sexta-feira, 10 de abril de 2009

Breve história do Grand Canyon














INTRODUÇÃO:

Adaptado do documentário Maravilhas da Natureza - Discovery Civilization:


O Grand Canyon, considerado uma das sete maravilhas do mundo, consiste de uma enorme garganta no centro do estado norte Americano do Arizona.

Seu vale foi moldado pelo Rio Colorado durante milhares de anos à medida que suas águas percorriam o leito, aprofundando-o ao longo de 446 km.








O Grand Canyon mede aproximadamente 440 km de comprimento e de 200 a 8.000 m de largura. Estende-se desde a cabeceira do rio Paria até os altos penhascos do Grand Wash e constitui, em um de seus trechos, o limite natural entre os estados do Arizona e de Nevada.

Suas escarpas, que por vezes se elevam sobre o rio até uma altura de mil metros, apresentam grande número de pequenos acidentes geográficos, tais como fendas, elevações, morros e formações ruiniformes (com aparência de ruínas).entre 6 e 29 km de largura e atinge profundidades de 1600 metros, o que lhe confere o título de fenda mais prufunda da superfície da Terra.

Cerca de 2 bilhões de anos da história geológica da Terra foram expostos pelo rio, à medida que este e os seus afluentes desgastavam o terreno camada após camada de sedimentos.

No Grand Canyon, o rio Colorado cortou camadas acumuladas da superfície da terra para alcançar o que Norman MacLean apelidou de "o porão do tempo". Podem ser localizadas rochas pré-cambrianas, nas distantes margens dos rios, a dunas de areia fossilizadas com somente um milhão de anos na borda.

Entretanto, muitos criacionistas alegam sua formação por meio das águas do dilúvio, cerca de 4000 anos atrás, no prazo de apenas 1 ano, período em que as águas baixaram.

Fantasias, mitos e crendices à parte, em uma coisa eles acertaram, o Crand Canyon já passou não por um, mas por dois dilúvios, bem como pelo inferno e, certamente não ocorreram há 4 mil anos, como veremos mais adiante.

O texto abaixo é baseado no documentário Maravilhas da Natureza – Grand Canyon – Discovery Science.


HISTÓRIA:
Às margens do Grand Canyon encontram-se as rochas mais velhas da Terra, o que traz pistas do nascimento da América, o qual pode ser considerado traumático.

No coração negro do Grand Canyon, estão expostas as mais antigas rochas da América que datam de aproximadamente 1 bilhão e 250 milhões de anos a 2 bilhões de anos, as quais são denominadas Xistos de Vishnu.

Datadas de 230 milhões de anos, podem ser encontradas rochas calcárias Kaibab nas bordas. Assim, há uma descontinuidade de aproximadamente 1 bilhão de anos entre o estrato que tem em torno de 500 milhões de anos e e o nível mais baixo que tem cerca de 1,5 bilhões de anos. Isso indica que houve um período de erosão dos depósitos entre os dois períodos.

Há 2 bilhões de anos, onde hoje se localiza o Grand Canyon, o território era seco e deserto, desprovido de formas de vida.

Cerca de 1 bilhão de anos (Proterozóico), os continentes estavam reunidos no supercontinente de Rodínea, o qual causara grande impacto no planeta ao bloquear as correntes marinhas, tornando-o uma esfera com uma capa de cerca de 1 Km de gelo e temperaturas em torno de 40 graus Celsius negativos.
Nesta época apenas havia vida microscópica que quase fora extinta devido ao grande cataclismo que se abateu sobre o planeta.

As formações destes supercontinentes seguem um padrão cíclico, conforme a movimentação das placas do planeta sobre o leito de magma nas profundezas da Terra.

Entretanto, há 750 milhões de anos Rodinea se fragmentou em três partes (Proto Laurásia, Proto Gondwana e o Craton do Congo) e o supercontinente deixou de existir. Assim, a terra onde seria a América do Norte passou a se mover para o ocidente.

A partir destes movimentos, a grande massa de terra encontrou uma cadeia de ilhas pelo caminho. Com este encontro, as rochas da grande massa foram empurradas aqueceram-se a elevadas temperaturas e recristalizaram-se, formando o berço do continente Americano.

Foram criadas paisagens de montanhas mais elevadas que o Everest que expostas às intempéries sumiram, tornando-se areia, porém nas rochas do Grand Canyon podem ser encontrados seus vestígios.

Mas, há 650 milhões de anos, estas terras voltaram a unir-se no continente de Panotia, o qual era circundado pelo Oceano Panafricano e pelo Oceano Pantalassico. Tal continente partiu-se durante o Cambriano em quatro pedaços (Laurentia, Báltica, Sibéria e Gondwana).





Laurentia representava o craton da América do Norte e a região onde hoje é o Grand Canyon encontrava-se submersa, o que propiciou muitos depósitos sedimentares.

Com as condições propiciadas pela fragmentação do supercontinente, teve início a explosão cambriana há 550 milhões de anos.

Antes deste período a vida consistia de bactérias, protozoários, algas poríferos, celenterados, e alguns espécimes que lembram vermes e antepassados sem exoesqueleto de artrópodes, sendo conhecida por fauna edicarana que precedera em 20 milhões de anos a explosão cambriana.

