
Introdução:
Alguém (gostaria de conhecer este ilustre misterioso) perguntou a respeito do dilúvio e as respostas, para variar, foram lamentáveis.
Todavia as respostas tenderam ao absurdo, uma vez que não há respostas plausíveis sobre nada acerca de um dilúvio universal, conforme, acreditam os criacionistas.
Francamente..... Pangea na época do suposto Noé (há 4 mil anos)!!!! Essa é demais!!!! Chega a ser ridículo para nao dizer triste. Isso é forçar a barra demais!!!!!!!! Deve ser algum "hoax" do autor do texto.
Assim, o suposto Noé, bem como o projeto da arca e a idéia de deus, sequer poderiam existir, exceto no mundo da fantasia dos criacionistas.
Aqui um pouco do que é deriva continental.
Daí esta hipotese, por ser completamente absurda e sem nexo estar afastada, sem maiores comentários...
A folha de oliveira trazida de volta para Noé pela pomba (Gn 8:11) mostra que as plantas estavam se regenerando bem antes de Noé e seus familiares terem deixado a Arca.
O horizonte questionado (4.000 a 3.000 anos atrás) pertence ao período Holoceno (ainda estamos nele), iniciado há uns 12 mil anos. Assim, falar em florestas do mioceno, conforme cita o artigo é dar um salto de 23 a 16 milhões de anos atrás.
O início do Período Holoceno foi o fim da última era glacial e assim pode ter dado as condições para que a planta voltasse a se reproduzir e ter a durabilidade que possui, pois muitas dessas árvores não vingam facilmente na natureza.
Para evitar o corte, os pesquisadores utilizam um aparelho denominado verruma de Pressler, uma espécie de saca-rolha oco que faz um furo no tronco e recolhe material, permitindo contar os anéis sem cortar a árvore. Mas o equipamento tem alcance limitado, além da dificuldade de furar madeiras duras.
A datação por radiocarbono é, atualmente, a maneira mais precisa de saber a idade das árvores (o cerne é tecido morto, logo pode ser feita análise nas árvores por este método - veja sobre árvores aqui).
Desse modo, é difícil estabelecer até que ponto pode existir coerência no estudo citado pelo artigo, uma vez que não há acesso à bibliografia de Asa Gray e dos demais estudiosos citados, sendo que tais trabalhos possuem idade avançada datados entre 1912 a 1930, período em que sequer conhecíamos datação por isótopos radioativos.
Destaque se faz ao ginkgo biloba, que é uma das árvores mais antigas que se tem notícia, com registros fósseis datando de mais de 250 milhões de anos atrás. Charles Darwin se referiu à ginko biloba como "fóssil vivo". Quanto a incêndios, geralmente são benéficos a determinados tipos de coníferas, pois fazem com que suas sementes sofram eclosão (veja a importância dos incêndios em florestas boreais aqui).
Muito precisa, não a duração do dilúvio no que se refere à recuperação do planeta?! De onde veio e para onde foi toda a água?
Outra pergunta, como sabem que cones de coníferas poderiam sobreviver por 21 anos? Quem foi que enfiou uma sequóia num aquário gigante e fez esse estudo?
No mínimo há muita incoerência nesse raciocínio, pois se essa história fosse real, não teriamos uma flora e fauna bem definida, não entre 3 e 4 mil anos se tivesse havido uma disseminação tão grande de sementes.
Certamente a costa do Brasil, da África, Índia, Indochina, litoral Australiano, entre outras regiões tropicais banhadas pelo mar apresentariam ecossistemas quase idênticos, o que não ocorre.
Existiriam sequóias nos Alpes Suíços, nos Andes, em Campos do Jordão e na Sibéria. Nesses locais as coníferas são bem diferentes das americanas.
Ou seja, o raciocínio apresentado pelo artigo é incoerente.
