segunda-feira, 3 de novembro de 2008

CETICISMO QUANTO À TIRINHA "O CÉTICO"

Por que será que eles mentem tanto? seria falta de conhecimento ou má fé? Para a maioria dos religiosos, creio que seja falta de conhecimento. Para a minoria, patrocinadora do DI e do Criacionismo, alguns até detentores de credenciais científicas, creio que seja pura má fé.

Desmestificar as mentiras criacionistas é difícil, pois requer consultas amplas e esforço que justifique o erro por eles cometidos. Mas como a mentira tem perna curta. sempre há uma resposta para os ardís por eles intentados.











Desta vez, o mito criacionista é respeito da tirinha acima, na qual surge a afirmação de que trilobitas foram os primeiros pluricelulares, há que se fazer uma correção.

Vejamos a resposta científica para tal ardil:


De acordo com o registro fóssil, os primeiros animais considerados metazoários (pluricelulares) são os poríferos, seguidos dos celenterados.







Os poríferos teriam surgido a pouco mais de um bilhão de anos atrás, a partir de protozoários coloniais, como o Volvox.

Volvox é um gênero de algas verdes coloniais que pertencem à divisão Chlorophyta. É uma colónia esférica em que existem mais de 500 a 50 mil células biflageladas que, unindo-se por filamentos citoplasmáticos e bainhas gelatinosas, constituem uma esfera oca. Os flagelos das células da camada externa imprimem à colónia um movimento coordenado em volta do seu eixo. As células maiores da colónia têm função reprodutora.





As esponjas estão entre os animais mais simples, com tecidos parcialmente diferenciados, porém sem músculos sistema nervoso ou órgãos internos. Eles são muito próximos à uma colônia celular de coanoflagelados, (o que mostra o provável salto evolutivo de unicelulares para pluricelulares) pois cada célula alimenta-se por si própria.




Existem mais de 15.000 espécies modernas de esponjas conhecidas, que podem ser encontradas desde a superficie da água até mais de 8.000 metros de profundidade, e muitas outras são descobertas a cada dia. O registro fóssil data as esponjas desde a era pré-cambriana, ou Neoproterozóico.


Os celenterados surgiram provavelmente entre 1 bilhão e 800 milhões de anos atrás, depois dos poríferos, portanto. Ao contrário dos poríferos, os celenterados apresentam cavidade digestiva. São também animais exclusivamente aquáticos.








Quanto aos trilobitás, estes surgiram no Paleozóico, período compreendido entre 542 milhões e 251 milhões de anos atrás.







Segundo o paleontologista Peter Ward (O Fim da Evolução), até quase 1950 a ausência de fósseis metazônicos mais velhos que a idade do Cambriano continuaram a confundir igualmente os evolucionistas e os historiadores da Terra. Outros além de remanescentes de simples criaturas celulares e matljke stromatolites, com efeito parecia como se criaturas maiores tivessem aparecido com uma celeridade que tornava ridícula a teoria da evolução de Darwin.

Essa concepção foi finalmente posta de lado, entretanto, pela descoberta dos fósseis das faunas Ediacariana e Vendiana do último período Precambiano.

Por meio de intensa inspeção de extratos imediatamente abaixo dos bem conhecidos depósitos basais Cambrianos nos anos entre 1950 e 1980 mostrou que a maior parte de fósseis esqueletizados (tais como trilobitas e brachiopodes) que supostamente apareceram tão repentinamente estavam na verdade precedidos por formas esqueletizadas tão pequenas que foram facilmente negligenciadas pelos geologistas pioneiros.

E Ward encerra a seção dizendo: "A longamente aceita teoria de súbito aparecimento de esqueletos metazônicos na base do Cambriano estava incorreta: o limite basal Cambriano marcou somente o primeiro aparecimento de formas relativamente grandes de esqueletos de porte, tais como os brachipodes e trilobitas, antes que o primeiro aparecimento de metazoanos esqueletizados. Darwin ficaria satisfeito.


O registro fóssil sustentou sua convicção de que os trilobitas e brachipodas apareceram somente depois de um longo período de evolução de formas ancestrais. Ward afirma claramente que descobertas de fósseis recentes pertencentes à explosão do Cambriano favorecem a teoria de Darwin.


A explicação encontra-se aqui e aqui, oriunda do site do ICB da UFMG, a qual fiz questão de copiar em sua íntegra.

Embora a terra tenha 4,6 bilhões de anos, a vida só surgiu por volta dos 3,5 bilhões de anos após o esfriamento e estabilização da crosta terrestre.

A história da vida não se desenvolveu de forma contínua, pelo contrário, é marcada por registros interrompidos em breves (e as vezes instantâneos – em termos geológicos) episódios de extinção em massa, seguidos de diversificação. O surgimento da vida e os episódios de extinção e diversificação só se tornaram conhecidos através de fortes marcas no registro fóssil.

Os primeiros registros de vestígio de vida foram encontrados na África e Austrália; os estromatólitos, ou seja, camadas de sedimentos capturados e aglutinados pelas células procarióticas (bactérias e cianofícias). Estas camadas se acumulavam umas sobre as outras, à medida que as marés as soterravam e provocavam mudanças em sua superfície.


Os estromatólitos e os organismos procarióticos que os produziram dominaram o registro fóssil em todo o mundo durante mais de 2 bilhões de anos. As primeiras células eucarióticas no registro fóssil data-se de 1,4 milhões de anos, assinalando um grande aumento na complexidade da vida.

Todavia os animais multicelulares não surgiram logo após o desenvolvimento das células eucarióticas; os multicelulares apareceram pela primeira vez pouco antes da ocorrência da explosão cambriana, há cerca de 570 milhões de anos. Os primeiros multicelulares são membros de uma fauna distribuída por todo o mundo - Ediacara, que recebeu o nome de seu afloramento mais famoso, situado na Austrália.


A fauna Ediacara é inteiramente desprovida de partes duras e foi considerada como representantes primitivos de grupos modernos, na maioria das vezes como membros do filo dos celenterados, incluindo também anelídeos e artrópodes. Esta fauna tem importância especial por ser o único vestígio de vida multicelular anterior a grande linha divisória que separa o Pré-cambriano do Cambriano, um limite marcado pela explosão Cambriana de grupos modernos dotados de partes duras.

No início da década de 1980 o paleontólogo Dolf Seilacher propôs outras interpretações para a fauna

A hipótese de Seilacher quanto a fauna Ediacara ainda não foi comprovada, mas não há dúvida de que Ediacara desapareceu por completo e não se sabe o por que.

A primeira fauna da explosão Cambriana, de organismos com partes duras são chamados de Tommotiana, em homenagem a uma localidade da Rússia mas encontradas em todo o mundo. Contem criaturas nas quais se pode identificar design moderno, embora a maioria apresente minúsculas lâminas, taças e barretes, com enorme disparidade entre a “pequena fauna conchosa”. Talvez ainda não tivesse ocorrido uma calcificação eficaz e as criaturas Tommotianas fossem ancestrais que ainda não tinham desenvolvido esqueletos completos e apenas depositavam pequenos pedaços de matéria mineralizada em diferentes partes de seus corpos.

As rochas Tommotianas abrigam uma imensa variedade de minúsculos fósseis que não podem ser classificados em nenhum grupo moderno. Talvez eles sejam apenas representantes sem maior importância de uma era de esqueletização primitiva e ainda imperfeita, que apresentavam anatomias singulares que surgiram no início da história da vida e desapareceram logo, sendo posteriormente substituídos pelos Trilobitos, no final da explosão Cambriana.

Num período geológico de 100 milhões de anos três faunas radicalmente diferentes existiram, as criaturas de Ediacara, grandes, com corpos moles e achatados como panquecas; as minúsculas taças e barretes Tommotianas; e finalmente, a fauna moderna, culminando em Burges com o limite máximo de diversidade anatômica.

BURGESS E SUA IMPORTÂNCIA.