Um ponto para entender a exuberância de vida que ocorreu na explosão cambriana pode ter como ponto de partida a produção de oxigênio por algas marinhas (fotossíntese) que permitiu a evolução de seres aeróbicos a partir de criaturas pertencentes à fauna edicarana, bem como pelo excesso de radiação que provocou mutações em autos índices, as quais podem ter propiciado as mudanças morfológicas aleatórias observadas nos fósseis.

Neste período surgiram praticamente todos os filos animais conhecidos, inclusive os precursores dos vertebrados, além de outros que a ciência não consegue classificar, todos eles organismos marinhos.

O registro da existência destes seres é evidenciado através de fósseis encontrados em poucos lugares do mundo, como em Burgess Shale, no Canadá, e na província de Yunnan, na China. Nosso filo, Chordata, estava representado por um invertebrado chamado Pikaia.

Há indícios que os filos Porifera (Martin et al.,1997), Mollusca (Fedonkin & Benjamin,1997), Annelida (Cloud & Glaessner,1982),Cnidaria (Conway Morris,1998) e Arthropoda (Waggoner,1996) são encontrados antes da explosão cambriana.

A Explosão Cambriana não foi um evento único, mas um processo de diversidade que foi mais visível durante um período que durou cerca de 15 a 20 milhões de anos.Fósseis de animais com simetria bilateral aparecem rochas datadas em até 600 milhões de anos (Bojjter,2006,p.63;Valentine, 2000).

Sendo assim, dados moleculares e fósseis sugerem que o ancestral comum dos filos com simetria bilateral deve ter vivido entre 600 e 630 milhões de anos (Myers,2004).O bilaterário mais antigo, o Vernanimalcula, tem múltiplas camadas com cavidades pares chamadas celoma, boca e intestino-a primeira característica é uma novidade morfológica inexistente em 13 dos 32 filos animais; o que empurra também o início da evolução dos filos celomados para essa época.


Como os primeiros multicelulares aparecem há 1,2 bilhões de anos, os primeiros animais são esponjas assimétricas (Bojjter,2006.p.58) e cnidários (animais de simetria radial) aparecem há 650 milhões de anos no registro fóssil (segundo a cronologia de Stearns & Hoekstra no livro Evolução: Uma Introdução) , a ancestralidade de todos os filos está em um período ainda mais distante do Cambriano.

Assim, o processo de diversificação dos primeiros filos animais com simetria bilateral e celoma até os animais do fim da explosão cambriana durou aproximadamente 100 milhões de anos.

Fala-se em centenas de milhões anos, caso nos referirmos a evolução de todos os filos que já apareceram no planeta Terra, uma vez que briozoários e plantas só aparecem depois do Cambriano e os cnidários aparecem antes.

Assim, é falsa a afirmação que é na Explosão Cambriana que aparecem instantaneamente os filos. Mas, ela é o ponto onde se pode distinguir claramente anelídeos de cordados, por exemplo, mas não significa a existência de aparição instantânea dos filos.

Cerca de 85% destas formas de vida se extinguiram ainda no Cambriano, cerca de 490 milhões de anos, e pode ser explicada por uma brusca mudança no clima do planeta (glaciação, efeito estufa provocado por vulcanismo ou queda de asteróide).

Durante o período Permiano, há 250 milhões de anos, as massas de terra do planeta voltaram e se unir e formaram o supercontinente de Pangea, o que provocou nova desertificação.







Durante o período Jurássico, a área onde hoje se localiza o Grand Canyon se elevou dos mares.






Mas durante o Cretáceo (entre 145 e 65 milhões) o centro da América do Norte foi inundado por um mar interior, sendo que a região do Grand Canyon novamente submergiu.






Dessa forma, a partir das duas inundações ocorridas na região do Grand Canyon (durante formação de Laurentia – Cambriano tardio, há 520 milhões de anos e durante o Cretáceo – há 94 milhões de anos com a fragmentação da América do Norte), pode-se verificar em suas camadas briozoários, peixes blindados e dinossauros marinhos.

Estes animais morreram e afundaram no leito marinho, sendo cobertos por sedimentos que os trituraram e os comprimiram, formando calcário.

Há 65 milhões de anos, o mar interior estava recuando. A placa Norte-Americana chocara-se com a placa do Pacífico o que elevou o terreno em 5 Km, formando as Montanhas Rochosas, e retirando o Grand Canyon das profundezas.





Estes fenômenos explicam a presença de fósseis marinhos a 1.800 metros acima do nível do mar.

Com a ida do continente para o oeste e a formação das Montanhas Rochosas, houve uma inclinação do terreno e as águas oriundas destas montanhas formaram o Rio Colorado e seus afluentes, os quais, devido ao declive do terreno passaram a esculpir a garganta do Canyon.




Isso ocorreu em duas fases: a cerca de 17 milhões de anos em sua parte ocidental (havia um rio anterior ao Colorado) e 6 milhões de anos em sua parte oriental.

O volume dos rios em termos de vazão variou ao longo desse período, sem contar sua velocidade e a presença de areia, lodo e cascalho (poderosos abrasivos).

