina em seu íntimo é criacionista e por questões referentes ao “politicamente correto” não apóia formalmente esta idéia.

Vamos a nossa análise. Palavras do Sr. Douglas entre colchetes em azul; minhas em vermelho:
Aqui vai uma colocação do texto em que o Sr. Douglas Reis e sua total incompreensão do que é democracia e estado laico.

[O que é um Estado Laico? Certamente a expressão "laico" não adquire o sentido de "irreligioso" ou "ateu". Num Estado Laico não se pode beneficiar uma religião em detrimento de outras, o que caracterizaria favoritismo. Todos têm o direito de crer no que quiserem, isso é fato. Agora, cabe refletirmos:ensinar, ou mesmo cogitar a possibilidade alternativa de se ensinar o Criacionismo (como proposta científica) iria prejudicar a democracia em quê? Desde que alunos tenham a possibilidade de avaliar modelos de origens ou visões distintas da ciência, a democracia estaria salvaguarda - muito mais do que ao se beneficiar um modelo em detrimento de outros.]

Bem Douglas, vejamos:

Qual modelo de criacionismo deve ser implantado como "visão alternativa" da ciência referente à Teoria da Evolução? É a pergunta que não quer calar!!!
Existem “n” deles por ai, conforme cada versão religiosa. Se ensinar um em detrimento dos demais, prejudica-se a democracia sim e muito, ou seja, é dar respaldo a uma crença em detrimento das demais que existem no Brasil o que contraria a idéia de Estado laico.

Vejamos:

A Constituição da república Federativa do Brasil em seu artigo 5, inciso VI diz o segunte:

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

Ou seja, ha uma proteção à liberdade da pessoa em pensar e crer naquilo quer bem entender no que se refere às suas ideologias e crenças religiosas.

Todavia, o que a ciência em si pesquisa, não se trata de fundamentos ideológicos ou teológicos, os quais se restringem à subjetividade individual, mas de questões objetivas, onde não importa o posicionamento político, religioso, ideológico, ou passional do indivíduo.

Assim, de forma alguma, em sendo formas de ciência e de se lidar com o conhecimento objetivo, a teoria da evolução, da relatividade, do eletromagnetismo, do big bang, da mecânica clássica, dos orbitais, etc. atentariam contra a liberdade de crença do indivíduo. Seus objetos de estudo necessitam de evidências concretas, colhidas no mundo real por meio do experimento e da observação.

Dessa forma, não interessa para o estudo científico a liberdade de consciência dos indivíduos. O que é coletado pelas evidências vale tanto para um cristão como para um pagão, pois estamos na esfera da objetividade, que jamais pode ser encarada como uma verdade absoluta acima de qualquer contestação.

A verdade objetiva é uma aproximação da verdade, pois a cada vez que um teste é empregado e as teses se confirmam, a teoria ganha credibilidade. Do contrário, abandona-se a teoria ou busca-se a correção daqueles parâmetros que se apresentaram não válidados pelos testes.

Mas quanto à idéia do criacionismo? Ela é atentatória à laicidade do Estado e à liberdade de consciência e de crença dos indivíduos?

Obviamente que sim, pois ao se dar preferência a um determinado modelo de criacionismo, os quais partem de subjetividades culturais, dá-se preferência a uma crença em detrimento de outra.

Nada, em termos científicos valida qualquer forma de criacionismo (os deuses respondem por tudo), ou tentativas subreptícias destes, como o design inteligente, o qual relega a um "criador inteligente" a responsabilidade da vida ser como ela é.

Ambas as idéias atentam contra:

  • À laicidade do Estado, pois em sendo a maioria das pessoas, no Brasil se dizem cristãs, estar-se-ia privilegiando esta forma de religião em detrimento das demais formas de crenças hoje presentes em nosso País, pois o Estado, ao incluir criacionismo como matéria obrigatória, estaria a promover uma forma religiosa, apenas o que diverge do conceito de Estado Laico que é aquele que não dá preferência a nenhuma vertente religiosa.
  • À liberdade de consciência e de crença dos indivíduos seria violada, pois haveria a obrigatoriedade de se pensar de uma forma uniforme, no que se refere à crença religiosa. Muitos indivíduos teriam a imposição de absorver conceitos que atentariam contra aquilo que sempre acreditaram em termos ideológicos e religiosos, o que se traduz em tolher a liberdade de livre escolha de crença. Todavia estabelecer como formas de estudo os "n" tipos de criacionismo, cada qual dentro da vertente religiosa/ideológica do indivíduo se faz impossível dentro de sala de aula, pois nada garante que não ocorreriam proselitismos.
Desse modo, as formas como as religiões abordam o mundo, são assuntos a serem tratados nos templos de suas respectivas crenças, ou em aulas, para quem quisesse, de filosofia das religiões, que abarcasse todas as suas formas, em todas suas nuances, desde as mais antigas, às mais atuais.

