domingo, 14 de setembro de 2008

DESRESPEITO A DIREITOS E AS MALUQUICES RELIGIOSAS




















Espanta-me este debate continuar de forma a quererem introduzir a crença religiosa disfarçada como aulas de ciências ou visões alternativas de origem do mundo ou das espécies. Desta vez o besteiror tem origem britânica e .... para variar, parte de um cristão, pertencente ao ramo anglicano. Vejamos o que diz a reportagem (texto em preto meus comentários em vermelho):

Cientista propõe ensino do criacionismo em escolas


A proposta de um diretor da Royal Society, prestigiada instituição científica britânica à qual um dia pertenceu Charles Darwin, de incluir o criacionismo nas aulas de ciências nas escolas britânicas foi fortemente criticada por colegas.

Por parte de seus colegas a atitude é sensata e correta. Aliás resta-me uma dúvida: qual marca de criacionismo nosso "cientista" pretenderia instituir como aula de ciência?

Deduzo que pela sua formação religiosa, seria o criacionismo pautado na bíblia, o que certamente viria a violar direitos de budistas, indianos, wiccas e, mesmo de muçulmanos ou judeus, entre outras religiões que existem no Reino Unido.

Há que se saber que pela atitude corriquira assumida por cristãos o objetivo de todo esse empenho se trata de mero proselitismo religioso e sustentação de uma crença como sendo algop lógico, o que não faz o menor sentido.




Em uma intervenção no Festival da Ciência, celebrado em Liverpool, o diretor de educação da Royal Society, Michael Reiss, defendeu ser contraproducente banir das aulas todas as teorias alternativas para a origem a vida e do universo, só porque não têm base científica. Reiss, que, além de biólogo, é sacerdote da Igreja Anglicana, afirmou que com essa exclusão somente se consegue que muitas crianças, vindas de famílias religiosas, se distanciem da ciência.

O Sr. Reiss se esquece que teorias alternativas devem apresentar ao menos evidências de modo a poderem ser consideradas como teorias; erro crasso para uma pessoa ligada às ciências. No máximo criacionismo é uma mera hipótese não fundada em ciência mas em teologia.

É interessante a conclusão do Sr. Reiss, no que se refere à exclusão de supostas "teorias alternativas" afastarem crianças oriundas de famílias religiosas da ciência. Aqui pode-se perceber como é forte o fundamento ideológico de uma crença religiosa.

Provavelmente não são as crianças que se afastam das ciências, mas seus pais que fazem isso por elas. Ao existir algo que faça as crianças pensarem de forma crítica em relação à ideologia religiosa abraçada por seus pais, essa forma de pensamento deve ser banida, suprimida e destruída, postura bem típica das religiões fundamentalistas.

Isso também é alimentado por sacerdotes, uma vez que crianças são fiéis em potencial o que representa mais fundos para a igreja e a conseqüente manutenção de privilégios de seus "guias espirituais".

Basta lembrarmos de algo simples ocorrido na história: a revolução monoteísta de Akenaton. Simplesmente, com sua morte o sacerdote Ai tornou-se regente de Tut Ank Amon e mais tarde se tornou faraó.

Apagou os registros tanto de Akenaton como de Tut e restaurou a antiga ordem politeísta, mantendo o privilégio da classe sacerdotal.

Resta-mo noentanto uma pergunta: caso o criacionismo ensinado fosse aquele com base na crença hindu ou budista, será que nossas "crianças religiosas" também não se distanciariam do ensino pseudocientífico oopppsss!!! científico alternativo?

Reiss explicou que ele mesmo havia explicado o evolucionismo nas aulas até que compreendeu que "simplesmente esmagar" os alunos com a teoria da evolução não funcionava, em alguns casos. "Me contentaria, agora, simplesmente se as crianças vissem o evolucionismo como uma forma a mais de compreender o universo", disse.

Teoria da evolução não esmaga ninguém, uma vez que tudo dentro dela é passível de contestação e de desenvolvimento de novas teorias, desde que haja evidências que as favoreçam.

E quanto a implantar um criacionismo em moldes cristãos??? Isso não seria esmagar a crença e a fé de outras pessoas?


Ou mesmo querer esmagar o conhecimento científico e deixá-lo aos desígnios da igreja decidir o que deve e o que não deve ser ensinado?

A atitude do Sr. Reiss, além de insensata, é desrespeitosa com alunos pertencentes a outros credos, bem como com a qualidade do ensino ministrado pelas escolas britâ
nicas.


As palavras de Reiss tiveram uma resposta imediata por parte dos membros da comunidade científica. "O criacionismo se baseia na fé e não tem nada a ver com a ciência [e o darwinismo, que se baseia, em última instância, o naturalismo filosófico?], por isso não tem espaço nas aulas de ciência", disse Lewis Wolpert, biólogo da University College, de Londres.


Sim criacionismo tem sua base na fé e, reralmente nada tem a ver com ciências.

Primeiro porque é explicado por meio de seres divinos; segundo , porque não possui qualquer evidência plausível que o apóie e que o respalde como teoria científica e, terceiro, porque encerra valores religiosos, o que viola direitos de pessoas que não professam o mesmo credo da doutrina ensinada.




O naturalismo filosófico zetético é a linguagem da ciência, não o dogmatismo religioso onde se chega ao ponto estanque (os deuses, espíritos, gênios, entre outros seres míticos).

Por sua parte, John Fry, físico da Universidade de Liverpool, afirmou que as aulas de ciências "não são o lugar apropriado para discutir o criacionismo, que é uma teoria que se opõe a qualquer demonstração científica." [Isso é um absurdo!]

John Fry está coberto de razão. Seria um absurdo levar o criacionismo para as salas de aula. Realmente, as marolas metafísicas criacionistas, por mais que a ciência confirme fatos colhidos na natureza (sim fatos, pois se não o fossem não se confirmariam a fim de respaldar a formação de qualquer teoria), existe forte oposição por parte de religiosos que, a todo custo, querem manter intacta sua ideologia.

Será que algum religioso já pensou em questionar todas as abordagens irracionais existentes em livros sagrados ou histórias passadas de geração a geração? Será que já tiveram a curiosidade em analisar de forma crítica todas as abordagens míticas que dão azo a todo esse debate religião X ciência? Será que já pensaram em analisar criticamente o conceito de deus e todo o dogmatismo que se encerra nessa questão?

A resposta é clara: NÃO, POIS DEUS NÃO SE CONTESTA, TEM DE SER ACEITO E PONTO!!!!

Assim, o que há de científico no criacionismo?

Resposta: simplesmente nada.


Logo, o absurdo se encontra e entender como absurdo não permitir que a crença e o arcabouço ideológico de uma religião se imiscua nas ciências, contaminando-as com mitos e censurando o avanço do conhecimento.

Certamente isso culminaria na percepção de que livros antigos não se tratam de compêndios científicos, mas de mera alegoria para se explicar o que á época de suas confecções não se possuia a mínima idéia.





As histórias religiosas, ao longo da evolução do conhecimento humano, foram úteis á época de sua criação como forma de explicar o mundo, mas hoje, não podem ser entendidis como verdades absolutas, mas apenas como histórias e contos do passado.


De acordo com as diretrizes de educação fixadas pelo governo, o criacionismo não deve ser discutido em aulas de ciência, mas de religião. [O problema é que nem lá ele é.]

Exatamente, cada qual em sua crença e cada qual com seu criacionismo. Caso não seja discutido nem nas crenças religiosas, há que se pensar.