Clique aqui para ver detalhes de exemplares da fauna do Burgess

O folheto de Burgess foi descoberto no alto das Montanhas Rochosas Canadenses, no interior do Parque Nacional de Yoho, próximo à fronteira oriental da Colúmbia Britânica, em 1909, por Charles Doolittle Walcott – maior paleontólogo dos EUA. (fig. 5 ).

Esse folheto possui os fósseis de animais invertebrados mais importantes do mundo. Como nossos registros fósseis limitam-se quase que exclusivamente á história das partes duras; a maioria dos animais tem somente partes moles e o revestimento externo não revela muita coisa sobre a anatomia interna dos organismos – temos aí a explicação para a tamanha importância de Burgess: os fósseis de Burges são preciosos porque preservaram com primorosos detalhes as partes moles dos organismos (ex: filamentos branquiais de um trilobito, última refeição no intestino de um verme...).

Os fósseis de Burgess Shale são a única fonte ampla e bem documentada sobre um dos acontecimentos mais cruciais da história da vida animal: o primeiro florescimento da explosão cambriana.

O começo da Era Paleozóica marca um intenso processo de diversificação – a “explosão cambriana” ou o primeiro aparecimento, no registro fóssil, de animais multicelulares com partes duras. A importância de Burges Shale está também em sua relação com esta etapa fundamental da história da vida.


A fauna de Burges não se situa dentro da explosão propriamente dita. Ela registra um momento logo depois, há cerca de 530 milhões de anos, antes que a implacável tesoura da extinção tivesse feito muitos estragos e, por conseguinte, quando os resultados do processo de diversificação ainda podiam ser vistos em toda a sua variedade. Sendo a única grande fauna de organismos de corpo mole desses tempos antigos, Burges Shale nos proporciona um inigualável panorama do início da vida moderna em toda a sua plenitude.

Primeiramente, Walcott interpretou os fósseis de Burgess de forma equivocada. Ele forçou a inclusão de todos os animais de Burgess Shale em algum grupo moderno, considerando-os coletivamente como versões primitivas ou ancestrais de formas posteriores mais aperfeiçoada.

Posteriormente, em 1971, Harry Whittington fez uma interpretação radicalmente diferente não só da fauna de Burgess mas (por implicação) de toda a história da vida, incluindo nossa própria evolução. Ele demonstrou que a maioria dos organismos de Burgess não pertencem a grupos conhecidos e que as criaturas desta única pedreira da Colúmbia Britânica provavelmente excedem, em diversidade anatômica, todo o espectro da fauna de invertebrados existentes nos oceanos modernos.

Comparando a reconstituição da fauna de Burgess Shale feita por Charles R. Knight (fig. 6) baseada inteiramente na classificação de Walcott, com a que acompanha um artigo publicado em 1985, defendendo um outro ponto de vista (fig. 7) verifica-se que:

1) Na reconstrução de Knight o elemento central é uma animal denominado Sidneyia, o maior dos artrópodes de Burgess conhecido por Walcott. Na versão moderna, Sidneyia foi enxotado para o canto inferior direito e seu lugar ocupado por Anomalocaris, o terror dos mares Cambrianos – com mais de 60 centímetros de comprimento – e um dos “inclassificáveis” de Burgess Shale.



3 – O CENÁRIO DE BURGESS SHALE: Os meios de preservação

Segundo uma velha piada paleontológica, “a evolução dos mamíferos é uma história de dentes se acasalando com outros dentes para dar origem a dentes ligeiramente modificados”. Isso porque a maioria dos fósseis de mamíferos são conhecidos apenas através de seus dentes porque, como o esmalte é muito mais resistente do que os ossos normais, os dentes permanecem quando tudo o mais tiver sucumbido à ação do tempo geológico.

Como condição prévia para a preservação das faunas de organismos de corpo mole sobressaem 3 fatores (raramente encontrados ao mesmo tempo):

1) Rápido sepultamento dos fósseis em sedimentos não agitados.

2) Deposição num ambiente isento dos agentes normalmente responsáveis por sua destruição imediata – essencialmente o oxigênio e outros fatores que promovem a deteriorazação, bem como a variedade de organismos, de bactérias e animais que se alimentam de cadáveres, os quais rapidamente eliminam a maioria das carcaças em quase todos os ambientes deste planeta.

Ambientes desprovidos de oxigênio são excelentes para a preservação das partes moles: nenhuma oxidação, nenhuma decomposição por bactérias aeróbicas. Tais condições são comuns em nosso planeta, particularmente em massa de água estagnada. Entretanto, as próprias condições que promovem a preservação também estabelecem que poucos organismos irão viver nesses lugares. O melhor ambiente, portanto nada contém para ser preservado.

3) Mínimo despedaçamento resultante de danos causados por calor, pressão e erosão.

Walcott encontrou quase todos os seus espécimes aproveitáveis numa camada de folheto com apenas 2,1 a 2,4 metros de espessura, que ele chamou de “leito filópode” – pés em forma de folhas. Ele escolheu este nome em homenagem a Marrella, o mais comum organismo de Burges.

Com a altura pouco maior que a de um homem e comprimento menor que o de um quarteirão, como foi possível que tamanha riqueza tivesse se acumulado num espaço tão diminuto?

Pesquisas recentes esclareceram a geologia desta complexa área e fornecem um cenário plausível para a formação do sedimento que preservou a fauna de Burgess:

Os animais de Burgess Shale provavelmente viveram sobre bancos de lama formados ao longo da base de um paredão maciço e quase vertical, chamado Talude Catedral – um recife constituído basicamente por algas calcárias (os corais formadores de recifes ainda não tinham evoluído). Esse habitats de águas moderadamente rasas, adequadamente iluminadas e bem aeradas, geralmente abrigam faunas marinhas típicas com alta diversidade.

O caráter típico do ambiente de Burgess deveria excluir qualquer possibilidade de preservação de organismos de corpo mole. Embora uma boa iluminação e aeração possam estimular o desenvolvimento de uma fauna altamente diversificada, essas mesmas condições também promovem uma rápida atuação de animais que se alimentam de cadáveres e dos processos de decomposição. Par serem preservados como fósseis de corpo mole esses animais tinham de ser removidos para algum outro lugar. Talvez os bancos de lama acumulados sobre as paredes do talude tenham se tornado espessos e instáveis. Pequenos tremores de terra poderiam ter provocado “correntes lodosas” e impelido nuvens de lama (contendo os organismos de Burgess) talude abaixo, as quais poderiam ter-se depositado em depressões adjacentes estagnadas e desprovidas de oxigênio.

A distribuição exata dos fósseis de Burgess confirma a idéia de que eles foram preservados graças a um deslizamento de lama localizado. Outras características dos fósseis nos conduzem à mesma conclusão: pouquíssimos espécimes apresentam sinais de deterioração o que sugere um rápido soterramento; nenhum rastro, pista ou qualquer outro vestígio de atividade orgânica foi encontrado nos leitos de Burgess, indicando assim que os animais morreram e foram soterrados pela lama tão logo chegaram ao local em que forma fossilizados.

2) Knight reconstitui cada animal como se fosse membro de um grupo bem conhecido que, posteriormente tivesse alcançado um grande sucesso. Marrella é reconstituído como um trilobito e Waptia como um protocamarão. A versão moderna apresenta alguns filos singulares – o grande Anomalocaris; Opabinia, com seus 5 olhos e um “focinho” frontal; e Wiwaxia, com seu revestimento de escamas e 2 fileiras de espinhos dorsais.

3) As criaturas de Knight seguem a convenção do “reino pacífico”. Estão todas aglomeradas numa harmonia aparente baseada na tolerância mútua; eles não interagem. A versão moderna mantém o ajuntamento irreal (um costume necessário, a bem da economia de espaço) mas retrata as relações ecológicas reveladas por pesquisas recentes: priapulídeos e vermes poliquetas enterram-se no lodo; o misterioso Aysheaia alimenta-se de esponjas; Anomalocaris everte suas mandíbulas e tritura um trilobito.



