domingo, 22 de fevereiro de 2009

DARWIN 200 ANOS

Aqui vai uma comemoração pelos 200 anos de Darwin, o sujeito que teve a idéia mais original até hoje apresentada a respeito de como as espécies surgiram e de como elas evoluem.

Suas idéias ainda causam alvoroço em religiosos fundamentalistas que com falácias e sofismas (mas nada de ciência) tentam refutá-la, criando teorias sem o menor sentido como Design Inteligente (DI) e Criacionismo Científico (CC), porém sem sucesso.

Ambas as pseudo-teorias acima citadas o que fazem é "empurrar o problema para deus", no caso do CC, ou para um "desenhista inteligente" no caso do DI, o qual "podemos interpretá-lo como bem quisermos", desde que seja o deus bíblico, pois se trata de uma "teoria" patrocinada por cristãos protestantes.

Todavia ambas se tratam de pseudociência, pois nada, em termos científicos as embasa.

Valem-se de erros, dados inventados, falácias, sofismas, apelos ao emocional, argumentos de autoridade, argumentos da ignorância e sem contar a poderosa carga de misticismo, uma vez que atribuem aos deuses as origens do universo, da vida e das espécies.

Estas teorias partem da crença, procuram a evidência e a adaptam conforme o interesse em sustentar a dita crença, ignorando tudo aquiloa contraria.

Jamais aceitam a refutação da crença, mesmo que confirmado o contrário, o que as torna pautadas no dogma religioso e, portanto não estão abertas à discussão a respeito de sua petição de princípio (o divino sendo o idealizador e o condutor de tudo).

Não expõe seus trabalhos aos meios acadêmicos, exceto dentro de seu círculo, além de se valerem apenas de argumentação apelativa. Daí serem consideradas pseudociências.

Quanto a ciência, formula hipóteses, buscam-se as evidências, testam-se estas evidências e formulam-se as teorias, estejam elas ou não de acordo com as hipóteses anteriormente formuladas, as quais podem ser confirmadas ou rechaçadas.

Mantém-se aberta à discussão, desde que as novas teorias demonstrem rechaçar o anteriormente proposto, de modo coerente e pautado em testes que confirmem estar a nova teoria de acordo com a metodologia científica. Seus argumentos se constroem a partir do demonstrado em estudos. Daí a ciência ser zetética.

Eis uma coletânea de vídeos apresentadas no fantástico a fim de elucidar um pouco o que vem a ser a Teoria da Evolução, o segundo golpe que foi dado na humanidade, ou seja que nós somos apenas mais uma espécie residente neste planeta.

Quanto ao primeiro, consistiu em destronar nosso planeta de "centro do Universo" dado por Copérnico e ratificado por Galileu e o terceiro fora dado por Freud, pois tudo o que fazemos se dá no sentido de preservarmos nossa espécie (nosso propósito é o sexo).

Bem, tenham uma boa viagem a bordo do Beagle e ao mundo do conhecimento, sem apelo ao misticismo e às fábulas de livros e histórias "sagrados".


vídeo 1







vídeo 2





vídeo 3





vídeo 4

7 comentários:

Sergio Queiroz disse...

Em que você acredita?
O que vem depois da morte?
O evolucionismo de Darwin não alega nada sobre tal questão. A evolução é simples obra do acaso. Morreu, morreu! Mas... se você acredita em alguma coisa relacionado ao pós morte... como por exemplo conceitos Espíritas...você é um grande cretino!

Elyson Scafati disse...

Sérgio

Não acredito em conceitos espíritas, católicos ou o que quer que seja que se refira oa pós morte ou a existência de deuses.

Na verdade, sou um agnóstico.

Isso é subjetivo a cada cultura ou crença.

Nem é função de teorias científicas discorrer sobre estes temas.

Assim, não seja imbecil em misturar ciência com religião e nem dizer que evolução é obra do acaso.

O acaso é o que ocorrerá com nosso planeta e como nossos genes responderão a essas mudanças.

A regra é a extinção e a exceção é a evolução. Assim tem sido há 3,8 bilhões de anos.

Os mundos da ciência e da religião, nas buscas que fazem, seguem escopos bem distintos.

Assim, não seja burro, analise as coisas e estude antes de falar besteiras.

Sergio Queiroz disse...