Creio que alguns religiosos possuem sensatez suficiente para deixar essas marolas de lado e se aterem à formação do indivíduo para a vida em sociedade, a qual seria uma forma útil da religião ser ensinada.

É interessante que a religião deixe a ciência para os cientistas e se atenha aos valores de sua crença a fim de formar seus seguidores, ensinando-lhes o amor, a igualdade, o significado da paz, a boa educação e o auxílio ao próximo, que em tese deveria ser sua função, ao invés de se preocupar se Darwin estava certo ou errado.



(O Estado de S. Paulo)

Nota: É o velho preconceito e a mesma blindagem de Darwin. Nada de criticar e discutir. Só engolir o modelo vigente.[MB]

Não se trata de preconceitos ou blindagens, mas de saber distinguir uma coisa da outra. A natureza do pensamento científico difere em muito daquela do pensamento religioso.

A nota apresenta um grande equívoco, pois constantemente a teoria da evolução é analisada e criticada, com pontos ora desconfirmados e rechaçados e ora confirmados.

Seria interessante que a nota se aplicasse não ao proposto pela Teoria da Evolução, a qual apresenta evidências a seu favor, mas ao modelo criacionista, que é o único que não aceita críticas em sua base (Deus) .



Este e não aquela representam o mundo do "OBEDECER SEMPRE, CONTESTAR JAMAIS", que pode ser traduzido em "ENGULA O CRISTIANISMO E CALE A BOCA".



CONCLUSÃO:

A fim de que o cristianismo faça sentido, no que se refere ao plano da salvação e ao retorno do messias, é necessário que toda a história descrita em Gênesis seja real, uma vez que o pecado da humanidade cometido por Adão e Eva é a causa da redenção pelo messias.

Caso Gênesis seja uma farsa (que o é) o plano da salvação, bem como toda a promessa do cristianismo vão por água abaixo, uma vez que não haveria criação do mundo por Deus e tão pouco haveria o pecado.

Analisando-se o fundamento do DI e do criacionismo, naquele um ser superior e neste o Deus bíblico foram os responsáveis por criarem o mundo e as espécies aqui existentes.

É sabido que no universo lá fora reina o caos e que, dentre os membros de uma espécie há aqueles que são mais fracos ou que nascem defeituosos e morrem ou há animais que são a base e outros estão no topo da cadeia alimentar.

Por que o desenhista inteligente ou o tal criador teria sido tão cruel ao definir a natureza e o universo como eles são? A resposta se encerra no pecado humano e, por trás diso surge toda a questão bíblica voltada à redenção por meio do cristianismo.


Sendo a TE, o Big Bang e a Teoria da Origem da Vida formas naturais de se explicar o universo e o nosso mundo excluíndo a presença de deuses, mais especificamente do deus bíblico, atentam diretamente contra o fundamento das três religiões monoteístas, uma vez que a questão do pecado deixa de existir.

Assim o fundamento da redenção por um messias perde o sentido e, portanto, perdem o sentido as três religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islã).

Isso não é conveniente, uma vez que por trás dessas crenças, há muito dinheiro envolvido. Logo, tudo que atente contra as "verdades" dessas crenças deve ser banido do mundo a qualquer preço.

Daí a razão de, principlmente cristãos, ramo onde é patente o surgimento de seitas que literalmente assaltam seus fiéis em nome de Deus, se empenharem tanto em fazer com que o criacionismo e conseqüentemente o cristianismo sejam empurrado goela abaixo dos estudantes.

É de se espantar que a tática se direciona principalmente a jovens, pois são presas fáceis de má retórica e raciocínios falhos apresentados por religiosos e, assim, são mais fáceis de serem convertidos.

Dessa forma, não há que se permitir que a religião seja travestida como ciência e invada as escolas de forma a ampliar a rede proselitista cristã.

É engraçado como cristãos falam em liberdade de expressão ao se manifestarem contra as três teorias acima apresentadas, mas se esquecem de olhar para o que tem feito ao tentarem impor os mitos de sua crença acima da ciência e das demais crenças religiosas.

Ciências não se tratam de uma marcha de protestos a favor da liberdade de pensamento, uma vez que não são ideologias sustentadas por valores.

Ciências se baseiam em evidências que são fatos observados na natureza e não em valores incontestáveis forjados ao longo de gerações.


O mundo da ciência é diferente daquele da crença. A escola é onde se aprende o conhecimento científico e onde se prepara o indivíduo para a vida em sociedade, por meio de respeito às normas.

A igreja é onde se aprende a religião e os valores respectivos a cada povo.

Desse modo, caberia aos adeptos do criacionismo entenderem a diferença entre o mundo da crença ideológico-religiosa e o mundo da ciência onde as crenças se pautam pelas evidências colhidas na natureza.











segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Asas e Seleção Natural





















Mais uma vez, a má retórica acompanhada de perguntas indutivas atacam a ciência em prol da pseudociência, a fim de levar a uma falsa idéia a respeito de teorias científicas, com o fito de propagar o proselitismo cristão.

aqui

Vejamos o texto (em preto e seus comentários em verde e os meus comentários em vermelho):

Você já reparou como certas capacidades e funções estão presentes em animais bastante distintos e que não tem, numa linguagem darwinista, “parentesco evolutivo”? Como explicar a evolução distinta de funções tão complexas? Um “milagre” duplo?

Exemplo disso são os morcegos que recorrem às mesmas técnicas aerodinâmicas dos insetos para se manter no ar durante vôos lentos ou estacionários.


De início a frase e seus respectivos questionamentos se tratam de uma armadilha retórica a fim de provocar dúvidas no leitor leigo.

Todavia, os questionamentos soam infantis, bem típicos do rol criacionista e do rol de seu correlato o DI.

A indicação de um parentesco evolutivo não diz respeito apenas a morfologia do organismo , mas a esta e ao pool gernético das espécies.

Obviamente que morcegos, aves e insetos alados estão distantes na escala evolutiva, embora se valham de mesmo meio a fim de poderem voar e se sustentar no ar.

A este tipo de semelhança, sem que haja parentesco próximo denomina-se evolução convergente todavia, há que se esclarecer os conceitos de homologia e de analogia:

A homologia se refere a mesma origem embriológica de estruturas de diferentes organismos, sendo que essas estruturas podem ter ou não a mesma função. As estruturas homólogas sugerem ancestralidade comum.

A analogia refere-se à semelhança morfológica entre estruturas, em função de adaptação à execução da mesma função.

As asas dos insetos e das aves são estruturas diferentes quanto à origem embriológica, mas ambas estão adaptadas à execução de uma mesma função: o vôo. São , portanto, estruturas análogas.




As estruturas análogas não refletem por si sós qualquer grau de parentesco. Elas fornecem indícios da adaptação de estruturas de diferentes organismos a uma mesma variável ecológica. Quando organismos não intimamente aparentados apresentam estruturas semelhantes exercendo a mesma função, dizemos que eles sofreram evolução convergente.











Como se pode perceber, de acordo com as fotos acima, as asas de aves, morcegos e mesmo aquelas pertencentes aos pterossauros se tratam de membros adaptados ao vôo, diferentemente das asas de insetos, cuja estrutura teve origem exclusivamente para o vôo, não sendo membro adaptado a esta função.