Sobre o aspecto liberdade de crença e de consciência, há e muito que se respeitar o direito das minorias (veja a questão do sábado para os adventistas).

Infelizmente, fundamentalistas (principalmente cristãos) agem assim: "Vinde ao meu reino; ao vosso uma banana." Belo exemplo de cristianismo (a cada dia vocês me decepcionam mais!!!).


Outro aspecto a ser considerado, é a análise do artigo 6 combinado com os artigos 205; 206, incisos I, II, III, VI e VII; artigo 210 parágrafo 1; artigo 215, parágrafo 1; artigo 216, incisos I a III e parágrafo 4 e artigo 220, parágrafo 2; todos da Constituição.

Art. 6o São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Nestes dois artigos, ambos firmam a educação como um direito de todos os brasileiros, sendo que no artigo 205, há clara disposição de que educar visa ao preparo do indivíduo ao exercício da cidadania e qualificação profissional.
Uma boa definição de cidadania encontrei aqui:

"Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam."
Desse modo, pode-se concluir que a cidadania visa o desenvolvimento e o bem estar da nação.

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
Aqui, todos devem ter sua igualdade respeitada pela escola, sem imposições de pensamentos que a violem ou estigmatizem indivíduos.
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
A liberdade de aprender, é aquela que o estudante tem de ter para se desenvolver nos diversos temas quando de seu aprendizado, bem como há o direito de que o saber seja divulgado.
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
O pluralismo de idéias se refere às formas de melhoria do ensino e o fomento ao debate em pról de que o aprendizado se desenvolva de forma clara e isenta, sem imposições de pensamentos e formas estanque.
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
A gestão democrática é a participação de todos no desenvolvimento do saber, ou seja, se trata da divulgação do conhecimeto.
VII - garantia de padrão de qualidade.
Toda escola tem de possuir padrão de qualidade a fim de capacitar o indivíduo ao seu futuro profissional. Não há que se ensinarem idéias falsas, ideologizações e impor-se limites ao aprendizado.
Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais.
O ensino deve atentar ao relativismo cultural existente em nosso País, sem impor que um determinado valor sobrepuje os demais. Assim, há que se respeitar a crença e a ideologia de cada um.
§ 1º - O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.
Quanto à religião, esta é facultada ao indivíduo querer ou não tê-la como disciplina, o que em nada atenta contra a laicidade do estado, uma vez que esta não é impositiva.
Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
§ 1º - O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.
Tanto o caput do artigo, como seu parágrafo 1, protegem a diversidade das manifestações culturais do povo brasileiro, sem determinar que esta forma de cultura deve ser mais considerada que aquela.
Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem:
I - as formas de expressão;
II - os modos de criar, fazer e viver;
III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
Aqui, há que se respeitar à memória da diversidade de nosso povo em sua liberdade de expressão e modo de vida, além de se preservar a ciência, a arte e o desenvolvimento tecnológico.
§ 4º - Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos, na forma da lei.
Neste parágrafo, aquilo que prejudique ou ameaçe o patrimônio cultural deverá ser punido na forma da lei. Isto é o Brasíl protege a cultura em suas diversas nuances.
Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 2º - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
Este artigo protege a liberdade de pensamento, a cultura, o desenvolvimento e a liberdade de expressão.
Quanto ao parágrafo 2, está vedada a censura às atividades culturais.
Em que o criacionismo atenta contra tudo isso?
Para o disposto no artigo 205, o criacionismo, em todas as suas formas, não prepara o indivíduo profissionalmente ou para a cidadania, pois não se trata de forma de conhecimento plausível ao desenvolvimento e ao aprendizado da biologia como consiste em prática violadora da liberdade de crença e, portanto, discrimina pessoas por sua forma de pensar. Ou seja, atenta contra a cidadania, uma vez que não visa desenvolver a nação e ao seu bem estar, mas a atender interesses individuais de seitas fundamentalistas.
No que se refere ao artigo 206, por sua prática ser exclusiva a uma determinada crença, estigmatizaria indivíduos que se recusariam a aceitar seus preceitos; tolhe a liberdade de aprendizado, pois dogmatiza o conhecimento limitando-o à crença religiosa; impede o pluralismo de idéias pois somente aquilo que é determinado pelo fundamentalismo cristão é o que deve ser debatido (ou seja, não ha debate); não abre espaço à gestão democrática, pois somente um grupo decidiria as questões do ensino e torna péssimo o padrão de qualidade das escolas no que se refere à abordagem científica, passando aos jovens e crianças uma falsa idéia do que é científico e do que é religioso ao mesclar ambas as formas de pensamento.
Em relação aos artigos 210 e 216, desrespeita a relatividade cultural do Brasil, suas formas de manifestação de pensamento, memórias dos grupos, modos de vida e valores, além de tornar, disfarçadamente, a religião cristã matéria obrigatória, a ser abordada nas aulas de biologia, prejudicando o conteúdo desta.
Sem dúvida o criacionismo, se levado a sério, causaria sérios danos ao patrimônio cultural brasileiro, uma vez que somente o cristianismo fundamentalista, em suas crenças e valores seria privilegiado.
É verdadeiro também que a criação científica estaria prejudicada, pois ao se ter falsas idéias nos ensinos médio e fundamental, a capacidade de pesquisa do indivíduo estaria restrita em disciplinas que, eventualmente, atentassem contra aquilo que foi implantado em sua mente a título de ideologia em defesa de uma crença. Ou seja, a igreja passaria a controlar o conhecimento.
No que se refere ao artigo 220, haveria restrição do pensamento, da informação e criação científica, pois somente o que os fundamentalistas determinariam é o que o indivíduo deveria aprender. Como exemplo prático, temos a atitude norte americana no que se refere ao ensino da evolução. Neste país, em muitos locais, os fundamentalistas cristãos desejam proibir o seu ensino nas escolas. Felizmente, são mal sucedidos em suas infindáveis batalhas judiciais.
No Brasil há clara vedação desta postura, referente à censura ideológica a restringir a informação, " o grande sonho fundamentalista", a fim de assegurar os seus interesses escusos.
Como podemos perceber, o criacionismo e seu correlato o DI, são poderosos instrumentos para causar dano ao desenvolvimento da nação, à tolerância a indivíduos e grupos distintos e à laicidade do Estado.
Assim, a idéia do criacionismo deve ser combatida em sua tentativa sorrateira de se infiltrar no ensino, travestido de ciência, de modo a cooptar indivíduos às crenças fundamentalistas, tornando-os fontes de rendimento fácil aos estelionatários religiosos que infelizmente, ainda estão aplicando seus golpes nas pessoas de boa fé e menos favorecidas intelectualmente.
Quanto à questão de aos alunos serem apresentadas "visões alternativas" da ciência, estas "visões alternativas” têm de ter evidências concretas que as apóiem. A ciência não se trata de uma plataforma para cada um expressar o que pensa, baseado em retórica sem fundamento lógico formal e protestar em contrário àquilo que atenta a sua ideologia.