4) Considere o Anomalocaris como um exemplo da revisão de Whittington Knight inclui animais omitidos na reconstituição moderna: uma medusa e um estranho artrópode que parece ser a extremidade posterior de um camarão com a frente recoberta pela concha de um bivalve. Ambos representam erros cometidos na tentativa de forçar a inclusão dos animais de Burgess nos grupos modernos. A “medusa” de Walcott revelou-se um pequeno círculo de placas ao redor da boca de Anomalocaris e a extremidade posterior do seu “camarão” nada mais é que um apêndice alimentar deste mesmo predador. O que Walcott considerava serem os protótipos de dois grupos modernos veio a se converter em partes do corpo do maior e mais esquisito dos animais de Burgess.

4 – AVALIAÇÃO DAS RELAÇÕES GENEALÓGICAS DOS ORGANISMOS DE BURGES

As inferências evolutivas e genealógicas baseiam-se no estudo e no significado de semelhanças e diferenças. As similaridades assumem diferentes formas: algumas servem para orientar as inferências genealógicas; outras representam armadilhas e perigos para fazer a distinção entre um tipo e outro, é fundamental fazer uma rígida distinção entre semi claridades devidas simplesmente à herança de características presentes em ancestrais comuns (homologia) e semelhanças originadas através da evolução independente de estruturas anatômicas que desenvolveram a mesma função (analogia).

Tivemos tão pouco êxito na reconstrução das genealogias de Burgess porque cada espécies surgiu através de um processo não muito diferente da montagem de uma refeição a partir de um gigantesco cardápio chinês à velha moda: um item da coluna A, dois da B, com muitas colunas e longas listas em cada coluna.

São duas as razões pelas quais temos a capacidade de reconhecer grupos coerentes entre os artrópodes posteriores. Primeiro, as linhagens perderam essa potencialidade genética original para o recrutamento de cada uma das principais partes do corpo a partir de muitas possibilidades latentes. Em segundo lugar, a remoção da maioria das linhagens, através de extinção, deixou apenas uns poucos sobreviventes, com grandes lacunas intermediária.



5 – DISPARIDADE SEGUIDA DE DIZIMAÇÃO: UMA REGRA GERAL.

Se os componentes de corpo mole nunca tivessem sido encontrados, Burgess Shale seria uma fauna

Burgess Shale apresenta uma amplitude de disparidade no design anatômico que jamais voltou a ser igualada, nem mesmo por todas as criaturas de todos os oceanos modernos (fig. 9 ). A história da vida multicelular tem sido governada pela dizimação de um grande estoque inicial, gerado rapidamente na explosão Cambriana. Os últimos 500 milhões de anos se caracterizaram pela ocorrência de redução seguida proliferação no âmbito de uns poucos designs estereotipados, e não por um aumento generalizado nos limites de variação e na complexidade como sugere o cone da diversidade crescente.

6 - BURGESS SHALE COMO UMA AMOSTRA REPRESENTATIVA DO CAMBRIANO.

Burgess Shale nos proporciona uma lição de caráter geral e modifica completamente nossas concepções habituais a respeito da história da vida porque muitos aspectos dessa fauna trazem a nítida marca da convencionalidade.

Suas criaturas alimentam-se e movem-se da maneira usual, toda a comunidade mostra-se compreensível em termos modernos, a um ecólogo prático; elementos chave da fauna aparecem também em outras localidades e verificamos que Burges representa o mundo normal dos tempos do Cambriano e não uma bizarra gruta marinha da Colúmbia Britânica.

7 – OS DOIS GRANDES PROBLEMAS DE BURGES SHALE

A revisão de Burgess Shale coloca dois grandes problemas a respeito da história da vida.

Primeiro, como foi possível especialmente (à luz das nossas concepções usuais acerca da evolução, encarando-a como um fenômeno grandioso) que essa disparidade surgisse tão rapidamente?

E, segundo, se a vida moderna é resultado da dizimação de Burgess, quais aspectos da anatomia, que atributos da função, e quais alterações ambientais determinaram quem iria vencer e quem estava condenado a perecer?

Em suma, primeiro a origem e, depois, a sobrevivência e a propagação diferenciada.

A ORIGEM DA FAUNA DE BURGES SHALE

Existem três grandes tipos de explicação evolutiva para a explosão que conduziu à disparidade de Burgess.

O primeiro é convencional e tem sido aceito em quase todas as discussões publicadas. Os dois últimos possuem pontos em comum e representam tendências recentes no pensamento evolutivo.

1) O primeiro Enchimento do Barril Ecológico:

Na teoria darwiniana convencional, os organismos propõem e o ambiente dispõe. Os organismos fornecem a matéria prima na forma de variação genética que se expressa através de diferenças morfológicas. Dentro de uma população, em qualquer tempo, essas variações são pequenas e não direcionadas. A modificação evolutiva é produzida por forças de seleção natural provenientes do ambiente externo (tanto condições físicas, como interações com outros organismos).

Como os organismos proporcionam apenas a matéria-prima e como essa matéria-prima quase sempre tem sido considerada suficiente para todas as modificações que se processam de acordo com os ritmos darwinianos, caracteristicamente lentos, o ambiente transforma-se no motor que regula a velocidade e a extensão das alterações evolutivas.


Então quando nos perguntamos que peculiaridade ambiental poderia ter engendrado a explosão Cambriana, uma resposta óbvia nos vem de imediato à mente: A explosão Cambriana foi o primeiro enchimento do barril ecológico da vida multicelular. Foi uma época de oportunidades inigualáveis.

Quase todas as formas de vida podiam encontrar seu lugar ao sol. A vida estava se irradiando para os espaços vazios e poderia proliferar em progressão logarítmica, tal como uma célula bacteriana numa placa de ágar. Na efervescência desse período inigualável, a experimentação imperou pela primeira vez e última vez num mundo praticamente desprovido de competição.

“Competição menos severa” tornou-se a senha da interpretação. Whittington, escreveu:

“Havia provavelmente alimento e espaço abundantes nos diversificados ambientes que inicialmente foram sendo ocupados por esses novos animais, e a competição era menos severa do que nos períodos posteriores. Nessas circunstâncias, diversas combinações de características podem ter sido possíveis, enquanto estavam sendo desenvolvidas novas formas de captar os estímulos sensoriais dos arredores, de obter alimento, de fazer locomoção.... É assim que podem ter surgido estranhos animais que não se encaixam em nossas classificações dos quais alguns remanescentes podemos ver em Burgess Shale”.


2) Uma história direcional para sistemas genéticos

Na visão darwiniana tradicional, as morfologias possuem histórias que restringem seus futuros, embora o material genético não “envelheça”. Diferenças nas taxas e nos padrões de mudança constituem respostas de um substrato material inalterável (genes) às variações ambientais que reajustam as pressões da seleção natural.

Mas talvez os sistemas genéticos realmente “envelheçam” no sentido de se tornarem “menos propensos a perderem uma grande reestruturação” (Valentine). Talvez os organismos modernos não possam gerar uma rápida sucessão de designs fundamentalmente novos, quaisquer que sejam as oportunidades ecológicas.

A descoberta da fauna pré-cambriana de Ediacara, com forte possibilidade de que este primeiro conjunto de fósseis multicelulares talvez não tenha dado origem aos grupos modernos, sugere que todos os animais do cambriano, a despeito da disparidade de formas, podem ter divergido não muito antes a partir de um ancestral comum do final do Pré-cambriano.

Se isto ocorreu – se eles ficaram separados apenas por um curto período de tempo – todos os animais cambrianos podem ter sido portadores de um mecanismo genético muito similar em virtude do seu tempo estritamente limitado de vida independente.

“A resposta similar dos organismos de Burges pode refletir a homologia de um sistema genético em grande parte ainda conservado em comum e ainda bastante flexível, e não apenas a analogia da resposta a uma pressão externa comum. É claro que a vida teve necessidade do impulso externo da oportunidade ecológica, mas sua capacidade de resposta pode ter indicado uma herança genética comum, agora dissipada”.

