terça-feira, 24 de junho de 2008

PÉROLAS DO FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO

Ao fazer pesquisas pela internet, me deparei com um site-pérola onde a propagação da ignorância chega às raias do absurdo. Às vezes prefiro acreditar que se trata de patente má fé.





Assim, me propus a analisar três textos que uma criatura, sem o mínimo de preparo em em biologia e em filosofia procura noma tentativa que beira ao ridículo discorrer.

Seria bem melhor que se ativesse apenas à temática religiosa, a qual também é de conteúdo péssimo.



Texto 1




A impossibilidade da evolução

A teoria da evolução das espécies se baseia no princípio da sobrevivência do mais forte. Dentro de uma determinada espécie existem indivíduos mais adaptados para sobreviver do que outros. Esses mais adaptados ao meio sobreviveriam e transmitiriam seus caracteres para seus descendentes, enquanto que os inaptos seriam eliminados e não deixariam descendentes. Dessa forma, haveria como que uma seleção natural que eliminaria os caracteres indesejáveis das espécies, restando apenas aqueles mais adaptados à sobrevivência. O acúmulo de mutações genéticas causaria, ao longo de milhões de anos, o aparecimento de novos caracteres, que seriam sempre purificados pela seleção natural. Dessa forma, ao longo de milhões de anos, surgiriam novas espécies sempre mais adaptadas ao meio do que aquela original.

Se seguirmos esses princípios encontraremos uma grande contradição no evolucionismo. Se os novos indivíduos que sobreviveram à seleção natural são os mais aptos a sobreviver dentro de sua espécie, então sua descendência necessariamente teria de ser mais apta do que os antepassados, cujos indivíduos mais fracos foram sendo eliminados e, junto com eles, os caracteres defeituosos. Mas, segundo o evolucionismo, as mutações acumuladas seriam capazes de formar novas espécies. Então, se a prole é cada vez mais apta a sobreviver, e se essa prole, ao longo de milhões de anos, gera uma nova espécie, então a espécie gerada teria necessariamente de ser mais apta a sobreviver do que a espécie original. Sempre que disséssemos que B evoluiu a partir de A, então B teria necessariamente que ser mais apto a sobreviver do que A.

Essa é a conclusão lógica dos princípios da teoria da evolução. Entretanto, o evolucionismo afirma que o cachorro descende do lobo. Nós, que ainda não viramos zumbis manipulados pela mídia, podemos (e devemos) nos fazer uma pergunta simples: será que o cachorro pode ser considerado mais apto a sobreviver num ambiente selvagem do que o lobo? Não devemos considerar o ambiente urbano, pois a existência do homem sobre a Terra é muito recente, e a teoria da evolução exige milhões e milhões de anos para que uma espécie se transforme em outra através do acúmulo de pequenas mutações. E quando falamos em cachorro, devemos pensar em todas as raças, até mesmo nas mais indefesas, naqueles cãesinhos de estimação que não fazem mal a uma criança. Todos eles seriam descendentes dos lobos e, pela lógica evolucionista, deveriam ser mais aptos a sobreviver num ambiente selvagem, caso contrário os caracteres introduzidos pelas mutações seriam eliminados pela seleção natural e a nova espécie não se formaria. Chegando a este ponto, até o mais fanático defensor do evolucionismo percebe a contradição.

Esse é um raciocínio simples que demonstra a impossibilidade da evolução do cachorro a partir do lobo. Quantas vezes já não ouvimos um evolucionista estufar o peito para afirmar tal evolução? Aqueles que não suportam a verdade, a Verdade que é Deus, criador do mundo, preferem sacrificar tudo, até a lógica, em defesa do seu dogma ateu. A Verdade vos fará livres. O ódio ao Criador vos fará escravos de uma teoria pseudo-científica. De que lado nós estamos?


Em um primeiro momento sugeri que a criatura acima procurasse uma escola a fim de adquirir conhecimentos antes de discutir algo tão complexo como a TE. Eis sua resposta:







Seu comentário bastante raivoso e nada científico não conseguiu provar nada, a não ser sua ignorância.

Se eu escrevi um sofisma, mostre onde está o erro! Prove, com base na biologia, como pode o lobo se transformar em cachorro. Como pode um animal apto a sobreviver no ambiente selvagem “evoluir” em um animal doméstico? Quero provas biológicas.

Isso sem falar nas outras falhas da teoria da evolução, como a inexistência de fósseis intermediários e explosão de vida do Cambriano. Só para citar os exemplos mais conhecidos. Mas existem inumeráveis outras dificuldades que o evolucionismo NÃO resolve. Seria bom que você refutasse TODAS as falhas da teoria da evolução.

Os evolucionistas sabem apenas contar suas fábulas como se fosse ciência, mas não se dão ao trabalho de provar. No seu comentário não existe absolutamente nenhuma prova do evolucionismo. Existem apenas provas de preconceito contra cristãos e ignorância próprias de uma criatura alheia à civilização. Ou diríamos, “pouco evoluída”.

Apresente PROVAS do evolucionismo.

Ou então vá você fazer o seu supletivo.


Devido ao amontoado de bersteiras citadas, repliquei abaixo:

Olha meu caro

Ciência não prova nada, apenas confirma ou rechaça hipóteses e teorias (parece que nunca ouviu falar do método de Karl Popper - falseabilidade).

Bem, vamos as suas asneiras entre colchetes que por amor à brevidade não me aterei em aprofundar os temas:

[Se seguirmos esses princípios encontraremos uma grande contradição no evolucionismo. Se os novos indivíduos que sobreviveram à seleção natural são os mais aptos a sobreviver dentro de sua espécie, então sua descendência necessariamente teria de ser mais apta do que os antepassados, cujos indivíduos mais fracos foram sendo eliminados e, junto com eles, os caracteres defeituosos. Mas, segundo o evolucionismo, as mutações acumuladas seriam capazes de formar novas espécies. Então, se a prole é cada vez mais apta a sobreviver, e se essa prole, ao longo de milhões de anos, gera uma nova espécie, então a espécie gerada teria necessariamente de ser mais apta a sobreviver do que a espécie original. Sempre que disséssemos que B evoluiu a partir de A, então B teria necessariamente que ser mais apto a sobreviver do que A.]

Genes são uma loteria.

O meio ambiente está sob constante transformação. Assim, solicita às espécies que respondam a sua variação. Os genes melhor adaptados serão passados adiante, os que derem à espécie um fenótipo não adaptável às novas circunstâncias serão extintos.

Por exemplo, caso o pólo norte se torne um local de clima ameno, ursos polares de pelagem menos densa e mais escura, e com menos gordura, poderão se desenvolver, uma vez que dentro de seu pool genético pode haver recessivos que determinem tais características.

Caso a espécie não responda à solicitação do meio, estará fadada a se extinguir, como vem ocorrendo com os guepardos africanos, cujo cardápio se tornou muito reduzido e a espécie não é forte o suficiente para abater animais grandes. Assim,a espécie vem declinando geração após geração, sendo que muitos bebês e jovens guepardos não conseguem atingir a fase de procriação.

[Essa é a conclusão lógica dos princípios da teoria da evolução. Entretanto, o evolucionismo afirma que o cachorro descende do lobo. Nós, que ainda não viramos zumbis manipulados pela mídia, podemos (e devemos) nos fazer uma pergunta simples: será que o cachorro pode ser considerado mais apto a sobreviver num ambiente selvagem do que o lobo?]

Cães realmente descendem de lobos. Todavia, os lobos menos agressivos ou filhotes de lobos caçados aprenderam a viver em harmonia com humanos (ganhavam comida e em troca ajudavam na caçada e na guarda do lar). Essa espécie paulatinamente foi sendo selecionada por humanos a fim de se desenvolverem cães de caça, de combate, de companhia, de guarda, de exposição e de pastoreio.

O cão é mais apto a vida com os humanos. Num ambiente selvagem, certamente muitos cães morreriam de fome e por ataques de outros animais ou da própria espécie. Aqueles mais agressivos poderiam voltar ao seu estado natural e se misturar com lobos, podendo mesmo retornar a sua espécie ancestral ou desenvolver uma outra levando as anteriores à extinção. Isso é evoluir, ou seja, adaptar-se ao meio.

[Não devemos considerar o ambiente urbano, pois a existência do homem sobre a Terra é muito recente, e a teoria da evolução exige milhões e milhões de anos para que uma espécie se transforme em outra através do acúmulo de pequenas mutações.]

Depende. Não diria milhões e milhões de anos, mas alguns milhares de anos, ou centenas de anos, dependendo se houve isolamento geográfico de uma espécie em meio distinto daquela sua ancestral.

Veja o caso das rana pipiens. Embora sejam rãs, as canadenses não reconhecem como parceiras as mexicanas. Como um lince não reconhece um gato como parceiro. Por que??? Porque são espécies distintas e seus pools genéticos são bem diferentes.

A grande explosão de espécies no planeta se deu no cambriano. A isso, cientistas atribuem ao fato de haver surgido a fotossíntese (meio mais eficiente de acumular energia que a quimiossíntese), que propiciou o surgimento de seres mais complexos (aeróbicos), pois seu resíduo é o oxigênio.

Esta pode ter se dado por uma mutação em organismos quimiossintetizantes, por radiação, por agente químico ou por variação ambiental, que tenha exposto as plantas anteriores à radiação solar, á época quase que mortal.

Talvez o oxigênio tenha sido o agente mutagênico químico aliado à radiação ultravioleta (RUV). Antigamente não existia camada de ozônio e os mares eram bem diferentes dos atuais (menos profundos), sendo a água um excelente isolante contra a RUV, o que protegeu os animais (bactérias, protozoários, plantas), de sua ação.

Ainda está sob pesquisa daqueles que estudam algo que odeiam – a Teoria da origem da vida ou abiogênese, bem diferente de geração espontânea.

Quanto a extinção em massa, pode ser explicada por variações bruscas no ambiente, mais especificamente, vulcanismo no planeta ou possível queda de corpo celeste. Certamente seja qual tenha sido a catástrofe, não zerou a vida, pois cerca de uns 15% das espécies viveram e seguiram seu curso evolutivo.

[E quando falamos em cachorro, devemos pensar em todas as raças, até mesmo nas mais indefesas, naqueles cãezinhos de estimação que não fazem mal a uma criança. Todos eles seriam descendentes dos lobos e, pela lógica evolucionista, deveriam ser mais aptos a sobreviver num ambiente selvagem, caso contrário os caracteres introduzidos pelas mutações seriam eliminados pela seleção natural e a nova espécie não se formaria. Chegando a este ponto, até o mais fanático defensor do evolucionismo percebe a contradição.]

Aqui vc comete o atropelo de quem não sabe nada sobre evolução. Vc realmente desconhece a lógica darwininana, a qual se trata da formal-científica.

Os lindos cãezinhos são raças feitas pelo homem, que em estado natural jamais existiriam, pois não servem para nada, a não ser como mascotes de madames. São fracos, pequenos e não possuem agressividade o suficiente para caçar e se impor frente a outros canídeos.

Pastores, rotweilers, pit buls, dobermans, certamente teriam boas chances de se manter em estado natural. Se os largasse numa ilha deserta por uns 200 anos, encontraria monstrinhos selvagens que num piscar de olhos o transformariam numa suculenta refeição. Ainda seriam canídeos, mas muito diferentes daquilo que conhece.

Entenda que evoluir não é seguir uma linha reta. É se adaptar ao meio. Por exemplo, anfíbios deram origem aos répteis terrestres, aquáticos e alados. Vieram da água.

Répteis terapsídeos ou mamaliformes (+- pelo permiano), ordem da classe sinapsídeos (primeiro ramo de répteis diferentes dos anapsídeos) são ancestrais de mamíferos, como o ambulocetus, que é o ancestral dos cetáceos primitivos (basilossauro) e atuais (baleias, golfinhos), que, como acho que deva saber, voltaram para a água.

Será que involuíram? R. não, eles evoluíram, se adaptaram à vida aquática e estão ai até hoje.

Assim, não há linha reta, há idas e vindas conforme o que o meio manda a espécie fazer. Os genes mutantes estão dentro da espécie. Veja algo em torno de genética das populações e freqüência de alelos em populações.