O objetivo da ciência é entender nosso mundo, como ele funciona, de onde veio e para onde vai. Tal entendimento deve se pautar pelo concreto-objetivo e não por aquilo que achamos que deveria ser, como coloca o criacionismo.



A natureza não está nem ai para o que você crê ou deixa de crer, para seus valores, ideologias e sensos éticos. Ela é o que é. Está evoluíndo há 3,8 bilhões de anos e vai continuar assim por mais uns 5 bilhões de anos, até que nosso Sol morra.



Assim sr. Douglas, o lugar de se tratar a respeito de visões e vertentes religiosas, não é em sala de aula, mas no templo da sua respectiva crença.


[Um exemplo pode ser útil. Imagine que uma corrente de pensamento, a qual defendesse a infidelidade de Capitu (do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis), se impusse nos livros didáticos de Literatura. Entretanto, após a aceitação generalizada dessa corrente, surgisse uma outra, advogando justamente o oposto - a inocência de Capitu. Até aí, seria uma disputa justa entre formas opostas de pensamento. Mas, e se os professores que advogassem a primeira corrente conseguissem apoio e, através da sanção de uma lei, impedissem o ensino do pensamento diferente? Seria isso democrático? Favoreceria os educandos confiná-los ao acesso a uma forma de ver as coisas?]

Quanto a comparar o absurdo do criacionismo à trama de Dom Casmurro, confesso, isso foi bárbaro!! Até hoje, a suposta traição de Capitu, para a literatura nacional, é um mistério do Grande Machado (melhor escritor deste Páis, quiçá do mundo) que talvez nem ele mesmo soubesse responder.

Há muitas teses de graduação, mestrado e doutorado, em Literatura, que analisam esta questão.

Todavia, pertencem ao campo da lógica dialética, no que tange à análise das pistas deixadas por Machado, sejam elas contra ou a favor da traição de Capitu.

Entretanto, Dom Casmurro é uma obra de ficção e, certamente, Machado, com toda sua irreverência, plantou a dúvida em seus leitores.


Mas, quanto ao criacionismo, em suas pseudo-investigações, sequer se compara à trama ocorrida em Dom Casmurro.

Em um aspecto pode-se dizer que sim, pois criacionismo se trata de ficção; não literária, mas de fundamentalistas cristãos baseados em seus escritos sagrados, contextualizados fora de contexto.