Os pterossauros parecem ter tido a sua origem em um réptil planador o Sharovipteryx do período Triássico, réptil bípede capaz de correr verticalmente e de utilizar suas patas traseiras para planar, mas ainda há controvérsias a respeito do Sharovipteryx ser um ancestral dos pterossauros.




Ao contrário da irradiação adaptativa ( caracterizada pela diferenciação de organismos a partir de um ancestral comum. dando origem a vários grupos diferentes adaptados a explorar ambientes diferentes), a evolução convergente ou convergência evolutiva é caracterizada pela adaptação de diferentes organismos a uma condição ecológica igual.




Assim, as formas do corpo do golfinho, dos peixes, especialmente tubarões, e de um réptil fóssil chamado ictiossauro
(aqui e aqui) são bastante semelhantes, adaptadas à natação. Neste caso, a semelhança não é sinal de parentesco, mas resultado da adaptação desses organismos ao ambiente aquático.

Todos são animais marinhos dotados de nadadeiras e barbatanas. Porém, os golfinhos são mamíferos, cujo ancestral direto era dotado de membros adaptados ao meio terrestre (aqui e aqui), enquanto os peixes possuem ancestrais marinhos, cujas nadadeiras são fruto de um longo processo de construção a partir de um modelo de corpo vermiforme sem membros articulados e os ictiossauros possuem ancestrais terrestres denominados diapsídeos (aqui).


Outro exemplo típico deste fato na natureza são as hienas. Apesar de se parecerem em muito com canídeos, (fotoa ao lado) seus genes são bem mais semelhantes com os dos felídeos que dos canídeos.





Portanto, apesar de apresentarem estruturas semelhantes, tais estruturas tiveram origens muito diferentes e, foram selecionadas por ser formas apropriadas à natação.

Assim, a Analogia (semelhança entre estruturas de diferentes organismos) é devida unicamente à adaptação a uma mesma função. Trata-se de resultado oriundo da evolução convergente.


OUTROS EXEMPLOS:






Os urubus e condores pertencem à família Cathartidae da Ordem Ciconiiformes e ocupam as funções ecológicas dos abutres e são parecidos com estes, apesar de serem mais aparentados com cegonhas ou garças.










O Thylacoleo foi um marsupial contemporâneo que viveu no Plistocénico da Austrália, com morfologia semelhante à dos leões (daí o nome vulgar leão marsupial) e que também desenvolveu paralelamente dentes desproporcionados, neste caso os incisivos.



  • Os airos do hemisfério Norte






e pinguins do hemisfério Sul têm aspectos semelhantes e ocupam o mesmo nicho ecológico, mas são de ordens de aves diferentes.






Assim, a semelhança ora apontada entre insetos e morcegos não se trata de proximidade de parentesco evolutivo, mas de evolução convergente.

Ao se tratar da evolução convergente, várias espécies podem se tornar parecidas em muitos aspectos, sem ter uma relação próxima de parentesco em linha evolutiva.

Como exaustivamente já fora respondido: o meio, conforme suas exigências, seleciona as espécies, conforme o que elas apresentam em seu pool genético. O caráter mais favorável possui chances maiores de ser passado às gerações futuras.


Quando esses mamíferos agitam as asas totalmente abertas e as inclinam para baixo, produzem deslocamento de ar idêntico ao de um pequeno redemoinho, que acaba gerando um empuxo ascendente que faz com que o bicho fique no ar.

Os insetos também produzem esses redemoinhos permanentemente com suas asas. O que os pesquisadores não sabiam é se o mesmo mecanismo poderia ser utilizado por animais de maior peso, como os morcegos. Não só pode como é exatamente o que eles fazem.

Cientistas norte-americanos e suecos estudaram três morcegos Glossophaga, que medem 5 cm e voam da Argentina ao México.

O estudo, publicado na revista
Science, mediu o fluxo de ar em torno das asas desses animais em vôo, por meio de imagens digitais.

Conclusão: o redemoinho formado sob o bordo de ataque das asas produz 40% da força ascendente, permitindo que os morcegos se mantenham no ar.


Sim, mecanismos idênticos podem ser usados por espécies distintas. Por exemplo, peixes, baleias, répteis aquáticos, anfíbios, moluscos, vermes aquáticos, etc. Todos eles nadam.

Desde que respeitada a devida escala e que haja estrutura de sustentação suficientemente forte a ponto de suportar o animal, não haverá problemas.

As asas de insetos são desenvolvidas para vôo especificamente. Não possuiem origem em membros pré-existentes, como é o caso dos pterossauros, das aves e dos morcegos.

Aqui há uma explicação suficiente que possibilita entender o que é uma asa e como seus portadores as usam.

Essa capacidade presente em animais tão distintos seria evidência de evolução ou a marca de um Criador que sabe tudo de aerodinâmica?

A resposta para tal questão, significa evidências de evolução ou seleção natural, não de um criador-desenhista.

A evidência evolutiva é mais plausível que a de um criador expert em aerodinâmica, uma vez queos registros da evolução das espécies se encontram na natureza, seja nos fósseis, seja nas espécies atuais.





Quanto aos registros do criador... ninguém sabe, ninguém viu, exceto a imaginação fértil de criacionistas em geral.






Nos comentários do texto realmente podemos perceber que o articulista deu asas à imaginação.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

A FARSA DO MONTFORT







Em artigo publicado no site Monfort, foram feitos ataques veementes contra a teoria da evolução, prática corriqueira dentre fanáticos religiosos que até o momentop não se aperceberam que suas crenças não são verdades absolutas, nem tão pouco possuem qualquer sentido lógico-científico.

O texto abaixo menciona os comentários de dois cientistas, Richard Lewontin, publicado no New York Review of Books o outro texto como sendo atribuído ao Dr. Carlos Eduardo Guerra Schrago, Professor Adjunto no Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Todavia, como será analisado ao longo da exposoição, o texto que o Sr. Orlando Fideli atribui ao Dr. Schrago, se trata de uma falsa citação, dito pelo próprio Dr. Schrago, conforme e-mails torcados entre mim e ele.

Quanto ao texto atribuído ao Dr. Lewontin, este não possui o título o que nos impossibilitou de encontrar a tal citação. Entretanto, pelo teor dos escritos do Dr. Lewontin, tudo me leva a crer que também se trata de uma falsa citação.

Analisemos o texto elaborado com a péssima retórica do Sr. Orlando Fideli.

A evolução é cientificamente comprovada?


Até pouco tempo atrás, ninguém, no mundo dito científico, ousaria dar como resposta a essa pergunta um “não” rotundo e escandaloso. Hoje, muitos negam o caráter científico do evolucionismo, sendo freqüente dizer-se que se trata mais de uma filosofia materialista do que de ciência.


Recentemente, um homem insuspeito como o professor Richard Lewontin, conhecido evolucionista de Harvard, declarou – foi publicado na New York Review of Books – que, apesar de todas as contradições da tese evolucionista, apesar de todos os fracassos, os evolucionistas têm a declarar que, tendo fechado questão com o materialismo, eles não permitirão que Deus entre, pondo o pé na porta. Eis o texto de Lewontin:


“Nós ficamos do lado da ciência, apesar do patente absurdo de algumas de suas construções, apesar de seu fracasso para cumprir muitas de suas extravagantes promessas em relação à saúde e à vida, apesar da tolerância da comunidade científica em prol de teorias certamente não comprovadas, porque nós temos um compromisso prévio, um compromisso com o materialismo. Não é que os métodos e instituições da ciência de algum modo compelem-nos a aceitar uma explicação material dos fenômenos do mundo, mas, ao contrário, somos forçados por nossa prévia adesão à concepção materialista do universo a criar um aparato de investigação e um conjunto de conceitos que produzam explicações materialistas, não importa quão contraditórias, quão enganosas e quão mitificadas para os não iniciados. Além disso, para nós o materialismo é absoluto; não podemos permitir que o ‘Pé Divino’ entre por nossa porta.”