Há indícios de que a o rio Colorado ou seu ancestral mudaram de curso a cerca de 5 milhões de anos, com a abertura do Golfo da Califórnia por forças tectônicas o qual baixou o nível do rio e aumentou seu poder de erosão. À medida que os rios cavaram o vale os sedimentos foram levados para o golfo da Califórnia.

No coração do Canyon há o ciclo de erosão microscópica, uma vez que riachos penetram a rocha e partículas a desgastam. A água dissocia grãos de sta rocha e principalmente o ferro que dá a coloração vermelha ao arenito. Este ferro ao oxidar se espante e auxilia a água na dissociação da rocha.

Há o fato de ocorrerem enchentes relâmpago, a partir de nuvens oriundas do Golfo do México, que se aquecem cerca de 16 graus Celsius sendo estas nuvens elevadas. Estas nuvens são sugadas para as altas terras do deserto, onde se resfriam e ocorre a monção americana (chove 70% do volume de água entre julho e agosto).






No Canyon a terra é abrasada pelo Sol com temperaturas que beiram os 50 graus Celsius.

A combinação terra ressequida e tromba d´água implica em não absorção pelo solo o que culmina em inundação.

A força da água, devido ao declive do Canyon é extrema e as ravinas multiplicam seu poder em 100 vezes o que pode ser traduzido em erosão sob extrema potência. As testemunhas desta força são os penedos do Canyon.

As corredeiras do Grand Canyon, em número de 160, quando da monção americana, possuem uma vazão de 3 bilhões de litros de água por segundo. Devido a presença de um Canyon lateral ficam revoltas.

Assim, quando lançadas contra as rochas arrancam pedaços e estes estreitam o leito do rio aumentando a pressão rio acima o que cria um fenômeno de água expelida em jato (fluxo supercrítico), o que faz com que esta água jorre sobre o penedo criando movimento contrário ao fluxo, cavando um buraco.

Isso representa energia suficiente para iluminar 12 mil casas por dia.

Mas o Grand Canyon não foi esculpido apenas pela tectônica de placas e pelo Rio Colorado e seu ancestral. Há a presença marcante do fogo das erupções vulcânicas, por meio de rochas magmáticas que se projetam do leito do rio.

Mas o vulcão ativo mais próximo está a 320 Km do Canyon, então que explicaria tal ocorrência?

A resposta para tal é devido à presença de um hot spot, que se trata de uma câmara de lava superaquecida.

Há 600 milhões de anos (entre o Pré cambriano e o Cambriano), o magma atravessou cerca de 32 Km de rocha formando uma cadeia de vulcões.




A lava expelida criou piscinas naturais de água (um lago de cerca de 144 km de comprimento). Ao irromperem, cerca de 2 bilhões de toneladas de água desceram o Canyon em algumas horas. Estas rochas no leito do rio são o que sobrou destas piscinas.


A última explosão deste hot spot foi há 1 milhão de anos, a qual depositou cinzas e lava na parte oeste do Canyon. Estas rochas são as mais novas até então. Todavia o hot spot ainda se encontra sob o Grand Canyon, podendo, a qualquer momento, explodir.

Outra força, além do fogo destrói dia a dia o Grand Canyon. É a força do gelo.

O vulto do Canyon, com 1400 m de diferença, entre o cume e a base, gera um diferencial de temperatura de cerca de 16 graus Celsius.

As nuvens vindas do leste e do golfo do México são forçadas a subir onde se resfriam e cobrem o topo do Canyon de gelo.

Nas rochas há a presença de fendas. Ao se liquefazer, com temperaturas mais altas ao longo do dia, esta água penetra as fendas. Ao anoitecer, esta água congela e se expande cerca de 9% em volume o que dá força suficiente para abrir mais e mais esta fenda.

A cada inverno este fenômeno se repete e tem alargado o Canyon, movendo toneladas de rocha.

Outra força, que também tem esculpido o Canyon, comum em áreas de clima seco, é a erosão gerada pelo vento (erosão eólica) que causa a retirada superficial de fragmentos mais finos da rocha.

A deflação ocorre freqüentemente em regiões de campos de dunas com a retirada preferencial de material superficial mais fino (areia, silte), conhecida por deflação, permanecendo, muitas vezes, uma camada de pedregulhos e seixos atapetando a superfície erodida.

Pode ocorrer forte corrosão associada à deflação, esculpindo nas rochas formas ruiniformes e outras feições típicas de desertoregiões desérticas e outras assoladas por fortes ventos.

Em locais de forte e constante deflação podem se formar zonas rebaixadas, em meio a regiões desérticas, e que com as escassas chuvas formam lagos rasos (playa), secos na maior parte do tempo; lama endurecida ou camadas de sal atapetam, muitas vezes essas playas.

Nas regiões áridas é comum o intemperismo físico (desagregação mecânica das rochas), por causa da grande amplitude térmica diária.

O intemperismo físico conduz à desagregação da rocha, sem que haja necessariamente uma alteração química maior dos minerais constituintes. Os principais agentes do intemperismo físico são variação de temperatura, cristalização de sais, congelamento da água, atividades de seres vivos.

- Variação da temperatura: Com o aumento da temperatura os minerais sofrem dilatação, desenvolvendo pressões internas que desagregam os minerais e desenvolvem microfraturas, por onde penetrarão a água, sais e raízes vegetais.