3) Diversificação inicial e posterior fechamento como uma propriedade de sistemas.

Atu Kauffman, da Universidade da Pensilvânia, desenvolveu um modelo para demonstrar que o padrão de Burges, caracterizado por rápida disparidade máxima seguida pela posterior dizimação, é uma propriedade geral dos sistemas.

Para explicar seu modelo, Kauffman considera metaforicamente, o palco da vida como uma paisagem complexa, com milhares de picos de alturas diferentes. Quanto mais elevado for o pico, maior o êxito dos organismos que estão sobre ele. Sobre os picos dessa paisagem estão espalhados ao acaso uns poucos organismos iniciais. Eles se multiplicarão e trocarão de posições.

Os saltos grandes podem ser definidos como aqueles que levam um organismo para tão longe do seu antigo lar que o novo panorama não guarda nenhuma relação com o antigo. Os grandes saltos são extremamente arriscados mas proporcionam uma enorme recompensa para aqueles que obtêm sucesso. Se você aterrisa num pico mais alto do que aquele onde se encontrava, você prospera e se diversifica, se aterrisa num pico mais baixo ou num vale, você está liquidado.

Kauffman demonstra que a probabilidade de êxito é no início bastante alta mas logo cai e chega a praticamente zero – tal como na história da vida.

Se os saltos longos ocorrem com razoável frequência, todos os picos altos serão ocupados logo no início. Assim, os vitoriosos cavam trincheiras e a evolução produz sistemas desenvolvimentais tão ligados aos seus picos que, mesmo que surja uma nova oportunidade, as espécies não poderão mais mudar. Mesmo extinções ao acaso deixarão espaços inacessíveis a todos.

8 - A DIZIMAÇÃO DA FAUNA DE BURGESS

O padrão descritivo da disparidade de Burgess e da posterior dizimação basta para impor uma grande mudança em nossas concepções tradicionais a respeito da história da vida. Isto acontece porque a nova iconografia não apenas altera mas inverte completamente o convencional cone de diversidade crescente.


Em vez de um começo limitado e da ocorrência de limites de variação cada vez mais amplos com o decorrer do tempo, a vida multicelular alcança sua amplitude máxima logo no início e a dizimação posterior deixa apenas uns poucos designs sobreviventes.

A idéia de sobrevivência determinada pela capacidade anatômica ou pela complexidade – “maior aptidão competitiva” – tem sido a explicação favorita, praticamente nunca contestada, para a redução da diversidade de Burgess e, na verdade, para todos os episódios de extinção da história da vida.

Os argumentos que propõem a superioridade adaptativa como base para a sobrevivência correm o risco de incorrer no clássico erro do raciocínio circular. A sobrevivência é um fenômeno a ser explicado e não uma prova de que os sobreviventes eram “melhor adaptados” do que os aqueles que morreram.

Se quisermos afirmar que as extinções de Burgess preservaram os melhores designs e eliminaram aqueles cujo desaparecimento poderia ser previsto então não poderemos utilizar a mera sobrevivência como prova de superioridade. Precisamos, em princípio, ter a capacidade de identificar os vencedores através do reconhecimento de sua excelência anatômica ou superioridade competitiva.

Se encararmos honestamente a fauna de Burgess, porém seremos forçados a admitir que não dispomos do menor indício de que, na grande dizimação, os designs dos perdedores eram sistematicamente inferiores, em termos adaptativos aos dos que lograram sobreviver.

Qualquer um pode inventar uma história plausível após o fato ter ocorrido. Anomalocaris, por exemplo, apesar de ser o maior dos predadores do cambriano, não veio a ser um dos vencedores.

Assim, poderíamos argumentar que a sua singular mandíbula quebra-nozes, incapaz de fechar-se inteiramente e que provavelmente funcionava mais por constrição do que arrancando pedaços da presa, realmente não era tão adaptativa quanto as mandíbulas convencionais constituídas de duas peças que se juntam como tenazes. Mas é preciso enfrentar honestamente a situação oposta.


Suponhamos que Anomalocaris tivesse sobrevivido e prosperado. Nesse caso não ficaríamos tentados a dizer que Anomalocaris sobreviveu porque suas peculiares mandíbulas funcionavam tão bem?

De acordo com a revisão feita de Burgess, concluímos que não dispomos de nenhum indício vinculando o sucesso a um design previsivelmente melhor. A dizimação de Burgess pode ter sido uma autêntica loteoria.

Contudo, não temos nenhum indício de que os vencedores gozavam de superioridade adaptativa ou de que um observador conteporâneo pudesse ter apontado com as melhores e mais detalhadas monografias anatômicas da paleontologia do século XX que os perdedores de Burgess eram adequadamente especializados e bastante aptos.

Um pouco mais sobre teoria da evolução


CONCLUSÃO:

Assim, pode-se concluir que a afirmação feita na tirinha, em relação aos trilobitas está completamente equivocada.

Estas criaturas surgiram depois da fauna Edicarana ou Vendiana (anterior ao período Cambriano) após mais ou menos uns 5 milhões de anos, com a explosão cambriana.

Neste período surgiram praticamente todos os filos animais conhecidos, inclusive os precursores dos vertebrados, além de outros que a ciência não consegue classificar, todos eles organismos marinhos. O registro da existência destes seres é evidenciado através de fósseis encontrados em poucos lugares do mundo, como em Burgess Shale, no Canadá, e na província de Yunnan, na China.

O único grupo de animais com um bom registo fóssil que só apareceu depois do Cambriano foi o filo Bryozoa, cujos exemplares mais antigos pertencem ao Ordoviciano Inferior. Os fósseis conhecidos por Biota Vendiana (ou "biota Edicarana), que incluem animais com espículas como as das esponjas e possivelmente tubos de vermes, apareceram no período que antecede o Cambriano, mas a localização destes fósseis nos filos actualmente conhecidos ainda está longe de estar esclarecida.

O que não há dúvida é que o Cambriano foi uma época de extraordinária inovação e evolução, não só em termos do número de espécies, mas também no desenvolvimento de novos nichos e estratégias ecológicas, tais como a predação activa, a construção de abrigos subterrâneos complexos e a aparição ou diversificação das algas mineralizadas de vários tipos, como as algas coralinas e as dasicladáceas verdes.

Assim, é simplesmente desonesto levar má informação aos leitores leigos. Todavia, os meios religiosos procuram adaptar os fatos as suas teorias a fim de justificá-las como corretas e plausíveis.

Apelam para a omissão e para a mentira. Talvez seja este o ensinamento bíblico: "Mentir e omitir a fim de sustentar nossas crenças religiosas".


Com isso, retribuo a brincadeira:

Ainda querem que eu creia ( crer no sentido de fé) em criacionistas...




domingo, 26 de outubro de 2008

Enézio frustrado

Desta vez nosso heroi tupiniquim defensor do DI tenta por meio de jogadas retóricas rechaçar a história da transição entre répteis e aves.

vejamos o atigo abaixo:

aqui:

Cientistas chineses descobrem fóssil de possível elo entre dinossauros e aves

Da Efe
Em Londres


Cientistas chineses encontraram um fóssil de uma nova espécie que seria o elo da evolução dos dinossauros terrestres para as aves, o Epidexipteryx hui, que era coberto de penas mas não podia voar.

A equipe de pesquisadores da Academia de Ciências da China explica hoje na revista científica britânica "Nature" que a descoberta traz mais complexidade à história da evolução dos dinossauros para as aves e dá suporte à hipótese que a transição aconteceu a partir dos terópodes.



O estranho dinossauro com penas viveu na China entre os Jurássicos Médio e Superior e tem várias características do grupo dos terópodes, bípedes carnívoros.


O Epidexipteryx hui era coberto de penas mas não podia voar, segundo pesquisadores.

Este animal, do tamanho de uma pomba e que pesava cerca de 160 gramas, viveu pouco antes que o Archaeopteryx, considerado a ave mais antiga do mundo.