É uma confissão clara de que a ciência moderna, pelo menos tal qual a concebem alguns cientistas, tem um posicionamento filosófico prévio em favor do ateísmo e do materialismo. E esse posicionamento preconceituoso nada tem de científico. Essa é a razão pela qual certos cientistas defendem o evolucionismo – Lewontin é evolucionista – por um posicionamento filosófico – seria melhor dizer religioso, apesar de ateu – e não por existirem provas científicas do evolucionismo.



Não se trata de posicionamento preconceituoso os cientistas se pautarem pelo naturalismo, que é bem diferente de ateísmo.


O naturalismo se trata de explicar naturalmente fatos observados na natureza e o ateísmo é a negação de deuses. Este diz respeito à crença subjetiva dos indivíduos, aquele diz respeito ao mundo natural-científico.


Sr, Fideli, ciência e religião são dois mundos distintos. Nas ciências as questões são aberdas à discussão (cunho zetético) e, para que determinada teoria se sustente, deverá passar pelos critérios de falseabilidade.


Caso a teoria não passe por este critério, será reprovada, ou sendo reparada ou rechaçada.


Quanto às crenças religiosas, estas não são falseáveis e, portanto, não são abertas à discussão, o que lhes confere o caráter dogmático.


Assim, imiscuir religião com a ciência é um erro grave, uma vez que as questões teriam um fim na idéia de seres divinos, encerrando assim a discussão científica no dogma religioso, que é o oposto da construção científica. cujas questões são infinitas.


Abaixo segue o texto atribuído ao Dr. Carlos Guerra Schrago, porém se trata de uma falsa citação atribuída a ele pelo Sr. Fideli.


Recentemente tomamos conhecimento de que, em certa Faculdade de Biologia do Brasil, os alunos foram convidados a debater o seguinte texto de autoria de Carlos Eduardo Guerra Schrago, que se diz estudioso da evolução biológica:



Sr. Fideli, o Dr. Schrago não se diz estudioso de biologia. Ele é um cientista como demonstra o Currículo Lattes dele.


“Eu pensei duas vezes antes de escrever esse texto, tenho que admitir. A idéia principal já estava em minha mente há mais ou menos uns cinco anos, quando me deparei com o discurso de Roger Penrose a respeito da Física e, após me aprofundar no estudo da Biologia Evolutiva, sinto a necessidade de expor meu atual conceito de como o estudo da Evolução deveria ser traçado. A raiz de todo o problema já está mais que badalada [sic]:


“A Evolução é científica? A seleção Natural (e até mesmo a Evolução) é uma tautologia? As idéias darwinianas são realmente úteis do ponto de vista cientifico – prático? A Evolução é falseável?


“Essas perguntas extremamente importantes estiveram em voga nos anos sessenta e setenta, e durante os últimos vinte anos (com o crescimento espantoso da Biologia Molecular) têm sido esquecidas e só fazem parte das discussões de alguns biólogos com uma tendência filosófica, e, é claro, de filósofos da Ciência. A aceitação da evolução como fenômeno científico tem sido amplamente aderida [sic] pelos biólogos, e podemos dizer que se tornou quase um paradigma (ou mesmo um dogma! Eu diria um “paradogma”...). E é aí que reside uma imensa questão: Seria a evolução tão bem estabelecida como teoria (leia-se: foi testada um enorme número de vezes e não foi falseada) para tornar-se paradigmática?


“Não, esse meu discurso não é criacionista! Quando Stephen Hawking e Roger Penrose, juntos, estabeleceram a física dos buracos negros, e depois se separaram academicamente, pois Penrose acusava Hawking de ‘forçar a barra’ matematicamente para alcançar as suas conclusões, Penrose desabafou: ‘Toda a Física deveria ser reformulada.’


“A atitude de Penrose exprime o que há de mais nobre no processo científico: a ousadia de derrubar conceitos até então em voga. A Ciência é tudo, menos dogmática. Eu sei que o que eu vou propor é bastante perigoso e, até certo ponto é, de fato, um dos argumentos criacionistas. Mas o argumento, em si, não é criacionista, e sim científico.


“A seleção natural e a evolução já sofreram inúmeros ataques filosóficos que eu não vou discutir no presente texto; o interessante é que nenhum dos ataques foi suficientemente dado por encerrado. Ou seja, ninguém nunca invalidou um ataque filosófico contra a evolução. O que será que isso significa? Será que uma teoria que se propõe paradigmaticamente pode ter ‘falhas’ de construção? Não estaremos nós, biólogos, defendendo um conceito que pode até não estar errado, mas que é inútil, na prática?


“Vejam bem, você deve estar achando que a minhas idéias não são fundamentadas e que a evolução é um conceito científico bem estabelecido. Afinal, a Genética das Populações descreve bem os processos microevolutivos. Será?


“A Genética das Populações, de fato, tem um bom fundamento experimental. Entretanto, grande parte de suas idéias são deduções puramente matemáticas, e a Matemática é o mais sublime exemplo de tautologia! Então, o que fazer?


“Talvez a resposta esteja em Penrose: ‘Toda a Biologia Evolutiva deve ser reformulada!’ E qual é o passo primordial para que isso ocorra? É que filtremos do conhecimento evolutivo moderno somente o que realmente funciona, e que não é um devaneio teórico pseudo-científico. A atitude, por incrível que pareça, é negarmos a evolução, e tentar provar que estamos errados. Não, isso não é ser criacionista, é ser cético! Somente dessa forma poderemos desenvolver o moderno pensamento evolutivo, para uma plataforma mais segura e subtrairmos as idéias mal concebidas, que convivem conosco atualmente.


“Então, quando afirmarem: ‘Eu acredito na Evolução’, diga: ‘Eu, não. Prove-me que estou errado.’ Essa velha atitude do processo científico, embora aparentemente seja criacionista e burra, é a forma mais inteligente e segura que temos para elevar a Biologia Evolutiva para um terreno científico, e não especulativo.”

Carlos Eduardo Schrago


Análise do texto


O Sr. Fideli faz a análise de um texto que é falsamente atribuído ao Dr. Schrago, cuja autoria é desconhecida.


Desse texto se depreende um estado de espírito decepcionado com a falta de comprovação científica da evolução e com a falta de resposta a altura dos evolucionistas às objeções filosóficas que se têm feito à teoria evolucionista. Confessa o autor: “Nenhum dos ataques [à evolução] foi suficientemente dado por encerrado. Ou seja, ninguém nunca invalidou um ataque filosófico contra a Evolução.”


Errado! Ataques filosóficos não confirmam ou deixam de confirmar terorias científicas. Esta empreitada ocorre por meio de evidências científicas.


Principalmente com o advento da genética, a teoria evolutiva conseguiu um amplo desenvolvimento, ora tendo pontos confirmados ora rechaçados.


Todavia o seu pilar, a seleção natural, somente tem se confirmado desde sua proposição por Darwin.