O desenvolvimento das arvorezinhas utiliza aluviões pouco profundos para germinar, soltando uma raiz temporária até desenvolver um sistema de raiz pouco profundo, mas amplo. Isso tornaria o desenvolvimento da árvore adulta mais fácil nas condições após o dilúvio.
Assim, o ora apresentado no artigo, sob a ótica científica não faz qualquer sentido.
Concluíndo, parece que a história e os hábitos de desenvolvimento da sequóia gigante se encaixam bem na história do dilúvio, assim:
DILÚVIO
• Destruiu todas as coisas vivas [terrestres];
• Durou aproximadamente um ano;
• Recuou deixando aluvião e outras condições para a germinação;
• Descoberta extensa de fósseis anteriores a 2 mil anos a.C.;
terceiro lugar: uma parede de gelo se movendo sobre rocha deixará fissuras, uma vez que sua massa é enorme. Isso aconteceu ao início e ao fim das eras glaciáis.
Dessa forma, a hipótese apresentada por este artigo em nada revela que houve um dilúvio universal.
Uma investigação minuciosa dessas plantas pode revelar que elas possuem mais idade do que dizem ter ou menos. Mas acho que não seria conveniente matar dúzias de árvores como estas a fim de saber sua idade real, ou quando, como e porque morreram, cresceram ou pararam de crescer.
Lembre-se de que os criacionistas não são fixistas e aceitam a variação (biodiversidade) dentro de tipos básicos e até o surgimento de seres vivos diferentes, em níveis taxonômicos limitados. Além do mais, é bom lembrar que esse tipo de criatura (insetos, aracnídeos, etc.) é muito pequeno, podendo ter sido "facilmente" acomodado na arca.
Certamente, tudo isso não caberia na arca, uma grande barcaça construída de madeira e impermeabilizada com betume e encaixes tipo macho e fêmea.
As dimensões de acordo com a Bíblia, eram aproximadamente 157 m de comprimento, 26,2 m de largura e 15,7 m de altura , com três andares interiores, o que daria aproximadamente 64.580.38 metros cúbicos de volume interno.
Aparentemente, uma "janela" foi construída ao seu teto. (Gênesis 6:14-16). As dimensões da Arca tornam-a a maior embarcação marítima conhecida existente antes do século XX e suas proporções são surpreendemente semelhantes às encontradas nos grandes transatlânticos atuais.
Todavia há um problema no que se refere à sustentação desta barcaça e os perigos de ruptura de seu casco, pois como é sabido, de acordo com a resistência dos materiais, quanto maior um corpo, maior os momentos fletores o que fatalmente romperia um casco de madeira.
Este tema é abordado segundo a teoria da fraqueza relativa dos gigantes aqui e aqui, em relação à qual Lobo Carneiro observou, segundo o ensaio de Galileu o qual demonstra que quando se faz um modelo reduzido e se passa a um protótipo maior, o peso cresce com o cubo da escala, enquanto a resistência cresce com o quadrado.
Quanto às ligações entre dilúvio e os povos do planeta, há duas versões:de acordo com datações por meio de carbono e evidências arqueológicas, uma equipe de cientistas britânicos afirma que há ligação entre derretimento de uma lâmina de gelo que cobria a America do Norte, o que elevou o nível dos mares em cerca de 1,4 metro e fez com que milhares de pessoas que viviam no sudeste da Europa se dispersassem (aqui).
Perto de Madagascar, na África, a cientista Dallas Abbott acredita ter encontrado indícios de uma catástrofe bíblica. Há 4,8 mil anos um objeto de mais de três quilômetros de diâmetro teria gerado uma tsunami de quase 200 metros de altura (aqui e aqui).
Assim, de acordo com o número de espécies existentes, pela fragilidade da arca, quanto a sua resistência, pela impossibilidade de haver água para cobrir até o ponto mais alto do planeta (o qual sem dúvidas deveria ser o Everest), pela impossibilidade de recolher todos os animais existentes no planeta (exceto se considerada a "Pangea") e pelos dois fatos acima apresentados, há que se concluir que a história do dilúvio é apenas uma alegoria bíblica aumentada para além do que de fato possa ter ocorrido.