Muitas de suas características são as de uma ave, como dois pares de penas muito longas com o aspecto de laços que nasciam de sua pequena cauda.

Os cientistas, liderados por Fucheng Zhang, indicam, no entanto, que o Epidexipteryx hui não podia voar, pois tinha penas no contorno das extremidades.

Agora vejamos os comentários de nosso bastião tupiniquim defensor do DI:


Comentário do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: A coisa realmente importante sobre este fóssil se encontra “enterrada” quase no fim do artigo da BBC:

“Em primeiro lugar, enquanto outros dinossauros com penas datam após o surgimento da primeira ave conhecida, este fóssil parece ser mais próximo no tempo, abrindo assim uma nova janela sobre os eventos evolutivos na transição crítica dos dinossauros para as aves.”

Este fóssil localiza-se entre o Jurássico Médio e Superior e o Archaeopiteryx é do Jurássico Superior.

Há dinossáuros como o Dilong que viveu no início do Cretáceo o que em nada afetaria a história das aves, pois não há problema algum que dinossauros emplumados tenha vivido no mesmo periodo que o Archaeopiteryx.


O problema com a seqüência dromeossauro a dinossauro com penas a aves é que este fóssil aparece numa seqüência reversa quase que perfeita no registro fóssil. Este novo fóssil coloca um dinossauro com penas aparentemente antes da primeira ave, sendo assim uma grande notícia.

Não sei a que problema o Sr. Enézio esta se referindo. Realmente houve um sério problema: o fóssil confirmou que dinsossauros emplumados apareceram antes das aves, o que confirma mais um ponto na história evolutiva destes seres a partir daqueles.

Este fóssil está abaixo do Archaeopteryx que geralmente é relatado como sendo do Jurássico Superior, e a primeira ave.

Era o esperado que um dia tal elo da corrente evolutiva das aves desse o ar da graça. É realmente uma pena que muito dessa história se perdeu e reconstruí-la não é tarefa fácil.


Eu me pergunto se eles [os pesquisadores] não têm algo mais em suas mangas. Esta descoberta não será tão significativa se eles descobrirem somente aves com este fóssil. Na verdade, descobrir aves no estrato abaixo do Archaeopteryx seria, sem dúvida, uma grande manchete, e colocaria ainda mais em confusão as atuais teorias darwinistas sobre a evolução das aves.

Os pesquisadores não possuem nada nas mangas Sr. Enézio. Foi o registro fóssil quem mostrou a existência do Epidexipiteryx Hui (que pena ein!! essa coisa tinha que aparecer né Enézio...). É culpa da natureza que essa coisa tenha existido e não dos pesquisadores.

Até o momento não se encontraram aves em extratos abaixo do archaeopiteryx. Assim, pelo que até então foi evidenciado, a teoria da evolução das aves a partir dos terópodes mais uma vez se confirma.

Seria bom Enézio você se perguntar o que, em termos científicos dá respaldo ao DI, o que esse criacionismo disfarçado traz de benefícios para o desenvolvimento da ciência e o que há dentro da caixa preta do Behe que respalda esse arremedo mal feito de criacionismo denominado DI.

Quanto à bricadeira da charge: aqui, é bom elucidar que ovos com casca começaram com os nematoides (os vermes cilíndricos).

Todavia, considera-se o brotamento (comum em poríferos e celenterados) como ovos, uma vez que o zigoto é lançado no mundo à própria sorte.

Assim, antes de se fazerem piadinhas que nada acrescentam ao conhecimento, é melhor consultar a vasta bibliografia científica que existe a respeito do assunto reprodução de metazoários (os animais com mais de uma célula).

Aos interessados aqui e aqui seguem explicações sobre reprodução das espécies.

sábado, 25 de outubro de 2008

Nó criacionista desatado As confusões com o arqueopterix

Mais uma vez, fazemos um retorno triunfal à má compreensão ou má fé dos círculos criacionistas quanto a explicar a relação entre aves e répteis.

Desta vez, a confusão paira sobre o fóssil do arqueopterix, um ave pré histórica que viveu no Jurássico superior, sendo a primeira ave extinta a ser encontrada.

Esta ave possuia cerca de 1 metro de comprimento e 4 quilogramas, sendo seu esqueleto mais pesado que o das aves normais, o que provavelmente, lhe limitava o vôo.

Excetuadas as penas, o arqueopterix se parece bastante com o compossognato e com outros pequenos dinossauros do tipo celurossauro. A maior diferença é que as patas dianteiras do arqueopterix foram modificadas para acomodar as penas. Os três dedos das patas dianteiras do arqueopterix tinham garras e suas mandíbulas abrigavam presas afiadas.


Além do Archoeopteryx, também tinham dentes duas outras espécies plumadas, batizadas pelos cientistas com os nomes de Ichthyornis e Hesperornis, que em grego significam "ave dos peixes" e "ave da noite".








O festival de abobrinhas é oriundo deste site (aqui).



Depois que Charles Darwin publicou seu livro A Origem das Espécies, em 1859, os evolucionistas iniciaram a busca de espécies intermediárias de “transição” para comprovar suas alegações. O primeiro fóssil de Archaeopteryx foi descoberto na formação calcária de Solnhofen, na Bavária, Alemanha, em 1861.

Os darwinistas o consideraram como a “salvação” que deveria dar apoio a sua teoria. O esqueleto do Archaeopteryx (cujo significado é “asa antiga”) é um fóssil incrivelmente raro, de grande valor. A importância desse fóssil para os darwinistas tem a ver com as suas características que, como eles alegam, pertencem tanto a aves quanto a répteis.

Com grande empolgação, eles apresentaram o fóssil como um “elo perdido”, intermediário entre répteis e aves. O Archaeopteryx foi honrado com um lugar de destaque em muitas exibições em museus e também em livros-texto como a “prova” definitiva a favor da evolução.


Entretanto, as várias críticas feitas com relação ao fóssil e às inconsistências que foram surgindo com um exame mais acurado dele permaneceram ignoradas.

O Archaeopteryx tinha garras com penas, nas asas, dentes na mandíbula e uma cauda óssea semelhante à dos de répteis – essas características levaram os darwinistas a interpretar o bicho como prova da teoria da evolução.

Entretanto, os últimos exames feitos dos fósseis de Archaeopteryx mostraram que essa criatura definitivamente não era uma forma intermediária, mas uma espécie extinta de ave, com várias características que a tornavam distinta das aves modernas.

Os cientistas hoje concordam que o Archaeopteryx possuía esqueleto, estrutura de penas e músculos de vôo idênticos aos das aves atuais, e era capaz de voar perfeitamente. Além disso, o exame científico comprovou que com a sua fúrcula (osso bifurcado em frente ao esterno no peito das aves) e a estrutura de penas assimétricas, o Archaeopteryx era uma ave voadora plenamente desenvolvida.

Resumindo, o Archaeopteryx não poderia ser classificado como uma forma intermediária, com base em algumas poucas características singulares. Particularmente, o sétimo fóssil de Archaeopteryx, que foi escavado em 1992, confirmou isso, e demoliu completamente as alegações evolucionistas baseadas em qualquer “semelhança” com os répteis.

Colin Patterson, um cientista evolucionista, afirma que as alegações feitas a favor do Archaeopteryx estão longe de ser científicas: “Seria o Archaeopteryx ancestral de todas as aves? Talvez sim, talvez não: não existe uma maneira de responder essa pergunta. É bastante fácil construir histórias a respeito de como uma forma dá origem a outra, e descobrir razões pelas quais os estágios deveriam ser favorecidos pela seleção natural. Porém, tais estórias não fazem parte da ciência, pois não existe maneira de submetê-las a testes.”

O texto já começa dizendo besteiras:
Cientistas não contam historinhas como fazem religiosos. As histórias que cientistas contam são pautadas em evidências, logo são testáveis, como veremos ao longo da desmistificação das besteiras criacionistas. Aliás o termo criacionista vem a calhar pois são criadores de bobagens conforme as que analisaremos abaixo.