A decepção do autor – que se confessa, apesar de tudo, um defensor da evolução – se manifesta, desde o começo do texto, nas perguntas dolorosas que ele coloca para os evolucionistas: A evolução é científica? A seleção natural (e até mesmo a evolução) é uma tautologia? As idéias darwinianas são realmente úteis do ponto de vista cientifico/prático?


Essas perguntas são muito significativas, e é evidente que a resposta a elas, segundo o autor, é sempre um rotundo desmentido do evolucionismo. A evolução não é científica! A seleção natural é uma tautologia!


Sr. Fideli, o senhor sabe o que é ser ou não científico e do que se trata uma tautologia? caso não saiba (que é o que demonstrou até agora) eu o esclarecerei.


Ciência significa observar as coisas e os fatos que se passam ao redor de nós. Procurar descobrir o que significam as coisas e os fatos observados, as regras ou leis segundo às quais se comportam. Aplicar estas descobertas para o nosso uso e bem estar, bem como para todas as espécies do planeta. Esta definição para "em que consiste a ciência" eu aprendi na qunta série e a tenho como a melhor que já vi até os dias de hoje.


Quanto ao significado de tautologia em filosofia , se trata de um argumento que se explica por si mesmo de modo redundante ou falacioso.


Por exemplo, dizer que "o mar é azul porque reflete a cor do céu e o céu é azul por causa do mar" é uma afirmativa tautológica.


Da mesma forma, um sistema é caracterizado como tautológico quando não apresenta saídas à sua própria lógica interna.


Em outro exemplo, exige-se de um trabalhador que tenha curso universitário para ser empregado, mas ele precisa ter um emprego para receber salário e assim custear as despesas do curso universitário.


Bem, pelas definições acima, podemos entender que a sua crença (o mundo do é porque é) nada possui de científico, bem como se trata de uma tautologia.



O autor pergunta ainda: A evolução é falseável? Evidentemente, o que o autor quis perguntar é se a evolução é falseável no sentido dado por Karl Popper a esse adjetivo. Por “teoria falseável”, segundo Popper, entende-se uma teoria que pode ser testada por um experimento real. Se uma teoria não for falseável, ou seja, se ela não pode ao menos ser colocada à prova, então ela não pode ser considerada uma teoria científica.


Sr. Fideli... bem se percebe que o senhor possui um idéa pequena do que é o trabalho científico. Boa parte dos experimentos que fazemos não são experimentos reais, mas observações indiretas e, teoria da evolução, teoria atômica, teoria do big-bang, teoria da origem da vida, astrofísica, teoria da relatividade, etc. não fogem a essa regra.


Caso a teoria da evolução não fosse falseável, ela jamais passaria pelas correções que constantemente ocorreram ao longo desses anos.


E quanto a sua religião e suas alegações... podem ser falseáveis?


Outra pergunta que o autor poderia ter feito é se alguém já tentou comprovar a teoria da evolução por meio de falsificações, por meio de “provas” fraudulentas. Esse seria um capítulo bem interessante a analisar. Porque nunca houve, na história da ciência, uma teoria que tenha apresentado mais escândalos de fraude do que a teoria da evolução. Houve de tudo, desde forjar alguns fósseis até fazer desaparecer outros.


Sr. Fideli má fé existe em todas as situações da vida. Aqui o senhor age de modo falacioso. O fato de pessoas cometerem fraudes não invalidam-se teorias. Caso se tudo em teoria evolutiva fosse falso e nada fosse revelado, o senhor não teria a mínima noção sobre a falseta do Homem de Piltdown.


Isso que o senhor cita é pura teoria da conspiração. O que cientistas ganhariam em sustentar uma teoria falsa ?


Saiba que todo aquele que falsifica uma teoria científica, se descoberto, cai em desgraça, ou seja pode procurar outra profissão, desde que fora ds seara científica. É um risco muito grande por 5 minutos de fama.


É claro que o autor conhece o que foi dito sobre as fraudes de fósseis, como é claro que ele conhece os grandes argumentos demonstrando, filosoficamente, que a evolução é impossível. Ele ousa dizer mais: a evolução é mais do que um paradigma. Ela se tornou um dogma da Ciência moderna. Um paradogma. Um paradogma que ninguém, nas faculdades de Biologia, ousa contestar, de medo de ser isolado. De medo de ser taxado de criacionista. É o que se chama, hoje, liberdade de pensamento e liberdade de expressão. Pois ai de quem ouse discordar do paradogma darwiniano!



Errado Sr. Fideli. Caso alguém consiga acabar com o pilar da seleção natural, de forma científica e não com retórica vazia como o senhor faz, certamente renderá um prêmio nobel de biologia.


O método da falseabilidade possui essa função: derrubar teorias científicas. Caso elas o vençam, momentaneamente se sustentarão. Caso sucumbam ao método, melhor saírmos em busca de algo que explique melhor o fato estudado, explicação esta pautada no naturalismo científico.


Mas o autor se atreve a escrever ainda: “E é aí que reside uma imensa questão: Seria a Evolução tão bem estabelecida como teoria (leia-se: foi testada um enorme número de vezes e não foi falseada) para tornar-se paradigmática?” O autor toca num ponto álgido: a evolução nunca foi testada. Ele diria melhor ainda se lembrasse que houve várias tentativas de comprová-la por meio de falsificações, como a do Homem de Piltdown, por exemplo, que Jay Gold provou ser de responsabilidade do padre Teilhard de Chardin (cf. Jay Gold, A Galinha e Seus Dentes).


Errado Sr. Fideli. Os testes se encontram na análise de fósseis e no pool genético interespécies, bem como em experimentos de laboratório com cepas bacterianas, virais, seleção genética de animais e plantas e experimento com aves realizando pequenas alterações genéticas e obtendo-se diferenças gritantes nos fenótipos.


Essas falsificações, se não são provas contra o evolucionismo, demonstram a má fé de alguns cientistas evolucionistas e sua vontade de provar a qualquer preço a teoria da evolução. O que torna a própria teoria bem suspeita...


Mais uma vez o Sr. Fideli abusa de falácias. Má fé descoberta de alguns, simplesmente demonstra que cientistas estão de olho em sacanagens. Más atitudes de cientistasnão põem nada sob suspeita no que concerne ao verdadeiro trabalho científico.


Todavia a atitude de estarmos de olho constantemente ratifica a seriedade com que cientistas devem conduzir seus trabalhos.


Da próxima, Sr. Fideli, seja mais adulto. Não venha com argumentações infantis como a que apresentou acima.


O autor do texto em foco ousa até mesmo criticar o último baluarte evolucionista: o da Genética das Populações, mostrando que, no fundo, ele nada prova, tendo em vista que seus argumentos são de ordem matemática e tautológicos.


Errado Sr. Fideli. Genética de populações selecionam-se os caractéres presentes dentro de determinada população e se calcula sua freqüencia na população. Se a população A possui o gene a como mais freqüente para determinada característica, ela será diferente da população B que possui o gene b como o mais frequente para a característica distinta atribuída à população A.


Desa forma, pode-se ter duas populações distintas condicionadas pelos genes que foram mais favorável aos meio ems que elas vivem.


Entretanto, o autor não se afirma criacionista. Longe disso. Ele quer salvar a teoria evolucionista despojando-a de todos os seus falsos argumentos, de todas as suas falsidades, para salvar o que for possível do naufrágio evolucionista atual, a fim de elaborar uma nova teoria realmente científica da evolução.


