quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

PINTURAS DE NEANDERTHAL E A MAQUIAGEM CRIACIONISTA














Mais uma descoberta foi feita em relação aos neanderthais, demonstrando que, a cada descoberta sua capacidade se aproxima mais da do homo sapiens.

Vejamos o artigo abaixo:

Extraído daqui.

Uma equipe de pesquisadores disse que encontrou as primeiras evidências convincentes de que o homem de Neandertal pintava o corpo e usava bijuteria há 50 mil anos [sic].

Bem, não entendo por que há um (SIC) na frase, uma vez que as datações das ossadas e dos objetos foram feitas por métodos confiáveis. Para as ossadas, certamente, utilizou-se o método do C-14, sendo que os objetos, muitas vezes, são datados via datação relativa (aquela realizada em extratos sedimentares).

Provavelmente o autor como acha que a Terra e todo o universo têm 6 mil anos pois foram criados por deus, em um momento de inspiração deste magnânimo ser [SIC] e assim, acredite serm estes métodos e seus resultados um completo absurdo...

Conchas contendo resíduos de pigmentos usados para este fim foram encontradas em dois sítios arqueológicos em Múrcia, no sul da Espanha. O arqueólogo português, João Zilhão, que lidera a equipe a partir da Universidade de Bristol, na Inglaterra, disse que foram examinadas conchas que eram usadas como utensílios para a mistura e armazenamento de pigmentos.

Bastões pretos com um pigmento à base de manganês podem ter sido usados como tinta para o corpo. Artefatos semelhantes foram encontrados na África no passado. "(Mas) esta é a primeira evidência segura do uso de cosméticos", disse o arqueólogo à BBC. "A utilização dessas receitas complexas é novidade. É mais do que tinta para o corpo.

Os cientistas encontraram fragmentos de um pigmento amarelo que, segundo eles, pode ter sido usado como base para maquiagem. Eles também descobriram um pó vermelho junto com manchas de um mineral negro brilhante.

Algumas das conchas, entalhadas e pintadas com cores fortes, também podem ter sido usadas como bijuteria.
Até agora, muitos especialistas acreditavam que só os seres humanos modernos usavam maquiagem como adorno ou para rituais.
Durante um período na pré-história Neandertais e humanos podem ter compartilhado a Terra, mas Zilhão disse que a descoberta de sua equipe data de 10 mil anos antes do contato entre ambos e, portanto, ela não indicaria uma influência humana. Zilhão vê na prática do uso de pintura corporal e bijuteria um certo grau de sofisticação.

"As pessoas têm que acabar com essa idéia de que os Neandertais eram débeis mentais", afirmou.O estudo foi divulgado em Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). (BBC Brasil)

Nota: Quem tem que acabar com essa idéia de que nossos ancestrais eram "débeis mentais" são os evolucionistas.

Para variar, a nota, como sempre, apresenta um teor extremamente infeliz e recheado de falta de conhecimento.

Em primeiro lugar: foi-se a época em que pouco se conhecia dos neanderthais. Creio que o autor ainda esteja parado um pouco após ao importante ano de 1856...

Em l856, no vale do Rio Neander, na Alemanha, foi descoberto o fóssil de um indivíduo que viveu nessa região há 70 mil anos. Depois dele, vários fósseis do mesmo tipo foram encontrados em outros lugares da Europa. Bastante semelhantes ao ser humano moderno, foram batizados de Homens de Neandertal.

Classicamente, o Homem de Neandertal foi considerado da mesma espécie que a nossa, porém de uma variedade diferente. Enquanto somos chamados de Homo sapiens sapiens, eles ganharam o nome de Homo sapiens neandertalensis.

O neanderthal era, de fato, de uma maior robustez física e o seu cérebro era, em média, ligeiramente mais volumoso. Progressos relativos à arqueologia pré-histórica e da paleoantropologia após a década de 1960, têm revelado o homem de neanderthal como um ser de uma grande riqueza cultural, ainda que seja, provavelmente, sobre estimada por alguns autores. Muitas questões, contudo, permanecem sem resposta, principalmente as relacionadas com a sua extinção.

Os neandertais estavam adaptados ao clima frio, como se infere do seu grande cérebro e nariz curto, mais largo e volumoso. Estas características são postas em destaque pela seleção natural nos climas frios, sendo também observadas nas modernas populações sub-árticas. Seus cérebros eram aproximadamente 10% maiores em volume que os dos humanos modernos. Em média, os neandertais tinham cerca de 1,65 m de altura e eram muito musculosos.

Ao se comparar os neanderthais com os humanos modernos, eles eram maiores em tamanho (musculatura bem desenvolvida) e possuíam feições morfológicas distintas, especialmente do crânio, que gradualmente acumulou aspectos distintos, particularmente devido ao relativo isolamento geográfico. A sua estatura atarracada pode ter sido uma adaptação ao clima frio da Europa durante o Pleistoceno.

A seguir está uma lista de traços físicos que distinguem os neandertais dos humanos modernos; de certa forma, nem todos eles podem ser usados para distinguir populações de neandertais específicas, de diversas áreas geográficas ou períodos de evolução, de outros humanos extintos.

Crânio:
- Fossa suprainíaca, um canal sobre a protuberância occipital externa do crânio
- Protuberância ocipital
- Meio da face projetado para frente
- Crânio alongado para trás
- Toro supraorbital proeminente, formando um arco sobre as orbitas oculares
- Capacidade encefálica entre 1200 e 1700 cm³ (levemente maior que a dos humanos modernos)
- Ausência de queixo
- Testa baixa, quase ausente
- Espaço atrás dos molares
- Abertura nasal ampla
- Protuberâncias ósseas nos lados da abertura nasal
- Forma diferente dos ossos do labirinto no ouvido















Pós-Crânio:
- Consideravelmente mais musculosos
- Dedos grandes e robustos
- Caixa torácica bastante arredondada
- Forma diferente da pélvis
- Rótulas grandes
- Clávícula alongada
- Omoplatas curtos e arqueados
- Ossos da coxa robustos e arqueados
- Tíbias e fíbulas muito curtas

Também, muitos desses traços se manifestam ocasionalmente nos modernos humanos, particularmente em determinados grupos étnicos. Nada se conhece sobre a forma dos olhos, orelhas e lábios dos neandertais. Por analogia, deveriam ter pele muito branca, para um melhor aproveitamento do calor nas frias latitudes da Europa pleistocênica. Estudos recentes revelam que, alguns indivíduos, teriam pele branca e cabelos ruivos.

Em artigo na revista científica Science, uma equipe de pesquisadores disse que extraiu DNA de ossos de dois neandertais e conseguiu resgatar um gene conhecido como MC1R.

No homem moderno, uma mutação nesse gene produz cabelos ruivos, mas, até agora, ninguém sabia qual era a cor do cabelo de nossos parentes extintos.

"Nós encontramos uma variante do MC1R nos neandertais, que não está presente nos seres humanos modernos, mas que causa um efeito no cabelo semelhante ao visto nos ruivos modernos", disse o chefe da pesquisa, Carles Lalueza-Fox, da Universidade de Barcelona.

O Homo Sapiens teria evoluído na África e tomado o lugar dos neandertais depois de entrar na Europa há cerca de 40 mil anos.

Análise de genes pode esclarecer alguns aspectos da biologia dos neandertais que não podem ser preservados em fósseis. Entre essas características estão:

Aparência - cabelo, pele e cor dos olhos -, bioquímica de suas células e até sua habilidade para desenvolver linguagem.

Ao que parece, os neanderthais tinham capacidade para a fala. Essa conclusão surgiu a partir da descoberta de um osso hióide pertencente a um neanderthal encontrado em Kebara (Israel). Este osso segura a raiz da língua no lugar e é um requisito para a fala humana. O osso encontrado é praticamente idêntico ao dos humanos modernos.

Quanto à cultura neanderthal, esta se denomina cultura
Musteriense englobada dentro do Paleolítico Médio, com datas compreendidas entre 300.000 e 40.000 a.C..

As ferramentas musterienses eram feitas pelos neanderthais em datas compreendidas entre 300.000 a.C. e 40.000 a.C., antes dos humanos modernos chegarem à Europa entre 70.000 a.C. e 32.000 a.C. Ferramentas de pedra similares tem sido encontradas em toda a Europa sub-ártica, Oriente Médio e norte da África.

É neste período que aparecem os primeiros rituais funerários, o canibalismo ritual e o culto ao urso das cavernas. Ou seja, os neanderthais já conheciam uma forma de ligação com o sobrenatural.

Os últimos vestígios da existência dos neandertais foram encontrados em Gibraltar, e datam do período entre 28 mil e 24 mil anos atrás.

Segundo lugar: O homem de neanderthal não é ancestral de humanos modernos.

A idéia de que o Homem de Neandertal foi um ancestral nosso, e que pertenceu à espécie Homo sapiens sofreu, em 1997, um abalo. Quatro pesquisadores, dois alemães e dois americanos, conseguiram recuperar uma pequena quantidade do DNA do osso de um Neandertal. Em outras palavras, recuperaram um trecho de seu material genético, e passaram a análisá-lo cuidadosamente, fazendo o seqüenciamento de suas bases nitrogenadas.

Os cientistas estudaram um trecho do DNA mitocondrial, uma ferramenta preciosa no estudo do parentesco evolutivo entre espécies. Veja o porquê. Qualquer tipo de DNA se degrada muito facilmente após a morte de um organismo, seja pela ação do oxigênio, da água ou dos microrganismos.

Como o DNA mitocondrial é mais abundante, ele tem maiores probabilidades de se conservar em órgãos fósseis. De fato, há centenas de mitocôndrias em cada célula, porém apenas um par de cromossomos de cada tipo. Em cada célula, teoricamente, encontram-se entre 500 e 1000 cópias de trechos de DNA mitocondrial, mas somente duas cópias do DNA nuclear.

Por outro lado, herdamos nossas mitocôndrias exclusivamente de nossa mãe; por isso, seu DNA não está sujeito a mudanças introduzidas pela recombinação genética, e é transmitido sem modificações de geração em geração – a não ser, é claro, pelas mutações que nele acontecem.

Dessa forma, a comparação entre dois trechos de DNA mitocondriais de origens diferentes poderá revelar diferenças devidas apenas às mutações. Quanto maior o número de diferenças, maior terá sido o tempo em que as espécies divergiram evolutivamente. Essa análise, assim, revela o maior ou menor parentesco evolutivo entre os indivíduos comparados. O DNA mitocondrial funciona, assim, como um verdadeiro relógio biológico.