Mas na realidade, diferentemente do que ocorre na obra de Machado, nada, absolutamente nada em termos científicos apóia o criacionismo ou o induz a um mero resquício de plausibilidade, a fim de que enseje uma outra versão dos fatos.


Em primeiro plano, porque a argumentação criacionista não é lógico-formal conforme se exige nas ciências, pois é a partir das evidências concretas que se podem tecer conclusões por meio da inferência lógica e o criacionismo não traz nenhuma.

Em segundo plano, porque sua argumentação é meramente dialética, ou seja, é de convencimento do leitor por meio da retórica, sem se preocupar com a concretude de suas evidências, que sequer existem. Sem considerar o fato de que a argumentação é falaciosa do tipo argumento da ignorância, ou seja o criacionismo está certo porque a ciência possui lacunas.

Tal forma de pensamento em nada se coaduna ao que é exigido pela ciência, nem tão pouco valida automaticamente as ideias sem fundamento do criacionismo e de seu correlato o DI.

Argumentos sem evidências concretas e recheados de artifícios falaciosos não significam nada na seara científica. Argumentos sem evidências são apenas posições de cunho pessoal, as quais não possuem valor como confirmação de nada, bem como falácias levam a incredulidade no que se refere ao argumentador.


Somente a fantasia cristã fundamentalista e seus pseudocientistas, que sequer se submetem ao escrutínio científico, tomam o criacionismo como uma visão alternativa da ciência e, pior, como uma verdade absoluta e incontestável acima de qualquer coisa.

Pergunto; É essa postura que significa fazer ciência?
Ou isso significa fazer proselitismo religiosa de modo a sustentar uma crença sem qualquer fundamento lógico - racional?

É engraçado que apenas cristãos fundamentalistas, em sua maioria, engajam-se nesse movimento. Muitos se passam por cientista; alguns até possuem credenciais científicas.
Na maioria, tais credenciais provêm de universidades de fundo de quintal, como a Bob Jonnes e Loma Linda, as quais não possuem nenhuma credibilidade no meio acadêmico, uma vez que são redutos formadores de fundamentalistas em defesa dos interesses cristãos na sociedade.

Já lhe disse isso várias vezes, Douglas, e você se nega a seguir este conselho:

“SEJA HONESTO CONSIGO MESMO!”

A mentira nobre somente existe se ela luta contra um sistema de injustiças, mas jamais deve ser usada para fazer proselitismos baratos, na defesa de ideologias, crenças religiosas e interesses escusos.

Desse modo, comparar a trama de Dom Casmurro ao conflito Teoria da Evolução X criacionismo, gerado por fundamentalistas inconformados com a inverdade de seus escritos sagrados, é uma falácia do tipo falsa analogia.

[Quanto ao segundo ponto, o que dizer de uma suposta "distinção fundamental" entre ciência e religião? Trata-e de uma típica falácia Argumentum ad Nauseam (na qual algo que é repetido à exaustão adquire foros de verdade). Criacionismo não é religião. Claramente, o Criacionismo tem pressupostos calcados no Teísmo bíblico (e isso no Ocidente; os muçulmanos também advogam um outro tipo de Criacionismo, o que não interessa aos propósitos dessa discussão). Se pensarmos no Evolucionismo, poderemos notar que sua matriz filosófica também norteia uma determinada praxis. Ambos os modelos trabalham com inferências, levantamento de dados, avaliação, hipóteses, construções de teorias, etc. As descobertas que fazem agregam conhecimento, mas não mudam a orientação filosófica dos modelos. Nesse aspecto, Criacionismo e Evolucionismo são similares. A prova é que os primeiros a empregarem o método científico eram... criacionistas!]


Estranho... algo que é pautado no teísmo bíblico não se trata de religião? Isso soa no mínimo paradoxal, para não dizer patético e incoerente Douglas!!! Seria ignorância de sua parte, ou seria falta de honestidade intelectual? Particularmente, me posiciono como sendo um misto de ambas.




É obvio que todo o conhecimento humano está calcado na filosofia. Todo e qualquer modelo científico faz suas inferências levantamento de dados, avaliação, hipóteses, construções de teorias, etc.
Porém, entre a ciência e a pseudociência há uma pequena diferença que se torna um grande problema:
Na pseudociência, os autores não se submetem ao escrutínio científico, e se porventura o fizerem, serão reprovados. Na ciência, os autores se submetem a este escrutínio e seus trabalhos são constantemente testados e revisados por pares, a fim de que se confirme ou se rechace a teoria construída.



Douglas, o fato de muçulmanos, wiccas, taoistas, hinduístas e macumbeiros advogam seus criacionismos, isso não valida automaticamente nenhum deles, no que se refere à ótica científica. Esta lida com questões objetivas, aqueles, com questões subjetivas, pertencentes ao seio de cada cultura deste planeta.