[Esse é um raciocínio simples que demonstra a impossibilidade da evolução do cachorro a partir do lobo. Quantas vezes já não ouvimos um evolucionista estufar o peito para afirmar tal evolução?]

Bom, acho que com a breve explicação, sua tese de impossibilidade de evolução canina improvável cai por terra.

O assunto é complexo e demanda muitos estudos. Não basta vc sair com uma retoricazinha barata a fim de desbancar um estudo que começou cerca de 200 anos, com uma hipótese e hoje vem sendo confirmada pela genética, anatomia e fisiologia comparadas, citologia, histologia, bioquímica e paleontologia entre outras.

Remeta-se ao estudo de poliploidia (freqüente em vegetais), crossing over, linkage, mutações causadas por agentes físicos, químicos e biológicos, genética de populações, fisiologia animal e vegetal, anatomia, paleontologia, etc para entender como tudo isso funciona.

Comece pelo ensino básico (um livrinho de ciências da 5 série) e depois passe para o famoso Biologia do Cesar e Sezar. Antes eram 3 volumes, hoje como o ensino tem decaído (acho que vc deve ter sido uma vítima desse infortúnio)é apenas 1 volume,

[Aqueles que não suportam a verdade, a Verdade que é Deus, criador do mundo, preferem sacrificar tudo, até a lógica, em defesa do seu dogma ateu. A Verdade vos fará livres. O ódio ao Criador vos fará escravos de uma teoria pseudo-científica. De que lado nós estamos?]

Aqui vc fecha com “chave de ouro” . Eis a sua falácia: nenhuma ciência lida com dogmática. Tanto isto é real, que elas estão abertas à discussão e sempre estão sendo reparadas aqui ou acolá ou suas teses ora são corroboradas e ora são rechaçadas.

Ser cientista evolucionista, em nada afeta o sujeito crer ou não em deuses, amá-los ou odiá-los. Isso se trata de uma falácia do falso dilema.

O que é verdade para vc? Procure um livro de filosofia mais especificamente o da professora Marilena Chauí e leia esse capítulo, a fim de saber como a verdade se compõe.

Pseudociência é o criacionismo, design inteligente, astrologia, tarologia, mensagem da água, entre outras baboseiras, tal como seu post, cuja linguagem apenas se traveste de científica e encerra com um apelo emocional religioso.

Aprenda a dividir o que é ciência de fábulas, pois a bíblia, embora possua fatos históricos, está recheada de mitos, como qualquer história antiga e, portanto, não merece toda essa fidelidade que nela depositam.

Por exemplo, os Vedas (livro a respeito da religião indiana). Possui fatos reais como a cidade de Krishna e os mitos (superpoderes e façanhas desse personagem). Tal como Jesus, que parece ter existido e, certamente, seus seguidores criaram toda uma aura mítica em torno do personagem.

Procure entender, que a bíblia não se trata de um compendio científico, mas de uma maneira simplória de se explicar o mundo, numa época em que nada se conhecia a respeito de astrofísica, biologia, química, entre outras disciplinas científicas. O mito era muito poderoso, tanto que, até hoje, perdura e influencia as massas.

Entenda também que sua crença religiosa é apenas mais uma entre todas as que existem nesse planeta, com seus prós e seus contras, não sendo verdade alguma comprovada, como todo aquele rol de baboseiras escritas por Tomás de Aquino.

[Isso sem falar nas outras falhas da teoria da evolução, como a inexistência de fósseis intermediários e explosão de vida do Cambriano. Só para citar os exemplos mais conhecidos. Mas existem inumeráveis outras dificuldades que o evolucionismo NÃO resolve. Seria bom que você refutasse TODAS as falhas da teoria da evolução.]

O fato de uma teoria ser falha, aliás, todas o são. Numa linguagem leiga, como a que usa, prove para mim qual a origem da gravidade; sabemos trabalhar com essa força de campo, mas o que a gera? Nem mesmo Einstein obteve resposta. Até hoje nos batemos com isso. Todavia, não significa que a teoria de Newton esteja errada e que a relatividade seja um furo n´água.

Haver falhas na TE não implica que criacionismo ou DI ganhem respaldo. Isso somente se daria se suas hipóteses (alias digo hipóteses, pois sequer podem ser consideradas teorias) fossem possíveis de serem submetidas à falseabilidade.

Dizer fósseis intermediários é um erro. Existem espécies em transição, aliás, todas as que estão no planeta o são, até mesmo a nossa.

É grande a sua pretensão, em querer que eu refute todas as falhas da TE. Se eu fizesse isso, ganharia o nobel de biologia e não passaria o meu segredo para vc antes de levar a bolada. Sua linguagem e seu desafio parecem o de um estudante de colégio daqueles bem ruinzinhos.

[Os evolucionistas sabem apenas contar suas fábulas como se fosse ciência, mas não se dão ao trabalho de provar. No seu comentário não existe absolutamente nenhuma prova do evolucionismo. Existem apenas provas de preconceito contra cristãos e ignorância próprias de uma criatura alheia à civilização. Ou diríamos, “pouco evoluída”.]

Bom, não sei se pude satisfazer sua curiosidade sobre um pouco do que é ciência, mais especificamente, biologia evolutiva.

Provas, vc só obtém em matemática (teoremas). Nas demais ciências naturais, o que temos são confirmações, ou seja, quanto mais uma determinada teoria se sustenta, mais ela se aproxima da veracidade, porém sem jamais atingi-la.

Uma vez que tal veracidade seja rechaçada, ou a teoria cai ou é reparada em sua falha.

Agora me dou ao direito de lhe propor um pequeno exercício mental: Como Posso confirmar ou não a existência de Deus ou de qualquer outro ser divino?

R. Não posso. Porém, nada na natureza registra a presença ou a ausência desse ser, o que o torna sua veracidade uma variável tendente a jamais ser confirmada sob a ótica da ciência natural.

Quanto ao preconceito: vocês cristãos geralmente são arrogantes e se sentem senhores da verdade. Porém vivem fazendo papel ridículo em querer converter ou demonizar as pessoas, além de sequer terem conhecimento para discutir temas que exigem profundidade e sólidos conhecimentos. Isso os faz não vitimas de preconceito, mas de chacota no meio científico e mesmo em outras crenças religiosas.

Assim, antes de proferir abobrinhas, a respeito de algo que seu conhecimento é parco, estude, estude e estude.... não a bíblia, mas as ciências naturais. Depois vc poderá discutir e escrever coisas mais concretas e coerentes que as aqui apostas.

Um abraço e espero que aproveite bem a aula que, embora deficiente, tentei esclarecer sobre um pouquinho de TE, e filosofia além de rebater suas argumentações toscas. Espero que publique.

A criatura, embora sem qualquer preparo faz a seguinte réplica:


Você me desafiou novamente a publicar seu comentário. Não tenha medo, publicarei todos os que você escrever. Mas não garanto que responderei. Nem é necessário. Quem cita Marilena Chauí para o definir o que é Verdade, já nem merece resposta.

Existem muitas outras fontes na internet que combatem a absurda teoria do evolucionismo e eu não vou ficar aqui repetindo. Se quiser vá buscar.

Veja apenas:
http://pos-darwinista.blogspot.com/

Uma outra notícia da perseguição evolucionista:
http://www.remnantnewspaper.com/Archives/archive-2008-0531-dr-berlinski.htm

O problema é que os evolucionistas tentam impedir com baixarias a defesa do criacionismo. Com a falta de educação que você já demonstrou. Vocês escondem a suas ignorâncias com insultos contra quem não concorda com suas lendas.

Para finalizar com uma coisa realmente admirável: o seu lobo se transforma em cachorro em apenas algumas centenas de anos!!! Essa nem Darwin desconfiaria…

Já me alonguei demais com você. Pode escrever outros comentários que eles serão publicados. Mas não vou perder tempo em responder, pois você mesmo entrega a fragilidade de suas teorias.

Dando seqüência ao debate respondo:

Meu caro:

As teorias que cito não são minhas, mas de cientistas que estudam o assunto.

Quanto ao livro da Prof, Marilena, (Convite à Filosofia) não vejo nada de errado em seu conteúdo. Ela trata o tema filosofia numa linguagem fácil e não ideologizante. Já a sua posição política (pró-PT) para mim, é uma droga.

Vc agiu aqui de forma extremamente preconceituosa (comparável mesmo àquela adotada pelos nazi-fascistas), talvez por ela sustentar uma posição de esquerda um tanto fora de moda. Já é indício de que vc não sabe separar as coisas.

Não sou esquerdista e nem pró-Lula, mas adorei quando mandou a igreja se meter em seus assuntos e deixar a política do País com ele.

Adorei também os votos do STF em relação à questão das células-tronco.

Em resumo, somos um País laico, com diversidade de cultos e crenças, e com muitas minorias, daí não ser correto temos de nos submeter a preceitos católicos, em detrimento do bem estar social.

Apesar de ser um liberal, há certas posturas do liberalismo que sou contra, como, por exemplo, o abuso dos bancos, o mercado como ditador das regras e o extremo estado de legalidade que vivemos (bem diferente do estado de direito).

Basta sabermos separar as coisas e não vê-las sob um enfoque único.

Sobre cães e lobos (2 round):

Cães não viram lobo nem vice-versa em centenas de anos, mas entre 10 e 20 mil anos isso pode acontecer.

Os monstrinhos que citei se refere a que o isolamento de cães em estado natural produziria cães mais agressivos, talvez maiores ou menores e mais aptos a vida em que seriam postos a viver. Mas ainda seriam canídeos.

O cão doméstico, não mais vive em estado natural, daí a seleção natural não mais atuar na espécie. Desse modo, os cães possuem as características que vemos hoje: docilidade, menor índice de células olfativas (condicionadas por genes acumulativos), tamanho pequeno, etc.

Sem falar nas inúmeras seleções que nossa espécie fez com esse animal. Veja as seleções feitas com bois, cavalos, aves de criação, plantas, etc.

Há cães suscetíveis ao câncer (rotweilers e pequineses) e a problemas cárdio - vasculares (poodle toy e cocker). Certamente, em estado natural sumiriam.

O mesmo se dá com nossa espécie, onde muitos que na natureza morreriam, estão vivos e se reproduzindo, passando adiante o gene defeituoso.

Veja o caso dos tigres siberianos de Sumatra e de Bengala, são tigres, mas muito diferentes.

Quanto à fonte que citou (o pós darwinista), este já é manjado. Seus posts se pautam por falácias, falsa citação de autores e distorção de estudos realizados. Traduzindo em miúdos, não merece credibilidade. Só faltou vc citar o Montfort.

Quanto à perseguição: Por que ocorreria? Isso é pura teoria da conspiração.

Bem vamos a um breve resumo da verdade: (os religiosos acham que a entendem mas sequer sabem como ela se compõe).

Esta se divide em:

Alethea: campo da observação, pautada na lógica formal, ou seja, o mundo das ciências naturais.

Veritas: campo da argumentação, ou seja a lógica deôntica, mundo do direito e de muitas ciências humanas (filosofia, retórica, dialética).

Emunah: campo da verdade revelada, ou seja, crenças e ideologias.

Os três tipos podem se fundir sem problema algum, conforme ocorre no campo do direito (ideologia + argumentação + observação).

No campo das ciências naturais, a argumentação vem após a observação.

Em relação ao criacionismo, este parte de uma petição de princípio “ Deus existe e fez tudo”. Petições de princípio são ótimas para véritas e emunah, mas jamais para o campo da alethea, cuja prova se pauta pela observação.

Onde está o ser superior que ninguém sabe e ninguém viu? Não há rastros dele na natureza, logo não poderá ser considerado como uma variável em seu estudo, até que se confirme sua existência.

É engraçado, mas não sei se parou para pensar no modelo atômico. Até hoje, ninguém viu um átomo, dirá o que há dentro dele, exceto por observações indiretas. No entanto a teoria química, a física nuclear, física quântica e o eletromagnetismo estão baseadas nele. Estas teorias seriam um vasto campo para contestarem seus dados e conclusões, por que não o fazem?

Modelos, largamente utilizados em física, química e matemática apenas aproximam a realidade daquilo que nos é possível resolver os problemas que envolvam raciocínio matemático e demonstrações lógicas.

Por exemplo, PV=nrT é um modelo reduzido, que opera numa determinada condição, de uma série infinita de termos, a qual seria impraticável de ser solucionada.