O trecho de DNA recuperado foi comparado com o trecho correspondente de 986 outros tipos, provenientes de seres humanos atuais. O resultado foi claro: O DNA dos Neandertais é muito diferente.

Quando se compara o DNA do Neandertal com uma amostra de um ser humano atual, encontra-se pelo menos o triplo de divergências do que quando se comparam duas amostras de DNA atuais. Esses resultados fizeram então surgir a hipótese de que os Neandertais pertencem a uma espécie diferente da nossa e não a uma variedade da nossa espécie.

Os cientistas também acreditam que eles não se cruzaram com os ancestrais dos seres humanos atuais, não contribuindo, portanto, com seus genes para o "estoque" genético da espécie humana.

Os próprios pesquisadores reconhecem que a análise de um pequeno pedaço de um DNA de Neandertal não é conclusiva e não pode provar que ele pertencesse, de fato, a outra espécie. Assim mesmo, os resultados não deixam de representar uma forte evidência.

Os criacionistas sabem que eles eram superiores em inteligência, longevidade e força (lembre-se de que a ilustração acima é uma concepção abestalhada imaginada a partir de ossos por algum artista darwinista).

Sim, lógico... depois que cientistas sérios se empenham em trabalhar e descobrir como era o mundo destes seres humanos, ai os “criacionistas já sabiam”.

Mais uma vez. Tais ilustrações foram feitas numa época em que pouco se sabia destes seres humanos. Era uma época em que se compreendeu mal a teoria formulada por Darwin (o darwinismo social de Herbert Spencer).

Também, seria muito estranho para a igreja explicar quem seriam estes humanos diferentes, uma vez que somos a imagem e semelhança de um criador, tema este, muitas vezes usado para justificar a escravidão e a inferioridade de outros povos.

Um pouco sobre o que se conhece acerca da evolução humana
aqui e aqui.

Segundo Robert Foley – Os Humanos Antes da Humanidade – Uma perspectiva evolucionista Ed. UNESP (livro recomendado a quem queira entender um pouco sobre evolução humana), ao que se sabe, o homo erectus foi o primeiro hominídeo a emigrar a partir do Continente Africano e a povoar a Europa, a China e a Ilha de Java, além de alguns terem se mantido na África.

Ao que parece, era capaz de articular a fala, devido à forma de sua laringe, capacidade esta que talvez seria dominada pelo homo habilis.

Há duas interpretações para a filogenia hominídea:

A primeira considera o homo erectus um ramo amplo em evolução gradual de todos os hominídeos pertencentes ao período que vai de 1,5 a 0,5 milhão de anos atrás. Esta linhagem teria originado o homo sapiens igualmente amplo e variado.

Todavia, o mais adequado e considerar o homo erectus como uma forma asiática de hominídeo, sendo que a forma africana receberia o nome de homo ergaster.

Este ser se diversificou na áfrica e originou o homo erectus o qual emigrou a partir do Continente Africano atingindo a Ásia e continuando a habitar a África. Assim, o homo erectus se trata de um colateral em relação aos humanos modernos.

O homo ergaster e seus descendentes africanos originaram duas outras linhagens:

Uma delas foi a que, na Europa começa com uma forma de hominídeos bastante generalizada, mas com cérebros grandes que evolui no homo heildebergensis e estes nos neanderthais.

A outra linhagem representa a evolução na África até o homo sapiens moderno, o qual se dispersou pelo mundo, substituindo as formas mais arcaicas de hominídeos.

A evolução dos hominídeos pode ser vista como uma forma de irradiação adaptativa ocorridas nos últimos 5 milhões de anos.

Radiação adaptativa ou irradiação adaptativa é a denominação dada ao fenômeno evolutivo, pelo qual se formam, num curto espaço de tempo, várias espécies a partir de uma mesma espécie ancestral no qual diversos grupos se separaram, ocupando simultaneamente vários nichos ecológicos livres, eventualmente dando origem a várias espécies diferentes.

A primeira delas se refere aos macacos bípedes básicos, confinados ás partes mais secas da África. Esta radiação adaptativa deu origem a outras duas; Homo e Australopitecíneos Robustos, cada qual com seu próprio tema adaptativo (cérebro, dentes, ossos).

O gênero homo foi o que se irradiou menos em termos morfológicos e mais em termos ecológicos, pois foi o que mais se dispersou ao partir da África e deu origem a populações geográficas distintas.

Outro teor infeliz das notas e classificar a morfologia dos diversos hominídeos como anomalias ou doenças degenerativas.

Não se trata disso.

Como no caso do Hobbit:

No passado, foi descoberto que o neandertal sofria de raquitismo. Agora este, o "hobbit", sofre de cretinismo. Interessante é que montes de teorias acabam sendo formuladas levando em consideração o tamanho do esqueleto, o tamanho da caixa craniana e outros fatores passíveis de inúmeras interpretações. O que impede que os ditos "hominídeos" não passem de seres humanos com doenças degenerativas que causam deformação? Isso quando não são apenas fósseis de macacos...[MB]

A nota é completamente errônea, ou seja, para sermos diretos, está pautada na MENTIRA. Seria muita sorte que uma ossada de um doente, num universo populacional se preservasse.

O que sobra para paleontólogos analisarem, em termos de
evolução humana, ou de qualquer coisa, não é nada mais que ossos e o estrato geológico onde foi encontrado.

Quanto às teorias formuladas, elas não surgem porque alguém achou que determinada interpretação era a mais legal e, portanto, a melhor para explicar. Elas surgem da observação e interpretação de fatos que estão ali na mesa do estudioso.

É estranho que tantas doenças [SIC] não ocorram hoje, deixando um sujeito com um corpo de australopitecus, ou com a ossada de um hobbit, ou com a cabeça e o físico de um neanderthal
. Aliás, muitos fósseis devem ter sido criaturas "doentes".

Fósseis de macacos diferem muito daqueles do gênero homo. Exemplo disso (Roger Lewin – Evolução Humana - Ed. Atheneu) é a relação entre o sivapitecus e o ramapitecus (hoje denominado sivapitecus) que se pensava ser um hominídeo.

O sivapitecus relacionava-se ao orangotango e possuía forte laço morfológico com o ramapitecus. O sivapitecus possui semelhança morfológica do da face e do palato como orangotango.

Análises do pós-crânio (tronco e membros) demonstram que o sivapitecus possuía um tronco arcaico, estreito como o dos macacos.

Orangotangos e símios africanos compartilham muitas similaridades em sua anatomia do tronco. Dessa forma, em sendo o sivapitecus ancestral do orangotango, tais similaridades devem ter surgido independentemente (homoplasia), pois o símio fóssil da Ásia já teria divergido do estoque comum dos hominóides (símios antropóides).

Outra coisa: Como esse pigmento pôde ser preservado por tantos milhares de anos? Ou os neandertais conheciam técnicas de pintura superavançadas ou esse pigmento não é assim tão antigo...[MB]

Quem lê esta nota (técnicas de pintura superavançadas) pensa que os neanderthais e o homo sapiens, seu contemporâneo de época, eram cosmetologistas. Ou então que eles andavam se pintando há uns 5 mil anos e foram mortos pelo dilúvio, pois não tiveram seu lugarzinho na arca de Noé [SIC].

Vejamos o que diz um
artigo da FAPESP:

Um grupo liderado pelo português João Zilhão, do Departamento de Arqueologia e Antropologia da Universidade de Bristol, no Reino Unido, analisou conchas coloridas e perfuradas que teriam sido penduradas no pescoço como adereços pelos neandertais há cerca de 50 mil anos.

Os ornamentos foram encontrados nos sítios de Cueva de los Aviones e Cueva Antón, na província de Múrcia, no sudeste da Espanha. O estudo será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os pesquisadores também encontraram amostras de pigmentos amarelo e vermelho que teriam sido usados como cosméticos. A prática da ornamentação corporal é amplamente aceita pelos cientistas como evidência conclusiva de comportamento moderno e de pensamento simbólico entre humanos modernos, mas até agora não havia sido identificada em neandertais.

“Esta é a primeira evidência segura de que o comportamento dos neandertais foi organizado simbolicamente, isso cerca de dez mil anos antes dos primeiros registros de humanos modernos na Europa”, disse Zilhão.

Uma concha (Spondylus gaederopus) encontrada pelo grupo contém resíduos de uma massa pigmentosa avermelhada feita de lepidocrocita misturada com pedaços de hematita e de pirita (que tem aparência brilhante), indicando um tipo de uso que se esperaria em uma preparação cosmética.

Segundo os pesquisadores, a escolha desse tipo de concha como recipiente para uma mistura consideravelmente complexa pode estar relacionada à forma exuberante e às tonalidades chamativas originais, como carmim e violeta, o que levou ao seu uso em uma variedade de contextos arqueológicos em diversas regiões do mundo.

Os autores do estudo identificaram o pigmento amarelo, que deve ter sido armazenado em uma bolsa feita de pele ou de outro material perecível e não encontrado, como natrojarosita, um minério de ferro usado como cosmético no Antigo Egito.

Há tempos têm se discutido se ossos decorados e dentes perfurados e moldados, encontrados em Châtelperron, na França, pertencentes à denominada cultura chatelperroniana, teriam sido ou não feitos pelos neandertais. Para Zilhão, o novo estudo indica que sim.

“As evidências encontradas nos sítios em Múrcia removem as últimas nuvens de incerteza com relação à modernidade do comportamento e da cognição dos últimos neandertais e, por consequência, mostram que não há mais motivos para continuar a questionar a autoria neanderthal dos artefatos simbólicos da cultura chatelperroniana”, afirmou Zilhão.

O artigo Symbolic use of marine shells and mineral pigments by Iberian Neandertals, de João Zilhão e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da PNAS em
www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.0914088107.

Na verdade o que foram identificados traços destes pigmentos, não um estojo de maquiagem completo, como aqueles comprados em perfumarias que as mulheres adoram.

Certamente os pigmentos encontrados não eram feitos de óleos vegetais, animais, parafinas e outras substâncias orgânicas que se degradariam. Sua origem era mineral, provavelmente misturada com alguma substância que lhe conferisse certa fluidez, como gordura animal.

