segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

MAIS UMA DO ENÉZIO......



Extra extra!!! Em resposta ao artigo publicado no editorias da Folha de São Paulo a respeito da oposição em levar o criacionismo às escolas, os meios fundamentalistas lançaram um "ataque nuclear" . perdoem-me os leitores pela retórica a Enézio, digo, à Macaco Simão, mas retomarei ao longo do tema o tom de seriedade.

Eis o artigo publicado:

Criacionismo não!!!!

“Que a religião fique onde está, e não se faça de ciência: eis uma exigência, afinal modesta, mas inegociável, da modernidade”Leia o editorial:Graves e complexos problemas não faltam à ministra Marina Silva, em suas atividades na pasta do Meio Ambiente. Como se estes não bastassem, sua participação no 3º Simpósio sobre Criacionismo e Mídia, promovido pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo, veio a colocá-la em dificuldades de outro tipo, diante das quais o cargo que ocupa no Estado brasileiro recomenda cautela que não soube observar.Em palestra intitulada “Meio Ambiente e Cristianismo”, Marina Silva valeu-se de sua formação evangélica para transpor em chave religiosa o tema da preservação dos recursos do planeta.

Nada que inspirasse maiores reparos, portanto -assim como não se discute o direito de um ministro professar, pessoalmente, qualquer tipo de crença ou descrença religiosa.

Os adeptos do criacionismo, entretanto, não se contentam com pouco -e depois da conferência a ministra foi instada, em entrevista, a dar sua opinião sobre o ensino das teorias antidarwinistas. Num estilo próximo ao dos neoconservadores americanos, considerou que “as duas visões” devem ser oferecidas aos alunos, para que “decidam” por si mesmos.

Sob uma aparência de equanimidade, a tese faz parte de uma investida anticientífica que, com firmeza, cumpre repudiar. Pode-se, é claro, sustentar que a fé pessoal é compatível com o espírito científico; que religião e ciência não se opõem.

Talvez não se oponham, mas certamente não se misturam. E é isto o que o criacionismo tenta fazer, sem base comprovada, e com um aparato de falácias que um estudante médio, no Brasil ou em qualquer parte do mundo, não tem condições de identificar.

Que a religião fique onde está, e não se faça de ciência: eis uma exigência, afinal modesta, mas inegociável, da modernidade.
(Folha de SP, 20/1)


Logo abaixo, segue mais uma das publicações de Enézio de Almeida, nosso desafiante tupiniquim da "Nomenklatura Científica". Infelizmente a KGB darwinista descobriu suas "escorregadas" .

Meus comentários seguem em azul.

O editorial da Folha “Pravda” de São Paulo: “Ateísmo, não!





O leitor talvez se espante e pergunte: “Por que Pravda entremeado no nome do maior e mais respeitável jornal brasileiro moderno?” A Folha de S. Paulo não é um jornal a serviço do Brasil? Pravda significa "verdade" em russo, e foi nome do jornal oficial do Partido Comunista da ex-URSS. A "verdade" era o que o PC contava. Fora do Pravda, não havia verdade na URSS e satélites. Contudo, a Folha [Pravda] de S. Paulo não está interessada na verdade qua verdade. Está, sim, a serviço dos seus próprios interesses que a lógica do capitalismo selvagem afirma: o lucro pelo lucro, não importa quem seja atropelado, oops, eliminado no meio do caminho na sua corrida pela sobrevivência. O editorial “Criacionismo, não!” tenta de forma canhestra desestabilizar a ministra Marina Silva no atual governo.

Ninguém está tentando desestabilizar a Marina. Simplesmente, o que não se deve aceitar é mesclar crenças com o ensino científico. Criacionismo é crença religiosa, daí não poder se revestir de caráter científico.

A alegação é pura "teoria da conspiração". Não há nada de consistente em tal afirmativa.