Equações de Navier – Stokes, jamais foram provadas, mas toda a aerodinâmica se pauta por elas e... os aviões voam, os carros andam e os navios navegam.

Em biologia não é possível gerar e trabalhar com modelos. Os dados têm de ser observados a fim de poder se concluir algo. Um fóssil é um grande parâmetro para estudos como a anatomia e fisiologia comparadas, onde é possível se traçar conclusões. Bem como DNA, RNA e genética comparada.

Concorda que a biologia é um território bem menos árido que o mundo baseado no modelo atômico?

Agora coloque a sua crença à prova. Sua base é a bíblia. O que a torna uma verdade frente às demais crenças? R. nada além de sua ideologia (campo da emunah).

Por que seu deus é o verdadeiro e os outros não? O que ele difere dos demais? R. Em nada é apenas mais um ser divino criado pelo homem.

Não sei se já fez um estudo comparado de religiões do mundo. Todas elas misturam história com mito. Quando fizer isso, certamente enxergará o mundo, sua crença e a vc mesmo de uma forma diferente.

Em

[Já me alonguei demais com você. Pode escrever outros comentários que eles serão publicados. Mas não vou perder tempo em responder, pois você mesmo entrega a fragilidade de suas teorias.]

A frase acima somente demonstra sua falta de argumentos e sua intolerância, ignorância e preconceito, que são os combustíveis de seu fanatismo. Vc é o típico religioso. Quando sob pressão foge da raia.

Mesmo como cristão, vc deixa a desejar, pois sequer entendeu o que é “Dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

Nesta máxima há a seguinte mensagem: separe as coisas dos homens das coisas de Deus e não as funda, pois o desastre é iminente.

A ciência pertence aos homens e a crença pertence aos deuses, e assim devem ficar separadas, de modo a serem entendidas sem equívocos.


Ele continua (já perdendo as estribeiras):

Para demonstrar a fragilidade da sua argumentação:

Você falou, muito corretamente que:

[No campo das ciências naturais, a argumentação vem após a observação.]

Mas, antes, você havia dito que:

[Cães não viram lobo nem vice-versa em centenas de anos, mas entre 10 e 20 mil anos isso pode acontecer.]

Perguntinha básica: você fez a observação dos fatos antes de fazer a sua argumentação? Tenho a impressão que não…

Mas vamos em frente. Eis o critério que a filósofa Marilena Chauí tem sobre a verdade:

“Assim, por exemplo, costumamos dizer que uma montanha é real porque é uma coisa. No entanto, o simples fato de que essa “coisa’ possua um nome, que a chamemos “montanha”, indica que ela é, pelo menos, uma “coisa-para-nós”, isto é, algo que possui um sentido em nossa experiência. Suponhamos que pertencemos a uma sociedade cuja religião é politeísta e cujos deuses são imaginados com formas e sentimentos humanos, embora superiores aos dos homens, e que nossa sociedade exprima essa superioridade divina fazendo com que os deuses sejam habitantes dos altos lugares. A montanha já não é uma coisa: é a morada dos deuses. Suponhamos, agora, que somos uma empresa capitalista que pretende explorar minério de ferro e que descobrimos uma grande jazida numa montanha. Como empresários, compramos a montanha, que, portanto, não é uma coisa, mas propriedade privada. Visto que iremos explorá-la para obtenção de lucros, não é uma coisa, mas capital. Ora, sendo propriedade privada capitalista, só existe como tal se for lugar de trabalho. Assim, a montanha não é coisa, mas relação econômica e, portanto, relação social. A montanha, agora, é matéria-prima num conjunto de forças produtivas, dentre as quais se destaca o trabalhador, para quem a montanha é lugar de trabalho. Suponhamos, agora, que somos pintores. Para nós, a montanha é forma, cor, volume, linhas, profundidade — não é uma coisa, mas um campo de visibilidade.”

http://www.olavodecarvalho.org/textos/tiazinha.htm

Você me disse:

[O que é verdade para vc? Procure um livro de filosofia mais especificamente o da professora Marilena Chauí e leia esse capítulo, a fim de saber como a verdade se compõe. ]

Você me aconselhou a ler o livro da Marilena para saber como a verdade se compõe. Mas, pelo texto citado por Olavo de Carvalho, já podemos perceber que ela não acredita na verdade objetiva. A verdade dependeria do sujeito, cada um teria sua verdade, aquela que o individuo avalia do seu ponto de vista particular. Ou seja, para ela, a Verdade não existiria. E você queria que eu aprendesse o que é verdade lendo o livro de alguém que não acredita na verdade objetiva…

Foi nesse sentido que eu fiz a crítica. A sua mente “criativa” é que inventou o preconceito político como motivo da minha crítica. Aliás, o único preconceituoso aqui é você, como o comprova o que você já escreveu. Mas, com todo cinismo, você tenta me acusar de uma baixaria que é toda sua. Por isso, com a má vontade que você já demonstrou aqui, não é necessário continuar a discussão. Não vou perder meu tempo com você. Existem argumentos de sobra a favor do criacionismo, se você quiser vá pesquisar.


Esta é a parte não publicada pela criatura, uma vez que fugiu do debate, suponho eu que por falta de argumentos que embasem seus erros:

A observação do fato está em estudos de anatomia comparada e genética. Leia Seleção Natural de Darwin e A escalada do monte improvável de Dawkins, além de Evolução humana do Lewin e o que é vida do Passos Videira.

Agora se vc é um imortal, acompanhe uma espécie qq e faça o estudo por esse período, ou faça um curso de biologia e trabalhe com bactérias (estas variam em meses) e verá o que estou dizendo.

Se prefere acreditar em deuses, duendes, astrologia, mensagem da água, demônios, etc vá em frente, problema seu. Só não discorra sobre o que não conhece com impropriedade.

Quanto ao livro:

Apenas lhe recomendei o livro para entender como se compõe a verdade e qual a orientação dessa verdade dentro do objeto sob estudo.

Deduzi que vc não gostava dela por determinados posts de seu blog e pela maioria de católicos serem avessos a esquerdistas.

A verdade:

Realmente esta é subjetiva (em casos de ideologia e crenças), depende de cada um. Não existe verdade objetiva, porque o que é verdadeiro para um pode não ser para outro.

Vc acredita nos espíritos da floressta? Ou vc acredita que Jesus ressuscitou?

Com qual das duas verdades vc fica? Será que ambas, apenas uma ou nenhumas são verdades?

Qual forma de pensar é a verdadeira; aquela segundo a ideologia comunista ou segundo a ideologia capitalista?

Deus existe? Ou Baal é o verdadeiro deus, ou ainda Osiris, Zeus, Odin, a mãe Terra, Oxalá, Alá, Tupã, O Deus Sol, Krishna, Amaterassu, etc. é que são verdadeiros? Todos foram revelados aos seus seguidores.

Todavia, na dialética da argumentação, convém que vc convença o seu ouvinte ou leitor, argumentando de forma lógica, precisa e encadeada.

Será que num tribunal é o autor ou o réu que estão dizendo a verdade?

Será que eu devo ou não pagar CPMF? Eu interpreto essa lei de forma que minhas condições ilidem esse pagamento, mas a Receita a interpreta de forma que devo pagar. Qual das duas peças será a vitoriosa, será que a minha verdade é a mesma do juiz?

Qual princípio jurídico deve prevalecer; meu direito de propriedade ou a interesse público? A proteção da minha intimidade ou a liberdade de imprensa?

Quanto às ciências naturais, há que se observarem fatos, seja direta ou indiretamente, estabelecer premissas (não petições de princípio), princípios (observáveis na natureza, porém sem uma dedução matemática que o prove), tecer hipóteses e buscar a confirmação destas a fim de se poder fazer uma teoria.

Será que todos os leões machos possuem juba? Será que todo o pato é um bom nadador? Será que os répteis deram origem as aves e mamíferos? Qual o elo de ligação entre os primatas; seria o Procunsul?

Veja só como a verdade é um campo minado. Assim, estabelecê-la categoricamente é um erro crasso.

Cristianismo, budismo, islamismo, comunismo, nazismo, sionismo e outros "ismos", podem ou não serem verdades.

Evolucionismo foi uma adaptação tosca criada por capitalistas à época da revolução industrial, por pensadores como Spencer de modo a estabelecer paradigmas científicos ao pensamento social, a fim de justificar as mazelas da sociedade.

O campo de estudo em questão, pertence às ciências humanas (sociologia, antropologia, economia).

Essa forma de pensar levou as teorias de Gobineau referentes à eugenia, as quais foram a base do purismo racial nazista.

Não tem nada a ver com teoria da evolução, a qual pertence á biologia e, jamais, deve ser usada para interpretar as ciências sociais. Essa teoria estuda fósseis comparando-os com o que temos hoje em dia.

Atualmente, avança pela genética, comparando genes de espécies existentes e sendo tais genes próximos, é possível estabelecer uma relação de parentesco entre as espécies.

em

[Aliás, o único preconceituoso aqui é você, como o comprova o que você já escreveu. Mas, com todo cinismo, você tenta me acusar de uma baixaria que é toda sua. Por isso, com a má vontade que você já demonstrou aqui, não é necessário continuar a discussão. Não vou perder meu tempo com você. Existem argumentos de sobra a favor do criacionismo, se você quiser vá pesquisar.]

Mais uma vez foge da raia. Xinga, xinga, perde as estribeiras e ... foge (falácia ad hominiem).

Não existem argumentos a favor do criacionismo, exceto na parvoíce dos criacionistas.

Ao menos me indique uma revista científica de renome onde tais argumentos foram publicados, pois em 20 anos de vida acadêmica não vi nenhum.

Procure uma escola e aprenda ciências e filosofia. Nessas matérias vc é fraco demais. Não tece argumentos concisos e lhe falta conhecimento.

Ou então, vá para a igreja e peça a Deus que ilumine sua mente pois é o que vc precisa.

Cresça garoto!!!!

Conclusão a pessoa possui um perfil agressivo e odeia ser contestada. É um perfil tipicamente fundamentalista religioso, despreparado e com péssimo conhecimento em biologia e mesmo no que se refere à religião cristã.



Texto 2





Evolucionismo: muitas suposições, nenhum fato

A teoria da evolução das espécies é apresentada, através de uma imensa máquina de propaganda, como fato cientificamente comprovado. Essa verdadeira lavagem cerebral é o único motivo pelo qual tantas pessoas ainda acreditam no evolucionismo.

No entanto, longe de haver fatos que o comprovem, o evolucionismo se baseia em suposições e interpretações. Vejamos um comentário de sobre a falta de fatos comprovadores da teoria da evolução (os grifos são meus):

No número de dezembro de 1960 da revista Science pode-se ler, escritas pelo ex-presidente da Sociedade Para o Progresso da Ciência, dos EUA, as seguintes idéias: “Acompanhe-nos, agora, a uma excursão especulativa à pré-História. Faça de contra que está na era em que a espécie sapiens emerge do genus Homo”

“Avance velozmente através dos milênios, sobre os quais a informação depende, na maior parte, de conjetura e interpretação, até a era dos primeiros registros escritos, dos quais se podem colher alguns fatos”

Conjetura e interpretação… Que colossal distância para os “fatos provados” da mistificação criminosa ou do embuste irresponsável!

De resto, já o conhecido cientista britânico L. M. Davies, referindo-se à famosa obra de Darwin, “A Origem da Espécies”, afirmou: “Calcula-se que nada menos de 800 frases no modo subjuntivo (do tipo suponhamos, presumamos, etc.) podem ser encontradas em seu texto.”

Tais fatos, talvez, é que explicam a razão pela qual, menos comedido na linguagem, haja um fisiólogo da Comissão de Energia Nuclear dos EUA escrito: “Os cientistas que estão ensinando que a Evolução é um fato são grandes vigaristas, e a estória que contam talvez seja o maior logro que já houve. Não possuímos um único fato para explicar a Evolução“.