Os vulcões expelem enormes quantidades de vapor d'água, e a lava submarina dá origem à água quente e ao vapor d'água que dissolve minerais, acrescentando sal à água. Além disso, a erosão que acompanhou o escoamento da água para fora dos continentes após o Dilúvio teria acrescentado mais sal aos oceanos. Em outras palavras, esperaríamos que as águas do oceano pré-Diluviano fossem menos salgadas do que após o Dilúvio.
A questão acerca do sal marinho não é tão simples assim. Sais e outros minerais foram transportados para o mar pelos rios, tendo sido sugado da terra por queda da chuva, lavando as rochas. Ao alcançar os oceanos estes sais seriam retidos e concentrados pelo processo de evaporação conforme o Ciclo hidrológico, que removem a água. A teoria de Halley estava correta em parte. Ou seja, o sódio foi sugado do fundo do oceano quando os oceanos se formaram.
A salinidade do oceano tem-se mantido estável por milhões de anos, provavelmente como uma conseqüência de um sistema tectônico/químico que recicla o sal. Desde o surgimento do oceano, o sódio não é mais libertado pelo fundo do oceano, mas é capturado de camadas sedimentares que cobrem o leito do oceano.
Outra fonte importante é o que chamamos de Água Juvenil, este material é proveniente do interior da Terra e sai por meio de fenômenos como o vulcanismo. Esta água nunca esteve na superfície da Terra, por isso leva o nome de água juvenil.
Portanto, os argumentos acima apresentados a favor do dílúvio não possuem consistência com a realidade do que ocorre com a salinidade dos oceânos.
Errado!!! animais marinhos podem não suportar indefinidamente baixa salinidade. Corais são destruídos por stress físico quando ocorre baixa salinidade, que pode ocasionada por ciclones acompanhados de fortes chuvas (imagine o dilúvio o estrago que faria...). Veja aqui. Das aproximadamente 48 000 espécies reconhecidas de vertebrados, mais de metade (24 600) são peixes.
Destes, mais de 60% vivem exclusivamente em ambientes marinhos. Apesar dos recifes de coral serem menos de 1% da área total de oceanos do mundo, aproximadamente metade de todas as espécies conhecidas de peixes marinhos encontram-se concentrados nestas águas tropicais.
Tais esqueletos são responsáveis pela estrutura rochosa chamada recifes de coral. Assim, o autor pinça espertamente exceções de animais afim de respaldar a hipótese de um dilúvio.
Os tubarões de água salgada têm altas concentrações de uréia no sangue para reter água no ambiente de água salgada, e os tubarões de água doce têm baixas concentrações de uréia para evitar a acumulação de água. Quando os peixes-serra mudam da água salgada para a água doce, eles aumentam a excreção de urina vinte vezes, e a sua concentração de uréia no sangue diminui para menos de um terço.
Os principais aquários públicos aproveitam a capacidade dos peixes de se adaptarem em águas com salinidade diferente daquelas que são os seus habitats normais, para exibir espécies de água doce e salgada juntas.
Mares e Oceanos A salinidade média do Oceano é de 36%°, o que significa que em cada de litro de água do mar existem 36 gr de sais dissolvidos, dos quais a maior parte é o sal comum (cloreto de sódio).
Por oposição à estabilidade dos oceanos, a composição da água doce é muito variável, em virtude da quantidade e qualidade de sais minerais ou substâncias orgânicas ou químicas que vai dissolvendo à medida que corre sobre a superfície, debaixo da terra ou mesmo na atmosfera.
Cerca de 41 % das espécies de peixes vivem em água doce, percentagem bastante elevada se considerarmos que a água doce dos rios e lagos representa apenas uma minúscula porção (0,01%) da água existente na Terra.