Assim, conclui-se que, mais uma vez, o desserviço criacionista colabora com a ignorância da terra das bananas e dos papagaios, por meio de notas cujo conhecimento de paleontologia e evolução humana são tendentes a zero.

Seria interessante que antes de dizerem tantas impropriedades estudassem um pouco e considerassem que não é dizer “foi deus” é a solução para todos os problemas.

É sempre a mesma coisa: a mentira, a má fé, o erro, ludibriar os menos preparados como adolescentes e crianças, a fim de sustentar uma crença fundamentalista sem o menor sentido.

É pena ainda saber que o lixo criacionista esteja invadindo as escolas travestindo a religião de ciência, como fazem as esdrúxulas teorias do Design inteligente e da ciência da criação.

Estamos chegando a um ponto em que retornaremos ao obscurantismo religioso, onde a igreja irá dizer o que e como devemos estudar a fim de respaldar as crenças religiosas e assim manter os fiéis presos aos templos engordando a conta de religiosos sem o mínimo de senso ético.

Mentir, mascarar a realidade, criar falsas realidades e omitir, para sustentar o ideário do deus da mentira, fazem parte do “NÃO DIRÁS FALSO TESTEMUNHO”. Senhores criacionistas; pensem nisso...


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Resposta a uma pergunta distorcida












A publicação abaixo pertence ao site http://www.criacionista.blogspot.com/ e fora publicada em 12/01/2010 e sua pergunta é: De onde veio a informação externa?[MB] Esta perguntase trata de flagrante distorção baseada em uma afirmação de Hawking conforme segue abaixo:


Em inglês:

[Stephen Hawking said that] "At first, evolution proceeded by natural selection, from random mutations. This Darwinian phase, lasted about three and a half billion years, and produced us, beings who developed language, to exchange information.

But what distinguishes us from our cave man ancestors is the knowledge that we have accumulated over the last ten thousand years, and particularly, Hawking points out, over the last three hundred.

"I think it is legitimate to take a broader view, and include externally transmitted information, as well as DNA, in the evolution of the human race," Hawking said.

Traduzido:

Stephen Hawking disse: “Primeiro, a evolução agiu por meio da seleção natural de mutações aleatórias. Essa fase darwiniana durou 3,5 bilhões de anos, e nos produziu seres que desenvolveram a linguagem para a troca de informação.”

Mas o que nos distingue de nossos ancestrais homens da caverna é o conhecimento que temos acumulado ao longo dos últimos dez mil anos, e, particularmente, Hawking destaca, ao longo dos últimos trezentos anos.

“Acho que é legítimo tomarmos uma visão mais ampla, e incluir a informação transmitida externamente, bem como o DNA, na evolução da raça [SIC] humana”, disse o cientista.

(The Atlantic; via blog Desafiando a Nomenklatura Científica)


Segue uma nota abaixo, a qual tenta confundir o leitor com a idéia falsa de que Hawking deixa indefinida a resposta e de que a informação se refere a acrescentar pedaços pedaços de informação a um genoma, dando a idéia de que somenta algo superior e desconhecido poderia fazer.

Vejamos:


Nota: Independentemente da visão darwinista do autor de Uma Breve História do Tempo e O Universo Numa Casca de Nós, a questão é: De onde veio a informação externa?[MB]

Resposta:

De início recomendaria ao protagonista da nota que interpretasse melhor os textos que lê, pois é óbvio que Hawking não deixou nada no ar e nem é sem nexo sua colocação.

Hawking não se referiu a informações vindas do além, entrando, ao léu, na composição de genomas, como num passe de mágica (deus disse e ...pufffff!!! um um homo erectus virou homem). Isso é uma falsa indução a uma idéia a qual ele jamais faria menção, ou sequer, ele cogitaria em pensar, como cientista sério que é. Essa postura é a típica dos pseudocientistas "brincalhões e fanfarrões" do criacionismo e de sua versão requentada, o DI.

A questão a que Hawking se refere, não é uma questão de biologia propriamente dita, referente ao que torna o nosso genótipo humano, mas sim ao que nos faz humanos em termos comportamentais, que nos permite evoluir.

O que nos faz humanos é nossa capacidade de aprender com o outro, ou seja, é uma questão de cultura. Veja que no segundo parágrafo, Hawking menciona o conhecimento acumulado e não "pacotes de informação" oriundos do além.


Mesmo este acréscimo de informações ao genoma, já foi discutido em postagens anteriores (aqui).


Segundo a sociobiologia, ciência que atribui uma vertente biológica ao co
mportamento, muitos animais, não apenas o homem, antropóides e macacos em geral, possuem uma forma de cultura, como uma gramática entre macacos, onde cada som representa um predador, uma comida, uma ameaça, cetáceos e elefantes que se comunicam com sons variados deesde infra até ultra-som.

Porém, vamos nos ater aos macacos:


Macacos sabem usar ferramentas e desenvolvem mais e mais habilidade à medida que aprendem a usá-las. Ao lado, vemos um macaco-prego demonstrando suas habilidades.

Sabem planejar para o futuro, como a coleta de coquinhos, que são expostos ao Sol, 3 dias antes de serem quebrados. Furam árvores que possuem seiva doce e esperam até que a seiva flua para se deliciarem uns 2 dias depois.

Macacos sabem mentir e ser trapaceiros, mentindo acerca da presença de predadores, para descerem até o rio e resgatarem um alimento que em condições normais teria de ser dado aos membros de alta classe do bando.

É impre
ssionante, mas sentem a ausência de seus mortos em luta e se rescentem disso, alimentando espírito de vingança contra seus rivais.

Sofrem de stress, depressão, pressão alta e úlceras quando perdem seu posto no bando ou quando têm suas fêmeas tomadas por rivais, chegando muitas vezes a não ter apetite e morrerem.

Sabem se defender contra ataques de predadores, arremessando pedras contra eles.


As alegações acima expostas, são oriundas de um documentário que assisti no Animal Planet, cujo nome é "Macacos Inteligentes".

Como podemos perceber, é evidente que a essência do comportamento humano pode ser encontrada até mesmo nos mais simples macacos. Linguagem, amor, culpa, inveja, generosidade e raiva estão presentes nesta história fascinante de astúcia e perícia.

Certamente, estes seriam os itens referentes à informação transmitida externamente, o que pode ser definido como comportamento cultural, que, segundo a sociobiologia, é a nossa vantagem em sermos uma das espécies moldadas pela evolução a viver em sociedade e aprender habilidades com os outros membros de nossa espécie.

A cultura é o grande salto evolutivo da espécie humana, permitindo o desenvolvimento social de nossa espécie e o acúmulo de conhecimentos, bem como sua transmissão a outros seres humanos.


É a partir da cultura que nossos costumes, idiomas, evolução tecnológica, escrita, crença religiosa, preconceitos e regramentos morais tomam corpo e determinam os rumos de nossas sociedades.

É dentro desta relatividade cultural que o ser humano se torna humano e aprende ao manter contato com outras culturas, conforme tem ocorrido, desde que grupos humanos distintos entraram em contato uns com os outros.

Assim, não se trata de um ser ou seres divinos "socarem" informação em nosso genoma e, tão pouco, consiste em "enfiarem" cultura em nossas cabeças, nos tirando do estado animalesco e nos fazendo pensar como gente.

Este processo de aperfeiçoamento da condição humana foi paulatino e muito demorado, mutas vezes, havendo estagnação tecnológica de milhões de anos
e, no que se refere aos costumes e normas de convivência social, muitas vezes houve avanços e retrocessos, conforme podemos presenciar em teocracias islâmicas e em tribos isoladas.

Desse mo
do, espero ter sanado o estrago que criacionistas fazem ao pinçar espertamente frases, sem fazer uma análise crítica daquilo que cientistas sérios dizem. Simplesmente criam falsas idéias e "colocam" na boca dos outros aquilo que é fruto da imaginação fértil que somente o fanatismo e o fundamentalismo podem criar.

O documentário em questão é altamente recomendado para dar um choque de realidade e conhecimento à vida de religiosos que estão encerrados no mundo maravilhoso das religiões fundamentalistas, onde há cobras falantes, leões vegetarianos, terópodes pastando ao lado de saurópodes, dentes de sabre, megatérios, trilobites, zebras e aves do terror, com um homem feito de barro e uma mulher retirada de sua costela.

Como sempre digo, criacionistas são criadores de mentiras, bobagens, má fé e falsas idéias. Isso se dá porque lêem e interpretam mal o que está escrito em livros sagrados.

É o problema do apego à literalidade, o que anula qualquer tentativa de visão crítica e real compreensão, do que os textos religiosos querem de fato dizer, por meio de suas metáforas.


É uma pena que ao saírem tanto em busca de provas de seu deus da mentira se esqueçam do "NÃO DIRÁS FALSO TESTEMUNHO CONTRA TEU PRÓXIMO", o
que também se subentende como: não mentir, não mascarar e não omitir a verdade.


Uma pergunta aos criacionistas: Que raio de deus e de religião são estes que têm de ser sustentados pela má fé, pela ignorância alheia e por mentiras?






Esse tipo de deus, de ciência e de religião eu não quero...Estou fora!!!




sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Alarde criacionista quanto a suposta pegada de tetrápode







Um artigo publicado pela agência FAPESP nesta semana chamou-me a atenção, bem como se tornou motivo para criacionistas alardearem a “crise do darwinismo”.

Este artigo se trata de uma pegada encontrada na Polônia que supostamente pertenceu a um vertebrado com 395 milhões de anos de idade, pertencente ao Período Devoniano Médio (compreendida entre 397 milhões e 500 mil e 385 milhões e 300 mil anos atrás, aproximadamente).

O período devoniano caracterizou-se pela diversificação da fauna e da flora. Entre os invertebrados marinhos, os braquiópodes bivalves se multiplicaram. Os moluscos evoluíram e surgiram certos cefalópodes hoje extintos. Tornaram-se abundantes os corais e similares, enquanto muitos tipos de peixes primitivos apareceram e proliferaram na água doce e salgada.

Um breve resumo da historia dos tetrapodes segue abaixo:

Os primeiros
tetrapodes evoluíram dos peixes de nadadeiras lobadas (sarcopiterígeos) e apareceram em águas costeiras, durante o período do médio devoniano.