O editorial da Folha [Pravda] de S. Paulo é também Darwin uber alles aplicado plenamente e sem questionamentos na cultura, na sociedade, em tudo que se puder imaginar, pois somente o mais apto sobrevive. Darwinismo, oops, stalinismo puro. Aliás, a Folha [Pravda] de S. Paulo é mais stalinista do que Stálin: um jornal “mão de ferro” dominado por ateus, agnósticos, céticos e quejandos.

Darwinismo social nada mais é que uma deturpação da teoria da evolução, como inquisição foi uma deturpação do que é o cristianismo, como criacionismo é uma deturpação da ciência pautada na má interpretação das metáforas bíblicas.

Esta confusão é um dos argumentos extremamente usados por criacionistas e correlatos a fim de demonizar uma teoria cientifica que contradiz a mítica existente nas escrituras a respeito da criação do mundo e das espécies.

O raciocínio é simples: há o dogma de que as escrituras são corretas, absolutas, verdadeiras e infalíveis. Uma falha faria ruir este dogma, logo as escrituras estariam em xeque e, portanto, o cristianismo também, pois faz parte das escrituras.

Daí os fundamentalistas, a todo o custo, tentarem desclassificar a TE, pois ela é quem mais atenta contra o disposto nas escrituras, mais especificamente em Gênesis.

Desse modo, intencionalmente, criam a confusão “darwinismo social” que se trata de um fenômeno econômico oriundo da deturpação de uma teoria científica com teoria da evolução em prol do ideário capitalista, a fim de confundir o leitor leigo.

Herbert Spencer popularizou a idéia de que grupos e sociedades evoluem através do conflito e da competição.

O Darwinismo Social foi empregado para tentar explicar a pobreza pós-revolução industrial, sugerindo que os que estavam pobres eram os menos aptos (segundo a teoria de Darwin) e os mais ricos que evoluíram economicamente seriam os mais aptos a sobreviver por isso os mais evoluídos. Durante o século XIX as potências européias também usaram o Darwinismo Social como justificativa para o Imperialismo europeu.


Por meio de estudos econômicos a respeito das origens da pobreza e por meio da sociobiologia, esta tese tem ruído. Não se trata da aptidão do indivíduo em sobreviver, mas de haver regulação para que não ocorra a exploração de um grupo pelo outro.

Quanto a TE, grosso modo, diz que: “aquele que se adapta melhor ao meio tem mais chances de se reproduzir e, portanto de passar seus genes adiante aos seus descendentes. Assim, suas características se repetirão nas gerações futuras e se tornarão predominantes na espécie.”

O que mais parece perturbar os círculos criacionistas é essa teoria, pois estudos elaborados por meio de fósseis e estudos de fisiologia e anatomia comparada, vêm confirmando sua veracidade em detrimento dos mitos da criação. Daí se voltarem com unhas e dentes contra TE.

Apesar do editorial tipo “cala a boca, Marina” em defesa do Estado laico, nem Darwin, e muito menos a Folha [Pravda] de S. Paulo explicam a origem do mais apto. Sendo totalitarista na sua visão, a Folha [Pravda] de S. Paulo literalmente nunca segue seu Manual de Redação, pois nunca ouve e nem dá espaço em suas páginas para o contraditório. “Ouvir o outro lado? Isso não te pertence mais!”

Quanto à explicação de "por que o mais apto existe", realmente, Darwin não tinha condições de fornecê-la, pois ele não conhecia o mecanismo dos genes. A partir de Watson e Crick essa explicação foi dada.

O acaso molda os ambientes (maremotos, vulcões, terremotos, mudanças nos pólos magnéticos da Terra, meteoros, explosões de raios gama, etc.). Dentro das espécies há inúmeras combinações genéticas. É realmente uma loteria como um individuo vai nascer.

Assim o caráter que mais se adaptar ao meio é aquele que se reproduzirá melhor, pois caçara melhor, será mais forte, mais rápido, mais esperto, mais resistente a pragas, etc.

Por que criacionistas insistem em deturpar isso e mesmo não informar seus leitores disso? Quer queiram quer não, isso é fato e podemos notar isso dia-a-dia na natureza.

Criacionismo não é o outro lado da biologia, como astrologia não é o outro lado da estatística e como curandeirismo não é o outro lado da medicina.