Muitas espécies de peixes (principalmente os pelágicos) realizam migrações regularmente, desde migrações diárias (normalmente verticais, entre a superfície e águas mais profundas), até anuais, percorrendo distâncias que podem variar de apenas alguns metros até várias centenas de quilometros e mesmo pluri-anuais, como as migrações das enguias.
Os peixes migratórios classificam-se da seguinte forma:diádromos – peixes que migram entre os rios e o mar: Novamente, o autor pinça algumas espécies e tenta torná-las como se fossem o todo (falácia da parte pelo todo). Isso não se dá com a maioria das espécies de peixes marinhos nem de água doce.Tubarões, por exemplo, resistem bons períodos em rios, mas tem de voltar ao oceâno, pois do contrário morrem.
Quanto a botos, baleias e golfinhos, um evento como o dilúvio os mataria sem sombra de dúvidas, pois impediria que repousassem. Em terra, os seres humanos e outros mamíferos respiram involuntariamente.
Se decidirmos respirar ou não, nosso corpo captará o ar automaticamente. Como vivem em um ambiente submarino, baleias e golfinhos precisam ser respiradores conscientes: Têm de decidir quando respirar.
Conseqüentemente, para respirar precisam ser conscientes. O problema está aí, já que cérebros de mamíferos precisam entrar em um estado inconsciente de tempos em tempos para funcionar corretamente (veja Como funciona o sono para descobrir o porquê).
Os golfinhos têm muito tempo para tirar uma soneca entre suas viagens à superfície do oceano, claro, mas não é uma opção viável.
Quando se é um respirador consciente, é impossível ficar completamente inconsciente - e se você não acorda a tempo?
Cientistas estudaram este fenômeno em golfinhos, usando a eletroencefalografia. Neste processo, eletrodos presos à cabeça medem os níveis de eletricidade no cérebro.
Os eletroencefalogramas (EEGs) dos cérebros dos golfinhos mostram que no ciclo do sono, metade do cérebro do golfinho de fato "desliga" enquanto a outra metade ainda está ativa. Os pesquisadores observaram que os golfinhos ficam neste estado por aproximadamente oito horas por dia.
Ficamos muito próximo da falta de consciência, mas ainda estamos cientes o bastante do que acontece à nossa volta para acordarmos por completo se precisarmos.
Eles provavelmente poderiam dormir em qualquer lugar, mas faz mais sentido se eles dormirem próximos à superfície do oceano para que possam subir para respirar com mais facilidade.
Resta uma explicação: se baleias e golfinhos, pela thipótese do dilúvio sobreviveram e dinossauros eram contemporâneos desses animais, por que elasmossasuros, ictiossauros, arquelônios, plesiossauros, basilossauros (baleia pré-histórica) não sobreviveram?
Quanta bobagem!!! É obvio que 95% dos registros fósseis são de espécies marinhas, pois até antes do Cambriano, era apenas a vida marinha que existia. Trilobitás sequer foram contemporâneos de ictiossauros.
Estes viveram no triássico (entre 251 milhões e 199 milhões e 600 mil anos atrás), se extinguindo no inícoo do cretáceo superor (entre 145 milhões e 500 mil e 65 milhões e 500 mil anos atrás), pouco antes da extinção dos dinossauros. Aqueles na era paleozóica (entre 542 milhões e 251 milhões de anos atrás). O dilúvio apenas é consistente para aqueles que desconhecem o básico da paleontologia. Assim, o aventado pelo artigo não possui nada de coerente do ponto de vista científico.
Essa realmente foi a pior!!!! Agua do mar e de rio possuem a tendência de se misturarem, uma vez que sais marinhos são altamente solúveis em água. Os principais íons salinos da água do mar são:
Temos quatro tipos de ânions e dois tipos de cátion, que poderia resultar em oito tipos de sais. O produto de solubilidade (Kps) é o produto das concentrações em mol/L dos íons existentes em uma solução saturada, estando cada concentração elevada ao coeficiente do íon na equação de dissociação iônica. Dessa forma acrescentando-se água ao mar, aumentamos a massa de sais dissolvidos na solução de acordo com o Kps de cada sal.