Durante o devoniano inferior, (416 - 397 Ma), os sarcopiterígios dividiram-se em duas linhagens principais:

Os
celacantos; esta jamais deixou os oceanos e seus melhores dias se deram no devoniano tardio e no Carbonífero, de 385 a 299 Ma. Ainda hoje os celacantos vivem no oceano.

Os
rhipidistianos; cujos ancestrais viviam provavelmente, próximos a rios e estuários deixaram o oceano e migraram para ambientes de água doce.

Estes se dividiram em dois grupos:

Os
peixes pulmonados, os quais evoluíram proto-pulmões e proto-membros durante o médio devoniano (397 - 385 Ma), como viver fora do ambiente aquático valendo-se de seus proto-membros para andar na terra caso seu local aquático estivesse vazio, bem como eram capazes de respirar oxigênio do ar.

Os
tetrapodomorfos, que possuíam semelhante anatomia à dos peixes pulmonados não surgiram por ter abandonado o ambiente aquático durante os a época de 385 - 359 Ma do devoniano superior que é quando progressivamente se tornaram os tetrapodes (vertebrados de quatro patas).

No final do devoniano, grande número de invertebrados marinhos desapareceram sem que se conheça o motivo. As hipóteses mais prováveis apontam para o aprofundamento das plataformas marinhas e para a deficiência de oxigênio decorrente das sucessivas transgressões e regressões das águas oceânicas. A vegetação, modesta no início do período, desenvolveu-se gradativamente e apareceram, no devoniano médio, as primeiras florestas. A flora do período é, no entanto, relativamente pobre em comparação com a do carbonífero.



Aqui segue o artigo publicado pela agência FAPESP:

Agência FAPESP – Uma descoberta feita na Polônia acaba de virar de cabeça para baixo a história evolutiva dos vertebrados terrestres de quatro membros, ou tetrápodes.

Um grupo de cientistas concluiu que pegadas encontradas em uma montanha no sudeste do país têm cerca de 395 milhões de anos, ou seja, foram feitas 18 milhões de anos antes do que se estimava ter sido a origem dos tetrápodes. A descoberta foi publicada na edição desta quinta-feira (7/1) da revista Nature.

Per Ahlberg, da Universidade de Uppsala, na Suécia, e colegas da Universidade de Varsóvia descrevem no artigo rastros de tamanhos e características variadas, bem como um número de registros isolados de até 26 centímetros de largura, o que indica que os animais teriam cerca de 2,5 metros de comprimento.

Os rastros do Devoniano Médio têm marcas distintas de membros superiores e inferiores e não trazem evidência de marcas do corpo. Ou seja, o animal era quadrúpede e não rastejava.

Os cientistas estimam que os tetrápodes tenham evoluído dos peixes por meio de um estágio intermediário, conhecido como elpistostege, cujos representantes tinham cabeça e corpo de quadrúpede, mas com características de peixes, como nadadeiras no lugar das patas.


As marcas fossilizadas encontradas na Polônia têm pelo menos 10 milhões de anos a mais do que os mais antigos fósseis de elpistostege até hoje descobertos.

De acordo com os autores do novo estudo, a descoberta sugere que os exemplares de elpistostege encontrados não eram as formas de transição entre peixes e tetrápodes como se imaginava. Segundo eles, isso mostra o pouco que ainda se sabe sobre a história primordial dos vertebrados terrestres.

O artigo Tetrapod trackways from the early Middle Devonian period of Poland (Vol 4637 January 2010 doi:10.1038/nature08623), de Per Ahlberg e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em
www.nature.com.

Embora seja um artigo elucidativo, não está completo(nada melhor do que ir a fonte...)

E agora, eis a reportagem por inteiro (extraída daqui e daqui):

Ancient Tracks Question Ideas About Tetrapod Origins

Category:
EvolutionHistory of SciencePaleontologyPosted on: January 6, 2010 5:10 PM, by Brian Switek

Tiktaalik is practically a household name. Since its description in 2006 the flat-headed "fishapod" has appeared
in books, on t-shirts, and has even starred in its own music video. Hailed as a "missing link", Tiktaalik has become a poster child fossil for evolution, but it is hardly the first such creature to be given this honor.

Way back in the 1840's, well over a decade before Charles Darwin's On the Origin of Species was published, the Victorian anatomist
Richard Owen was mulling over the concept of transitional forms. He was not so much thinking about actual fossils as the way anatomical frameworks could be modified by natural laws, but even so the anatomy of several creatures Owen had examined appeared to throw credence to the idea that one form could be derived from another. The lungfish Lepidosiren and Protopterus, for example, were fish that had lungs and wispy fins supported by stacks of bone. These traits made the fish seem very similar to some amphibians, and a fossil creature approached the "fish/amphibian boundary" from the other side.

The extinct, crocodile-like amphibian Archegosaurus showed some close resemblances to Lepidosiren, and together Owen took the two forms to represent a divergent juncture in vertebrate forms. The anatomy of Lepidosiren, on the one hand, appeared capable of forming the basis for salamanders with gills such as the
axolotl, while the Archegosaurus, on the other, could have been derived from a gar-like fish. Together they were "transitional types" that seemed to represent gradations along anatomical chains, but, frustratingly, Owen was vague about just what he meant by all this.

It was Darwin's 1859 work, of course, that spurred a greater scientific interest in evolution, but he did not co-opt Lepidosiren and Archegosaurus as transitional forms. Perhaps this was a wise move. Clearly the first land-dwelling vertebrates (called "tetrapods" for their possession of four limbs) could not have evolved from a living fish, and as Archegosaurus became better understood it was moved further and further away from the origin of the first land-dwelling vertebrates. (Today we know
Archegosaurus as a temnospondyl that lived tens of millions of years after the first tetrapods.)

With so few fossils mapping out the transition debates went on for decades about the details of how vertebrates became adapted to life on land. This was not helped by some delays in the description of important specimens. Many fossils of early tetrapods, such as Acanthostega and Ichthyostega, had been found in the over 365 million year old rock of Greenland during the early part of the 20th century. Unfortunately, however, the description of these fossils was held up due to the death of one scientist, the almost glacial work pace of another, and the relegation of some specimens to museum basements where they gathered dust for years.

By 1990, though, our picture of tetrapod origins seemed a little more complete. The earliest tetrapods had evolved from "bony-finned" fish akin to Eusthenopteron (
a long-time representative of the fish side of the transition) and had evolved through graded states into forms such as Acanthostega and Ichthyostega. Yet there was still a wide anatomical gap between the "fish side" and the "tetrapod side" of the transition, a gap that Tiktaalik and its lesser-known relative Panderichthys would come to fit in.

Nor were these the only fossils relevant to questions about this transition. They became the most famous because they are the most complete, but there are plenty of
other critters known from fragments that illustrate that the origin of tetrapods was not some straight-line march as is commonly seen in cartoons. What this all means is that even though Tiktaalik is a celebrity today there is still a lot out there to be discovered, and in a few years we very well may be celebrating some other tetrapodomorph with an anatomy that fits snugly between Tiktaalik and Acanthostega.

Indeed, since the 1980's scientific investigations into the origin of tetrapods has exploded, and new discoveries are being made all the time. One new finding, just published in
Nature, may even cause us to revise what we thought we knew about the tempo and mode of tetrapod evolution. It is a collection of approximately 395 million year old tracks from Poland, tracks that predate Tiktaalik and its kind by several million years.

As described by Grzegorz Niedzwiedzki, Piotr Szrek, Katarzyna Narkiewicz, Marek Narkiewicz, and Per Ahlberg, the tracks were found in quarry in Poland. Rather than representing a shallow freshwater swamp or stream, however, these deposits were marine. This is significant as the evolution of the first tetrapods has generally been thought that have occurred in brackish-to-freshwater environments. Instead the tracks appear to have been made in an area alternately covered and exposed by saltwater, such as a lagoon or shallow tidal area. Whatever the environment was like, though, the creatures walked all over it. While devoid of body fossils (as is often, and frustratingly the case with such sites) the deposit contains numerous tracks made by the animals.

A short trackway representing the steps of what may have been an early tetrapod. To the left is a photo of the trackway, in the middle is an illustration of the track pattern, and to the right are restorations of two tetrapods. The one on the left is based on Ichthyostega and the one on the right represents Tiktaalik. (From Niedzwiedzki et al, 2010)

Among the most impressive of the specimens is a short trackway left by one of the animals. It preserves the hand and footprints of an animal moving in a straight line, and there are no body drag marks. Think about that for a second. Tiktaalik, which lived about 10 million years or so after the tracks were made, had short, stubby arms and even less-well-developed legs that would not have allowed it to do this. No doubt that it could have raised its body to move, but it could not have moved it all the way off the bottom and hence would have left a drag mark between the footprints. The creatures described by Niedzwiedzki and colleagues, however, appear to have raised their bodies higher off the bottom, although they may have also floated their bodies in the water and moving themselves about with their limbs (thus removing some of the weight-bearing stress from their arms and legs).

What is especially interesting, though, is that this trackway appears to show that this animal, which was larger than Ichthyostega, moved in a side-to-side manner similar to that of living salamanders. This might not have been possible for some of the earliest tetrapods known from complete skeletons such as Ichthyostega. In fact, just a few years ago Ahlberg and colleagues published a reexamination of Ichthyostega in
Nature in which they proposed that its overlapping ribs would have hindered its ability to move its body from side-to-side. Instead the restrictions of its skeleton made it seem more likely that it would have moved in a way similar to a seal or an inchworm by flexing its body up-and-down. Clearly the animals whose tracks were preserved in the quarry in Poland were moving more like living amphibians, making them unlike Tiktaalik and (presumably) Ichthyostega.

Some of the individual tracks are also of great interest. If the scientists are correct, they represent the earliest animals yet known with differentiated toes. Toes are a key tetrapod trait, Tiktaalik did not have them, and one of the best-preserved representations of a foot with toes is specimen Muz. PGI 1728.II.1. Altogether it seems to be an impression of almost the entire lower left hindlimb exhibiting at least five toes (there may be more, though, given the track is smudged). It looks akin to what you would expect the foot of something like Ichthyostega to make, but it is not an exact match.

But are those really toes? It looks like the outlines of toes, but could the same impressions have been made by a modified fin? How can we tell whether or not those notches really represent the ends of fingers or something else entirely? As it stands now, we can't. The tracks appear to be consistent with what an early tetrapod could make but the trouble with tracks is that the animals that much such prints almost never die in their tracks. We need bones to be sure, and in lieu of bones we need to try to reconstruct how those kind of tracks could have been made.