Ótimo, então vamos falar de ciência apenas.
Energia é a base da informação. Energia e informação coexistem desde sempre, são portanto atemporais. Se entendemos que a matéria hoje existente tem sua origem na energia (BIG BANG). As informações contidas em nosso código genético existem desde quando? Vamos pensar um pouco nessa observação.
Observe a internet. Que ganhou o mundo apenas no final da década de 90. O homem adquiriu o conhecimento para produzí-la somente agora. Mas essa informação sempre existiu. Pois o transporte de informação se dá através de um feixe luminoso, uma onda eletromagnética, que não foi criada pelo homem. Não podemos criar nem destruir energia.
É muito difícil, para mim, tentar imaginar uma obra literária sem um autor, uma sinfonia sem um compositor. Será que posso crer que juntado um monte de palavras e jogando todas para o alto, cairia no meu colo um livro? Quem sabe se eu esperasse 3,8 bilhões de anos!
A nossa ciência evolui a cada dia, o melhoramento animal e vegetal dão mostras de como a genética evoluiu nesses últimos anos. Mas, o nosso conhecimento nessas áreas, dependem da "teoria" da evolução das espécies? Sem essa teoria a nossa biologia não tem pés? Acho que muita gente confunde a biologia de Darwin com sua "Teoria" da evolução das espécies. A Darwin o que é de Darwin e não nos esqueçamos, por favor, de Gregor Mendel, Pai da genética, que nos mostrou uma luz. A variabilidade genética.
Mas o que tenho visto sempre e sempre é a figura de Darwin, como o ser que desmistificou DEUS, e que fez com que esse DEUS coubesse na cabeça das pessoas. Mesmos nas mais ignorantes, ou, principalmente nas delas.
Reportagens, comentários e mais comentários, onde Darwin figura apenas como o deus dos incrédulos. Darwin acaba por perder sua identidade como biólogo e se transforma no ser que destrona a Divindade.
Vamos falar de ciência...
Li a veja, que decepção! mais um amontoado de conversa fiada que não nos leva a lugar algum. Quem não conhece ciência não poderia se dar ao luxo de discorrer sobre esse assunto. É uma desinformação, assim como muita falácia presentes em bloggs apaixonados.
Então: vamos falar de ciência.
Podemos imaginar que nosso código genético não tenha sido escrito no decorrer dos milênios?
Podemos discutir que esse código possa ter sido desenvolvido por algum "Tim Paterson".
Podemos repensar DEUS? Não aquele encerrado dentro de templos. A ciência sem a religião é manca, religião sem a ciência é
cega (A E).

Finalizando, perdão. Não sou um ignorante e não falo asneiras. Tentei chamar a atenção, acho que consegui.
Acredito em algo maior e tento ser racional quanto as minhas crenças.

Até mais!

Elyson Scafati disse...

A mídia não entende nada sobre biologia ou astronimia. As reportagens são mal feitas, uma vez que a revista Veja não se trata de literatura especializada.

Quanto a energia do universo, ela se transforma. O que houve no momento do big bang e o que havia antes dele, não sabemos. Sabemos que ele ocorreu e isso já se confirmou cientificamente.

O senso de linearidade na história é característico das culturas semitas. Se reparar em culturas indo-européias-asiáticas, terá coisas como "no início era o caos" e a partir dai começa a teogonia e a cosmogonia. Para a cultura semitica temos os deuses já pré-existentes e entrando em ação como "no início deus fez o céu e a terra".

A humanidade perdeu seu lugar especial por três vezes:

a primeira foi com Copérnico que derrubou o geocentrismo;

a segunda foi com Darwin que nos tornou animais como qualquer outro;

e a terceira foi com Freud, pois tudo fazemos impelidos pelo sexo.

Mas o que nos difere de animais?

Não seria a consciência propriamente dita, pois há animais que a possuem em menor grau (principalmente primatas).

O que de fato nos diferencia de animais é a busca pela espiritualidade. Tudo aquilo que não entendemos ou que nos parece impossível explicar chutamos para os deuses.

Criar estes entes é uma saída sem muitos atropelos além de ser um atalho formidável que nos poupa pensar e nos lançar em pesquisas que podem demorar muito até nos dar uma visão real sobre as origens e causas do fato observado.