Adorei sua postura de pseudodemocrata fundamentalista! Realmente, os demais criacionismos não interessam, sob a ótica cristã de ver o mundo.

Maravilha!!! Você chegou onde eu queria!
Esse é o verdadeiro pluralismo cristão. Enquanto a discussão está no âmbito de promover a minha crença tudo bem...
Se for o criacionismo bíblico se batendo para desbancar a ciência, tudo bem.
Mas, e um embate de criacionismos para fomentar o pluralismo; que tal? Qual dos “n” criacionismos é o mais verdadeiro? O bíblico ou os demais?



Demonstre essa questão por meio de evidências científicas e não por meio de conversa mole que diz o que o ouvinte quer ouvir. Lembra de todo aquele debate sobre lógica formal e dialética que você me calou ao final? Pois é, aqui temos o exemplo de como elas se aplicam.



Simplesmente, Douglas, o criacionismo não é ciência pelo fato de não se pautar no método científico. Sua premissa base (Deus) é uma petição de princípio, sem nada que a evidencie ou respalde de modo concreto.
Ao contrário, a ciência para construir uma teoria tem de ter base sólida em evidências. Estas têm de passar pelo escrutínio científico.

Quando o criacionismo se submeteu ao escrutínio científico ou a uma revisão por pares elaborada por cientistas sérios? Traga-me uma única evidência concreta do criacionismo que tenha passado pelo escrutínio científico. Apenas uma.



Dizer que os precursores da ciência eram criacionistas, isso é um argumento completamente descontextualizado. Os exemplos clássicos como Newton, Kepler, Galilleo, etc. viveram em uma época complicada.
Se a pessoa se posicionasse contra os preceitos da igreja, ou morreria ou seria presa. Além disso, o conhecimento era algo que estava começando a ganhar corpo e assim muito ainda era atribuído a Deus.



Tal forma de argumentar, Douglas, também não traz qualquer validade ao criacionismo. Se estes autores vivessem hoje, certamente seriam os primeiros a ir contra todo esse arcabouço de idéias sem sentido que os criacionistas pregam.




No segundo ponto, Marcelo se preocupa com uma questão antiga: o argumento da primeira causa. Gleiser trabalha no sentido de negar a necessidade dessa causa.

Marcelo Gleiser afirma: “A ciência não se propõe a responder a todas as perguntas. E por um motivo simples: nós nem sabemos que perguntas são essas. Dado que jamais teremos um conhecimento completo da realidade, jamais poderemos construir uma narrativa científica completa."



[Oposto ao triunfalismo disfarçado de Marcelo Leite, que desqualifica o Criacionismo, vociferando que só o Evolucionismo é ciência, o seu homônimo expõe a debilidade da ciência, afirmando coisas que fariam Dawkins corar - de raiva! Em seu livro, O Capelão do Diabo, Richard Dawkins escreve um capítulo contra o relativismo na ciência, reivindicando a condição da ciência como detentora do verdadeiro conhecimento. Contudo, Geisler prefere a essa certeza máxima a "simplicidade do não-saber". Curiosamente, os darwinistas acusam cristãos de fomentar a ignorância e de crerem no que não podem explicar! ]


Douglas, a ciência responde aquilo que se encontra no mundo material (o natural), ou seja, lida com questões objetivas. Daí ela ser realmente a detentora do conhecimento.
O que está no mundo sobrenatural não é objeto da ciência, uma vez que esse mundo carece de evidências palpáveis, além de ser altamente subjetivo conforme cada cultura existente neste planeta.



A ciência lida com objetividade, com conhecimento que vale tanto para a cultura japonesa como para a congolesa.
Quanto aos criacionismos, será que aquele que os japoneses acreditam é o mesmo que o dos congoleses? Obviamente que não, pois são culturas com crenças, ideologias, valores e sensos éticos distintos uma da outra.



A ciência Douglas, ela consiste em:
  • observar as coisas e os fatos que se passam ao nosso redor;
  • procurar descobrir o que significam as coisas e os fatos e as regras segundo as quais se comportam;

  • por fim, aplicar essas descobertas para o uso e bem estar do planeta e de todos os seus seres viventes.



Não saber algo não se trata de propagar a ignorância, mas admitir que ainda não temos como responder muitas questões que surgem em nosso dia-a -dia.

Todavia, deter o conhecimento ou saber da existência de fontes que possuem credibilidade mas criticá-las sem fundamento, dissimular e valer-se de ardis em prol de interesses escusos e passar uma falsa idéia ao ouvinte despreparado, sim. Esta atitude é a propagação da ignorância em sua essência.