These tracks very well might be the earliest traces of tetrapods on record, but that is a hypothesis, not a fact. The fact is that some marine vertebrate with limb-like appendages made these tracks about 395 million years ago, but just what that vertebrate was and what it looked like will require further evidence to determine. I am comfortable saying that the tracks were made by a tetrapod in the vernacular sense (i.e. a four-footed vertebrate), but what is truly a creature related to the common ancestor of all land-dwelling vertebrates?

Here is another, hypothetical, example that might help explain some of my reservations about these tracks. Bipedalism has long been treasured as the defining trait of humans (=hominins). Find something "ape-like" between 6 and 4 million years ago that exhibits evidence of bipedalism and you have yourself a hominin, right? But lets say you find what appears to be a track made by a bipedal ape in sediments 10 million years old.

Does this mean that "
Ardi" is suddenly irrelevant? Of course not! It is entirely possible, for example, that another group of apes, as yet unknown, independently evolved bipedalism before going extinct. Then again, such a track could mean that our previous hypotheses were wrong and require revision according to new evidence. Without body fossils, bones to compare to what has already been collected, it is impossible to know which scenario is correct.

We are faced with a similar situation here. The hypothesis that the tracks were made by tetrapods seems pretty reasonable, but it is going to take more evidence to support. I am in no way trying to downplay this study. Instead I think it is wonderful because it brings up so many new questions!

If the scientists behind this new research are correct then tetrapods evolved much earlier than we previously supposed, and what we have taken up till now as the general evolutionary sequence of forms in early tetrapod evolution are actually disparate forms which are part of a more complex radiation of early tetrapods. In this case, as the authors note, creatures like Tiktaalik did not quickly give way to early tetrapods but lived alongside them for 10 million years or more. This does not mean that Tiktaalik, Acanthostega, and the rest are irrelevant to tetrapods origins, but rather that we need to revise our hypotheses about how they relate to one another.

Some people might consider my uncertain admissions here to be something of a downer, but I cannot agree. In science uncertainty is exciting. The authors of this new paper have proposed an interesting hypothesis that could rearrange what we thought we know about the origins of tetrapods and a lot of work, both in the lab and the field, will need to be done to sort this all out. We should not feel compelled to throw all our weight behind one hypothesis or another without more evidence. We have been presented with some really intriguing questions, and I look forward to reading the future reports of how scientists went about trying to find some answers.

For more, see these posts by Ed Yong, Adam Rutherford, and Henry Gee, as well as the supplementary material on the Nature website.

Niedźwiedzki, G., Szrek, P., Narkiewicz, K., Narkiewicz, M., & Ahlberg, P. (2010). Tetrapod trackways from the early Middle Devonian period of Poland Nature, 463 (7277), 43-48 DOI:
10.1038/nature08623


O outro artigo traz:

Footprints could push back tetrapod origins
Newly discovered trackways much older than previous evidence for sea-to-land transition
By
Sid Perkins
Web edition : Wednesday, January 6th, 2010

Fossilized footprints found in an abandoned quarry in Poland hint that four-limbed creatures called tetrapods evolved much earlier and in a radically different environment than previously thought.

The footprints — many individual impressions, as well as some arranged in sets called trackways — are preserved in 395-million-year-old rocks in the Holy Cross Mountains, in the southeastern part of the country, paleontologist Per E. Ahlberg and colleagues report in the Jan. 7 Nature. That age substantially predates the time frame that paleontologists have pinned as the sea-to-land transition.

Evidence suggests that the carbonate rocks were laid down as sediments in the intertidal areas of a tropical shoreline, possibly in a lagoon, says Ahlberg, of Uppsala University in Sweden.

The presence of footprints in rocks of this age is surprising: The tracks date to 18 million years before body fossils of tetrapods show up in the geological record. And the footprints are about 10 million years older than body fossils of creatures such as Tiktaalik and Panderichthys (SN: 6/17/06, p. 379), believed to represent the transition from lobe-finned fish to creatures fully adapted to life on land.

Ahlberg and his colleagues contend that the findings “force a radical reassessment of the timing, ecology and environmental setting of the fish-tetrapod transition.” While previous studies have suggested that the first tetrapods hauled up on lakeshores or in freshwater deltas, these trackways hint that the water-to-land transition could have happened in a shallow marine setting.

In some areas of the quarry, the fossilized footprints are so common that they fall on top of and partially obliterate one another, forming what Ahlberg and his colleagues call a “densely trampled surface.” Small craters peppering the surface were made by falling raindrops — a sign that the ancient sediments were exposed to the air at least part of the day, the researchers contend.

The arrangement of footprints in one trackway — including stride length and relative spacing, as well as the absence of an impression from a sagging tail — suggest a tetrapod between 40 and 50 centimeters long left the tracks. Individual footprints in this set didn’t have sharply defined edges, possibly because the creature traipsed through squishy sediment in shallow water, the researchers note.

Other footprints at the site, however, were made by a larger, similar creature and include signs of toes. The largest of those prints is about 15 centimeters wide and was probably made by a tetrapod about 2.5 meters long, the team estimates.

Because the rocks don’t contain any body fossils, it’s difficult to interpret what type of organism made the tracks, says Jennifer A. Clack, a paleontologist at the University of Cambridge in England. “If the isolated footprints are what they seem to be, the creature was relatively enormous,” she notes. And, she adds, “if fossils of the creature that made these tracks are ever found, they could well upset the apple cart of what people thought about tetrapod evolution.”

Constantly changing water levels make intertidal areas a dynamic environment, Clack says. In such a setting — where substantial quantities of food might have been stranded in shallow water when tides rolled out — evolution would have favored adaptable creatures, she contends.

The newly described footprints and trackways “are a very exciting find,” says Anthony J. Martin, a paleontologist at Emory University in Atlanta. “The combination of trampled surfaces, multiple trackways with tetrapodal gait patterns [and] distinct individual tracks with distinct digit impressions … makes a very persuasive argument that these structures are tetrapod trace fossils.”

Other scientists, however, aren’t convinced that tetrapods left the fossilized footprints.

“These are interesting trace fossils,” says Ted Daeschler, a paleontologist at the Academy of Natural Sciences in Philadelphia. However, he notes, trace fossils are notoriously difficult to interpret with confidence. Also, he adds, the arrangement of individual footprints in these trackways reflects a style of walking not seen again in the fossil record until 50 million years later. (No trackways that can be attributed to Tiktaalik or Panderichthys have been discovered.) “All together, the new evidence isn’t strong enough to make me discard the current, well-supported ideas about the timing of tetrapod evolution,” he says.

Many of the newly described footprints are indistinct and possibly not even made by tetrapods, but finding anything from that far back in time is still exciting, comments Robert L. Carroll, a paleontologist at the McGill University’s Redpath Museum in Montreal. The indistinct tracks could be impressions made in soft sediments by lobe-finned fish, he notes. And the footprints may have been made by members of a yet-to-be-discovered group of four-limbed creatures that went extinct and didn’t lead to today’s tetrapods.

Resumindo, ainda não ha evidências sólidas a fim de que se atribuam tais pegadas a tetrápodes, uma vez que ainda há a carência de fósseis de esqueletos. Porém, mesmo que se encontre o fóssil do dono da pegada, a parte referente à história dos tetrápodes não está descartada, mas apenas será modificada, acrescentando-se este novo personagem.

Recomenda-se ainda a leitura desta postagem (aqui), a qual põe em dúvida se a pata é realmente de um tetrápode.

Agora... vejamos a nota seguem comentários em verde:


Nota: Cada vez mais a evolução de seres complexos como os tetrápodes vai sendo colocada mais para trás.

Começa com o alarde da existência do fantasma de que tudo está sendo derrubado e caindo por terra, o que é uma grande mentira, conforme demonstram os artigos acima.

Se continuar assim, não haverá tempo suficiente para essa dita evolução ter se processado (mais ou menos como ocorreu com as águas-vivas -melhor consultar este aqui).

.Errado!!! Ajustes em escalas evolutivas vão continuar acontecendo sempre que se descobrirem novos fósseis (Oxalá isso aconteça).

A fim de se viajar ao passado, as coisas ficam cada vez mais difíceis. Fosseis de espongiários aparecem primeiro nos registros fósseis. Todavia, geneticamente, parece que a medusa pente (comb jelly) apresenta uma divergência evolutiva anterior ás esponjas.

Vejamos o que o Sr. Casey Dunn, um dos pesquisadores, disse sobre isso:

While cautioning that additional studies should be conducted to corroborate his team's findings, Dunn says that the comb jelly could only have achieved its apparent seniority over the simpler sponge via one of two new evolutionary scenarios:

1 - The comb jelly evolved its complexity independently of other animals, after it branched off onto its own evolutionary path;

2 - The sponge evolved its simple form from more complex creatures -- a possibility that underscores the fact that "evolution is not necessarily just a march towards increased complexity," says Dunn. "This scenario would provide a particularly dramatic example of that principle."

Na seqüência, mais sobre o que os pesquisadores disseram:

How long ago did the earliest comb jelly diverge? "Unfortunately, we don't have fossils of the oldest comb jelly," laments Dunn. "Therefore, there is no way to date the earliest jelly and determine when it diverged."

After diverging from other species, the comb jelly probably continued to evolve, says Herendeen. Therefore, today's comb jelly--a common creature--probably looks very different that did the earliest comb jelly.

Moreover, the tentacled, squishy but bell-less comb jelly developed along a different evolutionary path than did the classically bell-shaped jellyfish, says Patrick Herendeen, an NSF program director. Such divergences mean that "the jellyfish type of body form has independently evolved several times," says Herendeen.

Ou seja, até aqui, nada no trabalho dos pesquisadores apóia teorias esdrúxulas como DI ou criacionismo em detrimento da teoria evolutiva.

Como se pode notar, é patente a distorção de fatos e o estrago que criacionistas, por meio de sua má fé, causam ao entendimento das disciplinas científicas. Simplesmente, prestam um desserviço ao conhecimento a fim de sustentar seus mitos de criação e preservar a sua fé de modo imaculado.

É triste que em pleno século XXI ainda haja um pensamento tão primitivo assombrando a ciência e ameaçando invadir as escolas, de forma sorrateira, travestido de ciência.