Por que o Archaeopteryx não é uma forma intermediária
O Archaeopteryx realmente possui várias características que o diferem das aves modernas. Não obstante, suas características mostram também que ele era capaz de voar, ou seja, ele era uma ave verdadeira.

O mero fato de que o Archaeopteryx possuía várias características singulares não demonstra que fosse uma espécie de forma intermediária. Veja algumas provas de que ele não é um intermediário meio-dinossauro, meio-ave, mas sim meramente uma espécie extinta de ave:
Até hoje se discute se o arqueopterix é uma ave, um dinossauro, um intermediário entre ambos ou uma espécie única. Todavia as evidências apontam para que ele se trate de uma ave.

Outro problema nessa discussão sempre foi a falta de fósseis de transição. Não se encontrou ainda um fóssil de animal meio ave meio réptil. Entretanto, a natureza forneceu muitas evidências que mostram a relação de parentesco entre essas classes tão distintas.

1. A fúrcula do Archaeopteryx e a descoberta posterior do seu esterno


Os dinossauros não possuem fúrcula, embora o Archaeopteryx, como todas as aves, possua uma fúrcula. O anatomista David Menton refere-se à fúrcula do Archaeopteryx nestes termos:

O Archaeopteryx tem uma fúrcula robusta. Alguns fascinantes estudos recentes utilizando raios-X, mostrando pássaros em movimento quando em vôo, mostram como a fúrcula tem de ser flexível para suportar as forças incríveis necessárias para o bater de asas no vôo. Pode-se ver, em tempo real, a fúrcula fletindo-se em cada bater de asas.(vi)

Até a década de 1990, o fato de que faltava o esterno ao Archaeopteryx era apresentado como a mais importante evidência de que ele não podia voar (O esterno é encontrado na parte da frente da caixa torácica, e a ele são ligados os músculos necessários para o vôo. Este osso é presente em todas as aves atuais que voam ou que não voam – e até mesmo em morcegos!).

Entretanto, o sétimo fóssil de Archaeopteryx, descoberto em 1992, mostrou que essa afirmativa era incorreta, e que aquele fóssil continha realmente o esterno, que os evolucionistas de há muito imaginavam não existir. Esta descoberta destruiu completamente o fundamento mais básico da alegação de que o Archaeopteryx era uma meia-ave, que não voava.

Errado!!!! A possível ligação entre os dinossauros e as aves foi proposta, pela primeira vez, pelo naturalista Thomas Henry Huxley, em meados do século XIX.

Na década de 70, John Ostrom, da Universidade de Yale, realizou uma comparação anatómica meticulosa do Archaeopteryx (considerada a primeira ave no registo fóssil) com vários dinossauros, concluindo que este era muito parecido com um terópode (dinossauro carnívoro e bípede) conhecido por Deinonychus.
Ostrom deu particular atenção à fúrcula, um pequeno osso do punho, partilhado pelos dois fósseis, que é necessário para bater as asas.
A mais importante semelhança entre aves e dinossauros é a fúrcula, pequeno osso do punho, existente nos dois fósseis, e que é necessário para bater as asas.

Ultimamente, vários dinossauros semelhantes às aves foram descobertos, como o Velociraptor e o Oviraptor. As semelhanças foram ficando cada vez mais evidentes, entre elas os ossos e as patas com três dedos virados para a frente.

Entre as características que ligam dinossauros terópodes a pássaros são um furcula, ossos enchidos por ar e, em alguns casos como o Velociraptor Mongoliensis a presença de penas.
Durante a década de 90, na China, foram achados fósseis que praticamente sacramentaram a ligação ave-dinossauro.
Esses fósseis estavam tão bem preservados que conseguiu-se ver as asas com penas impressas nas rochas.Algumas dessas espécies descobertas na China:


- Archaeoraptor liaoningensis: era considerado o "elo perdido". mas se trata de uma fraude forjada por traficantes de fósseis. Leia mais aqui e aqui.











- Sinornithosaurus millenii: Tinha braços compridos, e possuía muitas penas e os ossos do peito e ombros semelhantes aos das aves;











- Beipiaosaurus inexpectus: Com pescoço e garras compridas, foi até agora o maior dinossauro com penas já encontrado. Tinha penas duras e curtas. Não voava, mas devia usar as penas para se aquecer ao sol (provando que as penas não tiveram em todos os estágios da evolução a função de voar);









- Protarchaeopteryx robusta: Tinha penas muito simétricas, o que indica que talvez não fosse capaz de voar;










- Caudipteryx zoui: Rápido corredor veloz, com penas primitivas, ainda insuficientes para o vôo;









O interessante é que estes fósseis, além de praticamente ratificarem a teoria da ligação entre aves e dinossauros, vieram demonstrar que durante o processo de evolução, as penas tiveram funções diferentes inicialmente.

Deviam servir como isolantes de calor ou para simples exibição, para fins de acasalamento.

Com o decorrer do tempo, após séries de adaptações, as espécies foram apresentando asas maiores. Desse modo, as asas puderam adquirir a função de vôo.

Essas descobertas reforçam outra hipótese: de que a presença de penas deveria ser uma característica comum entre os dinossauros terópodes, até mesmo em relação ao Tyrannosaurus rex. Com isso podemos dizer que os dinossauros não foram extintos. Apenas evoluíram para as aves.

Logo, as alegações acima estão desclassificadas como algo que induza a qualquer afirmação pautada em estudos consistentes. Mais estudos aqui.

2. A estrutura das penas do Archaeopteryx :

Uma das mais convincentes evidências de que o Archaeopteryx era uma verdadeira ave voadora é a estrutura de suas penas. A sua forma assimétrica, idêntica àquela das aves modernas, revelavam que o Archaeopteryx era perfeitamente capaz de voar. Como afirmou o paleontólogo Carl O. Dunbar.

Por causa de suas penas, [o Archaeopteryx deve ser] classificado distintamente como ave.(vii)
Alan Feduccia destaca também a estrutura assimétrica nas penas das criaturas ao afirmar que o Archaeopteryx era uma ave capaz de voar:

O significado das características assimétricas é que elas indicam a capacidade de vôo; aves que não voam, como o avestruz e a ema, têm asas [com penas] simétricas.(viii)

A forma e as proporções gerais das asas do Archaeopteryx são idênticas às das aves modernas.

O fato de que a estrutura da asa do Archaeopteryx se manteve até os dias de hoje, desde presumivelmente 150 milhões de anos atrás (desde o período Jurássico) indica que as suas asas foram criadas para o vôo.

Quem disser que o Archaeopteryx não era capaz de voar, não pode explicar o porquê daquela estrutura assimétrica.(ix)

Certo, porém não apresenta consistência em negar a origem reptiliana das aves.

As penas evoluíram de escamas encontradas em répteis e dinossauros. As aves têm vários tipos de penas, cada uma com sua estrutura especializada dependendo de sua função.

Os ornitólogos distinguem cinco tipos de penas: de contorno (que recobrem o corpo e também são penas de vôo), semiplumas, plúmulas de vários tipos (relacionadas ao isolamento térmico), cerdas e filoplumas (com função sensorial).

As aves dependem destas penas especializadas para propósitos cruciais. Sua habilidade de voar, em particular, depende das penas de contorno e de vôo.

As penas de contorno são encontradas na superfície do corpo e ajudam a fazer com que a ave fique aerodinâmica e plana, e reduz a turbulência. As penas grandes de vôo nas asas e cauda atuam como um leme no vôo, dando controle aerodinâmico.

As penas de vôo dividem-se em dois grupos principais, as remiges (penas das asas) e as rectrizes (penas da cauda).

A principal diferença entre ambas está na sua simetria. No caso das remiges, o bordo posterior é bastante mais largo, o que lhes confere capacidade de sustentação.

Quanto às rectrizes, essa assimetria é menos acentuada, uma vez que estão ligadas à orientação e “navegação” em vôo.