Como exemplo de atitude propagadora da ignorância, é dizer que um local tem marcas de inundação, logo isso confirma o modelo antediluviano. Esta forma de tratar questões científicas é uma idiotice desmedida, além de passar uma falsa idéia da ciência, pois não há evidências concretas de tal evento.
É o mesmo que eu dizer que sou saudável porque dou maçã ao gnomo que vive em minha casa ou porque tenho um amuleto com um trevinho de 4 folhas ou porque como testículos de tigre.



Tomar o criacionismo como ciência é o mesmo que se ler a sorte no tarô, em vez de usar o conhecimento estatístico para aplicar na bolsa de valores, se valer de curandeirismo para curar uma infecção, em vez do atendimento médico adequado, ou dançar para os deuses fazerem chover, em vez de bombardear as nuvens com cloreto de sódio.
Caso haja falsas idéias, ardis e subterfugios dando uma falsa impressão de verdade a uma teoria científica, o próprio método a rejeitará. Caso venha a passar pelo escrutínio científico, seus dias estarão contados.
O exemplo prático, é a farsa do homem de Piltdown e do Archaeoraptor liaoningensis. Não foi nenhum pseudocientista criacionista que atestou estas falsidades, mas sim cientistas sérios em seu árduo trabalho de pesquisa, por meio do método científico.

Assim, Douglas, adaptar fatos ao seu livro sagrado e varrer o que não interessa para baixo do tapete, se denomina desonestidade intelectual atada ao fundamentalismo religioso.



[A declaração final de Geisler é tentadora, no sentido de favorecer uma leitura que a ampliasse, tornando-a um severo juízo sobre a própria cosmovisão evolucionista (embora, muito provavelmente, o autor não quisesse dar a entender isso): "[...] prefiro continuar tentando [ao invés de admitir Deus como causa primeira] e aceitar que, por ser humano, minha visão de mundo tem limites." ]

Chutar o que ainda não sabemos para os deuses, Douglas, é o muro que se constrói além do qual não se pode ir, ou seja, é o limitar o conhecimento, que pode ser traduzido em propagar a ignorância.

Tal postura é confundir o insondado (o que ainda não sabemos e não temos tecnologia para tal) com o insondável (o que os reles mortais jamais compreenderão, pois as divindades assim desejam). É dar uma falsa idéia ao interlocutor de que nada se resolve sem os deuses.

Assim, é melhor continuarmos tentando a nos entregarmos ao misticismo, à crendice e à ignorância.


[Nas duas colunas analisadas, percebe-se que velhos preconceitos impedem os autores de encarar pressupostos com base religiosa apenas pela própria base religiosa. Este tipo de falácia genética, infelizmente, tem marcado a nossa época, impedindo uma averiguação racional de pressupostos cristãos. Esperemos que mais consideração sobre causas e efeitos favoreçam o debate, substituindo o preconceito, promotor de um não-debate, o qual a ninguém favorece.]
Douglas, entenda que religião é uma forma dogmática de se pensar. Parte-se da petição de princípio (deuses) e se constrói toda uma “teologia” ou sistema ético-filosófico que se vislumbra incontestável e acima de toda e qualquer outra forma de pensamento que o contradiga ou que demonstre suas falhas.

Não há base racional para o cristianismo ou qualquer outro "ISMO", pois estes são crenças baseadas em dogmas e, portanto, fogem a discussão lógico-formal exigida pelas ciências. Nem evolucionismo é racional, pois este é a teoria de Herbert Spencer (Darwinismo Social), que nada tem a ver com Teoria da Evolução.

A discussão de tais preceitos se perfaz por meio da lógica dialética, a qual busca convencer o ouvinte, não por evidências concretas, mas pelo argumento.


Questões cientificas são zetéticas, ou seja, parte-se de uma observação e tenta-se entende-la, por meio de inferências, dados, comparações, resultados, etc. Por trás de um porquê, há infinitos por quês, que levam a infinitos questionamentos sem que se chegue a um ponto estanque.

Vejamos o ponto estanque do criacionismo cristão é Deus, pois Ele é verdadeiro porque está na bíblia e esta é verdadeira porque foi inspirada por Ele. Mas saindo da circularuidade, qual a evidência concreta Dele?
Já dentro da Teoria da Evolução não há o estanque “Darwin disse ... Amém!!!” Se assim o fosse, ainda estaríamos elocubrando sobre a complexidade do olho. Pois não ousaríamos ir além do que nossa celebridade pensou e escreveu. Darwin não explicou a complexidade do olho simplesmente por falta de conhecimento a sua época.

Mas, para a infelicidade dos criacionistas, suas hipóteses de partir de algo simples para algo complexo se confirmaram no que se refere ao olho, à coagulação e ao flagelo bacteriano.




Quanto ao preconceito aventado, este não existe. É mais um choramingo de criacionistas, um argumento da piedade para justificar a ausência de evidências de suas mirabolâncias, que realmente é algo a ser considerado para derrubar suas fantasias sem nexo.