Na mesa-redonda encerrando a V São Paulo Research Conference – “Teoria da Evolução: Princípios e Impactos”, no dia 20 de maio de 2006, Marcelo Leite, colunista da
Folha [Pravda] de S. Paulo, instado sobre o avanço no Brasil das opiniões contrárias às especulações transformistas de Darwin, de forma stalinista a la Beria assim declarou: “Não damos espaço!”

Concordo com ele. Acho que toda essa coisa já está indo longe demais. O que é o sonho fundamentalista cristão é o retorno ao ensino da religião cristã aos bancos escolares e por fim o retorno às conversões forçadas.

Querem, por meio do criacionismo, fazer isso, pois o primeiro momento consiste em travestir a religião de ciência para não dar na vista que estão violando direitos fundamentais.

Depois é só um fundamentalista eleito pelo povo fazer uma lei maluca e pronto!!! Voltamos à era da inquisição onde seria proibido pensar, pois pensar faz mal à economia da igreja ... oopps !! à fé e ao caráter do povo.





Eu vou fazer novamente o papel de advogado do Diabo dos de concepções religiosas, e glosar aqui o editorial “Criacionismo, não” da Folha [Pravda] de S. Paulo de 20/01/2008, e mostrar que realmente desta vez a Folha [Pravda] de S. Paulo tem toda a razão, oops, toda a verdade do seu lado. "Ateísmo, não!" "Graves e complexos problemas não faltam à ministra Marina Silva, em suas atividades na pasta do Meio Ambiente. Como se estes não bastassem, sua participação no 3º Simpósio Sobre Ateísmo e Mídia, promovido pelo Centro Universitário Ateísta de São Paulo – Diálogos Impertinentes (Folha [Pravda] de S. Paulo), veio a colocá-la em dificuldades de outro tipo, diante das quais o cargo que ocupa no Estado brasileiro recomenda cautela que não soube observar. "Em palestra intitulada 'Meio Ambiente e Ateísmo', Marina Silva valeu-se de sua formação ateísta para transpor em chave filosófico-ateísta o tema da preservação dos recursos do planeta. "Nada que inspirasse maiores reparos, portanto – assim como não se discute o direito de um ministro professar, pessoalmente, qualquer tipo de ateísmo ou teísmo. "Os adeptos do ateísmo, entretanto, não se contentam com pouco – como política de Estado eles cometeram um Holocausto global: mataram mais de 100 milhões de pessoas no século 20 – e depois da conferência a ministra foi instada, em entrevista, a dar sua opinião sobre o ensino das filosofias ateísta-materialistas nas escolas públicas brasileiras. Num estilo próximo ao dos ultraliberais russos, considerou a la Mikhail Gorbachev que 'as duas visões' devem ser oferecidas aos alunos, para que 'decidam' por si mesmos.

Mais uma vez surge a clássica confusão entre regimes políticos e filosofias de vida de cada indivíduo. Essa confusão aqui exposta é a mesma que se faz entre cristianismo e inquisição.





Comunismo matou, capitalismo matou, nazi-fascismo matou, cristianismo matou, islamismo matou, hinduísmo matou, judaísmo matou, liberalismo matou, totalitarismo matou, absolutismo matou, protestantismo e catolicismo mataram. A maioria dos matadores se escondeu sob a máscara da religião, outros sob o véu das ideologias.



Não há que se dizer esse matou mais ou aquele matou menos. Simplesmente há que se dizer mataram em prol dos interesses das camadas dominantes.


Ideologias contaminam as massas. São como crenças religiosas, extremamente dogmáticas; não se explicam se aceitam e não se contestam. Geralmente os ideólogos buscam assegurar seus interesses e que sua ideologia sobreviva. Daí matarem seus opositores, pois estes representam forte ameaça ao sistema, uma vez que pensam.




Com o comunismo foi assim, após a queda do Czar sonhava-se com uma Rússia onde todos teriam oportunidades. Mas aconteceu o oposto. Alguns poucos subiram, outros foram escravizados. Decidiu-se quem estudaria e o que estudaria e de que trabalharia.