A água seja ela salgada ou não continua sendo molécula polar e assim ambas se diluem. Sem considerar os íons que procuram o meio menos concentrado a fim de se dissolverem e estabilizar a solução.
Pode até haver uma estratificação de águas em zonas costeiras, (aqui) ou em aqüíferos. Mas, em mar aberto, bem como nos estuários, os ventos e a circulação da maré rompem tal estratificação. Mas em mares agitados sob tempestade, isso seria impossível. Deve ser mais um "hoax" do autor do texto.
Quanto a depósitos de sal existentes pelo planeta, estes resultaram do confinamento de água salgada em mares interiores devido à tectonia de placas e não ao dilúvio. É sabido que os continentes, principalmente o Americano como o Africano mudaram em muito sua aparência ao longo das eras geológicas, daí nada impede que se formassem depósitos de sais onde mares foram confinados e por fim secaram.
Tal fenomeno está ocorrendo tanto no Mar Morto, no Mar Cáspio e no Mar de Aral (devido aà influência humana) e, caso Gibraltar se fechasse, isso aconteceria com o Mediterrâneo e com o Mar Negro.
Todavia, os depósitos de sal existentes em terra (muito inferiores ao que existe dissolvido de sal nos oceanos) não seriam suficientes para manter a solução de 36%°(em cada de litro de água do mar existem 36 gr de sais dissolvidos) caso ocorresse o dilúvio, os mares passariam a ter em torno de 9 a 10 gramas de sal dissolvidos por litro de água, o que poderia comprometer boa parte da vida marinha existente, principalmente o fitoplancton, a base da cadeia alimetar.
Assim, a tese aprsentada nas linhas acima pelo articulistas são falhas por impossibilidade de ocorrência no que se refere à água não se nisturar e tão puoco sobre o comprometimento da vida marinha.
Bem, simples as explicações são, mas quanto a plausíveis.... Assim, há muitos motivos para se duvidar do dilúvio, principalmente se forem estas as explicações que o respaldam.
A espécie humana saiu da África a cerca de 60 ou 80 mil anos atrás, de modo a povoar a Europa, Asia e Oceania.
Eram descendentes do Homo Erectus, segundo estudos atuais, havendo evidências que direcionam tal origem ao Homo Ergaster ou ao Hildebergensis. Porém as evidências de que o Neanderthal se originou do Hildeberguensis, este do Ergaster são fortes.
O Homo Ergaster possui inferências que o relacionam ao Homo Erectus, parecendo este ser seu descendente. Há inferências que correlacionam o Homo Ergaster ao Homo Habilis, parecendo que ambos surgiram de um mesmo ancestral comum.
Segundo alguns estudiosos, há evidências de que o continente americano começou a ser povoado há 30.000, 50.000 ou até 60.000 anos atrás. Dos povos mais antigos, os arqueólogos encontraram restos de carvão, objetos de pedra, desenhos e pinturas em cavernas e partes de esqueletos.
A teoria mais aceita é de que os primitivos vieram a pé, pelo estreito de Behring, na glaciação de 62.000 anos atrás. Outros afirmam que vieram pelas ilhas da Polinésia, em pequenos barcos, tendo desembarcado em diversos pontos e daí se espalhado.
Os vestígios mais antigos da presença do homem no continente foram encontrados em São Raimundo Nonato,PI, Brasil, com idade de 48.000 anos, permitindo a conclusão de que eram caçadores e usavam o fogo para cozinhar, atacar e defender-se dos inimigos, pelos utensílios encontrados.
Todavia, ainda não se chegou a um consenso acerca do período em que teria havido a primeira leva migratória para o Continente Americano.