- Cristalização de sais: O sal trazido pela maresia,cristaliza-se nas fraturas, desenvolvendo pressões que ampliam efeito desagregador.

- Atividades biológicas (biomecânicos): as raízes de árvores podem trabalhar como agentes intempéricos. Elas atuam como forma motriz para abrir canais para que outros agentes intempéricos atuem nas rochas e minerais. Há também a "escavação" de insetos em rochas mais fracas.

Desse modo, há muitos agentes que têm colaborado para a formação do Grand Canyon, sendo que eles moldaram a sua história em 2 bilhões de anos.

Portanto esta maravilha da natureza atesta o passado violento de nosso planeta e parte do registro fóssil da evolução da vida.


CONCLUSÃO:

O Grand Canyon é um fantástico registro da história da Terra, pois a cada 30 centímetros de descida encontramos 400 mil anos de história de nosso planeta.

As primeiras rochas terão cerca de 200 milhões de anos apresentando traços de répteis. Mais para baixo, há 400 milhões de anos encontraremos os primeiros peixes, estranhos animais blindados, o que sugere um mar raso e com vida exuberante.

Um bilhão de anos mais cedo encontramos braquiópodes, celenterados espongiários e criaturas parecidas com vermes, o que sugere o leito de um mar lamacento.

Cerca de 1 bilhão e 500 milhões de anos não encontramos nada, pois ocorreu uma descontinuidade causada por erosão. Mas esta fauna era constituída por microorganismos (bactérias, protozoários e algas cianofíceas).

Mais abaixo, há 2 bilhões de anos encontramos rochas sílex córneo (chert) que analisadas sob o microscópio eletrônico nos trouxeram o conhecimento de organismos denominados estromatólitos (organismos extremamente simples).

Todavia, na Austrália foram encontradas rochas com estes organismos datadas de 3 bilhões de anos.

Desse modo, o Grand Canyon não se trata de uma reminiscência do dilúvio bíblico conforme apregoam, sem embasamento algum os criacionistas e partidários do DI.





Mas é uma reminiscência de dois principais dilúvios meramente naturais (um com a formação de Laurentia e outro devido ao mar interior formado durante o Cretáceo), e de outros 6 dilúvios ao longo de sua história. Também, é remanescente do inferno na Terra, criado por colisões entre placas continentais e pelo vulcanismo. Há ainda ação da força do gelo, das chuvas (monção americana), do Sol escaldante, dos ventos e do intemperismo físico.

As forças criadoras do Canyon ainda o estão moldando e este voltará a ser a planície que era há 80 milhões de anos, período anterior ao nascimento das Montanhas Rochosas.

O Grand Canyon é fruto da contínua violência geológica da formação de nosso planeta. Até que ocorra Pangea Última, muitas transformações o aguardam.

Para o geólogo Chris Scotese, da Universidade do Texas, que estuda o assunto há 20 anos, em 100 milhões de anos, o leito do Atlântico começará a penetrar o subsolo das Américas. O oceano vai diminuir até quase desaparecer.
O mundo vai virar uma nova Pangea. A Pangea Ultima, diz ele.


Provavelmente nossa espécie não estará mais aqui para ver este espetáculo.

18 comentários:

Bruno Guerreiro de Moraes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bruno Guerreiro de Moraes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Elyson Scafati disse...

Bruno vc é tão pequeno que me espanta. Chega a ser patético, digno de piedade!!!

Sua aura deve ser negra de tão poluída pelos maus sentimentos humanos.

Se meu blog o desagrada, não o acesse.

Falácias ad hominiem não lhe trarão razão alguma, mas somente mostram a sua incapacidade em aceitar divergências, bem como colocam em dúvida siua capacidade argumentativa.

Será que eu o incomodei tanto assim?
Fico feliz com isso, afinal estou conversando com um ser humano, com todas as suas limitações, qualidades e defeitos.


Para entender biologia, física e química, aconselho que busque uma escola e a verdade vos libertará das trevas da ignorância, da intolerância e do misticismo.

Tente estudar mais filosofia, principalmente a grega para entender a relação ciência, teologia e retórica (pelo seu comportamento, vc não é um filósofo - amigo do saber -, mas um cego).

Eu preciso de um hospício por escrever trabalhos científicos, que, aliás, apenas divulgo os estudos realizados. E vc precisa de quê?

Talvez um prato de luz lilás o torne menos agressivo e intolerante. E um pouco de luz verde o torne mais sábio e mais educado.

Seu problema se denomina falta de educação associada a um transtorno mental de poder.

Gosta de ser o centro das atenções, não admite que divirjam de vc, se ofende quando alguém aventa a hipótese de vc estar errado, demonstra uma fachada de poder e de capacidade de decissão, mas não passa de um bobo, fraco e desorientado.

Vc possui uma falsa percepção das coisas e cria aquilo que o faz se sentir poderoso de modo a mitigar sua fraqueza frente a sociedade. Segundo Jung, vc esconde sua sombra, por meio de sua persona.

Mas parece que comigo sua sombra apareceu.