É triste pensar que uma crença necessita da mentira para se sustentar, tal como criacionistas, disfarçados sob a alcunha de “proponentes do DI”, mentiram no julgamento de Dover. Isso é fazer má religião e má ciência. É transformar a tradição hebraica a qual cristãos em parte herdaram em uma palhaçada. É desserviço científico e à religião. É expor a religião ao ridículo. É uma questão de se adorar uma divindade da mentira.


Pior ainda, em 2006, o peixe Tiktaalik foi anunciado como sendo o elo definitivo entre peixes e anfíbios (confira aqui e aqui).


Bem, o primeiro artigo foi escrito pelo senhor Enézio, nosso herói tupiniquim e braço do Discovery Institute na "Terra das Bananas e dos Papagaios", conhecido pela sua desonestidade intelectual há tempos e pela sua má retórica à Macaco Simão.

Quanto ao segundo artigo, é oriundo da SCB, conhecida pelo seu desserviço à ciência e à religião, bem como por seus associados serem os maiores propagadores da ignorância no Brasil, cujo material de cunho didático é o lixo fundamentalista religioso importado dos EUA.

Assim, sem comentários...

A fértil imaginação darwinista se apropriou do fóssil e elaborou ilustrações do peixe saindo da água para a terra (como também fizeram com o celacanto e o panderichtys). O que ocorre é que essas pegadas recém-anunciadas são pelo menos (na contagem darwinista) 18 milhões de anos mais antigas que o Tiktaalik, o que significa que animais tetrápodos já andavam pela Terra muito tempo antes da existência de seus alegados elos transitórios. E agora, José?[MB]

É engraçado, paras não dizer desonesto... Quando é para alardear uma crise em determinado ponto da árvore evolutiva, a datação das rochas é válida; quando se trata de derrubar as maluquices criacionistas nada disso é válido. Idem para os fósseis.

Para mim, tanto a datação de rochas, como fósseis são evidências válidas para que se possam atestar a escala temporal de vida na terra, bem como da teoria evolutiva.

Ainda é inseguro e prematuro afirmar com tanta veemência que tal pegada pertenceu a um tetrápode de fato. Ainda há muito que ser estudado, interpretado e compreendido, segundo consta nos artigos acima expostos. Sem o suposto dono dela, somente podemos especular.

Fazer afirmações enfiando palavras na boca de cientistas é no mínimo má fé, sem falar que isso constitui um alarde insensato, que nem o próprio descobridor da pegada se arrisca a fazer, por ser um profissional de aparente credibilidade.

Ao que me parece, fundamentalistas sofrem de uma patologia terrível que é tentar tornar sua crença a verdade suprema. Até pensei em dar um nome para ela: “fundamentalose religiosa”. Aqui, um pouco da desonestidade criacionista.

Todavia, mais fértil é uma mentalidade que quer a todo custo tornar uma alegoria elaborada por povos da antiga região do crescente fértil, combinada com os cálculos do
arcebispo Usher uma verdade acima da ciência e das outras religiões.

É imaturo e estúpido conceber que um ser do além veio e fez tudo, resolveu acabar com tudo e refazer “n” vezes.

Sem contar que fundamentalistas fazem de tudo para um livro que classifica morcegos como aves, que diz que o sol parou, que manda fazer práticas sem sentido para afastar lepra e que diz que um sujeito foi engolido por uma baleia sobreviveu (esta somente poderia ser um odontoceto que o despedaçaria, jamais um misticeto, o qual não o engoliria), mereça crédito em termos científicos.

Livros sagrados servem como fonte para entendermos alegorias que trazem lições de vida e, nos mostram como eram as pessoas de épocas remotas.

A ciência é algo em constante desenvolvimento. Esta é a razão do conhecimento de hoje ou ser completado ou cair por terra quando de uma nova descoberta. Grande exemplo é o universo de Einstein, estático e perfeito. Huble descobriu que as coisas não eram tão simples assim.

Conclusão: Einstein foi derrubado neste aspecto, mas nem por isso seus trabalhos foram desprezados, porém corrigidos em alguma parte.

Espero que encontrem o dono deste lindo pezinho bem rápido nessas rochas, de modo aos cientistas não terem tanto trabalho. Ou descubram do que se trata isso, se não for, de fato, o pezinho antigo de um parente nosso.

Porém isso em nada derrubará a teoria evolutiva, somente a ajustará neste ponto e nos trará mais esclarecimentos a fim de reconstruirmos a árvore da vida e entendermos de onde viemos.


sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Susi 9 X klug

Hahahahahaha!!!!!!!! Até uma criança consegue desbancar o criacionismo bíblico!!!




sexta-feira, 27 de novembro de 2009

BIOLOGO IRADO (E MAL EDUCADO) E CRIACIONISTAS DESPEITADOS...


Como sempre, Dawkins pisa nos calos de religiosos intrometidos em assuntos que não lhes dizem respeito. Em vez de cuidar das almas de seus pobres fiéis, estas personagens se intrometem no campo científico numa desesperada tentativa de sustentar seus dogmas sem sentido e atestar a validade de seus livros sagrados e seus entes metafísicos (deus, criador inteligente, dentre outras tolices).




Hoje a malhação criacionista se trade de uma cruzada contra o Maior Espetáculo da Terra (não vejo a hora que publiquem, pois há muito estou esperando este livro).

Segue em preto a reportagem de Época, em vermelho a malhação criacionista (AQUI) publicada dia 25/11/2009 e em azul meus comentários à malhação.

Um biólogo irado

O biólogo inglês Richard Dawkins, 68 anos, é sem sombra de dúvida o maior divulgador vivo da teoria da evolução. Seu primeiro livro, O gene egoísta (1976), inspirou uma geração de estudantes de biologia, enquanto o penúltimo, Deus, um delírio (2006), serviu como um poderoso argumento para elevar a autoestima dos ateus, incentivando-os a sair do armário. Com o seu novo livro, esplendidamente intitulado de O maior espetáculo da Terra - As evidências da evolução (Editora Companhia das Letras, 475 páginas, R$ 53), Dawkins faz uma defesa inabalável [como certos setores da mídia conseguem ser tão laudatórios, quando querem!] da teoria da evolução, formulada há exatos 150 anos por Charles Darwin, com a publicação de A origem das espécies (1859). O objetivo de Dawkins é justificar a validade da teoria ao público leigo – e avesso – à evolução. Sua meta é converter a massa ignara [leia-se ignorante, insensata, estúpida] que, em nome de convicções religiosas, insiste em dar as costas ao princípio basilar das biociências, da genética e da medicina do século XXI.

[Lembre-se de que Dawkins se autointitula "bright"; os que não aceitam o ultradarwinismo são, portanto, imbecis.]

Não criacionistas não são imbecis. Eles dividem-se em dois grupos:

· Aqueles que praticam o estelionato intelectual a fim de doutrinarem jovens e pessoas despreparadas na crença de que há um deus pau para toda obra e, assim manterem seu séqüito de fiéis e os intereses financeiros de suas igrejas.

· Aqueles que são simplesmente ignorantes, pensam que entendem o assunto teoria da evolução e ,assim se deixam levar pela crendice, por vislumbrarem a impossibilidade de que a natureza pode dar conta sozinha no que se refere à origem das espécies.

Partir do princípio de que seu público-alvo é estúpido não seria um bom ponto de partida para o livro. No entanto, é precisamente isso o que Dawkins faz nessa sua cruzada científica evangelizadora. Ele inicia citando dois livros seus antigos, apenas para observar que, quando os escreveu nos anos 1980, “as pessoas eram, aparentemente, mais inteligentes” e ele não precisava argumentar que a evolução de fato aconteceu. “Não parecia ser necessário”, diz.

Estava enganado. Prova disso é a expansão, principalmente nos Estados Unidos, do criacionismo, movimento pseudo-científico que renega Darwin, e defende a necessidade de uma “inteligência superior” para justificar a complexidade da vida e do universo. Definido quem é o inimigo a ser enfrentado, Dawkins, já no primeiro capítulo, compara a sua tarefa à de um professor de história forçado a ensinar “um bando de ignorantes (...) À exceção daqueles lamentavelmente desinformados, é obrigação de todos aceitarem a evolução como um fato”.
[Será que eu li isso mesmo?! Os "ignorantes" são obrigados a aceitar a evolução como fato?!!]

Sim, evolução das espécies é um fato para a infelicidade dos criacionistas, uma vez que há toneladas de evidências que corroboram esta realidade. Todavia, criacionistas insistem que estas evidências não atestam a validade da teoria, preferindo jogar tudo nas costas de um suposto deus e empurrarem para baixo do tapete aquilo que não interessa. Resumindo "Eis a nossa crença... que fatos devemos usar para corroborá-la?"

Ignorância tem cura, basta se interessar pela disciplina que se deseja entender, ler muito e estudar a fundo. O ignorante é aquele que desconhece determinado assunto. Assim, posso ser expert em física, mas sou um ignorante em odontologia.


Mas o fundamentalismo, este é difícil de ter cura, pois seu combustível é a ignorância, a miséria, a intolerância e o descaso com o ensino, além de claro a religião vista sob uma perspectiva, não alegórica, a fim de aproveitarmos o que há de bom nela e sermos pessoas melhores, mas sob o enfoque de ser a verdade acima de tudo.


Em cada capítulo, Dawkins destila ironia. “Este não é um livro antirreligioso”, afirma, antes de começar a bater sem dó nos dogmas religiosos. “Deus, é bom repetir o que deveria ser óbvio, mas não é, jamais criou uma asinha”, qualquer. Para Dawkins, os jovens criacionistas foram “iludidos até as raias da perversidade”

[ah, sim, agora os criacionistas - que procuram se pautar pelos princípios éticos da lei de Deus e não pelos ditames da competição pela sobrevivência e propagação da bagagem genética (doa a quem doer) - é que são perversos!].

Sim, são perversos porque, por meio de sua pseudociência mentem deslavadamente para jovens, que ainda não possuem conhecimento suficiente para rebater as imbecilidades “criadas” pelos criacionismos em todas as suas vertentes. Distorcem a ciência sem o menor pudor para fazer proselitismos baratos em sala de aula e assim angariar mais e mais fiéis para suas seitas fundamentalistas e assim ser mais fácil dominar as pessoas sob um único pensamento.