Assim foi na China maoísta com a “revolução cultural” a qual eu chamo de revolução da burrice, pois até hoje a China tenta se livrar do prejuízo que o “grande timoneiro” causou (alias o nome já diz tudo “MAO”).




Cuba idem, muitos que lutaram ao lado de Fidel foram mortos a mando dele quando começaram a se opor a suas idéias. Cuba tirou um tirano e pôs outro no lugar. Até hoje padecem com isso.




A Coréia do Norte possui um exercito invejável, porém o povo morre de fome enquanto o ditador faz bombas atômicas e come caviar.






Ditadores em geral possuem um egocentrismo exacerbado, pois adoram ver sua imagem cultuada como se fossem deuses e terem tudo do bom e do melhor. Veja nosso vizinho Chávez: dá ao povo com uma mão e lhes tira o direito à liberdade, a dignidade humana e ao trabalho, pois sua postura "socialista bolivariana" afugenta o capital estrangeiro, que infelizmente é um mal necessário ao desenvolvimento de países sub desenvolvidos como os da América Latina.



Assim, assegura-se o interesse de camadas dominantes sob a máscara da superioridade de um povo, de um pensamento, de uma crença, da igualdade e da inclusão social.

Conheço muitos ateus que possuem muito mais caráter, amor no coração e compaixão que muitos que ostentam a classificação de bons cristãos.

Há católicos e evangélicos que notoriamente segregam uma pessoa por professar um credo distinto do seu, é isso que o cristianismo ensina?

É claro que não. Mas quando deturpado, é isto que pregam os fundamentalistas.


"Sob uma aparência de equanimidade, a tese faz parte de uma investida anticientífica que, com firmeza, cumpre repudiar. Pode-se, é claro, sustentar que o ateísmo pessoal é compatível com o espírito científico; que ateísmo e ciência não se opõem. "Talvez não se oponham, mas certamente não se misturam. E é isto o que o ateísmo tenta fazer, sem base cientificamente comprovada, e com um aparato de falácias que um estudante médio, no Brasil ou em qualquer parte do mundo, não tem condições de identificar, mas é enfiado goela abaixo e sem direito a questionar ou de espernear. "Que o ateísmo fique onde está, e não se faça de ciência: eis uma exigência, afinal modesta, mas inegociável, da modernidade."

Ao que me consta, ateus jamais se meteram no ensino científico nem determinaram o que deveria ser professado em cultos religiosos.

O que o ensino científico traz não são falácias, pois suas teses requerem confirmação e submissão à metodologia científica. A diferença entre o criacionismo e a verdadeira ciência é marcante nesse aspecto.

Essa inversão que faz do artigo, não deveria jogar ateísmo, mas sim ciência, pois ateísmo não é diretamente antônimo de criacionismo, o qual é uma vertente deturpada da crença religiosa que visa aniquilar a TE, que tem bases científicas, por meio de falácias, raciocínios errados e sofismas.

Ateísmo seria a negação da existência de deuses, opõe-se a crença de seres divinos. Criacionismo, pela proposta que apresenta, seria a criação de tudo ou de um princípio pelos deuses.

Dessa forma, parece haver a tentativa de denominar a ciência verdadeira, no caso a TE, Big Bang e origem da vida (as que mais perturbam os fundamentalistas cristãos) como ateísmo, o que é uma falsa analogia.


Uma coisa nada tem a ver com a outra. Lemaitre era padre e propôs o que seria hoje o big bang. Lemaitre até se indispôs com o papa da época o qual afirmara ser a teoria dele a comprovação do Genesis. Lemaitre dissera que religião é uma coisa e o que ele estava fazendo era ciência.

Nada tem a ver ser religioso e estudar e procurar entender teorias científicas sem a presença do divino.


Neste ponto, nosso astro tupiniquim comete também a falácia estilo sem substância ao criticar o ateísmo e não a TE, que é quem sofre ferrenha oposição do criacionismo.