Estes entes e o além suprem nosso desconforto frente as adversidades da vida e respondem sobre o que há após a morte. Em suma são fruto de nossos medos e de nossa incapacidade de enfrentar o fato de que teremos um fim.

Assim, para uns reencarnamos, para outros vamos ao paraíso e para outros dormiremos até o dia do juízo.

Considere tambem que é uma forma de conter os instintos da humanidade, pois no além convencionou-se que passaremos pelo nosso julgamento moral.

Para o crente, Darwin é uma pedra no sapato. Caso sejamos animais e caso o mundo e as espécies que nele habitam tenham tido suas origens fora da ambientação bíblica, não cometemos pecado algum.

Aliás na crença hebraica, o homem nasce sem pecado, já no cristianismo (catolicismo) criou-se o conceito de pecado original.

Se não somos pecadores em nossa essência, não necessitamos de redenção alguma.

Dessa forma, o conceito de messias redentor vai por água abaixo e toda a mítica em torno da figura de Cristo também.

Mas não é só isso, a redenção também ocorre para judeus e islâmicos, pois o homem, segundo estas crenças peca por sua livre vontade e assim necessita ser salvo ou responder pelas suas faltas.

Ou seja, se somos animais, não somos a imagem e semelhança de nada; não pecamos e nem nascemos pecadores e tão pouco possuímos alma.

Embora tenhamos três crenças abaladas em seus dogmas empedernidos ao longo do tempo, no que se refere à redenção da alma, delas o cristianismo é a que se sai como a mais ferida.

O novo testamento se torna uma farsa e o messias se faz desnecessário, o que certamente atenta contra muitos interesses (há impérios formados às expensas dos dogmas do cristianismo).

Mas todo esse pensamento se passa na cabeça do crente por mera ignorância e má informação acerca de teorias como origem do universo, da vida e das espécies.

O problema reside em insistirem no entendimento literal de livros sagrados, o que é um erro muito grande.

Livros sagrados possuem cunho filosófico-psicológico. Sua função é nos trazer lições para a vida e revelar parte da história dos antigos (bíblia, vedas, kojiki, avesta e lendas em geral).

Deuses e herois pertencem ao mundo dos mitos, mas mitos são verdades psicológicas aplicadas a uma comunidade, diferentemente do sonho que é a verdade psicológica do indivíduo. Deuses e heróis assim, são nossos arquétipos que habitam nosso inconsciente (veja a infinidade deles).

Dessa forma, é arriscado,imprudente e infundado estabelecer uma única crença ou um único deus como a verdade acima de tudo.
Esta verdade é particular a cada cultura e indo mais longe, a cada indivíduo. é o que denomina-se como verdade subjetiva (para judeus Yaveh fez o mundo, para xintoístas foi Izanami e Izanagui). São verdades culturais e pessoais, calcadas nos mitos e nos arquétipos de cada uma dessas sociedades.

As verdades científicas procuram se aproximar da objetividade e assim se tornarem verdades universais (um fóssil de T rex o é aqui, nos EUA, na India ou na África, o mesmo vale para a água ferver a 100 C ao nível do mar).

Desse modo, a confusão que crentes criam é imensa, sem falar que adoram o deus das lacunas, exatamente como o caso daquele fanático islâmico que foi tumultuar no Vaticano e cortaram seu microfone (salvo engano, a discussão se referia à temática evolutiva).

Ou seja, prestam desserviço à ciência e informam mal as pessoas; é patente que se valem da má fé a fim de sustentar suas crenças.

Partem da crença (o dogma de sua respectiva fé) e procuram as evidências nas ciências a fim de encontrarem justificativas que respaldem aquilo que crêem, o que não é aberto à discussão. O que não interessa varrem para baixo do tapete. Isso é pseudociência e o exemplo maior disso é o criacionismo.

Somos livres para acreditar no que bem entendermos, mas não o somos para tornar nossa crença uma verdade universal.

A crença do cientista se forma a partir da hipótese. Após esta, busca-se a evidência, faz-se observação e testam-se estas evidências a fim de se formular a teoria, a qual está aberta à discussão desde que se fundamente o objeto a ser discutido. Isso é ciência.