Leis de deuses não são guias para a ciência, pois esta é o mundo da realidade e a natureza está pouco se lixando para o que o deus X ou o deus Y disseram aos seus seguidores quando de suas supostas "revelações". A ciência é a mesma coisa, seja no Brasil, em Israel, na China, no Gabão ou no Canadá. Mas as leis de deuses variam conforme a cultura de cada povo, pois se tratam de subjetividades intrínsecas a cada sistema cultural.


Competição pela vida ocorre de fato na natureza os menos favorecidos perecerão e assim tem sido por 3,8 bilhões de anos. Infelizmente, o que transmite nossas características aos nossos descendentes, sejam elas boas ou ruins, não é um prêmio ou um castigo dos deuses, mas sim os genes e eles é quem determinam se somos bons ou ruins para determinado meio.

Criacionistas em geral, podem chorar e reclamar, mas a vida é o mundo do ser e não do dever ser. Porém, como somos humanos, podemos cuidar daqueles mais fracos (idosos, doentes, deficientes, crianças, os menos favorecidos financeiramente, etc.) pois criamos uma estrutura para suprir estas pessoas.


O darwinismo social, teorizado por Herbert Spencer, em que os grupos mais favorecidos devem suplantar os menos favorecidos, é uma tentativa para justificar o capitalismo selvagem. Façamos uma pequena digressão para compreender este conceito tão aventado por criacionistas.


O DARWINISMO SOCIAL:


O século XIX foi marcado pelo desenvolvimento do conhecimento científico. A busca por novas tecnologias, alavancada pela Revolução Industrial, fez com que os estudiosos se multiplicassem nas mais variadas áreas do conhecimento. Nessa época, várias academias e associações voltadas para o “progresso da ciência” reconheciam a figura dos cientistas e colocavam os mesmos como importantes agentes de transformação social.

No ano de 1859, um estudioso chamado Charles Darwin transformou uma longa caminhada de viagens, anotações e análises no livro “A origem das espécies”. Nas páginas daquela obra revolucionária nascia a teoria evolutiva, o mais novo progresso galgado pela ciência da época. Negando as justificativas religiosas vigentes, Darwin apontou que a constituição dos seres vivos é fruto de um longo e ininterrupto processo de transformação e adaptação ao ambiente.

Com o passar do tempo, observamos que as noções trabalhadas por Darwin acabaram não se restringindo ao campo das ciências biológicas. Pensadores sociais começaram a transferir os conceitos de evolução e adaptação para a compreensão das civilizações e demais práticas sociais. A partir de então o chamado “darwinismo social” nasceu desenvolvendo a ideia de que algumas sociedades e civilizações eram dotadas de valores que as colocavam em condição superior às demais.

Na prática, essa afirmativa acaba sugerindo que a cultura e a tecnologia dos europeus eram provas vivas de que seus integrantes ocupavam o topo da civilização e da evolução humana. Em contrapartida, povos de outras regiões (como África e Ásia) não compartilhavam das mesmas capacidades e, por tal razão, estariam em uma situação inferior ou mais próxima das sociedades primitivas.

A divulgação dessas teorias serviu como base de sustentação para que as grandes potências capitalistas promovessem o neocolonialismo no espaço afro-asiático. Em suma, a ocupação desses lugares era colocada como uma benfeitoria, uma oportunidade de tirar aquelas sociedades de seu estado “primitivo”. Por outro, observamos que o darwinismo social acabou inspirando os movimentos nacionalistas, que elaboravam toda uma justificativa capaz de conferir a superioridade de um povo ou nação.

De fato, o darwinismo social criou métodos de compreensão da cultura impregnados de equívocos e preconceitos. Na verdade, ao falar de evolução, Darwin não trabalhava com uma teoria vinculada ao choque binário entre superioridade e inferioridade. Sendo uma experiência dinâmica, a evolução darwiniana acreditava que as características que determinavam a “superioridade” de uma espécie poderiam não ter serventia alguma em outros ambientes prováveis.

Com isso, podemos concluir que as sociedades africanas e asiáticas nunca precisaram necessariamente dos valores e invenções oferecidas pelo mundo ocidental. Isso, claro, não significa dizer que o contato entre essas culturas fora desastroso ou marcado apenas por desdobramentos negativos. Entretanto, as imposições da Europa “superior” a esses povos “inferiores” acabaram trilhando uma série de graves problemas de ordem, política, social e econômica.
É inapropriado relacionar o conceito "darwinismo social" a Charles Darwin. "Luta pela sobrevivência", "direito do mais forte" jamais foram palavras de Charles Darwin, mas sim conceitos manipulados por outros.
Não Darwin, mas sim o sociólogo inglês Herbert Spencer a aplicar as leis da evolução à sociedade humana. É dele que parte a noção de survival of the fittest – sobrevivência do mais bem adaptado. Glaubrecht tira a conclusão lógica:
"Justamente o darwinismo social é algo que se deveria chamar – se é que precisamos fazê-lo – de 'spencerismo'. Pois não tem absolutamente nada a ver com Darwin."
No século 19 discutiam-se, em diversos círculos, noções racistas e antissemíticas. Cursava o mito dos "arianos" superiores: o ódio contra tudo o que fosse diferente e um nacionalismo pronunciado se disseminavam pela Europa.
As obras do francês Arthur de Gobineau e do publicista britânico Houston Stewart Chamberlain eram muito lidas. Seu tema era a superioridade da "raça branca", que criaria uma cultura mais elevada, enquanto outros povos, supostamente inferiores, tinham como única finalidade a servidão. A mistura das duas "raças" devia ser considerada decadente e perniciosa.
A partir do darwinismo social desenvolve-se a assim chamada eugenia, uma ideologia extremamente desumana, cujo fundador foi justamente um primo de Charles Darwin, o matemático Francis Galton. Seus adeptos propunham aperfeiçoar o material genético humano através da criação direcionada, como a praticada com os animais domésticos. Consequentemente, apenas as pessoas "racialmente mais valiosas" deveriam se reproduzir.

Tal idéia caiu em descrédito, pois, por incrível que pareça, foi a própria ciência da evolução quem desbancou esta pseudociência, uma vez que seres humanos todos são iguais, embora uns sejam mais hábeis que outros em determinados campos, o que tem como causa a própria seleção natural que ocorrem em nossa espécie.

Mas afirmar que uma cultura é inferior ou superior a outra e que humanos diferem em nível intelectual, até o momento, isso foi refutado, seja pela antropologia, seja pela biologia respectivamente.

Portanto, atribuir a Teoria da Evolução como ela sendo a raiz dos preconceitos, se trata de pura ignorância, seja ela no campo da história, do pensamento sociológico-antropológico e científico. Aliás, acho que as vezes entendo porque Dawkins diz que criacionistas são ignorantes, mas discordo dele, pois os vejo como estelionatários intelectuais, destilando sua má fé e retórica vazia a fim de ludibriar os menos favorecidos intelectualmente.

Mas e o criacionismo? Por que afirma ser a vertente bíblica (judaico-cristã) a verdadeira “doa a quem doer?”


Não seria isso uma forma de preconceito ou alusão à superioridade de uma crença religiosa-ideológica frente a outras culturas e sistemas religiosos deste mundo? O que torna o criacionismo indiano menos verdadeiro que o africano ou o judaico ou o celta?


O que torna o deus cristão mais ou menos verdadeiro que um deus aborígene ou que um deus escandinavo ou indígena?

Ohhhhhh! A arqueologia prova a verdade bíblica!!! e isso é inegável...” Isto não passa de falácia da falsa analogia. Arqueologia prova a existência de pessoas, fatos e locais e não de deuses ou seres metafísicos e suas promessas.

Se partirmos por este prisma, a cidade de Krishna existiu, Sidarta Gautama e seu reino no Nepal, existiram, os imperadores chineses, japoneses e faraós existiram, então automaticamente o Induísmo, o Budismo, as crenças chinesas, o Xintoísmo e a religião egípcia estão todas validadas como verdadeiras.

Criacionismo é questão religiosa, não científica, pois é algo subjetivo, intrínseco a cada sistema social, antropológico, histórico e religioso.

Tem-se a impressão de que Dawkins não consegue controlar sua ira [típico de quem não possui o fruto do Espírito].

Não vejo ira nos escritos de Dawkins. Ele apenas combate a ignorância e o fundamentalismo que tenta se infiltrar nos meios acadêmicos travestido de ciência. Realmente ele não possui o “fruto do Espírito” da Ignorância que é a conseqüência do fundamentalismo religioso e da péssima educação que vem sendo ministrada em salas de aula.

Ou melhor, desde que se aposentou em 2008 da Universidade de Oxford, Dawkins não tem mais porque refrear o seu ímpeto antirreligioso.

O maior espetáculo da Terra não é um mau livro – Dawkins não saberia escrever algo que fosse ruim [uia!].

Dawkins não escreve mal, muito pelo contrário... pois se não fosse assim, religiosos não estariam fazendo a choradeira e a gritaria que fazem cada vez que ele lança um livro.
Agora, não posso dizer o mesmo de escritores criacionistas (aqui se incluem os proponentes do DI). Já vi lixo circulando por ai, mas igual Adauto Lourenço, Naor, Dembski, Behe, Morris, dentre outros "superstars " da pseudociência... estou para ver.

No entanto, pode-se perguntar por que ele perde tanto tempo tentando argumentar com os criacionistas. Todos nós sabemos que os criacionistas não são pensadores racionais

[ai, essa doeu, e se eu não acreditasse em sono da morte, diria que muitos dos chamados pais da ciência teriam se revirado na sepultura].

Mais uma falsa analogia. Engraçado que criacionistas adoram se referir a Newton, Kepler, Pascal, dentre outros pensadores da ciência, como se eles atualmente seguiriam o que pensavam na época em termos religiosos.

O tempo em que estes personagens viveram, foi uma época difícil, pois pensar, ser cientista ou descobrir coisas novas, muitas vezes ia contra o dogmatismo da igreja e, poderia custar a vida ou a liberdade da pessoa (vide Giordano Bruno e Galileu).


Certamente se os pais da ciência vivessem hoje, não fariam ciência para buscar deus, mas a fariam como fazemos hoje, para procurar entender a natureza, desvinculada de entidades sobrenaturais e da mítica religiosa.