Mas, vamos ao que interessa:

A fim de que algo possa ser refutado, no que concerne à metodologia científica, há a necessidade de evidências plausíveis.

O que é apresentado pelo Instituto Discovery são argumentos meramente retóricos.

Todavia há toneladas de erros do ponto de vista científico, falácias e sofismas em tais argumentos, ou seja são argumentos para as pessoas sem formação na área científica.

Para mim, tanto faz se Darwin está certo ou errado, se Einstein, Penzias e Wilson ou Guth estavam certos acerca do que pesquisaram.

O que me importa são evidências concretas.

Se amanhã aparecer algo concreto e confirmado por cientistas sérios e não pelos paus mandados da Fundação Templeton (recanto dos fundamentalistas cristãos), que é quem patrocina o Instituto Discovery não vejo problema algum em mudar meu posicionamento.


Cientistas não tem medo de errar. Erros nos ensinam caminhos.

Temos muito medo de dogmas, pois estes nos levam a ignorância, a intolerância e ao fanatismo.

Mas e religiosos? Por que criam dogmas a fim de sustentarem suas crenças?
Isso é útil para gerar o insondável pelo homem, ou seja, estanca as perguntas e cria a mística da crença. Isso mantêm os privilégios das classes sacerdotais e das classes dos governantes.

"Por que" é uma pergunta abominada por religiosos, mas adorada por cientistas. Daí lidarmos com o zetético.


Quanto a mim, saiba que fui um cientista da USP de 1994 (quando encerrei meu curso de física) a 2003. Estive em Berkeley (California) de 1996 a 1998, como estudante de pós (extensão de mestrado em física).

Antes disso, de meus 8 aos 18 anos, iniciei o Rabinato (deveria estudar até os 28 mas felizmente não era minha vocação).

Além de rabinos, conheci muitos lideres religiosos entre padres, pastores, imãs, sacerdotes budistas, indianos, espíritas, xintoístas, quimbandistas, indígenas, mestres maçons, rosa cruzes, etc.

Com eles, aprendi a conhecer a natureza humana e eles me desmestificaram as questões da vida, me ensinaram as fraquezas e fortalezas do ser humano e como entender as carências psicológicas de um indivíduo e auxiliálos em suas dores físicas e mentais.

Esta é a função de um religioso, confortar as pessoas de seus sofrimentos e dores, atacar a carência do indivíduo e suprí-la com uma palavra amiga, de coragem e de força.

Não é função da religião dizer como o mundo foi feito, mas de amenizar suas adversidades e dar um fio de esperança àqueles que sofrem.

Esta tarefa tem sido esquecida por religiosos fundamentalistas que dão as costas para a ciência e promovem um debate inútil que apenas ridiculariza a religião.

Ainda, tanto estes quanto vc têm muito que aprender.

Como cientista, procurei desenvolver projetos para ajudar paraplégicos e tetraplégicos por meio de robótica e biomecânica, daí meus conhecimentos em TE, pois tive de estudar biologia para poder ajudar as pessoas.

Quando escrevo em meu blog, estou amparado por colegas da área, pois muitos temas não sou competente para discutir.

Ao me chamar de ridículo, está dando essa denominação não apenas a mim, mas a professores da USP, UFRJ, UFSC, UFBA, IME, ITA, entre outras universidades.

Assim, antes de tecer comentários infundados e dizer impropérios, simplesmente pense antes de fazê-lo.

Saiba antes a quem pretende se dirigir.

Em vez de partir para a falácia ad hominiem, argumente, traga evidências baseadas em trabalhos científicos, não em "achismos" e má retórica.

Seja mais educado e mais lúcido, pois para alguém que se julga e se auto-intitula tanta coisa, vc é um nada em sua ignorância.
Como dizem os maçons, está perdido nas trevas do misticismo.

Vc se perde em seus devaneios e em sua ignorância, os quais são o combustível de sua intolerância.

Xingamentos não vão torná-lo mais ou menos sábio que eu. Também não farão com que a natureza se adapte àquilo que vc desejaria que fosse e nem lhe trarão razão alguma.

Simplesmente o tornam inferior, incapaz de argumentar com lógica, lucidez e bom senso. O tornam um fundamentalista xiita como me denominou.

Olhe para dentro de si e veja que o xiita é vc. É tão intolerante que sua resposta foi apagar o que escrevi, por medo de minar sua pseudoforça.

Não foi capaz de argumentar, como todo fundamentalista arraigado a crenças dogmáticas.

Pena!!!! Poderiamos ter um excelente debate mas vc se julga o dono da verdade e faz ataques pessoais àqueles que o colocam contra a parede.

Na verdade, vc tem muito que aprender sobre a natureza humana e suas carências, mas antes tem de se encontrar com seu eu e solucionar seus problemas e crises internas.

Esvazie seu copo e o encha novamente com coisas boas como: bons pensamentos, conhecimento saudável, ética, benevolência, caridade, em fim bons sentimentos.

Pouco importa se existem ou não deuses, alma, espíritos, fadas, gnomos, coelhinho da páscoa, papai noel, demônios, criador inteligente, etc.

Pense como Buda. Não interessa do que a flecha é feita, quem a lançou, que velocidade tinha, de onde veio, etc. Livre a si e as pessoas da dor e do sofrimento, arrancando-a de seu corpo.