Desse modo, há que se conhecer o que é a verdadeira ciência e o que é a pseudociência, além de delimitarmos até onde a religião pode ir a fim de não se tornar objeto do ridículo e perder sua função que é a de orientar o ser humano para viver em harmonia com seus semelhantes.

Sergio Queiroz disse...

Scafati, tentar explicar a ausência de um Deus baseado nos erros da religião é um caminho que não nos leva a direção alguma. Também crer apenas naquilo que nossos olhos alcançam, tem sido a grande barreira na tentativa de buscar respostas quanto a existência de Deus.

Digo isso, pois é fácil explicar aquilo que podemos enxergar. Agora, o que não vemos muitas vezes não nos cabe na cabeça. Você bem sabe que a ciência não definiu até hoje o que seja a Luz, paramos na dualidade partícula onda proposta por Einstein, a muito tempo atrás, pois é a teoria mais aceita. Não enxergamos os pacotes de energia, fótons, e por isso não temos uma definição exata de como os fenômenos ocorrem. Mesmo assim, o homem tem sido brilhante em saber utilizar todo o espectro eletromagnético em seu favor. Mas o fato é que não enxergamos e por isso não podemos definir exatamente o que seja. Por falar nisso, não me parece muito justo traçar qualquer comparativo entre nosso nível de consciência com os de qualquer outro ser vivo.

Veja bem, quando partimos para o campo do invisível, encontramos uma grande barreira. Desta forma nos contentamos com teorias mais palpáveis. Explicar aquilo que não se vê é tarefa muito mais árdua que
Explicar o que nos salta aos olhos.

Acredito que seja mais fácil engolirmos a teoria da origem e evolução das espécies, baseada no modelo Darwiniano, mesmo que este não preencha todas as lacunas. É algo mais palpável.

Também é mais fácil desacreditar num Designer Inteligente, se sua mais perfeita obra é cheia de defeitos.

Tentei ler Dawkins, Deus, um delírio. Fiquei muito curioso, afinal um Best-Seller que se propõe provar a inexistência de Deus! Esse cara deve ser o Cara. Não consegui passar da página 80. Leitura cansativa. Uma tentativa de provar a inexistência de um Deus baseando-se nos erros humanos. Nada de ciência, nem uma linha. Adentrar o campo invisível, energético, onde Deus reside, nem pensar!

Mas tudo bem, a frustração não foi tanta assim. Assim como Dawkins, nós também ainda não temos essa capacidade nem mecanismos. Quem sabe um dia?

Tudo aquilo que não entendemos ou que nos parece impossível explicar chutamos para os deuses, já se constitui numa espécie de Jargão filosófico. Não concordo com essa idéia. É exatamente aquilo que não vemos que nos parece impossível de explicar. É aí que reside a dificuldade. Quem faz ciência sabe muito bem disso. Todo mundo quer explicar o óbvio. Entre no campo da física e tente entender o universo subatômico. Acredito que faltam mentes capazes de entrar nesse campo.

Einstein, com sua teoria da relatividade, disse que sua obra era fruto de 1% de inspiração e 99% de transpiração. Ele estava enxergando um mundo invisível aos olhos de toda a comunidade científica. Mas duvido e ponho as mãos em fogo a cerca do brilhantismo de sua inspiração. O tempo relativo de Einstein já havia sido citado anteriormente. O 1% já estava escrito, mas poucos conseguem admitir o comparativo. A Bíblia contém várias passagens onde Deus afirma que para ele o tempo é relativo.

A bíblia também contém outras citações que sugerem que o Universo teve sua origem a partir daquilo que não podemos enxergar. Partículas energéticas. “Tudo que se vê foi feito a partir do que não se vê”. Não analise apenas o Gênesis, analise também João.

Para alguns isso pode sugerir, explicar o inexplicável, varrer para baixo do tapete o que não tem explicação. Mas pra mim, aquilo que vemos (matéria, o universo hoje), teve sua origem em partículas que não podemos ver, apenas isso. E já é uma boa premissa para desenvolver uma teoria.

Concordo com você que um dos papeis de cada livro sagrado seja orientar a humanidade para que possa viver em harmonia. Mas a Bíblia trás algo mais. Existem ali informações que me levam a reflexões.

Talvez esteja divagando muito, desculpe. Mas como Einstein disse, de absoluto só a relatividade.

Elyson Scafati disse...