Se quiser derrubar tal argumentação da folha o Enézio deveria ao menos trazer uma evidência de que o criacionismo ou o DI mereçam crédito.

Até hoje isso não se deu e, acredito, que jamais se verificará tal evidência, dentro das exigências da metodologia científica, exceto na fantasia criacionista.

Fui, pensando que a Folha [Pravda] de S. Paulo precisa passar urgentemente por uma Glasnost e Perestroika em lidar com o contraditório! Uma exigência modesta, mas inegociável da modernidade de uma sociedade livre e plural. (Postagem publicada no blog Desafiando a Nomenklatura Científica)

Faço minhas as palavras de nosso combatente tupiniquim, porém o faço em relação aos fundamentalistas cristãos, a respeito do que traz o seu livro sagrado e de seus pensamentos obscurantistas sobre as ciências.



CONCLUSÃO:

Criacionismo não é o contraditório de nada que se paute pela ciência, simplesmente pelo fato de que ele não é ciência, pelos motivos já exaustivamente explicados por mim e por outros em debates pela internet.

Seria melhor, que não se desse tanto crédito ao que o Enézio traz ou critica, sem antes filtrar sua retórica a Macaco Simão e correr atrás das fontes originais.

Na maioria, as críticas dele se compõem por falácias e notícias incompletas, espertamente arranjadas para dar uma compreensão equivocada sob o fato em análise.

São colhidas a dedo e partem de um ou outro cientista (geralmente um fundamentalista cristão) que vai contra o que todos os outros, anos a fio pesquisam.

A argumentação é pautada apenas em retórica, sem trazer qualquer coisa que confirme suas afirmações sob a ótica exigida pela metodologia científica.

Não basta dizer, como o Behe e suas caixas pretas fez ao longo de seu livro.

Tem de confirmar. Se um processo é tão irredutível assim, basta confirmar sua irredutubilidade e tudo bem.

Aceita-se por hora até que o fato sob estudo se desconfirme ou se confirme cada vez mais.


Antes de encerrar, ainda, me restam asperguntas que jamais foram respondidas:

O que um cientista ganharia em esconder uma hipótese que se confirma como verdadeira ou falsa?

Se as hipóteses criacionistas fossem tão certas assim elas estariam em todas as revistas científicas, por que não estão?

Não é certo que toda essa chatice de ficar pesquisando temas já não teria sido encerrada se realmente se tivesse descoberto que o autor de toda essa obra fosse Deus, ou o ET de Varginha ou o "desenhista inteligente" ou qualquer outra coisa denominada "inteligência superior"?

O que os cientistas pretendem em sustentar o modelo da TE se ele é falso e não tem nada de certo, conforme a sua concepção?

Por que nenhum criacionista traz nada de concreto e seus estudos apenas se baseiam em retórica, falácias e sofismas, além de não se submeterem ao método científico?

Quem se habilitar, favor responder, mas terá de fazê-lo de modo concreto e coerente, sem falácias e sem sofismas.

8 comentários:

Iago disse...

Meu caro Elyson Scafati, é claro que vim em defesa do professor Enézio, mas antes, em defesa da Igreja, ou melhor, da verdade “Nua e Crua”.
As provas, de que “você está errado”, lhe darei baseado em livros de grandes historiadores, mostrando que, desde sempre, a Igreja, através de religiosos e leigos católicos, ministraram seus ensinamentos, desde o caos provocado pela invasão dos Bárbaros, apoiados na racionalidade.

Cardeal Belarmino –
“Se houvesse uma verdadeira prova de que o Sol é o centro do universo, de que a Terra está no terceiro céu e de que o Sol não gira em torno da Terra, mas o contrário, então deveríamos agir com grande circunspeção ao explicar passagens da Escritura que parecem ensinar o contrário, e admitir que não as havíamos entendido em vez de declarar como falsa um opinião que se prova verdadeira. Mas eu mesmo não devo acreditar que existam tais provas enquanto não me sejam mostradas”. (James Brodrick, The Life and Work of Blessed Robert Francis Cardinal Bellarmine, SJ, 1542-1621, vol. 2, Burns Oates and Washbourne, Londes, 1928, pág. 359.)