(BOAVENTURA, Jorge; Ocidente Traído; Bibliex; Rio de Janeiro; 1980; página 61)

É por isso que o evolucionismo não passa de uma teoria, ou seja, de uma suposição. Não existiam fatos que o pudessem comprovar na época de Darwin, de modo que ele acabou escrevendo um livro com mais de 800 suposições. E hoje, em pleno século XXI, continuamos sem fato algum que prove o evolucionismo. A ausência de fósseis intermediários entre uma espécie e outra, é uma das dificuldades que o próprio Darwin previu, mas que acreditava que os fósseis seriam encontrados. Até hoje não encontraram nada, mas os evolucionistas não perdem a “fé” na sua teoria, por mais distante que esteja da verdadeira ciência experimental, que exige provas, e não suposições.


Nesse texto, a pessoa ainda demonstra sua avidez por provas no que se refere às ciências naturais, além de insistir em erros como fóssil intermediário e se remeter a um material datado de 1960, editado em 1980 num livro da editora Biblex.

Caso se estabeleça o conceito de fóssil intermediário, este dará azo ao "deus das lacunas", artimanha bem típica de criacionistas.

Por exemplo; temos as espécies A e C. Assim necessitamos de um fóssil intermediário. Caso apareça B teremos a necessidade de um intermediário entre A e B e entre B e C. Asim, de uma passamos a ter duas lacunas e assim por diante. Portanto, na concepção criacionista, apenas o poder divino sanaria esta questão.

O que temos são as espécies em transição, cada qual se adaptando ao meio em que vive e as mudanças neste ocorridas.

Ao tecer sua conclusão a pessoa confunde hipótese a qual está no campo das suposições com teoria, o que é um erro crásso em metodologia científica.

Para elucidar: maior aprofundamento sobre o tema aqui.

Hipótese: suposição, conjectura.

Teoria: conjunto de princípios que fundamentam uma arte ou ciência cujo conhecimento apresenta sistematização e credibilidade que se propõe a explicar fenômenos observáveis na prática, direta ou indiretamente.

Em sequência, faz o típico argumento religioso em que evolucinistas possuem fé na TE. Ora, fé é a crença cega em algo que não se tem qualquer evidência, além do que seu cunho se volta para questões dogmáticas (fechadas a qualquer contestação).

Dogma: se trata de um ponto fundamental indiscutível de uma doutrina, ou seja, é uma verdade certa e incontestável.

Quando um cientista afirma que a crença em tal teoria tem se desenvolvido, esta crença se pauta com base em evidências coletadas na natureza, observáveis no mundo natural e postas à contestação, o que lhes confere o caráter zetético.

Evidência: qualidade daquilo que não oferece dúvida, que se compreende prontamente dispensando demonstração; claro, manifesto, patente.

Ao atribuir que não há fatos que evidenciam a TE (impropriamente usado com o termo evolucionismo), a pessoa comete erro crasso, uma vez que a existência de fósseis é fato que embasa as evidências a favor desta teoria.

-Fato: coisa ou ação feita, acontecimento, coisa que realmente existe, o que é real.

A pessoa também sequer sabe que fósseis são produzidos em condições especialíssimas e que apenas cerca de 4% das espécies que existiram se transformaram neles. Aqui há uma explicação básica sobre fósseis.


Dessa forma, mais uma vez podemos concluir que a pessoa não possui preparo no que concerne aos campos que pretende discutir.



texto 3






Chegou a hora de dizer adeus a Darwin

Acabei de encontrar um excelente site anti-evolucionista:

Desafiando a Nomenklatura científica

O autor é um ex-evolucionista que abandonou a teoria evolutiva baseando-se na própria Ciência, que exige o abandono de teorias que não são suportadas pelos fatos. Com muita coragem, e usando argumentos científicos, o autor se levanta contra a verdadeira “ditadura”, existente no meio científico e midiático, que tenta empurrar o Darwinismo como se fosse verdade comprovada pela ciência, utilizando-se de uma imensa máquina propagandística.

Essa máquina de propaganda repete o “conto de fadas” do Darwinismo como se fosse ciência, embora não apresente nenhuma prova científica. Cria-se, dessa forma, um verdadeiro exército de zumbis que sabe apenas repetir a mesma estória (e não história) que vêm ouvindo desde os tempos de escola. Aliado à propaganda, existe a perseguição aos que não perderam a capacidade de questionar e se opõe ao evolucionismo. A mídia esquerdista e atéia “excomunga” qualquer um que não aceite os “dogmas” do evolucionismo. Assim, uma grande massa dos ignorantes repete os dogmas darwinistas com ares de intelectuais, e zombam dos criacionistas como se fossem religiosos “atrasados”.

Existem incontáveis argumentos, de ordem religiosa, filosófica e científica, que desmentem toda a falácia do evolucionismo. O site recomendado executa muito bem o trabalho a que se propôs, atuando no campo da própria ciência.

O texto mais se parece um palanque político que uma discussão científica.

Esse realmente é demais... se fiar no "pós evolucionista" é demais!!!Os erros são os mesmos: avidez por provas em ciências naturaise acusandoa ciência de ditatorial e dogmática.


O "pós evolucionista" não traz qualquer argumento de cunho científico que mereça crédito, uma vez que tenta defender o design inteligente contestando uma teoria em seus pontos não elucidados.

Nosso ilustre amigo também distorce trabalhos científicos coletando, bem como inventando frases que criam sentido oposto àquilo que o trabalho se propõe a estudar. Basta irmos direto às fontes em que ele colhe as matérias e lê-las atentamente.

A estratégia por ele usada é identificar falhas na TE, acusar a teoria de errada e assim com isso obter respaldo para defender o DI.

Ora, uma teoria se afirma não destruindo a outra, mas criando suas próprias confirmações. No momento as confirmações referentes ao DI e ao criacionismo se encontram na falácia e no ataque a TE.

Não há nada de concreto que as apoie, daí a razão de não possuírem espaço em revistas científicas e em congressos de mesmo caráter.

Há que também se criticar a exigência descabida de que uma teoria deva explicar tudo. Isso não existe, pois o conhecimento, à medida que elucidamos uma questão surgem muitas outras.

Assim, as perguntas são infinitas, diferentemente das propostas dogmáticas como o DI e o criacionismo que encerram as perguntas no ser inteligente como causa primeira de tudo.

Essas teorias são Tomas de Aquino disfarçadas de ciência.

Dogmas em ciências não existem, bem como são abominados se cogitados. Se assim o fosse, as teorias científicas seriam incontestáveis, exatamente como se dá no seio das crenças religiosas e ideológicas.

Os próprios adéptos do DI e do criacionismo entram em contradição ao afirmarem "olha só!!! Tal teoria mudou tudo!!!! isso prova que é falha, logo não é verdade!!!" O que dá a TE ou a qualquer outra teoria científica o caráter zetético, jamais o dogmático, mesmo que esta se funda sobre um princípio.

Princípio: é o ponto de partida de um processo qualquer. Ele é observável, porém não é demonstrável. É freqüente o seu uso em ciências naturais e humanas, a fim de construir o raciocínio de uma teoria. Porém estão abertos à contestação.

Agora analisemos o DI e o criacionismo: ambos partem de uma petição de princípio que é a existência de Deus nesta e do projetista inteligente (nova designação de Deus para não dar na cara que se funda na religião cristã) naquela.

Petições de princípio são um ponto de partida a fim de se construir não teorias científicas, mas teorias das ciências humanas, no que concerne ao seu raciocínio.

Não são observáveis, nem tão pouco demonstráveis. Assim não são passíveis de serem submetidas à falseabilidade, o que rompe com seu caráter científico na seara das ciências naturais.

Em sua premissa maior, DI e criacionismo se fundam no dogma da existência de Deus, o que lhe confere não o caráter de ciência mas de religião travestida de ciência (pois usa jargão científico de modo impróprio), o que podemos denominar de pseudociência.

O que as torna uma teoria científica se partem nao de premissas ou princípios , mas de petições de princípios?

Nada; no máximo se enquadram no campo da teologia, pois atribuem a Deus a responsabilidade de tudo.

O dia que os criacionistas trouxerem algo que apóie sua petição de princípio tornando-a uma evidência, ganharão destaque no mundo científico. Todavia, até então o que trouxeram foram falácias e sofismas, além de dogmas religiosos.

A propósito, argumentação religiosa e filosófica não refutam evidências científicas e nem tão pouco teorias com esse cunho. Há que existirem evidências de modo a refutarem outras evidências.

Com esse tipo de argumento a pessoa demonstra não possuir conhecimento algum a respeito da distinção entre teologia, filosofia e ciências naturais. Assim seu conhecimento científico filosófico é parco.

Dessa forma acho que seria uma boa idéia dizermos adeus ao pós-evolucionista e as suas marolas metafísicas.


Texto 4




A cegueira do evolucionismo

O evolucionismo se tornou um dos maiores “dogmas” do ateísmo moderno. Não podendo contestar os argumentos criacionistas, os evolucionistas se concentram em uma propaganda intensa das suas idéias, realizando uma verdadeira lavagem cerebral. Desde os bancos escolares, as crianças são ensinadas a repetir que o homem veio do macaco. A mídia também repete a mesma estória “ad nauseam”, formando um verdadeiro exécito de zumbis, que sabem apenas repetir as mesmas fórmulas prontas que ouviram tantas vezes antes. E como se não bastasse a propaganda, sempre que se tenta debater o assunto com um evolucionista, este logo apela para a crítica do criacionismo como sendo “idéias religiosas ultrapassadas” e que “não estão de acordo com a ciência”. No entanto, a verdade passa bem longe disso, pois o evolucionismo também é uma crença religiosa, porém pagã, e a ciência está do lado do criacionismo.

A figura abaixo foi retirda do Novo Atlas Universal, publicado pela DCL - Difusão Cultural do Livro. Ele representa o surgimento dos primeiros seres vivos. Nele podemos perceber claramente a assim chamada “explosão de vida do Cambriano”, que foi o surgimento de diversos seres vivos, muitíssimo complexos, sem que houvesse qualquer mudança gradual dos seres vivos extremamente simples que existiam anteriormente. Essa é uma das maiores provas do Criacionismo: a vida surgiu de repente na Terra. Não houve mudança gradual como exigiria a teoria da evolução, mas houve sim o aparecimento de seres vivos complexos, alguns dos quais existem até hoje.

Origem da vida

Apesar de ter exibido esse gráfico que ilustra a verdade, o texto abaixo do mesmo conta a mesma mentira evolucionista de sempre.

A vida não se iniciou na Terra, de repente, no começo da Era Paleozóica. Porém, em virtude da escassez de fósseis, os cientistas sabem muito menos a respeito da vida nos períodos que precederam a Era Paleozóica.

O leitor que ainda não virou zumbi e tem capacidade de questionar vai se perguntar: o quadro não foi feito a partir dos fósseis encontrados? E ele não demonstra claramente que a vida surgiu de repente na Terra? Por que o texto diz o contrário? Claramente estamos diante de mais uma tentativa frustrada de se defender o evolucionismo. O texto tenta argumentar que há poucos fósseis nas eras anteriores à Paleozóica, por isso pouco se sabe da vida nas mesmas. Mas, se são exatamente através dos fósseis que nós sabemos existiu vida no passado, como podemos garantir que havia vida antes do Palezóico se não encontramos os fósseis? Na realidade o que havia eram apenas fósseis de seres vivos muito simples, e não se encontrou nenhuma transição gradual para os seres complexos do Cambriano.

O gráfico representa o testemunho dos fósseis e, portanto, a verdade científica. O texto, infelizmente, representa a doutrinação evolucionista, contrária à ciência e ao bom senso. O evolucionismo zomba da incapacidade de raciocinar à qual as pessoas foram levadas desdes os primeiros anos de escola. Tudo isso por ódio a Deus, porque não querem admitir que houve uma criação e, portanto, um Criador. Por isso, doentes de um ateísmo profundo, os “defensores da ciência” acabam por destruí-la, impondo uma interpretração que não está de acordo com os fatos observados.


O texto já começa errado com a história do dogma evolucionista e de que o homem veio do macaco. Essa nem os criacionistas mais sérios citam mais.

O autor se lança na falácia do falso dilema, atribuindo o caráter religioso ateu-pagão à TE, o que já foi explanado anteriormente.

Os criacionistas possuem fixação pela "explosão cambriana", assunto já explorado em texto anteriormente analisado.

Porém, como pregam os adéptos das teorias de cunho criacionista, se foi Deus que fez a explosão cambriana, por que resolveu destruir quase tudo (cerca de 85% das espécies)? Esse projetista teria errado o seu design ou ele seria o projetista maluco?