Sérgio, jamais tentei explicar a ausência de um ou "n" deuses por conta de erros humanos, pois a religião em sendo obra humana está sujeita às falhas humanas.

Mais uma vez, o objetivo da ciência não é a explicação do sobrenatural. Isto cabe à filosofia e quando particularizado à subjetividade de cada crença à específica teologia.

A consciência animal difere da humana no aspecto espiritualidade. Muitos animais sabem o que é a morte, sabem o que é perigoso e sabem quem é ou não de seu bando. Isso não se trata somente de instintos mas de um resíduo de consciência.

A consciência animal e suas relações sociais são objeto de estudo da sóciobiologia.

Obviamente que não vemos animais fazendo as perpécias que fazxemos quando se trata de religião ou mais especificamente espiritualidade. Faz parte do genero humano achar que entende o que os deuses querem e assim aplicar a toda sua sociedade.

A religião sempre foi um poderoso meio de controle social, pois a fim de controlar povos, reis se valiam de sacerdotes e a estes concediam privilégios a fim de controlar o povo.

Vemos isso na história antiga e mesmo hoje, esta tática perdura em estados teocráticos como os do mundo islâmico.

O jogo de empurra para os deuses é claro quando o de3bate se faz em torno de temas como big bang, origem da vida e origem das espécies, pois se deus nao fez o mundo conforme à biblia, ela é falsa, daí seu conteúdo não merecer a devida credibilidade.

O que crentes não se deram conta é que este livro assim como todos os demais livros sagrados, muitas vezes fala por parábolas, refere-se a mitos os quais se refletem como formas de entender o inexplicável para a época e as razões de ser dea identidade de um povo. è mera reflexão da cultura das sociedades nas quais surgiram.

Não vou adentrar no mérito da discusão sobre física de partículas, mas asseguro que sua linha de raciocínio está equivocada.

Ninguém pede que ninguém "engula" a teoria da evolução, uma vez que não interessa se é ou não aceita, uma vez que as evidências estão ai quer queiramos ou não e a cada dia a corroboram em detrimento das criações mirabolantes de criacionistas (lembra, posso não aceitar que a água ferva a 100 C ao nivel do mar, mas isso ocorre independente de eu querer ou não).

Não so a biblia fala da relatividade do tempo para os deuses. Se passear pelo Japão, China, India, América do Sul, Egito, Grécia e Mesopotâmia lerá a mesma história. Assim, isso não é particularidade bíblica.

Quanto a leituras de dawkins, não conseguiu ler pois se encontra enclausurado nos dogmas de sua crença, ou seja, qualquer opinião divergente, jamais será aceita enquanto não se livrar do empedernimento dogmático.

Li Dawkins e Mc Grath, Dawkins mexe com o brio dos religiosos e em minha opinião atinge seu tendão de Aquiles que é criticar o que acham ser a verdade, cada qual dentro de seu mundo ideológico.

Mac Grath, por outro lado é falacioso (começa pelo título do livro o qual já é uma falácia ad hominiem). Não diz nada com nada e se perde em discuções que levam o nada a lugar algum, mas se tornou o best seller dos religiosos contra Dawkins.

Quanto ao universo, sabemos o que houve a uns milissegundos após o big bang, mas não que ocorreu no momento exato. mas isso não significa que devamos brincar de empurra para o sobrenatural (aliás o que fez deus? Gregos discutiam isso nas teogonias).

Todos os livros e histórias sagradas me levam a reflexões, sejam sociológicas como filosóficas, mas jamais científicas exceto no plano histórico.

Sobre reflexões, não aceito o plano ridículo de deus de matar quase o mundo todo a fim de escolher meia duzia de "escolhidos" que na visão cristã certamente serão cristãos de suas respectivas seitas.

Seria uma incoerência de um deus que é o estilo paizão gente fina, inventado pelo cristianismo, assumir tão vil personalidade que está mais próxima de Satã que o próprio Lúcifer (a metade maquiavélica do portador da luz que se livrou de seu lado agressívo criando Satã).

Não é justo lançar o mundo no caos com guerra, peste, fome, alterações climáticas, cataclísmos naturais a fim de realizar esse plano estúpido e sem o menor sentido.