Há muito de útil no conhecimento que vc pensa ter adquirido no que se refere à filosofia zen-budista, indiana, tibetana, grega e cristã.

Se bem usados, nos fazem olhar nossas falhas e reformar nosso caráter, mas, se mal usados, nos levam a falsas percepções do real e nos lançam em um poço de ignorância, mentiras, intolerância e fanatismo.

Este é o último post que deixo para vc refletir.

Pode escrever o quanto quiser em meu blog, pode me xingar à vontade. Será sempre bem vindo. Tudo o que postar ficará lá para que eventuais pessoas que acessarem meu blog vejam quem realmente vc é (revelou a sua sombra) e quanta ignorância, ódio e fundamentalismo ainda existem nesse mundo e dentro de vc.


Um abraço

Elyson Scafati disse...

Aliás Bruno

Por acaso vc sabe quem foram os sofistas?

Por que acha que professo uma religião?

Quanto a Dawkins, Sagan, Darwin e outros, não acendo velas, nem oro para eles. Pouco me inporta se estão certo ou errados em seus estudos. Simplesmente se algo algum dia confirmar qualquer matéria científica que para mim está confirmada, mudarei minha posição sem titubear.

Isso tudo descaracteriza sua afirmação deles serem meus deuses e que professo uma religião.

Dawkins é um divulgador da ciência contra a intromissão da mística da religião como resposta à origem da vida e das espécies. Este terreno não pertence a crenças arraigadas, mas cabe a ciência responder essa questão.

Ele é um biólogo reconhecido mundialmente por seu trabalho e divulgação científica séria, não pela sua pessoa, como uns e outros no criacionismo e no criacionismo reformado o DI.

Sagan foi um grande divulgador da ciência também, que trouxe uma luz para o conhecimento da astrofísica, além de avançar em biologia.

Darwin foi um sujeito brilhante pois pensou tarefa que pessoas como vc são incapazes de realizar.

Conseguiu desvendar o que é a biologia. A alegação que faz acerca de que a TE foi "provada" falsa é uma grande bobagem. Argumentos retóricos não provam nada.

Até então, vc apenas me atacou pessoalmente. Não argumentou nada.

Para mimvc é um grande falastrão.

Aurelio disse...

Caro colega:
Parabéns pelo Blog:
Vou menciona-lo no meu.
Eu tenho também um blog de ceticismo e ciências:
www.pesquisapsi.com/linhacetica
veja o historico de artigos, acho que vai gostar.
abraços

MIGUEL disse...

Elyson, estou "estreando" agora no seu blog. Também me interesso muito pelo debate das relações ciência/religião DE FORMA SAUDÁVEL, INTELIGENTE E NÃO DOGMÁTICA. Mas, verdade seja dita, não é fácil conseguir um debate civilizado e inteligente com quem defende dogmas absurdos e "verdades" absolutas. Costumo dizer que tenho um pé no agnosticismo/ceticismo e outro no espiritualismo não dogmático. Pode parecer estranho, mas o que quero dizer com isso é que se não posso provar que Deus ou espíritos existem, o contrário também é verdade. Ou seja, não posso provar que NÃO existem. E, como você disse muito bem, o verdadeiro cientista não tem medo de errar, de rever suas interpretações etc. Só tenho uma pequena queixa a fazer: evite usar a palavra "xiita"
de forma tão depreciativa. Isto também não é inteligente, elegante e científico. OK?!?

Elyson Scafati disse...

Fazer o que, Miguel, apenas me defendi de acusações e falácias feitas pelo Sr. Bruno, que, como pode perceber, não argumentou nada, apenas me xingou e projetou sua imagem em mim.

É ele quem invoca o termo xiita em primeira mão.

Miguel disse...

Certo, Elyson, aliás eu digo isso porque eu mesmo já usei várias vezes essa palavra com sentido pejorativo. Mas, depois de pensar (como parece ser difícil para tanta gente PENSAR!) melhor, cheguei à óbvia conclusão que nem todo muçulmano (xiita ou sunita) é fanático e que nem todo fanático é muçulmano. Infelizmente, o fanatismo religioso está longe de ser exclusividade desse ou daquele grupo. Está "democraticamente" distribuido em grande parte do planeta. Enfim, façamos a nossa parte, tentando jogar um pouquinho de luz em toda essa escuridão. Abraços solidários.

Gabriel -> ciencia vs. religiao? só a ciencia tem provas! disse...

Ciencia x Religiao

Acredito na ciencia, na formação da terra baseada num grande choque entre dois planetas e na atuação da lava e placas tequitonicas.

Muito bom o que voce apresentou ai, mas acho muito grande, materiais de ciencia tornam-se chatos e cansativos se nao forem bem aoresentados e bem resumidos,isso tudo eu já sabia pelo Discovery;

QUEM NAO ACREDITA NISSO ACREDITA EM QUE?

Religiao? o que diz a religiao?
Que a fé do 'universo' criou o planeta?
ahh faça-me o favor, religiao quer mais é entender de tudo e acaba ficando ridiculo. As provas estão ai, os estudos sao verdadeiros,

não vejo porque nao acreditar.