Em 1998, paleontólogos que trabalhavam na Província de Liaoning, no Nordeste da China, fizeram duas descobertas incríveis - e derrubaram por terra as dúvidas sobre o parentesco entre as aves e os dinossauros. As evidências vieram de dois fósseis extraordinariamente bem preservados: o do Caudipterix e o do Protoarchaeopterix.

Ambos possuíam penas, mas não eram capazes de voar - lembre-se que aves como o avestruz também não voam. Esses fósseis possuíam dois tipos de penas: plúmulas e penas com vexilos, que são as penas de contorno. Isso apenas veio confirmar as teses de Huxley.

As penas de vôo do Archaeopteryx estão bem preservadas, e são virtualmente indistinguíveis das penas de aves modernas. Possuem o ráquis central e as barbas laterais que encontramos em qualquer ave canora atual.

As penas também são assimétricas e mais largas na borda de saída do que na frontal -- uma adaptação mostrada pelas aves voadoras mas não em aves que não voam como os pingüins ou avestruzes.



Isso indica que o Archaeopteryx provavelmente era capaz de voar (embora os fósseis careçam de um grande esterno com quilha [ou carena], que todas as modernas aves utilizam para inserir seus potentes músculos de vôo, sendo os pontos de inserção muito menores do que nas aves modernas -- desse modo é possível que o Archaeopteryx conseguisse apenas planar não sendo capaz de imprimir energia a seu vôo). Veja aqui:


As grandes penas de contorno é a única classe de penas encontrada nos fósseis do Archaeopteryx -- não foram encontradas as felpudas penas menores, embora estas se encontrem em todas as aves modernas.


Todavia, entre as características de dinossauro que o Archaeopteryx exibe estão:


- articulação côncava simples nas vértebras cervicais, no lugar da articulação alongada em forma de sela encontrada nas aves;

- vértebras da região torácica livres e móveis, no lugar das fusionadas nas aves;

- presença de gastralia, ou costelas abdominais, que são encontradas em répteis e terópodos porém não em aves;

- uma caixa torácica sem os processos uncinados e que não se articula com o esterno, ao invés das articulações semelhantes a escoras entre os uncinados e o esterno encontradas em todas as aves;

-um sacro constituído de apenas 6 vértebras, no lugar das 11 a 23 encontradas nas aves (de acordo com o gênero);

-articulações móveis nos ossos do cotovelo, punho e dedos, no lugar de articulações fusionadas que encontramos nas aves;

- um encaixe do ombro voltado para baixo como nos terópodos, no lugar de voltado para fora como nas aves;

- ossos sólidos (compactos) e pesados, no lugar dos ossos pneumáticos das aves que são ocos e leves;

- uma longa cauda óssea com vértebras livres, no lugar de pequenos pigostilos fusionados encontrados nas aves.

Também existem alguns aspectos presentes no Archaeopteryx que estão presentes em formas primitivas de terópodos, e também em formas mais avançadas de aves.

Nos terópodos, por exemplo, o hálux, ou dedo maior do pé, localiza-se na parte posterior do pé formando uma pequena garra que não alcança o solo. Nas aves, este dedo é bastante alongado e é utilizado para empoleirar-se.
No Archaeopteryx, o hálux está inverso, mas é alongado em uma posição que é intermediária entre os terópodos e as aves.

Nos terópodos, os dedos dos membros anteriores são longos; nas aves, estes dedos se reduzem a diminutas terminações (as garras nas asas).

O Archaeopteryx está a meio caminho entre estas duas possibilidades.

Nas aves, as asas são apoiadas pela fúrcula, ou "ossinho da sorte", que é composta pela fusão das duas clavículas, e o Archaeopteryx também possui uma fúrcula fusionada (porém não tão forte como a das aves modernas).

Uns poucos terópodos tinham clavículas, como por exemplo as espécies de aspecto avícola como o Velocirraptor. E acredita-se que uma espécie de terópodo conhecido como Ovirraptor possuía uma fúrcula fusionada, como nas aves. Vide as fotos abaixo:



Terópodo










Archaeopterix









Ave moderna













O Archaeopteryx NÃO tinha membros capazes de empoleirar (tampouco existe esta característica em muitas aves modernas), e seu hálux não era tão bem desenvolvido como nas aves modernas.

As penas de vôo são virtualmente idênticas as penas das aves modernas, porém jamais se encontrou as outras classes de penas nos fósseis de um Archaeopteryx.

Embora o Archaeopteryx possuísse a fúrcula e penas de vôo das modernas aves voadoras, ele não tinha a grande quilha do esterno ou as articulações fusionadas dos membros anteriores que são uma parte necessária para o vôo, e é por isso que se questiona se o Archaeopteryx era capaz de voar por sua própria potência.

Assim, o jogo de palavras acima apresentado (em preto) não afasta a proximidade que existe entre o archaeopteryx, os terópodos e as aves modernas, sendo que o Archaeopteryx, mesmo que considerado uma ave, estar em um ponto intermediário entre estas e os répteis terópodes.

3. As garras nas asas do Archaeopteryx

Os evolucionistas destacam as garras nas asas do Archaeopteryx como evidência de que ele evoluiu a partir dos dinossauros, e que portanto ele era uma espécie de transição. Na realidade, entretanto, esta característica de maneira alguma sugere qualquer relacionamento entre essa criatura e os répteis.

De fato, duas espécies vivas de aves – Touraco corythaix e Opisthocomus hoazin – ambos têm garras que servem para se prender a ramos de árvores. Essas criaturas são aves plenamente emplumadas, sem qualquer característica de réptil. Esses exemplos modernos invalidam a alegação de que as garras nas asas do Archaeopteryx significam que ele deva ser uma forma intermediária.


Errado!!! A garra presente em asas de aves jurássicas, como presente em asas de aves modernas, apenas no início foi considerada uma ligação com os dinossauros.

Como anteriormente estudado, asas de répteis, de aves e de mamíferos se tratam de membros transformados adaptados ao vôo (veja
aqui).

Atualmente, de acordo com estudos realizados, foram desvendadas muitas características comuns entre as aves e dinossauros terópodes conforme segue:

- Pescoço alongado e móvel em forma de "S".

- Pé com três dedos - e apenas dois deles se apóiam no chão para andar.

- Ossos ocos: fundamentais para voar, pois tornam o esqueleto mais leve. Atualmente, apenas as aves possuem essa característica.

- Dados atuais mostram que o dromeossauro, incluindo Velociraptor, enquanto evoluía estava adquirindo características semelhantes às das aves.

A estrutura óssea do pulso permitia a esses animais girarem as mãos ao capturar suas presas - essa habilidade é usada pelas aves modernas quando realizam o vôo batido (vôo batendo as asas).

Outro dromeossauro, o Unenlagia, possuía uma articulação no ombro que lhe permitia mover os braços para cima e para baixo - outro componente fundamental para o vôo potente. O Unenlagia
foi um predador terrestre de dois metros de comprimento e seu fóssil foi descoberto na Patagônia.

A descoberta dos fósseis de
Caudipterix e de Protoarchaeopterix
vieram apoiar a hipótese de que as penas primitivas evoluíram para o isolamento térmico ou para exibição, em vez de serem usadas para voar.

Dentre os animais homeotérmicos (de sangue quente), aqueles cujo corpo se encontra coberto por penas ou pêlos são também os que apresentam as maiores taxas metabólicas. Sendo assim, a descoberta destes fósseis dá mais peso à hipótese de que estes dinossauros eram homeotérmicos.

Por outro lado, estas descobertas evidenciam que a existência de penas deveria ser uma característica bem disseminada no seio dos dinossauros terópodes.

Com estas descobertas, as descrições de muitas espécies podem ter que ser alteradas, à medida que os museus recriam a aparência destes precursores das aves modernas.

A maioria dos cientistas defende agora que os dinossauros não se extinguiram, mas que vivem ainda nos dias de hoje sob a forma alada, como águias, pardais, cegonhas, andorinhas, etc.