Santo Alberto Magno –
Acontece com freqüência que surge alguma questão sobre a terra, o céu ou outros elementos deste mundo, a respeito da qual um não cristão possui conhecimentos derivados dos mais acurados raciocínios ou observações. Neste caso, deve-se evitar cuidadosamente (porque seria muito desonroso e prejudicial para a fé) que um cristão, ao falar dessas matérias de acordo com o que pensa que dizem as Sagradas Escrituras, seja ouvido por um não-crente a dizer tais tolices que esse não-crente – percebendo que o outro está tão afastado da realidade como o leste o está do oeste – quase não conseguisse conter o riso. (James J. Walsh, The Popes and Science, Fordham University Press, 1911. 296-97)

São Tomas de Aquino –
Primeiro, é preciso crer que a verdade da Escritura é inviolável. Segundo, quando há diferentes maneiras de explicar um texto da Escritura, nenhuma das interpretações particulares deve ser sustentada com tanta rigidez que, se argumentos convincentes mostrarem que é falsa, alguém ouse insistir em que, mesmo assim, esse ainda é o sentido correto do texto. Caso contrário, os não-crentes desprezarão a Sagrada Escritura e o caminho da fé se fechará para eles. (Edward Grant, Science and Theology in the Middle Age - David Lindberg e Ronald Numbers, God and Nature: Historical Essays on The Encounter Between Christianity and Science, California 1986 pág. 63)


A propósito, cabe aqui uma observação sobre o episódio Galileu Galilei – Este cientista, sem poder provar a teoria copernicana (a Igreja apenas pedia que ele provasse) a defendia com unhas e dentes e, um dos argumentos usados por ele era o “movimento das marés”, o que mais tarde ficou provado ser um argumento ridículo. Portanto, Elyson Scafati, quem realmente tinha compromisso com a Ciência???

Ademais, exigia-se dos filósofos naturais das faculdades de artes que se abstivessem de introduzir teologia e temas de fé na filosofia natural. Esse respeito pela autonomia da filosofia natural, em relação à teologia, também se observava entre os teólogos que escreviam sobre ciências físicas. (Edward Grant, God and Reason in the Middle Ages, Cambridge 2001, pág. 184)
Soma-se a isso, o fato de que a lógica formal (que era parte do trivium) sempre esteve presente nos ensinamentos ministrados pelos religiosos e portanto, mais uma vez, senhor Elyson Scafati, dizer que as questões eram resolvidas pelo simples recurso de textos ou autoridades, não tem cabimento.


Você escreveu ainda que: “Comunismo matou, capitalismo matou, nazi-fascismo matou, cristianismo matou, islamismo matou, hinduísmo matou, judaísmo matou, liberalismo matou, totalitarismo matou, absolutismo matou, protestantismo e catolicismo mataram. A maioria dos matadores se escondeu sob a máscara da religião, outros sob o véu das ideologias.”

A Igreja apenas defende a pena de morte e a guerra justa. As Cruzadas e a Inquisição foram atos de defesa. Isto, de forma alguma contraria o quinto mandamento do decálogo. Não foi a Igreja que inventou a fogueira mas foi a primeira a lutar contra a tortura, além de ter sido a criadora dos hospitais (sem falar dos orfanatos) que aliás, foi uma “invenção” abominados pelo senhor Charles Darwin, como é mostrado em seu livro The Descent of Man.
Veja bem, Elyson, a partir do momento que vc faz questão de não diferenciar religião de pseudoreligião ou seitas, ou então, não diferenciar o bem do mal, prescindindo da objetividade da verdade, você prescinde da sua razão. E é isso, justamente o que fazem os ateus e racionalistas e, pior ainda, ao mesmo tempo em que defendem a liberdade de expressão! É muita contradição, você não acha?
Procure entender o verdadeiro significado de “religião” para poder entender a defesa da verdade e da guerra justa.