O que o autor propõe é o que Penrose declarou que era preciso fazer com a Física, ao perceber que Hawking “forçava a barra” para comprovar suas teorias: “Toda a Física deveria ser reformulada.” Paralelamente, Schrago propõe: “Toda a Biologia Evolutiva deveria ser reformulada.” Ele afirma que sua proposta só aparentemente é criacionista. Sua proposta seria, de fato, científica, porque, segundo ele, a Ciência sempre procura derrubar os ídolos que ela mesma cria, caminhando assim para um aperfeiçoamento cada vez maior, e jamais atingindo um limite.


Que vergonha ein Sr. Fideli!!! Atribuíndo a outrem uma falsidade. O senhor tem noção do estrago que, por meio de suas tolices, fez a imagem do Dr. Schrago e a dos cientistas em geral?


É isso que sua crença ensina... levantar falso testemunho? Ao que me consta essa vedação faz parte dos Dez mandamentos.


Pelo visto, seja como pseudo-filósofo, aprendiz de cientista e cristão, o Sr. deixa muito a desejar. Não aprendeu nada e esqueceu boa parte.



Dever da Ciência atual, então, seria derrubar Darwin e seus sequazes, para alcançar um patamar mais elevado numa nova teoria da evolução, realmente mais científica e capaz de responder às objeções filosóficas que os evolucionistas, prudentemente, não têm respondido, mas têm abafado com o auxílio da mídia.


Errado Sr. Fideli. O dever da ciência é esclarecer como é o mundo do ser. O mundo do ser no que concerne à origem das espécies, com base em evidências científicas aponta para as explicações dadas pela teoria da evolução.


Schrago quer uma teoria evolutiva sem fraudes e sem sofismas. Ele quer o impossível. Ele não compreendeu que não se trata de provar cientificamente nada. Trata-se de uma guerra contra Deus. Como disse Lewontin, não importam as contradições, as mentiras e fraudes da teoria evolucionista. A ciência moderna fechou um pacto de aliança com o materialismo. Não se pode deixar Deus entrar na História.



Aplique isso ao senhor mesmo Sr. Fideli. Da próxima vez, evite as falácias e os sofismas, se é que o senhor sabe o que eles são e como distingui-los.


Só de falar de uma guerra contra Deus, o senhor já comete uma falácia.


Deus, no que se refere ao mundo científico, não é a solução para todas as respostas. Ele mais se trata de um problema, pois estanca a questão científica no ponto além do qual não podemos ousar a ir.


A isso se atribui a denominação de dogma, a crença cega em algo logicamente improvável sem qualquer contestação.


Entretanto, Ele entra continuamente nas mentes e nos corações.


(Orlando Fedeli, “Decepções e confissões de um evolucionista”, Montfort Associação Cultural)

Agora vejamos as mentiras do Sr. Orlando Fideli na declaração abaixo, dada pelo Dr. Carlos Guerra Schrago.

meu e-mail direcionado ao Dr. Carlos Guerra Schrago
On Fri, 20 Jun 2008 02:19:01 +0000, elyson scafati wrote
> Doutor > Carlos Eduardo Guerra Schrago em análise de um texto
> divulgado pela Montfort,
já sei que se trata de uma falsa citação
>
feita em seu nome.
> >
Gostaria de que, se fosse possível,
publicasse algo nesse sentido,
>
uma vez que ainda há sites por
ai com o conteúdo e a falsa
>
declaração que fizeram em seu nome.
>
> eis onde há a falsa publicação: >
http://vivopraservir.spaces.live.com/blog/cns!DF1F6C1E7E0A6956!1584.entry
>
>
Eu como um ex cientista,
assim como o senhor um doutor na área de
>
biologia, temos um compromisso com a verdade.
> >
grato pela atenção
> > Elyson M. T. Scafati


Eis a verdadeira resposta do Dr. Carlos Guerra Schrago.

Re: O texto da montfort‏
De: Carlos Guerra Schrago (guerra@biologia.ufrj.br)
Enviada: sexta-feira, 20 de junho de 2008 19:16:44
Para: elyson scafati (elymarsca@hotmail.com)
Prezado Elyson,

Sim, o texto é uma falsa citação. Nós, que tivemos formação científica, sabemos como é lamentável a estratégia de pessoas de pensamento dogmático e sem nenhuma visão crítica dos fenômenos da natureza. Essas pessoas, por não entenderem ciência, frequentemente fundamentam suas observações em literaturas não revisadas (divulgadas em sites, por exemplo) ao invés de lerem revistas científicas formais. Eu, sinceramente, cansei de contra-argumentar com essas pessoas.

Sabe porque? É inútil, pois a própria natureza de suas crenças inibe a argumentação crítica.

Como disse uma amiga minha, no debate criacionismo x evolucionismo, os evolucionistas perdem de WO, pois eles têm mais o que fazer (estudar os maravilhosos fenomenos naturais) do que ficar vasculhando a internet atrás de
falsas citações e interpretações incorretas de teorias científicas.

A nossa única esperança é que as pessoas recebam uma educação científica de boa qualidade na escola e entendam o verdadeiro espírito científico. Se isso acontecer, elas perceberão o quão obscurantista é o discurso baseado em dogmas.

Sem uma boa escola, pessoas como você e eu irão eternamente lamentar o estado geral da educação científica das pessoas, onde interpretações incorretas do valor da ciencia são feitos.

Obrigado pela informação.
Um abraço.
Conclusão:

Acredito que por meio das mentiras e impropriedades citadas pelo Sr. Fideli, suas afirmações sobre a seara científica não devem ser levadas a sério.

Em prol de sustentar a crença religiosa, as pessoas chegam a ultrapassar limites que levam a beira do ridículo e da má fé, chegando mesmo a comprometer a imagem de outrem.

Seria este o ensinamento cristão? "Mesmo que eu arrase a imagem de outrem, tudo pela nossa fé."

Até se parece com a crença dos necromongers da batalha de Ridick.




terça-feira, 19 de agosto de 2008

UM POUCO MAIS DE DESSERVIÇO CRIACIONISTA





Novamente encontramos o festival retórico anti-evolução sob a denominação
Darwinianismo.

O texto me soa muito interessante, exceto pelos comentários onde mais uma vez a retórica utilizada é a clássica de círculos criacionistas.

Há que se comentar também a postura estranha do autor Michael Dowd no que se refere a procurar causas que o isentem de sua culpa pessoal.



Ao que parece, as doutrinas religiosas não surtiram o efeito esperado para seus dramas de consciência, sendo que uma explicação naturalista se fez necessária para o seu conforto pessoal.

Tambem ressalvo que, a respeito dosos erros ora cometidos quando dos comentários, quero crer tenham sido não intencionais, ocasionados pela mera falta de conhecimento a respeito da disciplina, em vez da pura má fé de que se valem aqueles que dizem ter credenciais científicas e são ferrenhos defensores do criacionismo e de seu correlato o DI.

Vejamos o texto:

Nos últimos seis anos, o "pastor evangelista" Michael Dowd tem ido de púlpito a púlpito pregando o evangelho - não, não as boas-novas da salvação através de Jesus Cristo, mas da libertação e autoridade através de Charles Darwin. O que isso significa? "[Darwin nos dá] um modo muito mais empírico de falar sobre a natureza humana do que através de histórias como a do pecado original."