Eles são movidos por suas crenças, não pela lógica
[Acreditar que informação complexa especificada não surge, simplesmente, é ilógico? Sustentar que todo projeto deriva de um projetista não é lógico? Faça-me o favor!].

Sim é altamente ilógico e irracional, além de ser desonesto, e anti-científico pois todo essa arcabouço de baboseiras não possui respaldo lógico-científico que o sustente. Aqui encontra-se refutada toda a questão da complexidade especificada proposta por Dembiski.


O que dá suporte á idéia de que um criador inteligente existe?


Seres vivos, paisagens naturais, planetas, estrelas, etc. não se tratam de máquinas cujo projeto saiu de uma prancheta, mas de coisas meramente naturais. Projetos indicam planos e propósito em se criar algo (ex. uma TV, um avião, um relógio). Este algo deve ser realizado em uma única etapa e deve possuir uma determinada função e tem de funcionar bem para que a tal função seja cumprida.

Não é o que vemos na natureza. Veja aqui e aqui por que e como a complexidade irredutível de Behe há muito já foi refutada.

Mas se as obras da natureza possuem projetos, deve possuir planos e portanto propósitos assim, pergunto:
Qual seria o plano e o propósito de existir a galáxia de Andrômeda, um buraco negro, uma toupeira, um pé de coca, um pé de mamão, um tigre, o Sol, a nuvem de Oort, os anéis de Saturno, um magnetar, o Grand Canyon, o Oceano Indico, a fossa de Sunda, o quark, o Vesúvio, a toxoplasmose, os Alpes Suiços, a molécula de ácido fórmico, a fasciola hepática, o deserto do Sahara, o anopheles, e o ser humano em todas as suas nuances (qual o propósito de existirem negros, australóides, asiáticos e caucasianos) e se reproduzirem entre si?

Por que o plano do desenhista inteligente é tão ruim a ponto de tornar o Universo um verdadeiro caos, sendo que nosso planeta é o caos no que se refere à sua natureza e geologia ou de fazer com que um negro nasça albino em pleno Quênia ou de que uma criança sofra de atavismo (aqui tb)?

Se existirem respostas para tal, estou aguardando...ZZZZZZZZZZZZZZZ!!!!!


Eis aí a justificativa da profissão de fé desse grande cientista
["grande cientista"?! Por que Época não menciona uma descoberta significativa sequer do "grande biólogo irado"? Por que não diz que, além de aposentado, faz anos que Dawkins não produz ciência, não pisa num laboratório como pesquisador, apenas escreve livros para encher os bolsos e descer a lenha nos teístas e criacionistas?].


Cuidado amigo, embora sejamos suscetíveis a elas, tanto a inveja como a ira fazem parte do rol dos sete pecados capitais!!!! Fazer ciência não é só ir para o laboratório, mas também divulgá-la, por meio de livros e programas cientificos, além de combater a pseudociência que nos assola. Eis a carreira do Dr. Dawkins (melhor que a de muitos criacionistas...).

Isso me cheirou a uma falácia ad hominiem.

Se teístas não se metessem onde não são chamados e parassem de dizer idiotices acerca da ciência, certamente que Dawkins, Dennett, Pinker, Harris, não estariam metendo o pau neles.

A culpa dos teístas serem malhados e deles próprios, pois não é possível que em pleno século XXI ainda exista o pensamento esdrúxulo de querer se misturar ciência com religião.

Tal postura é péssima, seja para a ciência (gera má compreensão das teorias científicas), seja para a religião (a faz cair no ridículo).
A religião é ensinada por meio de alegorias a fim de que sejamos pessoas melhores a cada dia. Não significa corrermos e tentar provar que determinado ente sobrenatural existe, mas sim são lições para termos princípios que norteiem nossa vida em sociedade, para que sejamos melhores a cada dia.

Basta lermos o que há de bom nos livros sagrados e deixarmos de lado as alegorias que inferiorizam outros povos e crenças.

Dawkins não tem medo de ser politicamente incorreto. Não tem papas na língua. Não tem medo de criar polêmica nem chamar os criacionistas de imbecis

[Por que teria medo disso, se é justamente esse rancor estridentemente sensacionalista que ajuda a vender seus calhamaços?].

Não é por essa razão que os livros de Dawkins são vendidos. Xurumelas à parte, quando ele trata de biologia, seu conhecimento é excelente e seus livros são ótimas referências para a disciplina.

A única coisa que Dawkins teme é a ignorância. [Na verdade, a ignorância que lamento é a das editoras brasileiras que ignoram livros que têm feito muito sucesso lá fora e que ajudariam a equilibrar esse dabate em nosso país; livros como The Edge of Evolution, do bioquímico Michael Behe, ou o recém-lançado Signature in the Cell, de Stephen Meyer, primeiro lugar na lista de best-sellers da Amazon na categoria ciência, em 2009, mas praticamente desconhecido no território tupiniquim.]

O fato de um livro ser best seller no exterior, não significa dizer que seu conteúdo se trata de algo digno de credibilidade na área científica. É o argumento ad popolum em ação ( a voz do povo é a voz de deus).

O primeiro livro, caso siga a linha de “A caixa preta de Darwin” classifico como lixo pseudocientífico.


Quanto a Meyer (eis a biografia do bacana - para variar mais um cristãozinho evangélico correndo atrás de provas para afirmar a veracidade de seu deus mequetrefe), este é um outro ícone do DI (vejam aqui e aqui como ele tece sua argumentação). Ou seja, seus argumentos não passam de criacionismo requentado (DI) onde invoca insistentemente a complexidade especificada de Dembski, (pior, alem dessa coisa esdrúxula ser inconsistente, Meyer parece não ter muita noção de como usá-la).

Assim, caso em seu novo livro Meyer siga a linha que tem adotado até então, classifico seu trabalho como o de Behe: "LIXO PSEUDOCIENTÍFICO".

De acordo com uma resenha, ao que aprece, o livro faz um apanhado entre história e filosofia da ciência na investigação da biologia molecular e afirma que soluções materialistas nao respondem os enigmas desta disciplina.

Daí segue na linha da argumentação batida de Dembski referente à complexidade especificada e conclui que por trás disso tudo há um agente inteligente. Detalhe, não demonstra o cerne de sua teoria pseudocientífica - a existência do tal agente-inteligente (ou agente X como queiram) atuamndo na informação do DNA. Apenas conclui que o dito cujo existe sem demonstrar evidências concretas de que ele existe.

Nosso amiguinho diz estar preparado paera enfrentar as argumentações materialistas que serão reações a seu livro. Bem não estou interessado em argumentos retóricos ou em contrapontos dialéticos relacionados a sua tese, mas em evidências concretas sobre o que é afirmado: a existência do tal "agente inteligente" e sua atuação como projetista da informação contida no DNA.

Bem, para chegar a esta brilhante conclusão, não seria necessário Meyer fazer curso de filosofia da ciência em Cambridge, ser graduado em física e ciências da terra, ou o diabo que o carregue. Como sempre digo, basta ter entre 3 e 4 anos de idade, saber falar e ter sido idiotizado pelos pais, ou então ser ignorante de carteirinha, como certas marcas de crentes que andam por ai, assombrando as escolas com suas teses esdrúxulas e proselitismos baratos.


Resumindo, o livro de Meyer é pura argumentação da ignorância.

Oohhhh!!!! isso é um enigma que o materialismo cruel e sem escrupulos não responde!!! Quem seria capaz de responder???

Até parece tema de filme de super herói: "É um livro? É um cientista? É um laboratório? É uma pesquisa de campo?

Não!!! e o AGENTE INTELIGENTE !!!!"(TAN TAN TAN!!! - em tema de Superman), ou seja é o argumento tipo BCO ( Bom para Crente Otário).

Assim, é ótimo que este lixo seja desconhecido por aqui, de modo a não contaminar nossas escolas, a mente dos menos informados e estudantes ainda não preparados para refutar esse monte de abobrinha religiosa travestida de ciência. Até então, o que fizemos foi importar lixo americano (crenças fundamentalistas e suas teses esdrúxulas e obscurantistas contrárias ao desenvolvimento científico), em vez das coisas boas.

Não lamento nem um pouco que os " selvagens tupiniquins" não tenham importado essa tralha dos puritanos WASPs (white american anglo-saxon protestants), a fim de nos emburrecer ainda mais e nos tornar "Hommer Simpsons" e "Flanderes" em potencial.


É sinal que nossas editoras têm primado pela seriedade e possuem certa consciência no que concerne a matérias científicas e a divulgação de informações, além de que nosso povo parece estar evoluíndo um pouco mais, adquirindo uma identidade própria e deixando de ser o "macaco de imitação" dos norte americanos.


Em suma:

  • Quer aprender biologia? Então leia Ernst Mayr, Richard Dawkins e Stephen Gould e nada melhor que Origem das Espécies do Sr. Darwin, para começar.
  • Quer aprender bioquímica? Leia o Lehninger acompanhado do Allinger, do Boyd do Castellan do Quagliano, do Russell e do Atkins.
  • Quer aprender astrofísica? Leia Carl Sagan, Michio Kaku, Bryan Greene, Lee Smolin, Marcelo Gleiser e Stephen Hawking. Acompanhe a leitura com Einstein, Resnick e de um bom livro de Cálculo e outro de Geometria analítica e algebra linear.
  • Quer entender a mente? Leia Freud, Jung, Lacan e Pinker.
  • Quer começar a entender filosofia? Comece pela Paidea, avance pelo pensamento da idade média, passe pelo oriente, volte a idade moderna e passe pelos contemporâneos. O "Mundo dos Filósofos" traz um bom apanhado destes temas.
  • Quer aprender arqueologia bíblica? Consulte Israel Finkelstein e Gerog Fohrer.
  • Quer permanecer ignorante, ter uma visão distorcida e não saber nada sobre os temas acima? Leia o site da SCB e o site do Discovery Institute, as publicações de seus ícones, bem como o Manual da Criação do fanatico Adnan Oktar e toda a produção de lixo pseuocientífica do criacionismo, do DI e das crenças fundamentalistas.
(Época)

Nota: Alguém tem um Dramin aí? Ler essa matéria me deu náuseas.[MB]
Bem, amigo, eu preciso de dramin e buscopan, quando leio coisas acerca de criacionismo, pois é tanta besteira e má fé que me vira o estomago (me faz vomitar sangue) e os intestinos (me dá uma terrível diarréia que chega a desidratar minha paciência)... hehehehe