Mais uma vez a pessoa afirma a verdade científica, não se atendo a que isso são meras confirmações e podem ser postas à falseabilidade.

Ciência não se trata de uma doutrinação, uma vez que ela deve ser aprendida, compreendida e sempre estudada. Ela não se resumen ao mundo do é porque é como ocorre com os campos da ideologia e da crença religiosa.

Mais uma vez a pessoa comete falácias do falso dilema: crer em deus não atenta contra o sujeito ser evolucionista ou vice-versa.

Deus não se trata de uma variável plausível em ciências naturais, pois não há como confirmá-lo ou rechaça-lo. Todavia a sua probabilidade de existir vai se trornando cada vez menor à medida que a ciência evolui e afasta o inexplicável do conhecimento humano.

O que seriam os fatos observados que o autor se refere? Caso entenda que olhar a natureza é ver deus, isso não se enquadra na seara científica, uma vez que afirmar isso não traz qualquer evidência objetiva de que tal ser exista.

Experiências metafísicas possuem elevada carga de subjetivismo sem nada que o confirme como evidência de alguma coisa.

Cientistas não zombam de leigos, apenas tentam levar conhecimento àqueles que desejam aprender. A zombaria advém de religiosos fundamentalistas como o autor desse texto, pois tratam a ciência com desdém e desprezo acusando-a de dogma do ateísmo.

Em suma o texto acima se enquadra mais em um discurso fundamentalista religioso que propriamente científico. Não acrescenta nada de útil ao conhecimento a respeito das origens da vida, das espécies e do homem.


Eu o denominaria a cegueira do fundamentalismo religioso.


Conclusão geral:

Os textos ora apresentados apenas demonstram o despreparo e o fundamentalismo religioso do indivíduo que os escreveu.

Em nada abalam a TE, uma vez que não trazem nada de novo exceto uma péssima retórica religiosa de cunho extremamente agressivo.

É lamentável que pessoas com esse nível existam em pleno século XXI, em que o mundo deveria estar se esquivando, jamais entrando no obscurantismo religioso.

O fundamentalismo aqui apresentado somente me faz crer que ainda no seio das religiões há pessoas agressivas, resistentes ao conhecimento científico, preconceituosas e ignorantes.

Temo que a onda obscurantista se propague e que novamente vejamos o filme de uma inquisição e que a ciência passe a ser novamente monopólio da crença religiosa e por esta se torne manipulada a fim de sustentar sua dogmática.

Seria hora de cientistas saírem de seus laboratórios e de suas salinhas e varrerem essa onda obscurantista, promovendo palestras, fóruns e seminários nas escolas a fim de que crianças e adultos possam aprender em que consiste a ciência verdadeira.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Iraquianos avistam suposto dragão












Carros armados, mísseis e blindados são comuns no Iraque. Mas não se tinha notícias de dragões no país. Pelo menos até alguns dias atrás, quando um animal de espécie desconhecida foi avistado no Curdistão, informou o Corriere della Sera.







De acordo com a agência local Vozes do Iraque, no início da semana um grupo de habitantes da cidade de Dihuk se deparou com um animal de aproximadamente 4 metros de comprimento.







O vice-reitor de uma universidade local, Hussein Amin, que viu as imagens feitas pelo grupo, explicou que o animal “tem uma forma semelhante à de um dragão” e levantou a hipótese de que a criatura tenha ao menos 100 anos. Os moradores de Dihuk afirmam que o animal não se parece com nenhuma das espécies conhecidas.

Para tentar descobrir de que espécie se trata, os estudiosos da universidade enviaram as imagens a dois centros de pesquisa na Grã-Bretanha e na Alemanha.

Certamente pode haver espécies não descobertas ainda, seja em terra, seja no mar. Um lagarto de 4 metros pode ser um parente do dragão de Komodo, ou de qualquer outro lagarto, ou mesmo constituir gênero ou espécie diferente dos demais lagartos.

Há que se investigar mais a fim de se encontrar um exemplar e estudá-lo de modo a se tirarem conclusões acerca do assunto.

(Terra)


O que mais me estarrece é a nota sem qualquer sentido, seja ele lógico ou científico:







Nota: A edição nº 58 da Revista Criacionista traz documentos interessantes que dão conta de relatos de avistamentos relativamente recentes de dinossauros. É possível que nem todos tenham se extinguido no dilúvio e alguns espécimes tenham sido preservados na arca – o dragão de Komodo é outro que ainda vive...[MB]



Dragões de Komodo, serpentes, crocodilianos, entre outros répteis não se tratam de dinossauros preservados na arca de noé durante o dilúvio, contemporaneamente aos mamíferos e aves modernos.





Não há registros fósseis que colocam dinossauros e mamíferos vivendo em uma mesma era geológica.

Abaixo do limite KT encontramos os dinossauros e pequenos mamíferos e acima deste limite os mamíferos em tamanho maior.








A incoerência do raciocínio apresentado na nota é tanta que resta a pergunta:

Havia dinossauros como o pterodáctilo cujo tamanho era o de um pardal, bem como havia pequenos raptores do tamanho de uma galinha.





Se a questão era o tamanho a fim de receber o bilhete "arca de Noé", por que tais animais não foram colocados dentro desta arca, em vez de um elefante?






Se o critério era a utilidade, por que foram colocados na arca aves que se alimentam de sementes, os gafanhotos, os afídeos, os cupins e as formigas cortadeiras em vez de artrópodes do período cambriano, que devorariam essas criaturas, e pterodáctilos que eram insentívoros?

Essas são as perguntas que já fiz, porém, até hoje, sem respostas.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

UMA VELA NA ESCURIDÃO









Após a apreensão desde março de 2008, quanto à discussão referente às células tronco, finalmente demos um passo para o primeiro mundo e para o respeito à vida e à dignidade humana.

Aqui

A pesquisa com células tronco finalmente foi liberada após o embate obscurantismo católico X iluminismo científico.

Seguem abaixo os votos dos ministros do STF:


Quinta-feira, 29 de Maio de 2008
STF libera pesquisas com células-tronco embrionárias

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (29) que as pesquisas com células-tronco embrionárias não violam o direito à vida, tampouco a dignidade da pessoa humana. Esses argumentos foram utilizados pelo ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 3510) ajuizada com o propósito de impedir essa linha de estudo científico.

Para seis ministros, portanto a maioria da Corte, o artigo 5º da Lei de Biossegurança não merece reparo. Votaram nesse sentido os ministros Carlos Ayres Britto, relator da matéria, Ellen Gracie, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio e Celso de Mello.

Os ministros Cezar Peluso e Gilmar Mendes também disseram que a lei é constitucional, mas pretendiam que o Tribunal declarasse, em sua decisão, a necessidade de que as pesquisas fossem rigorosamente fiscalizadas do ponto de vista ético por um órgão central, no caso, a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Essa questão foi alvo de um caloroso debate ao final do julgamento e não foi acolhida pela Corte.

Outros três ministros disseram que as pesquisas podem ser feitas, mas somente se os embriões ainda viáveis não forem destruídos para a retirada das células-tronco. Esse foi o entendimento dos ministros Carlos Alberto Menezes Direito, Ricardo Lewandowski e Eros Grau. Esses três ministros fizeram ainda, em seus votos, várias outras ressalvas para a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias no país.

Veja abaixo os argumentos de cada ministro, na ordem de votação da matéria.

Carlos Ayres Britto (relator)

Relator da ADI 3510, o ministro Carlos Ayres Britto votou pela total improcedência da ação. Fundamentou seu voto em dispositivos da Constituição Federal que garantem o direito à vida, à saúde, ao planejamento familiar e à pesquisa científica. Destacou, também, o espírito de sociedade fraternal preconizado pela Constituição Federal, ao defender a utilização de células-tronco embrionárias na pesquisa para curar doenças.

Carlos Britto qualificou a Lei de Biossegurança como um “perfeito” e “bem concatenado bloco normativo”. Sustentou a tese de que, para existir vida humana, é preciso que o embrião tenha sido implantado no útero humano. Segundo ele, tem que haver a participação ativa da futura mãe. No seu entender, o zigoto (embrião em estágio inicial) é a primeira fase do embrião humano, a célula-ovo ou célula-mãe, mas representa uma realidade distinta da pessoa natural, porque ainda não tem cérebro formado.

Ele se reportou, também, a diversos artigos da Constituição que tratam do direito à saúde (artigos 196 a 200) e à obrigatoriedade do Estado de garanti-la, para defender a utilização de células-tronco embrionárias para o tratamento de doenças.

Ellen Gracie

A ministra acompanhou integralmente o voto do relator. Para ela, não há constatação de vício de inconstitucionalidade na Lei de Biossegurança. “Nem se lhe pode opor a garantia da dignidade da pessoa humana, nem a garantia da inviolabilidade da vida, pois, segundo acredito, o pré-embrião não acolhido no seu ninho natural de desenvolvimento, o útero, não se classifica como pessoa.”

Ela assinalou que a ordem jurídica nacional atribui a qualificação de pessoa ao nascido com vida. “Por outro lado, o pré-embrião também não se enquadra na condição de nascituro, pois a este, a própria denominação o esclarece bem, se pressupõe a possibilidade, a probabilidade de vir a nascer, o que não acontece com esses embriões inviáveis ou destinados ao descarte”.

Carlos Alberto Menezes Direito

De forma diversa do relator, o ministro Menezes Direito julgou a ação parcialmente procedente, no sentido de dar interpretação conforme ao texto constitucional do artigo questionado sem, entretanto, retirar qualquer parte do texto da lei atacada. Segundo Menezes Direito, as pesquisas com as células-tronco podem ser mantidas, mas sem prejuízo para os embriões humanos viáveis, ou seja, sem que sejam destruídos.

Em seis pontos salientados, o ministro propõe ainda mais restrições ao uso das células embrionárias, embora não o proíba. Contudo, prevê maior rigor na fiscalização dos procedimentos de fertilização in vitro, para os embriões congelados há três anos ou mais, no trato dos embriões considerados "inviáveis", na autorização expressa dos genitores dos embriões e na proibição de destruição dos embriões utilizados , exceto os inviáveis. Para o ministro Menezes Direito, “as células-tronco embrionárias são vida humana e qualquer destinação delas à finalidade diversa que a reprodução humana viola o direito à vida”.

Cármen Lúcia

A ministra acompanhou integralmente o voto do relator. Para ela, as pesquisas com células-tronco embrionárias não violam o direito à vida, muito pelo contrário, contribuem para dignificar a vida humana. ”A utilização de células-tronco embrionárias para pesquisa e, após o seu resultado consolidado, o seu aproveitamento em tratamentos voltados à recuperação da saúde, não agridem a dignidade humana constitucionalmente assegurada.”

Ela citou que estudos científicos indicam que as pesquisas com células-tronco embrionárias, que podem gerar qualquer tecido humano, não podem ser substituídas por outras linhas de pesquisas, como as realizadas com células-tronco adultas, e que o descarte dessas células não implantadas no útero somente gera "lixo genético".

Ricardo Lewandowski

O ministro julgou a ação parcialmente procedente, votando de forma favorável às pesquisas com as células-tronco. No entanto, restringiu a realização das pesquisas a diversas condicionantes, conferindo aos dispositivos questionados na lei interpretação conforme a Constituição Federal.

Eros Grau

Na linha dos ministros Menezes Direito e Ricardo Lewandowski, o ministro Eros Grau votou pela constitucionalidade do artigo 5º da Lei de Biossegurança, com três ressalvas. Primeiro, que se crie um comitê central no Ministério da Saúde para controlar as pesquisas. Segundo, que sejam fertilizados apenas quatro óvulos por ciclo e, finalmente, que a obtenção de células-tronco embrionárias seja realizada a partir de óvulos fecundados inviáveis, ou sem danificar os viáveis.