Como Yudhijit Bhattacharjee do New York Times escreve: "Explica nossas fragilidades, nossos vícios, nossas infidelidades e outras deficiências morais como subprodutos da adaptação ao longo de bilhões de anos. E isso, [Dowd] diz, tem um efeito potencialmente libertador: não importa a culpa; uma vez que entendamos nossos caminhos pecaminosos, podemos deixá-los e desempenhar um papel consciente na evolução da humanidade."

Considere Bob Miller, um octogenário cuja seqüência de infidelidades, décadas atrás, o levou ao divórcio, exatamente quando estava ascendendo à escada da corporação. Por anos Miller lutou para entender seu comportamento e as forças por trás disso. Então, em uma cruzada, Dowd veio à igreja de Miller. Lá, o Reverendo "explicou" a origem evolutiva do comportamento humano, e "Eureka!": Miller entendeu que a culpada por suas deficiências não era sua natureza caída, mas a testosterona elevada, adquirida por seu sucesso combinado. Liberto do fardo da culpa, Miller reflete: "Eu acho que a mudança física em meu corpo foi tão forte que ela subjugou qualquer ensino moral e crença religiosa que eu tive."

Agora você compreende - a ciência explica! Não é do coração que os maus pensamentos, assassinato, adultério e imoralidade sexual vêm; é de uma lei física trabalhando em nossa química. Você se sente melhor agora?

A Teoria da Evolução realmente traz explicações bem mais lógicas que balelas míticas como pecado original e Gênesis para explicar o mundo como ele realmente é.

Hoje pode-se mesmo afirmar que comportamentos são condicionados por genes, aprimorados ao longo de bilhões de anos de evolução.


Daqui para adiante entrtaremos no rol das falácias e má retórica criacionista.

Agora Michael Dowd está vendendo seu novo livro Thank God for Evolution (Graças a Deus pela Evolução) com "Fatos que são a língua nativa de Deus". É uma boa frase de efeito! Realmente, os fatos são a língua nativa de Deus; fatos como:

• A evolução darwiniana nunca foi observada ou reproduzida mesmo em microorganismos cujos índices explosivos de réplicas garantiriam sua validade.

Errado.

Basta nos remetermos a cepas de bactérias no que se refere á resistência a antibióticos e a anti-sépticos.

Caso bactérias não evoluíssem, ou seja, caso o meio não as selecionasse, não haveria necessidade de nos valermos do amplo espéctro de antibióticos atualmente desenvolvidos pela indústria farmacêutica.


O mesmo pode ser aplicado aos diversos tipos de vírus como HIV ou influenza, estes principalmente têm evoluído ao longo de gerações.

Na natureza, podem ser citados os casos da Rana Pipiens e da Podarcis Sicula, além do vasto registro fóssil até então encontrado, bem como análises de genomas das espécies.








• Baseado no acaso, em processo não dirigido, a evolução darwiniana não têm força de predição. Conseqüentemente, a evolução darwiniana não tem contribuído para um único avanço tecnológico ou médico desde que ela foi conjeturada há 150 anos.

Errado.

Mais uma vez vislumbra-se a clara incompreensão do que significa seleção natural. Esta não ocorre por mero acaso, mas de acordo com que o ambiente demanda das espécies.

Mudanças ambientais, ocasionadas em nosso planeta por catástrofes naturais, são eventos condicionados pelo acaso. Mas seleção natural não.

Os genes é que determinam como será nossa espécie de acordo com o meio que ela vive está em seu patrimônio genético.

Basta apenas que o meio selecione aquele que é o fenótipo mais adequado às suas demandas. Caso a espécie nao responda às solicitações do meio estrá fadada à extinção.

Não podemos afirmar quando uma catástrofe irá ocorrer e quais serão seus resultados. Sendo assim, não há como serem feitas predições a respeito de que tipos de espécies irão habitar o planeta daqui a 50 ou 100 mil anos.

Todavia, de acordo com o tipo de catástrofe, baseados em fósseis, podemos fazer algumas predições.

Quanto a afirmação de que a evolução darwiniana não tem contribuído para um único avanço tecnológico ou médico desde que ela foi conjeturada há 150 anos, isso não passa de uma tolice desmedida.
Primeiro: somos capazes de entender mecanismos de determinadas doenças conforme o meio em que ela se desenvolve e assim podemos atacá-la, isolá-la e exterminá-la, exatamente como ocorreu com a varíola.

Ao longo dos anos em que a AIDS apareceu, estamos desenvolvendo coquetéis a fim de inibir a reprodução do vírus, o que pode evitar sua variabilidade.

A indústria farmacêutica tem desenvolvido diversos antibióticos a fim de exterminar bactérias, as quais adquirem resistência aos meios a elas letais.

Segundo: por meio da teoria da evolução nos livramos de explicações metafísicas a fim de entendermos o passado de nosso planeta.

Pôs se fim ao estanque dogmático chamado Deus no que concerne a explicar como as espécies se desenvolveram ao longo de bilhões de anos de seleção natural, tornando, de fato, a biologia uma ciência e não mais um dogma religiosa baseado no livro de Gênesis.

A Teoria Evolucionária (aqui) já foi colocada em uso prático em várias áreas. Por exemplo: Bioinformática, uma indústria multimilionária, consistindo basicamente em comparações entre seqüências genéticas. Descendências com modificações é a mais básica das assunções.

Doenças e pestes evoluem, criando resistência às drogas que usamos contra elas. A Teoria Evolucionária é usada no campo do controle de resistência na medicina e na agricultura, primordial para a nossa sobrevivência.

A Teoria Evolucionária é usada na piscicultura, para aumento de produção.

Seleção artificial tem sido usada desde a pré-história, mas se tornou muito mais eficiente com o uso aplicado da Teoria da Evolução.

O uso aplicado da evolução de parasitas na população humana pode ser usado para guiar a política de saúde pública.

Reprodução sexual, baseado na evolução, foi usada para predizer quais condições o pássaro kakapo iria produzir mais espécies fêmeas, o que o salvou da completa extinção.
  • A Teoria Evolucionária foi e tem sido usada, e tem potencial para muito mais em muitas outras áreas, desde avaliações de plantações geneticamente modificadas até psicologia humana. E mais aplicações com certeza virão.
  • Análise filogenética, que usa o princípio evolucionário de um ancestral comum, já provou ser útil em:
  • Traçar genes cuja função é conhecida e comparando como eles se relacionam com genes desconhecidos, para prever as funções deles, que é o fundamento para descobrir novas drogas.
  • Análises filogenéticas é o padrão para a epidemiologia, já que permite a identificação de centros de doenças, e algumas vezes observar passo a passo a transmissão de doenças. Por exemplo, uma análise filogenética confirmou que um dentista da Flórida estava infectando seus pacientes com o HIV, e que HIV-1 e HIV-2 foram transmitidos aos seres humanos de chimpanzés (Bull and Wichman 2001). Foi usada em 2002 para ajudar a prender um homem que intencionalmente infectava pessoas com HIV. O mesmo princípio pode ser usado para traçar a origem de armas biológicas.
  • Análise filogenética também pode ser usada para traçar a diversidade de uma patologia, e selecionar qual a melhor vacina para uma região em particular.
  • Ribotipagem é uma técnica para identificar um organismo ou pelo menos encontra seu parente mais próximo, mapeando seu RNA ribossômico dentro da árvore da vida. Pode ser usado quando não é possível fazer culturas desses organismos ou reconhecível por outros métodos. Ribotipagem foi usada para encontrar agentes infecciosos de doenças que afetam seres humanos, antes desconhecidos.