Bem, ou deus não é onipotente, pois se o fosse acabaria com o livre arbítrio e a potencialidade do homem fazer besteira e transformaria Lúcifer e sua galera em, animadores de parquinho infantil, nem tão pouco é onisciente, pois já deveria saber de antemão que faria uma grande besteira em fazer Lúcifer e os caídos, bem como o homem e assim abortar seu projeto.

Ou tudo se trata de uma invenção humana para amedrontar as pessoas ou confortar cristãos que viviam durante o reinado de Nero e num mundo violento como o final da idade antiga e início da idade média (até festejaram quando o ano 1000 chegou pois achavam que daquela data o mundo não passaria).

Fico com a segunda opção.

Muito da bíblia assim como todo o acervo sagrado da humanidade traz lições sobre a compreensão de nosso eu, ou seja é uma viagem ao nosso interior.

Ex. o homem veio do barro - a terra traz a vida; vc pode dar forma a ela e fazer cerâmicas maravilhosas. Em vindo do barro cabe ao homem dar a vida e tornar a sua própria melhor. O homem pode se moldar e tornar-se algo fantástico, mas que ao menor deslise pode se quebrar.

A serpente é a astúcia. Esta astúcia tem uma via de mão dupla: pode ser usada para o bem como para o mal.

Daí bebermos da árvore do conhecimento (a maçã), cujas sementes são encerradas dentro do verdadeiro fruto (aquela bolinha dura dentro dela)que é a consciência onde está o dicernimento entre o bem e o mal.

Sem este discernimento, somos como bebês. Não sabemos se somos ou não felizes se não conhecermos a realidade externa a que vivemos. Essa é a mensagem do Éden.

Temos de conhecer o que existe fora de nosso mundinho particular, para saber se somos ou não felizes. Devemos entretanto nos moldar como o barro e nos tornar belos em nosso caráter.

Para tal temos de ter o conheciemento a fim de sabermos discernir o que é certo e errado e onde começa e até onde vai o nosso direito à plena felicidade.

Como pode perceber, o mito não se trata de uma tolice, mas de algo que reflete em nossa vida.

Somente não pode ser tomado como uma verdade científica, como as "mentes brilhantes" do cristianismo desejam fazer.

Isso leva a crença ao ridículo e se perde tempo com um debate inócuo, que somente faz a religião perder seu verdadeiro rumo.

A ciência é território proibido para a religião, pois esta até hoje, na maioria das vezes, a atrapalhou e o continua fazendo por meio de seu séquito de fundamentalistas sem a menor noção do que estão defendendo (aliás o nome criacionista vem a calhar, são criadores de idiotices e confusões).

Mas um dia, quem sabe, os cristãos, principalmente os fundamentalistas protestantes, se livrem de seu dogmatismo empedernido e passem a ver o verdadeiro significado da bíblia e de seus mitos.

Não interessa se é ou não verdade o que está lá, basta aproveitar e refletir sobre a mensagem.

Marcus Vinicius S. Oliveira disse...


Gostei muito da postagem e também dos vídeos.

Meu breve comentário sobre isso que o Sérgio disse, logo acima:

"Veja bem, quando partimos para o campo do invisível, encontramos uma grande barreira. Desta forma nos contentamos com teorias mais palpáveis. Explicar aquilo que não se vê é tarefa muito mais árdua que explicar o que nos salta aos olhos".

Sim, é verdade!

Especialmente quando o referido "invisível" (i.e. sobrenatural) seria alguém plenamente capaz de manifestar-se bem diante de nossos olhos e acabar logo de uma vez com todas as dúvidas existentes, porém não o faz.


Eu só gostaria, sinceramente, de saber do nosso amigo por que é que ele acha que deveríamos preferir hipóteses sobrenaturais às naturais, e também por que é que ele acha que deveríamos substituir evidenciação concreta pela fé em "sabe-se lá o quê". Tem nexo um trem doido desses?

E outra: Por que alguém deveria sentir-se obrigado a explicar algo que é desconhecido? Olha que não sou cientista nem nada; mas minha pouca experiência de vida tem me mostrado que, pelo menos aqui neste mundo, as coisas costumam acontecer na seguinte ordem: PRIMEIRO, descobre-se que tal coisa de fato existe; DEPOIS, tenta-se explicar como ela funciona.

Um grande abraço, Elyson! Fique com deus.