Considerando a pluralidade no que se refere ao debate, que tal, Douglas, se eu fosse ao púlpito de sua igreja falar sobre as impossibilidades e a implausibilidade da criação bíblica? Seria a hora, o local e as pessoas certas?




Agora, inverta a situação; é interessante vc ir a uma escola/universidade falar de criacionismo (religião) em plena aula de biologia, geofísica ou astrofísica? Obviamente que não, pelos mesmos motivos acima.




A atitude de criacionistas ao advogarem a promoção de um falso debate, Douglas, se chama desonestidade intelectual para com as pessoas. Principalmente contra jovens, crianças e pessoas leigas de boa fé.
É passar uma falsa idéia de algo ( a ciência e seu desenvolvimento), ou seja, é agir com dolo, é mentir. Traveste-se a religião de ciência a fim de promover sua crença em detrimento das demais, contrariando preceitos constitucionais de liberdade religiosa e ensino adequado, além de auferir vantagens por meio do ardil e do subterfugio.




Ou seja, vossa conduta é criminosa (art. 171 do Código Penal ) e é denominada de Estelionato, punível com 1 a 5 anos de reclusão e multa, além de ensejar indenização cível pelos danos materiais e psicológicos causados às vítimas (alienação da realidade por meio de lavagem cerebral).
Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.
Quer promover sua crença; faça em seu templo ou nos locais e de forma adequada.



A questão de se posicionarem tão ferrenhamente contra teorias que atentam contra vossa ideologia, Douglas, é que vocês, como bons fundamentalistas que são, têm medo de seu séquito passar a cogitar que somos animais, produtos de contínua evolução das espécies e, portanto, não somos feitos à imagem e semelhança de nada que seja divino.

Aliás, as pessoas começarem a pensar é um problema sério para os dominadores.
Aqueles podem começar a contestar estes e perceber a farsa de 2 mil anos do cristianismo promovida por seus divulgadores e, logo concluir que seu deus mequetrefe é uma mentira criada por espertalhões, em busca de controle da sociedade, em favor de seus interesses próprios.


Se somos produtos de uma evolução constante, não existe pecado original. Portanto, ninguém precisa ser salvo de nada. Assim, sua crença vai por água abaixo. Consequentemente, os fiéis debandariam, as finanças do templo cairiam, o que atentaria contra os interesses financeiros de muita gente. Ou seja, mexeu no meu bolso, mexeu comigo!!!



Tudo Douglas é uma "Questão de Confiança" em ser transparente, que é o quê você não é nem um pouco. Sequer aceita críticas de seus pensamentos patéticos e esvaziados de significado concreto.

Resumindo, você é mais um dos escritores de argumentos e textos BCOs ( Bons para Crentes Otários) porque crente esperto não se deixa engrupir por nada disso.



Afinal, gostaria de saber; qual é a de vocês? Em 200 anos de Darwin, ainda estão sendo atormentados pelas idéias dele? Tais idéias, em muito pontos, se encontram devidamente confirmadas, sendo boa parte no decorrer desse par de séculos. Qual a finalidade de promoverem suas “jihad/cruzadas” anticientíficas e obscurantistas?




Responda se puder. Seja transparente, ético e honesto, ao menos uma vez. Não me venha com aquele papo de salvar as pobres almas do fogo do Inferno e das garras do inimigo.



Meus caros criacionistas, Freud já deu o 3 golpe na humanidade (a questão da consciência ser a instância menos importante de nosso cérebro). Vocês estão bem atrasadinhos em sua luta!





Infelizmente Douglas, evolução, big bang e muito da teoria da origem da vida já são fatos. Em vez de ler a masssiva produção de lixo criacionista, leia revistas e artigos sérios da Nature, Scientific American e compre livros de biologia, astrofísica, bioquímica e química.


Quanto aos deuses estes ainda estão no mundo da fantasia, impotência e medo humano. O mesmo Sr. Freud observou o amiguinho imaginário, estudado na análise infantil. Tal situação é análoga à crença em divindades.





Ao se atribuir a este amigo imaginário, denominado divindade, seus sentimentos, valores, desejos, decisões, etc, a pessoa acaba por se anular e não mais é capaz de tomar uma atitude por si mesma. Torna-se um dependente da divindade, a qual se torna aquele ser que a protege e a ajuda em todas as dificuldades da vida.


Se um dia as coisas derem errado, a pessoa dependente da divindade poderá entender que esta a abandonou e assim sua vida corre sérios riscos de ir por água abaixo.






Há situações que evoluem para a esquizofrenia como ouvir que a divindade fala com o indivíduo, que ela se materializa ou que comanda o seu viver.


A pior fase ocorre quando o indivíduo começa a pensar estar fazendo o trabalho divino por ser um dos escolhidos da divindade. Este sentimento evolui para a tentativa de conversão das pessoas, por meio da pregação de sua verdade pessoal.