Joaquim Barbosa

Ao acompanhar integralmente o voto do relator pela improcedência da ação, o ministro Joaquim Barbosa ressaltou que a permissão para a pesquisa com células embrionárias prevista na Lei de Biossegurança não recai em inconstitucionalidade. Ele exemplificou que, em países como Espanha, Bélgica e Suíça, esse tipo de pesquisa é permitida com restrições semelhantes às já previstas na lei brasileira, como a obrigatoriedade de que os estudos atendam ao bem comum, que os embriões utilizados sejam inviáveis à vida e provenientes de processos de fertilização in vitro e que haja um consentimento expresso dos genitores para o uso dos embriões nas pesquisas. Para Joaquim Barbosa, a proibição das pesquisas com células embrionárias, nos termos da lei, “significa fechar os olhos para o desenvolvimento científico e os benefícios que dele podem advir”.

Cezar Peluso

O ministro Cezar Peluso proferiu voto favorável às pesquisas com células-tronco embrionárias. Para ele, essas pesquisas não ofendem o direito à vida, porque os embriões congelados não equivalem a pessoas. Ele chamou atenção para a importância de que essas pesquisas sejam rigorosamente fiscalizadas e ressaltou a necessidade de o Congresso Nacional aprovar instrumentos legais para tanto.

Marco Aurélio

Ele acompanhou integralmente o voto do relator. Considerou que o artigo 5º da Lei de Biossegurança, impugnado na ADI, “está em harmonia com a Constituição Federal, notadamente com os artigos 1º e 5º e com o princípio da razoabilidade”. O artigo 1º estabelece, em seu inciso III, o direito fundamental da dignidade da pessoa humana e o artigo 5º, caput, prevê a inviolabilidade do direito à vida. Ele também advertiu para o risco de o STF assumir o papel de legislador, ao propor restrições a uma lei que, segundo ele, foi aprovada com apoio de 96% dos senadores e 85% dos deputados federais, o que sinaliza a sua “razoabilidade”.

O ministro observou que não há, quanto ao início da vida, baliza que não seja simplesmente opinativa, historiando conceitos, sempre discordantes, desde a Antiguidade até os dias de hoje. Para ele, “o início da vida não pressupõe só a fecundação, mas a viabilidade da gravidez, da gestação humana”. Chegou a observar que, “dizer que a Constituição protege a vida uterina, já é discutível, quando se considera o aborto terapêutico ou o aborto de filho gerado com violência”. E concluiu que “a possibilidade jurídica depende do nascimento com vida”. Por fim, disse que jogar no lixo embriões descartados para a reprodução humana seria um gesto de egoísmo e uma grande cegueira, quando eles podem ser usados para curar doenças.

Celso de Mello

O ministro acompanhou o relator pela improcedência da ação. De acordo com ele, o Estado não pode ser influenciado pela religião. “O luminoso voto proferido pelo eminente ministro Carlos Britto permitirá a esses milhões de brasileiros, que hoje sofrem e que hoje se acham postos à margem da vida, o exercício concreto de um direito básico e inalienável que é o direito à busca da felicidade e também o direito de viver com dignidade, direito de que ninguém, absolutamente ninguém, pode ser privado”.

Gilmar Mendes

Para o ministro, o artigo 5º da Lei de Biossegurança é constitucional, mas ele defendeu que a Corte deixasse expresso em sua decisão a ressalva da necessidade de controle das pesquisas por um Comitê Central de Ética e Pesquisa vinculado ao Ministério da Saúde. Gilmar Mendes também disse que o Decreto 5.591/2005, que regulamenta a Lei de Biossegurança, não supre essa lacuna, ao não criar de forma expressa as atribuições de um legítimo comitê central de ética para controlar as pesquisas com células de embriões humanos.

Espero que os carolas de plantão, a partir de agora, parem de se intrometer onde não são chamados e tenham consciência de que vida é aquilo que devemos respeitar e fazer de tudo para que ela seja melhor e feliz, seja para esta, como para as gerações futuras.






Espero também que entendam que no Brasil nem todos são católicos e, assim, não devem se submeter aos preceitos dessa crença e esta nem tão pouco é dona das decisões a respeito de políticas de saúde, segurança e educação. No mínimo deve ser uma auxiliar, devendo ajudar e não atrapalhar, como tem feito, na maioria das vezes.




quinta-feira, 29 de maio de 2008

O obscurantismo católico - palpites sem fundamento



Aqui encontrei uma argumentação que busca esclarecer porque a Igreja Católica se posiciona contra o desenvolvimento de estudos com células tronco.





Ao longo do artigo tecerei os respectivos comentários a respeito desta argumentação.


Se as pesquisas com células-tronco são tão boas, por quê a Igreja é contra?


Antes de mais nada a Igreja não é contra a pesquisa com células-tronco, pelo contrário, a Academia Pontifícia para as Ciências considera essas pesquisas benéficas à humanidade e certamente as estimula. Entretanto há de se considerar que há duas modalidades de pesquisa com células-tronco atualmente: pesquisas com células-tronco adultas e com células-tronco embrionárias. A Igreja é frontalmente contrária a pesquisa com células-tronco embrionárias, vamos entender porque:

Mas antes, afinal o que são células-tronco?

Resposta: “É um tipo de célula que pode se diferenciar (modificar-se, transformar-se) e constituir diferentes tecidos no organismo. Esta é uma capacidade especial, porque as demais células geralmente só podem fazer parte de um tecido específico (por exemplo: células da pele só podem constituir a pele). Outra capacidade especial das células-tronco é a auto-replicação, ou seja, elas podem gerar cópias idênticas de si mesmas.

Por causa destas duas capacidades, as células-tronco são objeto de intensas pesquisas hoje, pois poderiam no futuro funcionar como células substitutas em tecidos lesionados ou doentes, como nos casos de Alzheimer, Parkinson e doenças neuromusculares em geral, ou ainda no lugar de células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, como no caso de diabetes.” - Mayana Zatz, professora titular de Genética, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano.

A doutora Mayana Zatz tem empreendido grande esforço a fim de elucidar aos carolas de plantão que as pesquisas não se direcionam à clonagem de seres humanos, mas à terapia de doenças conforme citado acima.

Células embrionárias segundo afirmações dela, são as melhores a fim de se proceder às pesquisas com cunho terapeutico.

Embora os processos de clonagem terapêutica possam até ser idênticos ao de clonagem de seres, o objetivo é muito diferente. Estamos falando de uma tentativa de curar males que nos aterrorizam, como degenerações, deficiências físicas, Alzheimer, Parkinson, entre ourtras.

Carolas, não se esqueçam que vocês também são humanos e como tais poderão um dia serem vítimas de seu próprio veneno.





As células-tronco adultas estão presentes na medula óssea, sangue, fígado, cordão umbilical e etc., mas até o momento as pesquisas não avançaram o suficiente para que já se saiba em quais tipos de células as células-tronco adultas podem se transformar. Sabe-se da sua capacidade de replicação, mas desconhece-se quais são suas limitações quanto a transplantes e quanto a doenças genéticas. Ou seja, serão necessários esforços de pesquisa mais prolongados e investimentos de longo prazo até que uma terapia eficaz com essas células apresente resultados. Mas em se tratando de pesquisa científica, qualquer fato novo, qualquer nova descoberta pode modificar completamente o quadro atual, e muitas etapas poderão ser superadas num curto espaço de tempo.

Já as células-tronco embrionárias podem transformar-se em qualquer tecido humano, e as pesquisas por enquanto acontecem apenas em países que permitem esse tipo de estudo, principalmente na Coréia, mas permanece proibida em maior parte do mundo. A razão é clara: células-tronco embrionárias só podem ser obtidas com a utilização de embriões humanos.

Quanto mais rápido se atinge um resultado, mais rápida é a solução do problema. Embriões humanos somente se tornam vida após 14 dias dentro de um útero. Quanto àqueles que aguardam nas clínicas, nem seres humanos em potencial não podem ser considerados. São apenas um amontoado de células que, cedo ou tarde irão para o lixo.



Entre o lixo e pesquisas científicas, é melhor que a elas se encaminhem os embriões, uma vez que poderão trazer resultados positivos àqueles que padecem de doenças hoje todas como incuráveis.

Países com EUA, Inglaterra, Alemanha vivem hoje sob acaloradas discussões em torno da liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias. A utilização de embriões humanos em pesquisas vai além de uma questão ética e abarca questões jurídicas e sociais.

Vários governos se vêem pressionados por organismos científicos e grandes corporações farmacêuticas a modificar suas leis no sentido de permitir a pesquisa, utilização e comercialização das terapias utilizando células-tronco embrionárias. Além do obvio avanço científico e da cura de várias doenças, estamos falando de um mercado de bilhões de Dólares, onde, há muitos interesses econômicos envolvidos.

Nosso articulista se esquece que toda a pesquisa custa dinheiro. Laboratórios não se tratam de entidades ligadas a projetos financiadores de obras de caridade. Precisam de dinheiro para produzirem, remunerarem seus colaboradores e sócios.

Aliás, as próprias seitas religiosas necessitam de dinheiro, pois creio que templos não seriam capazes de tocar suas obras sem o vil metal.

Basta vermos o conflito de nichos de mercado de fiéis que existe aqui no Brasil entre a Igreja Católica e os Pentecostais. Há uma disputa acirradíssima de mercado, sendo que os católicos estão sendo passados para trás.

Muito por preconceito contra as posições corajosas assumidas pela Igreja em defesa da vida, a imprensa mundial alardeou a falsa versão de que “mais uma vez “ a Igreja estaria sendo contrária ao desenvolvimento científico ao “tentar atravancar uma das maiores descobertas da ciência de nosso tempo”.

Não a posição da igreja não é corajosa. É estúpida. Não há defesa nenhuma de vida, pois embriões não são vida, conforme dito anteriormente.

Sim, mais uma vez vocês se metem onde não sabem nada e onde não são chamados, com palpites no mínimo sem qualquer sentido, apenas com o fito de deixar as pessoas sofrendo.

O que esperam com isso? Que aqueles que são doentes se agarrem nas esperanças divinas e se tornem mais um de seus fornecedores?

Sofrimento não leva a nada, além de mais sofrimento. Enfiem isso em suas cabeças.

É uma versão que se revela no mínimo falsa quando desconsidera integralmente as razões que motivam a Igreja a assumir essa posição, e pior, colocam que a Igreja é contrária a pesquisa como um todo, o que não é um fato, haja vista a Igreja é contrária tão somente à destruição de embriões humanos para a pesquisa. Vejamos abaixo as razões da Igreja em seu comunicado à ONU pedindo que a pesquisa com embriões seja proibida em todo o mundo:

Cedo ou tarde, os embriões irão para o lixo, será que não entendem isso? Antes serem utilizados em pesquisas, que podem trazer algum fruto que ir para o lixo.

Das duas formas serão destruídos, so que de uma poderá trazer a alegria de viver a muitas pessoas e de outra será um desperdício.

Se prezam tanto a vida, deveriam lutar para que muitas pessoas pudessem ter a chance de novamente viver e ter sua dignidade de volta.



1. A Santa Sé está convencida de que é necessário apoiar e promover as pesquisas científicas em benefício da humanidade. Por isso, a Santa Sé encoraja as pesquisas que estão sendo realizadas nos campos da medicina e da biologia com o objetivo de curar doenças e melhorar a qualidade de vida de todos, contanto que sejam respeitosas para com a dignidade do ser humano. Esse respeito exige que toda pesquisa que for incompatível com a dignidade do ser humano seja excluída por razões morais.

Pesquisas com célula tronco em nada atentam contra a dignidade humana ou a moral, afinal embriões in vitro não são nada além de células.

Essa é uma falácia do falso dilema.

Além do mais a Santa Sé deveria cuidar de seus assuntos, ou seja, evangelizar seus fiéis, dar assistência aos necessitados, promover o aprendizado, combater a ignorância, os preconceitos a intolerância e parar de dar palpites em questões científicas e em política quando esta em nada atentar contra os direitos do homem e do cidadão.

2. Há duas possíveis fontes de células-tronco para a pesquisa humana; em primeiro lugar, as células-tronco “adultas”, que são obtidas a partir do sangue do cordão umbilical, a partir da medula óssea e a partir de outros tecidos, e, em segundo lugar, as células-tronco “embrionárias”, que são obtidas pela destruição de embriões humanos.