Evolução direta permite a “criação” de moléculas e de grupos de moléculas para criar ou aperfeiçoar produtos, tais como:

  1. Enzimas
  2. Pigmentos
  3. Antibióticos
  4. Sabores
  5. Biopolímeros
  6. Bactérias capazes de decompor materiais tóxicos.

Os princípios evolucionários de seleção natural, variação e recombinação são a base de algoritmos genéticos, uma técnica de engenharia que possui muitas aplicações, incluindo engenharia aeroespacial, arquitetura, astrofísica, engenharia elétrica, finanças, geofísica, engenharia de materiais, robótica e sistemas de engenharia.

A boa ciência não requer necessariamente a aplicação prática do estudo, além ir em busca da verdade objetiva.

Várias ciências não tem muita aplicação prática, além da curiosidade, tais como astronomia, geologia, paleontologia e história natural. O conhecimento por si já é o suficiente.

Acredito que as explicações acima tenham elucidado a falta de conhecimento do comentarista acerca das utilidades relacionadas à teoria da evolução.


Para finalizar, idéias criacionistas, religiosas e ideologias existem há milênios e até hoje não tiveram nenhuma contribuição prática para a sociedade a não ser ludibriar, mentir, escravizar, pregar o ódio, a intolerância, a ignorância, o preconceito, valer-se da má fé em relação aos leigos, buscar a desclassificação do conhecimento com caráter científico, utilizar ardis em suas explicações e gerar a culpa na mente das pessoas, salvo raras exceções.

• A informação, como a encontrada no DNA, é conhecida empiricamente por se originar somente de causas inteligentes.

Errado.

Tudo na natureza possui uma razão para ser. Moléculas formam-se de acordo com as propriedades de seus átomos e por atuação de fatores físico-químicos.

DNA pode ser artificialmente criado (Veja aqui).

Não há qualquer afirmação ou estudo de cunho científico que vá ao encontro da afirmação acima.

• Não tem havido tempo suficiente para o gene mais simples, muito menos para o organismo mais simples, desenvolver-se de um processo não inteligente, mesmo que sejam dados todos os ingredientes químicos necessários.

Não há qualquer afirmação ou estudo de cunho científico que vá ao encontro da afirmação acima.

Aqui há uma boa explicação sobre genes, abaixo transcrita:

O gene é a unidade fundamental da hereditariedade. Cada gene é formado por uma seqüência específica de ácidos nucléicos (biomoléculas mais importantes do controle celular, pois contêm a informação genética. Existem dois tipos de ácidos nucléicos: ácido desoxirribonucléico – DNA- eácido ribonucléico– RNA).

Os genes controlam não só a estrutura e as funções metabólicas das células, mas também todo o organismo. Quando localizados em células reprodutivas, eles passam sua informação para a próxima geração.

Quimicamente, cada gene é constituído por uma seqüência de DNA que forma nucleotídeos (compostos ricos em energia e que auxiliam os processos metabólicos, principalmente, as biossínteses na maioria das células).

Os nucleotídeos são compostos por uma base nitrogenada, uma pentose (açúcar com cinco átomos de carbono) e um grupo fosfato. As bases nitrogenadas podem ser classificadas em: pirimidinas e purinas.

O gene geralmente localiza-se intercalado com as seqüências de DNA não codificado por proteínas. Estas seqüências são designadas como “DNA inútil”. Quando este tipo de DNA ocorre dentro de um gene, a porção codificada é classificada como parte não codificada.

O DNA inútil compõe 97% do genoma humano e, apesar de seu nome, ele é necessário para o funcionamento adequado dos genes.

Em cada espécie há um número definido de
cromossomos. Alterações em seu número ou disposição de genes, pode resultar em mutações genéticas.

Quando ocorrem mutações em células germinativas (óvulo ou espermatozóide), as mudanças podem ser transmitidas para as gerações futuras.

As mutações que afetam as células somáticas podem resultar em certos tipos de câncer.
A constituição genética própria de um organismo (genótipo) mais a influência recebida do meio ambiente, será responsável pelo fenótipo, ou seja, pelas características observáveis do indivíduo.

A soma total dos genes é chamada de genoma. As pesquisas realizadas como o objetivo de identificar a localização e função de cada gene, é conhecida como genoma humano.


Atualmente podem ser criados genes artificiais (veja aqui).

Os processos inteligentes acima citados se rtratam de afirmação errônea se analisadas sob a ótica científica. Não há evidências concretas de qualquer processo inteligente na natureza, exceto aquele produzido pela seleção natural.


• E também há o fato da entropia, a lei universal da física que leva os sistemas a ir de mal a pior, a menos que afetados por uma aplicação racional de energia.

Errado.

Na frase acima o comentarista se esquece, talvez por falta de conhecimento, que seres vivos e planetas se tratam de sistemas abertos.





Basta que se forneça energia a um sistema e ele poderá caminhar em sentido inverso. Caso a hipótese acima fosse real, a vida não existiria.

Quanto ao Universo, este pode ser considerado como o único sistema fechado existente, uma vez que onde ele nao existe, suas propriedades não se verificam.

Aqui discutimos detalhadamente o que é entropia.

Mas de algum modo eu duvido que você encontrará esses fatos em Thank God for Evolution. Alguns você achará, de acordo com o autor, que são "muitas das doutrinas centrais do cristianismo - pecado, salvação, o reino de Deus, céu e inferno, Jesus como o caminho de Deus, a verdade e a vida" desempacotadas de "uma forma inegável e realista deste mundo".

Caso Dowd inserisse em seu livro tais equívocos (não se pode denominá-los fatos, conforme faz o comentarista, uma vez que tudo aqui apresentado, a título de comentários, está cientificamente errado), certamente demonstraria falta de conhecimento ao abordar a temática referente à teoria da evolução.

Dowd representa isso, ilustrativamente, com um logo na van que ele e sua esposa usam em seu serviço "domiciliar". Ele mostra dois peixes se beijando: um com o nome de "Jesus" e o outro com o nome "Darwin".

Dowd chama sua perspectiva teológica de "criateística". Seria "cre-ateística?" Parece que sim, considerando que sua esposa, a qual ele descreve como sua "companheira de missão" seja uma ateísta.

Quanto às concepções pessoais de Dowd a respeito de ser religioso ou não e tomar a teoria da evolução como sua fonte de inspiração religiosa, isso é algo de cunho meramente pessoal, que em nada se coaduna ao mundo científico.


CONCLUSÃO:

Novamente o desserviço do criacionismo e do DI atacam com sua retórica repleta de erros no que concerne à seara científica. Repito que o discurso apenas se reveste com jargão científico, porém os equívocos e as armadilhas, não visíveis aos leigos, se fazem presentes ao longo dos comentários.

A respeito de Dowd, somente posso analisar que seu perfil se trata de alguém com forte dose de culpa em sua mente, uma vez que pela sua própria fé e formação, deve ter se reprimido demais e se culpado em excesso pelos seus deslizes.

Assim, Dowd encontrou uma boa justificativa na Teoria da Evolução de modo a se livrar de sua culpa consciente e inconsciente.

Desse modo nosso escritor pode achar que Deus o perdoa, por genes serem os responsáveis pela sua falha de caráter, e, por serem estes oriundos da criação divina, estaria ele isento de qualquer pecado.

Dowd vislumbrou uma forma de Deus o perdoar e excusar-se de suas falhas humanas. Seu comportamento é exatamente aquele previsível que se faz presente em qualquer religioso em busca da salvação.