Sobre o “deus dos ateus” Charles Darwin, é patente nos seus escritos o ódio contra os doentes ou menos favorecidos. Se você não sabe, procure pelo livro. Ele escreveu o seguinte: “Entre os selvagens, os corpos ou as mentes doentes são rapidamente eliminados, os homens civilizados, entretanto, constróem asilos para os imbecis, os incapacitados e os doentes e nossos médicos põem o melhor de seu talento em conservar a todos e cada um até o último momento, permitindo assim que se propaguem os membros fracos de nossas sociedades civilizadas. Ninguém que tenha trabalhado na reprodução de animais domésticos, terá dúvidas de que isto é extremamente prejudicial para a raça humana”. (Charles Darwin, The Descent of Man)

Você leu, meu caro??? Já sabia disso??? Então, não tem como não dizer que isso é “Darwinismo Social” puro e que foram as primeiras investidas da eugenia, aplicada nos EUA e levada ao extremo na Alemanha nazista.
E para completar, cito outros trechos reveladores contidos no livro “A guerra contra os fracos” de Edwin Black.

De fato, o vice de Hitler, Rudolf Hess, cunhou um adágio popular no terceiro Reich: “O Nacional Socialismo não é nada além da biologia aplicada.” (Edwin Black, op. cit. p. 437)

Spencer, dizia dos incapazes: ”Todo o esforço da natureza é para se livrar desses e criar espaço para os melhores. Se eles não são suficientemente completos para viver , morrem, e é melhor que morram. Toda imperfeição deve desaparecer” (Spencer, Herbert, Social Statics, Fund. Robert Schalkenback, 1970, p. 58-60, 289-290, 339-340, apud Black, Edwin, p. 54)

Leve em conta ainda que, vários membros da família de Darwin foram membros de associações eugenistas. Mas tarde, em 1912, seu próprio filho Leonard Darwin presidiu a primeira Conferência Eugenista Internacional, onde estavam presentes também, Winston Churchill, Alfred Ploetz, pai da “higiene racial”, Charles Davenport e Alexander Graham Bell.

Antes de terminar, sugiro que leia também a entrevista concedida pelo físico César Lattes ao jornal da UNICAMP em agosto de 2001, onde ele diz bravamente que aceita a Bíblia como a origem da matéria. A entrevista pode ser lida aqui: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/ago2001/unihoje_ju165pag10.html
Espero que estas informações ajudem você, Elyson Scafati e também aos leitores do blog.

Iago disse...

http://br.youtube.com/user/iago333nautica

Iago disse...

http://br.youtube.com/user/iago333nautica

Elyson Scafati disse...

Lago quanto as citações que faz sobre Belarmino, Magno e Tomás, se tratam de jogos retóricos a fim de justificarem sua postura e claro defender a fé dos necromongers (assista a batalha de Ridick ela me lembra muito cristãos).

Sobre Galileu,a igreja pegou em seu pé devido a interpretar a bíblia de forma divergente o que era terminantemente proibido.

Quanto a "provar" teorias, isso vale apenas para a matemática em teoremas. Teorias se confirmam. Galileu destruiu o sistema Ptolemaico e o movimento das marés se relaciona com a Lua, não com outros astros.

A lógica formal desde seu surgimento fora aplicada a questões científicas, mas ao tentarem aplicá-la a religião, como fizeram os cristãos cristianizando Platão e Socrates cometeram seu pior pecado: logicizar deus. Os saltos são imensos. Nas provas de Aquino substituia deus pelo gato felix e tudo dará na mesma.

Meu caro, nenhuma guerra é justa. Guerras não tornam nada melhor nem engrandecem ninguém. Se acha justo que um bando de fanáticos saiam de suas terras e se encaminhem para tomar Jerusalém e lá se deparem com outro bando de fanáticos para lutarem, então vc precisa rever seus conceitos a respeito de justiça e ordem divina.

A igreja torturou, perseguiu e por meio do Estado matou. Teve seus méritos mas teve sua página negra. A história demonstra isso.

Aliás, enquanto a santa madre igreja discutia se negros e indios tinham ou não alma e apoiava a escravidão, o Sr. Darwin, que equivocadamente denomina como ateu, se horrorizou com tal prática quando esteve na Terra dos Tupiniquins.