A espécie humana é ubíqua, existindo em todos os climas mas é um conjunto biológico homogéneo no que se refere ás suas características. Apesar desse fato, alguns autores consideram-na acentuadamente polimórfica, em relação a características de segundo plano, dando origem ao conceito de raça humana.
Existem várias classificações de raças humanas mas geralmente existem 4 grupos básicos:
Mongolóides:
Qual a origem destas raças ?
Hipótese policêntrica:
Hipótese monocêntrica:
Verifica-se, portanto, uma variação quantitativa e não qualitativa, para não falar do espectro de variação dentro da mesma raça, que é muito maior que a variação entre raças.
Outro aspecto a salientar é a utilização do termo subespécie á população humana, pois este termo só pode ser aplicado a populações que mostrem uma concordância acentuada dum numeroso conjunto de caracteres distintivos, o que não é o caso do Homem.
Verificou-se que os aborígenes australianos foram originados num grupo que se isolou dos restantes há muito tempo e que todos os outros grupos, incluindo “europeus”, “asiáticos” e “nativos americanos” perfazem um único grupo monofilético, resultante das migrações para fora do continente africano e que poderia dividir-se no equivalente aos oeste e leste “euro-asiáticos”, reconhecendo sempre haver muitos grupos intermédiários.
Cultura como principal fator de diferenciação entre humanos:

Os etnólogos estimam que, postas de lado as supostas diferenças genéticas e fenotípicas, as populações humanas são principalmente diferenciadas pelos seus usos e costumes, que são transmitidos de geração em geração. A espécie humana se caracteriza então por uma forte dimensão cultural.
Para R. Barbaud, a "diversidade cultural pode então ser tomada como um componente natural da biodiversidade, como o resultado final de nossa própria evolução.
Ela tem, por este ponto de vista, a mesma função da biodiversidade para as outras espécies". A diversidade humana é portanto genética, com suas conseqüências fenotípicas, mas também culturais. E faz-se importante distinguir bem os dois domínios para não recriar, mesmo involuntariamente, os discursos racistas e não científicos.
Um dos elementos da questão é saber se um isolamento geográfico ou cultural pode levar à seleção de genes específicos, e assim saber se um povo ou etnia pode constituir uma raça.
Ao longo de sua história, sem o saber, o homem praticou uma espécie de seleção natural para aperfeiçoar as raças de animais (criação) e as espécies de plantas (agricultura).
Cumpre assinalar, como assinala o biólogo Stephen Jay Gould, que fatores culturais que favorecem ou, ao contrário, dissuadem certas uniões conjugais, são, por sua própria natureza, circunstâncias que levam ao desenvolvimento, a longo prazo, de um processo de "raciação".
O processo de globalização e mestiçagem das culturas e dos indivíduos reduziu fortemente a possibilidade de tais modos de vida isolados e autônomos.
Assim, uma etnia ou um grupo étnico é, no sentido mais amplo, uma comunidade humana definida por afinidadeslinguísticas e culturais e semelhanças genéticas.
Conclusão:
A bíblia não se trata de um compêndio científico e também não tem todas as respostas para entendermos o evento da vida e o que se passou ao longo de 4,5 bilhões de anos de planeta Terra e nem de 13,5 bilhões de anos de universo. As escrituras, sejam quais forem, mesclam mito com realidade.
Muito das histórias bíblicas, como de outros livros sagrados são reais, mas outras, por limitação de visão de mundo e por falta de conhecimento á época em que tais lendas se desenvolveram são mitos.
Como crentes não admitiriam que eu fosse a um culto e falasse a eles sobre teoria da evolução e teoria do big bang, também não penso ser sadio que venham falar tolices a respeito de disciplinas que desconhecem como as acima citadas. Seria interessante que antes de escreverem tantos absurdos se ativessem a leituras científicas e caso não entendessem fossem procurar alguém da área para esclarecê-los.