Achei muito grande, se resumisse mais ficaria 100%, mandei minha dica aew flw ;D

Elyson Scafati disse...

Gabriel o que coloco aqui não se trata de mera notícia resumida.

Tento aprofundar os estudos de modo a tornar-los claros, daí não poder ficar na superficialidade.

Em ciência uma coisa puxa a outra, assim muitas vezes faço digressões ao longo dos textos.

É difícil escrever sobre determinados temas, pois exigem pesquisa em livros.

Muitos de meus colaboradores são professores universitários e assim respeito o que escrevem sem cortar suas explicações, uma vez que há temas os quais não possuo a devida competência para tratar sobre eles.

Meu mundo é física, daí não sou competente para tratar de geologia ou biologia evolutiva, tarefa que deixo para meus colaboradores.


Minha meta é desmestificar a ciência e impedir que a religião se imiscua nas escolas como resposta alternativa aos limites que, por enquanto, temos dentro da ciência com o fito de fazer proselitismo.

Augusto disse...

Elyson, tenho algumas duvidas a respeito das colunas geológicas e, pesquisando sobre o asunto encontrei o site abaixo com afirmações do Dr. Walt que afirma que quase todas as camadas sedimentarias foram depositadas rapidamente.

http://www.discovery.pt/PDiscovery_Geologia.pdf

Elyson Scafati disse...

Aliás eu sei quem é vc sr. anônimo. Mais uma vez Sr. Bruno Guerreiro:

Vá procurar um médico para tratar a sua doença, pois vc já deu no saco, camarada.

Ou então, entre debaixo de uma máquina de raio x e fique lá se alimentando por uns 3 dias. Quem sabe ai vc hiberna para sempre.

SILFISIO disse...

oi Elyson scafati eu não concordo com seu ponto de vista relacionado ao grand canyon a a visão evolucionista da coluna geologica apresentada, claro que temos que ter embasamento cientifico mais começo te perguntando qual é a velocidade da evolução ? Assim como Samuel bowring do Massachusetts Inatitute oF Techonology alguns dos evolucionista dizem que o periodo da explosão cambriana aconteceram no periodo de 5 á 20 millhões de anos vou passar meu ponto de vista criacionista e explicar depois em outro comentario o por que de não concorda com a teoria da "evolução rapida ou novas brotações de especies " O "avanço" da vida observado ao se ascender na coluna geológica tem sido explicado de várias maneiras consistentes com o modelo bíblico de uma criação recente. O dilúvio bíblico universal é crucial para essas explicações, como evento causador da deposição da maior parte das camadas do fanerozóico. As explicações incluem:

1.
Durante o Dilúvio, os animais de maior porte e mais desenvolvidos puderam fugir para níveis mais elevados. Isso pode explicar algumas seqüências de avançamento que constatamos em animais fósseis, mas é muito improvável que possa explicar toda a coluna geológica. Por outro lado, seria de esperar que organismos excepcionais, como as baleias, pudessem escapar.
2.
Algumas experiências mostram que as carcaças de formas "mais avançadas", como mamíferos e pássaros, flutuam durante semanas, enquanto as de animais "menos avançados", como répteis, flutuam durante período menor, e as de anfíbios mais simples, somente durante dias (5). Esses períodos de tempo harmonizam-se com os eventos que ocorreram no Dilúvio, e isso pode ser um significativo fator contribuinte.
3.
A explicação mais abrangente é a Teoria do Zoneamento Ecológico (6), modelo que propõe a disposição dos organismos anteriores ao dilúvio (Figura 3) como responsável pela sua distribuição na coluna geológica. Os organismos que viviam nas regiões de menor altitude do mundo pré-diluviano representam a parte inferior da coluna geológica, e os que viviam nas regiões de maior altitude, o topo da coluna.

O mecanismo sugerido para a Teoria do Zoneamento Ecológico é o rompimento da superfície da Terra e a ascensão gradual das águas do dilúvio, seguidos da destruição dos vários ambientes pré-diluvianos à medida que iam sendo erodidos pelas ondas. As águas provocariam erosão e transportariam sedimentos e organismos, primeiramente das áreas de menor altitude, depositando-os em regiões mais baixas ainda (bacias sedimentares). Gradualmente, então, as áreas cada vez mais elevadas seriam erodidas e depositadas ordenadamente em grandes bacias sedimentares, nas quais se formaria uma coluna geológica local. O processo teria sido suficientemente calmo para que as camadas depositadas não fossem significativamente perturbadas e permanecessem ordenadas como hoje as vemos.

Elyson Scafati disse...

Silfisio. A explosão cambriana é um mistério que aos poucos está sendo revelado.

A velocidade da evolução é a mesma das alterações do ambiente. Ou seja, se ele não muda, as vantagens não são significativas para alterar uma espécie, pois todos ficam vivos e se reproduzem sem problemas.

Mas imagine eventos como meteoro dos dinossauros, a armadilha siberiana, a terra bola de neve e seu descongelamento e a oxigenação da atmosfera e mesmo o que estamos fazendo com o planeta atualmente...

Essa história dos animais é uma tremenda furada, pois o que poderíamos esperar é uma coluna gradual na tal fuga empreendida. Isto não ocorre.