Não sei o que anda lendo, deve ser as bobagens da igreja no míonimo para dizer tantos absurdos.

Realmente, hos humanos conseguiram em sua maioria escapar às regras de seleção natural. O exemplo de Darwin demonstra como a quebramos.

Se estivessemos em estado de natureza, seriamos como animais, a seleção natural atuaria (ou vc vê algum animal cuidando de deficientes). Isso é particular de humanos, porque, em nossa atual sociedade, transcendemos a bestialidade e mantemos os fracos e incapacitados vivos, pois também têm o direito à vida.

Quanto à posição ideológica de cada um, tomar a ciência como meio para justificá-la é uma grande estupidez que foi cometida em períodos de ascenção do liberalismo economico a fim de justificar a exploração do homem pelo homem, prática que a santa madre igreja adotou e apoiou durante o feudalismo.

Assim, ao defender a igreja, recomendo que ouça o sino do outro lado, a fim de que não caia em contradições históricas como fez aqui. Sobre pensadores da igreja, cuidado com eles também, pois sua máretórica e armações falaciosas e sofismáticas são imensas. Até parecem raciocínios verdadeiros, mas não passam de joguinhos retóricos a fim de dar lógica ao que é ilógico.

Rita de Cássia disse...

Elyson Scafati, interessante o que vc escreve, gostaria de saber o embasamento que vc tem, gostaria de ter o mesmo. Principalmente para poder lutar contra o ensinamento que as igrejas fazem o povo engolir e com isto permanecer em total ignorancia.
Quanto a guerra ser justa ou injusta, qual a justiça que o 1° testamento apresenta, quando "meros humanos" são castigados por "Deus" por irem contra o "povo escolhido"? Se o próprio "Deus" incentivava a guerra? "olho por olho, dente por dente".
A caça as bruxas, nada mais foi do que extermina quem ia contra a igreja ou tinha conhecimento o suficiente para não acreditar no que estava sendo implantado. Será que não é isto que a igreja está querendo fazer de novo. Deixar o povo ignorante, pois assim é fácil manobra-lo.
Há pouco tempo assistir na TV o aumento de casos de HIV em países onde a igreja estava no poder, pois esta prega que o uso da camisinha só aumenta o numero de aideticos. Não permitir o ensinamento sexual na escola, não permite controle de natalidade, pq? para ter mais pessoas para manipular?
Se a pessoa quer acreditar existe um ser superior que deu vida ao mundo, afinal de contas não devemos pensar que a Terra foi o único lugar abençoado por "Deus", está no seu direito, mas não venha as igrejas emburrecer mais ainda este povo tão sofrido.

Elyson Scafati disse...

Rita, meu embasamento está em leituras (história, geografia, ciências) a partir de autores conceituadas e isentos em suas opiniões.

Quanto à guerra (acho que se refere àquela contra os cananeus), deus não mandou matar ninguém, mas sim Moises e os Juízes. Havia um contexto de guerra e naqueles tempos não se poupava ninguém, pois crueldade era uma forma de intimidação.

Também chamar YHWH de senhor dos exércitos era uma forma de melhorar o moral da galera antes da luta, pois deus estaria com eles.

Mas como vc pode perceber, isso não funcionou em Har- Megido contra Neco II e nem contra babilônios, persas, macedônios e romanos.

SILFISIO disse...

Elyson Scafati vou te fazer uma pergunta voce acredita na biblia ?

Elyson Scafati disse...

[Elyson Scafati vou te fazer uma pergunta voce acredita na biblia ?]

Definitivamente não, se considerada em seu sentido literal como apregoam os criacionistas.

Acredito na bíblia, no corão, nos vedasw, no kogiki, no zend Avesta, no evangelho de buda, no evangelho segundo o espiritismo, nas sagas vikins, maias, astecas, africanas, babilônicas, gregas, etc, pelo seu sentido ético em termos de uma convivência entre as pessoas.

Porém, jamais levo a coisa para um lado místico.