A Santa Sé opõe-se à clonagem de embriões humanos com o propósito de destruí-los para coletar suas células-tronco, ainda que por um objetivo nobre, pois isso é incompatível com o fundamento e os motivos da investigação biomédica humana, ou seja, o respeito da dignidade do ser humano. Por outro lado, a Santa Sé aplaude e encoraja a pesquisa com células-tronco adultas, pois é completamente compatível com o respeito pela dignidade dos seres humanos. A plasticidade inesperada das células-tronco adultas possibilitou o uso bem-sucedido desse tipo de células indiferenciadas e que se auto-renovam para curar vários tecidos e órgãos humanos (1), especialmente as lesões cardíacas depois de um enfarto do miocárdio (2). Os múltiplos avanços terapêuticos demonstrados utilizando células-tronco adultas e a promessa que contêm para outras enfermidades, como desordens neurodegenerativas e diabetes, fazem as iniciativas de apoio a esta frutífera linha de pesquisa adquirirem um caráter urgente (3). Acima de tudo, é consenso universal que o uso de células-tronco adultas não acarreta nenhum problema ético.

Qual o problema ético que uma célula embrionária (ao lado) enfrenta? Não se está destruíndo um indivíduo, mas apenas um amontoado de células, sem tecidos, orgãos ou qualquer coisa que a tornem um ser vivo.

Clonagem de seres humanos para servirem de doadores, isso sim seria anti-ético. E, não é esse o objetivo da pesquisa.

Caso a clonagem com células tronco adultas apresentasse a viabilidade aqui citada, os pesquisadores há muito as estariam utilizando em suas pesquisas.



Estariam livre de se submeterem a toda essa via crucis que a Igreja Católica está promovendo.

O articulista ainda demonstra ser leigo no assunto ao comentar a "versatilidade" de células tronco adultas. Estas são especializadas e se transformam apenas em alguns tecidos dos corpo.

Já as células-tronco embrionárias cada vez se mostram mais eficazes para formar qualquer tecido do corpo. Esta é a razão pela qual os cientistas desejam tanto pesquisar estas células para possíveis tratamentos. O problema é que, para extrair a célula-tronco, o embrião é destruído.

Segundo os cientistas, seriam usados apenas embriões descartados pelas clínicas de fertilização e que, mesmo se implantados no útero de uma mulher, dificilmente resultariam em uma gravidez. Ou seja, embriões que provavelmente nunca se desenvolverão.

Veja AQUI.

3. Em contraste, a pesquisa com células-tronco embrionárias humanas tem sido atravancada por importantes dificuldades técnicas (4). Os experimentos com células-tronco embrionárias ainda não produziram nem um único êxito terapêutico indiscutível, nem sequer em modelos animais (5). Ademais, as células-tronco embrionárias causaram tumores em modelos animais (6) e podem provocar câncer se administradas em pacientes humanos (7). A menos que esses graves riscos sejam eliminados, os experimentos com células-tronco embrionárias não terão nenhuma aplicação clínica (8). Sem contar os problemas técnicos, a necessidade de extrair essas células de embriões humanos vivos levanta problemas éticos da mais alta ordem.

4. A chamada “clonagem terapêutica”, que na verdade deveria chamar-se “clonagem para fins de pesquisa” pois ainda está longe de ter aplicações terapêuticas, foi proposta para evitar a possível rejeição imunológica de células-tronco embrionárias obtidas de um doador que não seja o próprio receptor. Entretanto, o uso de células-tronco embrionárias clonadas envolve um alto risco de introduzir células de embriões anormais nos pacientes. Está bem estabelecido que a maioria dos embriões não-humanos produzidos mediante a clonagem por transferência nuclear são anormais, com deficiências em vários dos genes (marcados ou não marcados) necessários para o desenvolvimento das primeiras fases do embrião (9). As células-tronco embrionárias recolhidas de embriões anormais e inadequados manterão seus “defeitos epigenéticos” e transmitirão ao menos parte deles a suas células filhas. Portanto, a transferência dessas células-tronco de embriões clonados a um paciente seria extremamente perigosa; essas células poderiam provocar enfermidades genéticas, ou causar leucemia ou outros tipos de neoplasia. Além disso, ainda não foi elaborado um modelo de clonagem em primatas, que seria necessário para realizar experimentos a fim de garantir segurança antes de tentar experimentos terapêuticos em seres humanos (10).

É claro que não produziram, pois mal a pesquisa começou os carolas de plantão já entraram com Ações disso e daquilo.

Células-tronco são como curingas, ou seja, células neutras que ainda não possuem características que as diferenciem como uma célula da pele ou do músculo, por exemplo.

Essa capacidade em se diferenciar em outros tecidos têm chamado a atenção dos cientistas. Cada vez mais pesquisas mostram que as células-tronco podem recompor tecidos danificados e, assim, teoricamente, tratar um infindável número de problemas, como alguns tipos de câncer, o mal de Parkinson e de Alzheimer, doenças degenerativas e cardíacas ou até mesmo fazer com que pessoas que sofreram lesão na coluna voltem a andar.

Aqui segue a entrevista com a Dra. Mayana Zats, que desmistifica toda a polêmica criada pelo autor, além de esclarecer ao universo leigo sobre o que é celula tronco e o que são embriões.


5. Os benefícios para a saúde que a clonagem terapêutica traria são hipotéticos, uma vez que o próprio método continua sendo basicamente uma hipótese. Portanto, o crescendo de declarações hiperbólicas enaltecendo como esse tipo de pesquisa é promissor pode acabar minando a própria causa a que pretende servir (11). De fato, inclusive deixando de lado considerações éticas fundamentais para além das expectativas dos pacientes, o estado atual da “clonagem terapêutica” exclui, seja agora ou num futuro próximo, qualquer aplicação clínica.

Mais falácia religiosa... (parece que não se cansam de dizer besteiras). Éclaro que uma pesquisa em início, somente se podem tecer as hipóteses do que tal pesquisa trará.

Somente após pesquisas em animais e depois em seres humanos é que se pode dizer se seus resultados serão promissores ou não.

Aqui seguem alguns resultados de pesquisas com células tronco. abaixo seguem extraídos do artogo aqui citado alguns exemplos que derrubam a má informação e desserviço perestados pelo autor do Universo Católico:

O laboratório de Wu desenvolveu um procedimento in vitro que induz as células-tronco neurais humanas a iniciar sua diferenciação até um certo estágio. "Elas podem transformar-se em tipos específicos de neurônios, de acordo com o local onde são transplantadas", explica Wu. "Por exemplo, elas se tornam neurônios motores quando transplantadas para a medula espinhal", completa. Antes de iniciar os testes com humanos, os pesquisadores ainda estudam se os neurônios gerados são capazes de liberar neurotransmissores e se não há formação de tumor a partir das células-tronco embrionárias implantadas nas cobaias.

Outro estudo com células-tronco embrionárias que gerou resultados promissores em 2002 foi realizado pela equipe liderada por Clare Blackburn, da Universidade de Edimbugo, no Reino Unido. Os pesquisadores implantaram um tipo específico de célula-tronco epitelial em ratos com deficiência na produção de glóbulos brancos, o que resultou na recuperação dos níveis das células de defesa desses animais. Essa pesquisa gerou perspectivas para o desenvolvimento de novos tratamentos para problemas no sistema imunológico e melhora nos resultados de transplantes em pacientes com leucemia. Mas ainda é preciso estabelecer se essa célula específica pode ser encontrada em humanos e ser usada para regenerar a produção de glóbulos brancos.

Assim, mais uma vez podemos perceber a má retórica utilizada por círculos religiosos a fim de sustentarem seus paradigmas em detrimento do benefício que a sociedade poderá atingir com a pesquisa aqui estudada.

6. Os cientistas, filósofos, políticos e humanistas estão de acordo quanto à necessidade de uma proibição internacional da clonagem com fins reprodutivos. De um ponto de vista biológico, o nascimento de seres humanos a partir de embriões clonados seria perigoso para a espécie humana. Essa forma assexuada de reprodução não incluiria a “mescla” usual de genes, que faz com que cada indivíduo tenha um genoma único, e fixaria arbitrariamente o genótipo numa configuração determinada (12), com conseqüências genéticas negativas previsíveis para o conjunto dos genes da humanidade. Ademais, seria proibitivamente perigoso para o clone individual (13). De um ponto de vista antropológico, as pessoas em sua maioria reconhecem que a clonagem é ofensiva para a dignidade humana. A clonagem sem dúvida criaria uma pessoa, mas mediante uma manipulação de laboratório da ordem da pura zootecnologia. Essa pessoa chegaria ao mundo como uma “cópia” (ainda que seja uma cópia apenas biológica) de outro ser. Se bem que essa pessoa seria ontologicamente única e digna de respeito, o modo como um ser humano clonado chega ao mundo marcaria essa pessoa mais como um artefato que como um ser humano, como um substituto em vez de um indivíduo único, um instrumento da vontade de outro em vez de um fim em si mesmo, um bem de consumo substituível em vez de um evento irrepetível na história humana. Portanto, a falta de respeito à dignidade da pessoa humana é inerente à clonagem.

Falácia da falsa analogia. Nosso articulista confunde clones humanos com clonagem terapêutica de células.

Olhe as figurinas elas explicam o que é uma e o que é outra.



Clones humanos devem ser proibidos, pois cada ser humano é único. Tais clones se feitos, também teriam sua individualidade e também seria seres humanos como quaisquer outros.

Assim, estaríam igualmente protegidos pela lei; teriam seus direitos e deveres como qualquer pessoa.




7. Contudo, alguns desejariam que a proibição internacional proposta não incluísse a “clonagem terapêutica”, como se esta fosse um processo diferente do da clonagem com fins reprodutivos. A verdade é que a clonagem reprodutiva e a clonagem “terapêutica” ou “para pesquisa” não são dois tipos diferentes de clonagem: ambas envolvem o mesmo processo técnico de clonagem e se distinguem somente nos objetivos procurados. Na clonagem reprodutiva, o objetivo é implantar o embrião clonado no útero da mãe substituta a fim de “produzir” um filho; na clonagem “para pesquisa” o objetivo é utilizar imediatamente o embrião clonado, sem permitir que se desenvolva, eliminando-o, assim, durante o processo. Inclusive, pode-se afirmar que toda e qualquer modalidade de clonagem é “reprodutiva” em seu primeiro estágio, pois tem de produzir, mediante o processo de clonagem, um organismo novo autônomo e individual, dotado de uma identidade específica e única, antes que seja feita qualquer outra operação com o embrião.

A clonagem terapêutica não é clonagem de humanos, mas de células, logo devendo estar fora de qualquer proibição.

Um embrião clonado é muito menor que uma cabeça de agulha. anteriormente explicou-se que somente seriam utilizados embriões em vias de serem descartados. Portanto a afirmação do articulista e no mínimo recheada de má fé, pois informa mal o leitor leigo.

8. A “clonagem terapêutica” não é eticamente neutra. De fato, do ponto de vista ético, esta seria ainda pior que a “clonagem reprodutiva”. Na clonagem “reprodutiva”, ao menos é dada ao ser humano recém-produzido, inocente de sua origem, a oportunidade de desenvolver-se e nascer. Na clonagem “terapêutica”, o novo ser humano é utilizado como mero material de laboratório. Tal uso instrumental de um ser humano é uma ofensa grave à dignidade humana e à humanidade. O termo “dignidade”, utilizado nesta Declaração de Posição e na Carta das Nações Unidas, não se refere a um conceito de valor baseado nas habilidades e capacidades dos indivíduos e na avaliação que os outros possam fazer deles, avaliação esta que podemos chamar de “dignidade atribuída”. A noção de dignidade atribuída permite juízos hierárquicos, desiguais, arbitrários e mesmo discriminatórios. Aqui a dignidade significa o valor intrínseco que é compartilhado de maneira comum e igual por todos os seres humanos, não importa quais sejam suas condições sociais, intelectuais ou físicas. É essa dignidade que obriga a todos nós respeitar todos os seres humanos, independentemente de sua condição, sobretudo se necessitarem de proteção ou cuidados. A dignidade é a base de todos os direitos humanos. Somos obrigados a respeitar os direitos dos outros porque primeiro reconhecemos sua dignidade.

O articulista força em demasia a compreensão de que embriões são seres humanos. Creio que para ele resíduos de masturbação bem como menstruação também seriam humanos em potencial, logo detentores de dignidade e direitos.

Aplique essa dignidade àqueles que sofrem e não a amontoados de células.