Quando rejeitado, o indivíduo passa a amedrontar aqueles que não lhe dão crédito com a danação eterna e com castigos que serão lançados pela divindade.


Se esta atitude não funcionar, a pessoa com o complexo de messias e seu séquito de dependentes podem tornar-se agressivos, injuriando ou mesmo chegando às vias de fato.

Neste ponto, necessitam de tratamento psiquiátrico ou mesmo serem tirados de circulação.




A necessidade da religião, Douglas, se dá pela segunte questão que como seres humanos temos de enfrentar: tememos morrer e acabar para sempre e percebermos que tudofoi em vão. Por isso, precisamos avidamente de uma válvula de escape para esta questão, que nos atormenta desde que tomamos consciência da vida.

Aqui surge a religião, vendendo o que não pode cumprir e dando uma esperança implausível, por meio da ilusão de termos um espírito, àqueles que querem ser eternos. As crençasprometem e prometeram a reencarnação, o juízo final e os escolhidos de Deus, a ida ao Valhala, o Nirvana, o Paraíso, as montanhas azuis, etc.




Em contrapartida, buscam auferir vantagens materiais aos seus pregadores e templos com a rica venda de ilusões aos seres humanos que não admitem o seu fim.

Todavia, nada em nossa vida é em vão, mesmo que um dia tenhamos um fim, pois deixamos um legado àqueles que virão no futuro.

Este legado deve ser a liberdade, a justiça, a verdade, a ética, a tolerância, a transparência, o conhecimento, o amor ao nosso mundo.

Jamais a mentira, o medo, o preconceito, a falsidade, o paradoxismo, a ignorância, a dissimulação, a intolerância, a presunção, o interesse próprio e a escravidão promovidos pela religião fundamentalista a qual você defende com tanto ardor.


Infelizmente, Douglas, me calar quando atento contra sua ideologia e suas fantasias insólitas é o seu costume. Cuidado, o amiguinho imaginário (Deus) está vendo suas infâmias, leviandade, desonestidade intelectual e seu falso cristianismo.




Ser honesto, meu caro, começa em sermos conosco mesmos. É examinarmos tudo o que defendemos, em relação aos seus prós e contras, a fim de sermos imparciais em nossas atitudes e juízos de valor.




Depois, fazemos isso com os demais a fim de encontrarmos a justiça e a democracia, não como conceitos vazios desprovidos de qualquer significado, como é o que mais se faz neste País e como, claramente, notei em seu texto (a democracia e a justiça apenas para o meu grupinho).




Mas como princípios norteadores de uma sociedade igualitária, honesta, transparente e para todos, sem se dar preferência a este ou àquele indivíduo, a esta ou àquela ideologia/crença religiosa/cultura, em detrimento das demais.
Ser democrático e justo é ser honesto com os jovens, crianças, idosos, desesperançosos e menos favorecidos, sem transformá-los em presas fáceis de nossos interesses escusos.

É ser transparente, aceitar críticas quando erramos, sabermos que não somos os donos da verdade e que nossa forma de pensar, no que tange às nossas ideologias e crenças, é apenas mais uma nessa vastidão que é a mente do ser humano em suas diversas nuances culturais.



Conclusão:

Ao longo desta explanação, pôde-se claramente perceber que o criacionismo viola diversos dispositivos constitucionais, além da disseminação de suas ideias ser poderoso artifício utilizado como meio para a prática criminosa do estelionato das igrejas fundamentalistas.

Cada um pode crer no que bem entender, desde que não atente contra a liberdade dos demais, ao desenvolvimento da nação e aos valores e diversidades culturais de nosso povo, com a imposição de sua forma ideológico - religiosa de pensar, tratando esta como se fosse a única verdade acima de tudo.

Ciência não se trata de subjetivismos ou crença cega em algo, mas em forma objetiva de entendermos como é porquê as coisas são conforme se apresentam.
É Douglas....
O debate deve existir, desde que as idéais sejam as de vocês e em prol de seus interesses.
Pena... para alguém que fala tanto em democracia, liberdade, justiça, pluralidade de pensamento, você agir me censurando.
Isso somente demonstra que não tem a mínima noção do que são os conceitos acima, bem como sua atitude é contraditória com aquilo que prega.
Para mim, vc se tornou uma "QUESTÃO DE DESCONFIANÇA".
SEJA HONESTO, ÉTICO E TRANSPARENTE DOUGLAS!
Se não pode ou tem medo de sê-lo comigo e com as demais pessoas, seja consigo mesmo.
Promova o debate em vez de se esconder por trás da censura, fingindo que ninguém é contra suas idéias ou então, tranque o seu blog para qualquer comentário.
Passe bem