Certamente um raptor teria maior velocidade que um mamute ou um megatérium e insetos e repteis voadores poderiam se mandar mais rapidamente para o alto que um gliptpdonte ou um brontossauro.

Não é isso que ocorre.

Que dirá de animais marinhos pré cambrianos e cambrianos, peixes ( tubarões primitivos, o dinitídeo, o megalodonte), répteis (tilossauros e elasmossauros) e mamíferos aquáticos (basilossauros). Por que foram extintos se eram aquáticos e outras espécies teriam sobrevivido?

Isso não faz sentido...

A coluna geológica demonstra que há uma graduação sim, mas jamais encontraremos um raptor no mesmo estrato que um mamífero ou um trilobita.

O ponto de vista criacionista é completamente equivocado. Eu diria que é uma forçação de barra em prol de sustentar a ideologia de crentes fundamentalistas que possuem uma compreensão tosca a respeito da bíblia.

Debaixo da terra tem muita água sim, o suficiente para cobrir o Everest. Mas isso se dá devido ao movimento das placas tectônicas. Esta água está a uns 400 C e a uma pressão monstruosa que nem sei te dizer quanto. assim é líquida.

Se houvesse uma saáda desta água, segundo a maluquice da teoria das hidroplacas, ela cozinharia o planeta (não sei se já viu um Geiser, não dá para chegar perto de tão quente!!!

Antes da água atingir uma altura de uns 5 Km ela se congelaria e assim o glorioso Noé precisaria de uma "arca quebra gelo".

Bem, um conselho, para vc ser um crente, não precisa forçar a barra por meio da mentira. Basta crêr e pronto.

Criacionistas são contumazes violadores do nono mandamento, pois não dizer falso testemunho quer dizer não mentir, não omitir e não ludibriar.

Elyson Scafati disse...

Dawkins esclarece os furos desta teoria em O grande espetáculo da Terra,pgs. 93 a 104.

É aqui que faço alusão ao decréscimo estatístico que poderia ocorrer entre as espécies citadas. Jamais encotraremos mamíferos em estratos do devoniano ou um trilobita ou anomalocaris em estratos mezozóicos ou cenozóicos.

Como não encontraremso dinossauros, exceto aves em estratos superiores aos do cretáceo.

Isso é uma predição que apóia a teoria evolutiva, a qual foi em buscas de respostas na geologia. Para azar dos criacionistas em geral, nada melhor que o Grand Canyon para mostrar boa parte desta história.

Essa enrolação criacionista é extraída do site:
http://homepage.ntlworld.com/malcolmbowden/evol.htm

Onde podemos perceber um amontoado de tolices escritas por fundamentalistas. Porém a criatura é especialista em distorcer, mentir, omitir e enrolar, sem trazer qq evidência que apóie suas mirabolâncias.

A técnica criacionista é puramente erística. Veja como funciona:

Arruma-se um monte de supostas evidências contra a TE. Argumenta-se mostrando que a TE é falsa. Logo, o criacionismo está automaticamente validado, sem precisar de qq evidência que o respalde.

Infelizmente, muita gente cai nessa. É o que denomino de técnica BCO - Boa para Crente Otário.

Leia a linguagem de Deus de Francis Collins, um cientista de verdade que não se deixa contaminar por suas crenças e, extremamente malhado por criacionistas e sua vertente requentada o DI.

Elyson Scafati disse...

Augusto

É claro que há lugares onde as camadas de terra se depositam do dia para a noite.

O exemplo clássico disso são as enchetes que ocorrem no Brasil todo o mês de janeiro. Temos também a deposição de pumice, lahar e os rios de lava que se fazem tb do dia para a noite.

Todavia, em lugares como fundos de mares e lagos esse deposito pode ser lento e gradual.

Steno não errou de forma alguma, mas Walt Brown mente se passando por ignorante, afinal tem de defender sua ideologia falida (o fundamentalismo cristão).

Steno não errou pelo simples motivo de que com movimentos orogênicos, o que era uma camada mais antiga pode ser dobrada e ficar acima da camada mais nova ou se dispor das formas mais malucas que vc imaginar.

Porém, nada disso implica que houve um dilúvio de 40 dias e 40 noites.

ver meus comentários aqui:

http://criacionistaconsciente.blogspot.com/2010/11/serie-criacionismo-longas-eras.html

bem qq dúvida contate.

Anônimo disse...

Bem, mas ha um problema:por que as paredes do Canyon são muito ingrimes? Se ele tivesse milhões de anos, então suas paredes já estariam arredondadas por causa da erosão do vento e da chuva.

Elyson Scafati disse...

Anônimo, paredes não se arredondam. O que se arredonda com a erosão por água de chuva carregando o solo, são cumes de montanhas. Paredes podem se arrebentar, como ocorrecom as do Grand Canyon, por conta da erosão pelo gelo.

Podem até mesmo formar escarpas que fazem ângulos retos ou obitusos com a base da montanha.

Sem esquecer que o Grand Canyon é feito de rocha, em sua maioria, de arenito, que conta toda a sua história de mais de 2 bilhões de anos.

Um dia ele irá acabar e se tornar um areão, assim como os Alpes irão sumir.