Veja AQUI a esperança daqueles que sofrem.

9. A honestidade sugere que, se um rumo particular de pesquisa já demonstrou ter condições de sucesso e não suscita problemas éticos, deve ser seguido antes que seja começado outro rumo que demonstrou poucas perspectivas de êxito e que envolve preocupações éticas. Os recursos para pesquisas biológicas são limitados. A “clonagem terapêutica” é uma teoria não comprovada que pode muito bem acabar sendo uma enorme perda de tempo e dinheiro. O bom senso e a necessidade de realizar pesquisas fundamentais sérias e orientadas para objetivos determinados, portanto, convocam a comunidade biomédica mundial a dedicar os fundos necessários para a pesquisa utilizando células-tronco “adultas”.

Não houve qualquer sucesso ainda com células tronco, pois as pesquisas estão no início e graças a Igreja Católica, avançaram muito pouco.

Realmente, a clonagem terapeutica é uma teoria que está tentando ser comprovada, porem vem sendo ferozmente entravada.

Caso haja uma tentativa, é melhor que se empreguem recursos e tempo para se ver no que vai dar. Aliás, mais uma vez nosso autor mente e se vale da má retórica. Vejam exemplos em verde acima citados.

É engraçada sua postura: para as células tronco embrionárias tudo poderia ser perda de tempo e de dinheiro e para as adultas não, sendo que estas não são suscetíveis a se tornarem qualquer tecido.

Isso traduzo em duas vias:

1 - Falta de conhecimento sobre o assunto discorrido.

2 - Má fé em prol de sustentar uma postura paradigmática de sua crença, mascarada sob o manto da ética.

10. O mundo não pode tomar dois caminhos diferentes: o caminho daqueles que estão dispostos a sacrificar ou comercializar seres humanos em prol de uns poucos privilegiados, e o caminho daqueles que não podem aceitar esse abuso. Para o seu próprio bem, a humanidade precisa de uma base comum, uma compreensão comum da humanidade e das bases fundamentais das quais dependem todas as nossas idéias sobre os direitos humanos. Cabe às Nações Unidas exercer todos os esforços na procura dessa base, para que os seres humanos sejam respeitados tais como são. Fazer avançar o projeto de uma proibição mundial da clonagem humana é parte dessa missão e dever das Nações Unidas.

Mais bobagens e falácias. Mais uma vez, embriões não são humanos, são células. Caso estas pesquisas não se desenvolvam, realmente ai teremos poucos privilegiados tendo acesso a este tratamento em outros países, pois poderão pagar por isso.

Senhor Articulista, pense, caso tal pesquisa leve a resultados frutíferos, quanto se economizará em tempo, cirurgias, aposentadorias, gastos com saúde e quantas pessoas poderão ter sua dignidade devolvida.

Pense que saúde é um direito humano, o qual não atinge embriões em via de serem descartados. Pense que toda a pessoa tem direito a viver bem e feliz, a poder exercer seu trabalho, a ter seu laser e a ter sua felicidade.


A oportunidade está ai, bem a nossa porta. Não deixemos ela passar a fiim de defender uma postura, no mínimo idiota, por parte de uma crença que, pelo seu histórico, já deu mostras de sequer saber ou se importar com o que é moral e dignidade humana.





Veja mais Aqui e Aqui.

Esperamos que nossos nobres ministros do STF juguem com consciência e não com suas convicções pessoais e façam por aprovar as pesquisas com células tronco no Brasil, embora isso jamais devesse ser pauta para discussão judicial, pois é matéria de cunho científico e não de direito (aqui), exceto àquele relativo a vida e dignidade humana das pessoas que padecem com males até então tidos como incuráveis.


quarta-feira, 28 de maio de 2008

ALFINETADAS COM FALTA DE CONHECIMENTO

É algo impressionante a má fé de religiosos criacionistas ao tratar de assuntos que representam a pedra no sapato das escrituras: a origem do universo, a origem da vida e a teoria da evolução. Mais uma vez, encotrei aqui essa questão.





Aqui vai a reportagem:

Resenha publicada na Folha Online: "A origem da vida é um tema que atrai o interesse do homem.

A curiosidade em saber como a existência começou e como
os diferentes seres vivos se tornaram o que são hoje é uma das principais questões da biologia.

Para a maior parte dos cientistas a resposta está na evolução.
"No livro Evolução, da 'Série Mais Ciência', da Publifolha, o autor David Burnie discute o processo evolutivo, explica o desenvolvimento das espécies, oferece evidências e explicações sobre as causas da evolução e os mecanismos da seleção natural. Em linguagem simples e de fácil entendimento, o volume ilustrado apresenta conceitos científicos de maneira acessível e prática.

"'A evolução é um processo gradual de mudanças químicas e físicas que começaram antes mesmo do surgimento da vida propriamente dita, e continua até hoje', explica o autor.
"As adaptações dos animais, a evolução de parasitas e hospedeiros a extinção de espécies são outros assuntos abordados ao longo do livro. Sobre a origem da vida o volume traz um capítulo especial que discute os diferentes posicionamentos de especialistas.

'Uma possibilidade é que os primeiros seres vivos da Terra já tenham chegado do espaço formados, mas a maioria dos cientistas não está convencida disso e acredita que
a vida na Terra surgiu a partir de matéria não-viva.'"

Quanto ao conteúdo da reportagem sobre o livro, sem problemas.
Mas, para variar, segue a nota recheada de má fé e a clássica ausência de conhecimento ao se tratar da temática científica. Abaixo, seguem os comentários em verde.

Nota: Fiz questão de grifar dois trechos da resenha para chamar atenção para alguns detalhes curiosos:

(1) o autor do livro afirma que a evolução é um processo que começou "antes mesmo do surgimento da vida", ao passo que muitos darwinistas com quem dialoguei sustentam a tese de que a teoria da evolução só se preocupa com a evolução da vida propriamente dita.

A evolução tem início a partir do momento em que se dá não a primeira forma de vida especificamente, mas a partir do momento em que tenha surgido algo capaz de agir semelhantemente a um ser vivo, como a hipótese dos ciclos apresentados em breve resumo AQUI.
Virus, por exemplo, não são tratados como formas de vida, apesar de possuírem material genético. Todavia, não possuem capacidade de se reproduzir por si, pois necessitam de um hospedeiro, mas são capazes de evoluir e se adaptar a estes mesmos hospedeiros, ora matando-os (AIDS, ebola), ora vivendo com eles em harmonia, garantindo sua sobrevivência (herpes).



(2) O livro também diz que a maioria dos cientistas está convencida de que a vida na Terra surgiu a partir de matéria não-viva. Isso é abiogênese. Falar é fácil; provar é outra história -
clique aqui e saiba por quê.
O artigo apresentado, além de ser algo deveras antigo, possui diversos erros conceituais e contradições, que, por amor à brevidade, não comentarei. Caso o leitor se interesse basta seguir o caminho que deixei marcado no parágrafo abaixo.




Há que se ressaltar o toque de má fé na argumentação do autor em "
Falar é fácil; provar é outra história" Quanto à fonte dada em "saiba por quê" tenho a resposta AQUI e AQUI.

Aos interessados, o Talk Origins dá boas explicações sobre a mítica criacionista em torno a abiogênse.

Mais uma vez, ressalvo: em ciência nada se prova; ou se confirma ou não se confirma. É impressionante a dificuldade ou a má fé desse pessoal religioso ligado ao criacionismo em se recusar a entender e divulgar corretamente como se desenvolve um trabalho científico.

Impressionante é também a sua avidez por provas, vejam bem, provas, de tudo, além de suas exigências descabidas de que as teorias científicas devem explicar tudo sobre o tema que abordam.

Com essa postura, simplesmente mostram a má fé e a falta de conhecimentos na seara científica, o que os leva apenas a se expor ao ridículo, na tentativa de blindar as alegorias de seu livro sagrado, tratadas por eles com a verdade suprema acima mesmo de evidências que apontem para outros caminhos.

Àqueles que dizem possuir ou que possuem credenciais científicas, deveriam ser o exemplo da boa fé e explicar aos leigos como é um trabalho científico. Mas, contrariamente, são os primeiros a levar o equívoco àqueles que não possuem o mínimo ou pouquíssima base científica.

(3) O autor levanta a hipótese da panspermia cósmica, ou origem extraterrestre, que nada mais é que uma forma de jogar o problema para fora - é impossível explicar a origem da vida neste planeta a partir de matéria não-viva, assim, dizem que a vida surgiu em algum ponto do espaço (impossível de ser investigado, diga-se de passagem) e veio para cá a bordo de um meteorito.

Panspermia cósmica é uma outra teoria para explicar a vida na Terra, mas não explica como essa
"vida" teria surgido além daqui.

Não há qualquer impossibilidade de se explicar a vida por meio de seu surgimento pela abiogênese, como pode ser lido nos links deixados .



Note bem: essa tal forma de vida (talvez algum tipo de bactéria) teria sobrevivido aos rigores do espaço sideral (radiações cósmicas, vácuo e frio), resistido às altas temperaturas da fricção com o ar, causada pela entrada do meteorido na atmosfera, e, finalmente, saído ilesa do impacto contra o solo (ou a água). Essa "bactéria kriptoniana" teria originado todas as formas de vida de nosso planeta. E eu que sou crente![MB]




A provável forma de vida, no caso da panspermia cósmica, não necessita ser exclusivamente uma bactéria. Pode ser um DNA ou RNA primordial, mais primitivo que o de um vírus, ou um material genético qualquer, muito diferente do que conhecemos hoje.


É sabido que vírus, algumas bactérias e mesmo esporos de fungos e samambáias se mantêm em vida latente.esperando o momento propício para darem seqüência ao seu ciclo reprodutivo.





Acredito ser a hipótese da origem da vida via panspermia cósmica duvidosa, caso tais substâncias ou "sementes" se encontrassem na superfície de córpos celestes.

Todavia, caso estivessem tais substâncias dentro deles, em cavidades protegidas, ou em água congelada misturada à poeira formadoras de cometas, a história poderia ser bem diferente; existiria possibilidade desses "tijolos da vida" estarem preservados das adversidades do espaço sideral (concepções pessoais).
Contudo, prefiro adotar a teoria da abiogênese como sendo a mais plausível para explicar a origem da vida na Terra, embora se mostre com probabilidade reduzida, conforme apresentado em SCIENTIFIC AMERICAN - BRASIL N - 62 ANO 6 - UMA ORIGEM MAIS SIMPLES DA VIDA, onde é apresentado um excelente artigo sobre o tema origens da vida.



CONCLUSÃO:
Embora desta vez os comentários tenham evitado a pregação e os ataques, não deixaram de apresentar erros ao abordar a questão do trabalho científico, no que concerne a provas, evidências e confirmações.
Provas são usadas em teoremas matemáticos e em demonstrações de algumas fórmulas em matérias relacionadas a matemática, bem como a física, química, mecânica, termodinâmica e, mesmo assim, para estas, com ressalvas, uma vez que há deduções empíricas, via modelos que se adaptam à situação sob estudo.



Em biologia, geologia, história, o que usamos ao desenvolver um trabalhos são os indícios e as evidências que encontramos. Por meio delas é que podemos construir o raciocínio científico conforme apresento
AQUI, especificamente no item CONCEITOS.

Desse modo mais uma vez tento elucidar a displicência, o descaso e a banalização com a qual a tematíca científica vem sendo tratada, principalmente pelos círculos criacionistas e religiosos.

A mensagem é sempre maliciosa, encerrando em seu conteúdo a falácia e o sofisma, além de induzir o leitor leigo ao erro.
Com isso, estaremos combatendo o mito, a ignorância, a intolerância, a pseudociência, a superstição e os equívocos de lideres religiosos sem escrúpulos ao abordarem temas científicos.


Sabemos que o principal objetivo das seitas diversas que há por ai é angariar fiéis, via tentativa de justificar a veracidade dos dogmas que professam, em detrimento da verdadeira ciência.

Assim, apelo a todos aqueles que são cientistas e educadores de modo que passem a enfatizar, principalmente no ensino médio e fundamental, o que é a ciência e como se desenvolve o seu trabalho.









Essa é a única maneira de combatermos o obscurantismo que acena para nós por meio do criacionismo e de seu correlato, o DI.