Se por um lado, estes achados fazem com que a ligação entre aves e dinossauros se torne mais evidente, por outro fazem com que o conceito de Ave se torne cada vez mais indistinto.


A comparação entre os fósseis de Liaoning e as aves modernas revela que os dromeossauros possuíam algum controle sobre o calor do corpo e que estavam desenvolvendo penas para o vôo. Os dromeossauros e as aves modernas são muito semelhantes em vários aspectos anatômicos, razão pela qual a maior parte dos estudiosos no assunto concorda que as aves evoluíram de dinossauros terópodos.

Não há mais dúvidas: a classe Aves é uma linhagem especializada dos dromeossauros, os quais eram predadores bípedes e cursores. Então, evolutivamente, as aves se desenvolveram a partir de predadores terrestres - os dromeossauros -, passaram para dinossauros basicamente terrestres de vôo batido (o
Caudipterix), e chegaram ao Archaeopterix
.

Esse, por sua vez sofreu mutações que originaram o
Iberomesornis, o dinossauro arborícola. Da mesma maneira, o Ibero originou o Enantiornithes, já uma ave, mas com baixa capacidade de vôo.


A "passagem" evolutiva seguinte foi o Ichthyornithiformes, capaz de realizar vôo pleno. Finalmente, chegou-se às aves modernas, os Neornithes. Todas essas passagens evolutivas de um animal para outro, ocorrem através de mutações genéticas.

Assim, a alegação do artigo (em preto) pode ser desconsiderada como algo que mereça crédito.

4. Os dentes da mandíbula do Archaeopteryx

Quando os biólogos evolucionistas descrevem o Archaeopteryx como uma forma intermediária, uma das principais características nas quais eles se baseiam são os seus dentes. Esta característica, entretanto, realmente não mostra relacionamento algum entre esta criatura e os répteis. Os evolucionistas enganam-se ao sugerirem que estes dentes são uma das características de réptil, porque dentes não são características exclusivas de répteis.

Isto é o óbvio. Há dentes até em moluscos.

O tubo digestivo dos moluscos é completo, isto é, inicia-se pela boca, continua por um esôfago, estômago, intestino e finaliza-se com o ânus. Neste, como em outros aspectos, os moluscos são muito evoluídos, apesar de serem vistos como animais simples ou primitivos.

O ânus se abre na cavidade do manto e assim os resíduos são levados para o exterior por uma corrente exalante.

Na base da boca, os moluscos (com exceção dos bivalvos) possuem uma estrutura denominada rádula, que é uma espécie de língua raladora dos moluscos.

Ela é coberta por carreiras longitudinais de dentículos curvos de quitina. Os músculos movimentam a rádula e os dentículos raspam o alimento, que no caso de gastrópodos marinhos, podem ser algas e outros organismos incrustados nas rochas.

Novos dentes são continuamente secretados. A presença da rádula é uma característica marcante nos moluscos. A rádula só não existe nos bivalvos pois estes alimentam-se filtrando a água. Pequenos organismos ficam retidos nas brânquias, de onde são conduzidos à boca.

Assim, o argumento acima não apresenta subsídios que afastem a hipótese da origem reptiliana das aves.

Alguns répteis modernos têm dentes, porém outros, não. Ainda mais importante do que isso, espécies distintas de aves com dentes não se limitam ao Archaeopteryx. O registro fóssil contém um grupo separado que podemos descrever como “aves com dentes” que viveram tanto na mesma época que os Archaeopteryx como posteriormente – e, de fato, até tempos bastante recentes.

Também há mamíferos modernos que tem dentes e outros não, por exemplo um gato e um tatu respectivamente.


Um fato bastante importante, sempre ou freqüentemente ignorado, é que a estrutura dental do Archaeopteryx e de outras aves com dentes é bastante diferente daquela dos dinossauros.

De acordo com medidas levadas a efeito por ornitólogos tão bem conhecidos como L. D. Martin, J. D. Stewart e K. N. Whetstone, a superfície dos dentes do Archaeopteryx e de outras aves com dentes são planas e têm raizes largas.


Entretanto, a superfície dos dentes dos dinossauros terópodes, que alegadamente são os antepassados dessas aves, são serrilhados como dentes de serras, e suas raízes são estreitas.(x)

Estudos feitos por anatomistas como S. Tarsitano, M. K. Hecht e A. D. Walker revelaram que algumas das “semelhanças” sugeridas entre o Archaeopteryx e os dinossauros são inteiramente resultado de interpretação falaciosa.(xi)

Sinceramente, desconheço o estudo acima citado, uma vez que não há fonte bibliográfica acessível.

Todavia, segue o
estudo abaixo:

“Cientistas da Universidade de Manchester fizeram um estudo comprovando que é possível ativar genes de galinhas para induzir ao crescimento de dentes. A pesquisa foi publicada na edição desta semana da revista Current Biology.

A descoberta pode ter aplicações na regeneração de tecidos humanos. Os pesquisadores queriam saber se a memória genética da ave - remontando há 80 milhões de anos, quando aves tinham dentes - poderia ser despertada. Então induziram o crescimento em galinhas normais, com sucesso.

O estudo foi possível depois que o bico de uma galinha mutante chamada Talpid, morta há 50 anos, foi reexaminado, e uma arcada dentária completa foi encontrada.

“O que descobrimos foram dentes similares àqueles dos crocodilos. Não por acaso, porque as aves são os parentes vivos mais próximos do réptil”, disse Mark Ferguson, cientista da universidade.“

Quanto aos dentes do arqueopterix (
aqui), eram inseridos em alveolos e pontudos e curvados para trás, tal como ocorre nos terópodos.

Estas características de réptil encontradas no Archaeopteryx também são encontrados
em primitivas aves extintas, como o Hesperornis e o Icthyornis. Todavia, características reptilianas do esqueleto do Archaeopteryx não são encontradas em nenhuma outra espécie de ave, viva ou extinta.

O Archaeopteryx tinha, por exemplo, um conjunto completo de dentes em cavidades alveolares, que são típicas dos dinossauros terópodos.

Embora o primitivo Hesperornis também possuísse dentes em cavidades alveolares, eles não existem em nenhuma ave moderna, e de acordo com os paleontólogos, esses dentes de réptil se perderam nas aves antigas conforme o bico das aves se desenvolvia.

Dessa forma, podemos considerar o estudo acima postado pelo autor do texto (em preto), se realmente ocorreu, como duvidoso, por encerrar impropriedades em sua avaliação, se relacionada à dentição do arqueopterix, bem como há que se desconsiderar a péssima retórica utilizada nos dois primeiros parágrafos.

5. O osso quadrato do Archaeopteryx

Refutando a alegação de que o osso quadrato do Archaeopteryx (o osso com o qual a mandíbula é articulada) é semelhante ao dos dinossauros, Haubitz et al. usaram tomografia computadorizada que revelou que esse osso quadrato de fato é idêntico ao das aves modernas.(xii)

O movimento das mandíbulas é outra importante evidência que destroi as alegações evolucionistas. Na maioria dos vertebrados, incluindo-se os répteis, somente a parte inferior da mandíbula é móvel; nos pássaros entretanto, incluindo-se o Archaeopteryx, a mandíbula superior também se move.


Errado!!!!!!!!!!!!

Quanto ao esqueleto cefálico das aves, este não apresenta aberturas. As órbitas são, no geral, grandes e as mandíbulas não têm dentes, tendo-se transformado num bico. É idêntico ao dos répteis, com um osso quadrado onde se suspende a mandíbula.

O crânio do Archaeopteryx também é tipicamente reptiliano em sua estrutura, exibindo:

- várias aberturas ou "fenestras" no crânio, dispostas como nos dinossauros terópodos e não como nas aves;

- um pesado porém curto osso quadrático que se inclina para frente como nos répteis;

- uma curvatura nas mandíbulas atrás da fileira de dentes, um processo retro-articular grande, que é encontrado nos répteis mas não nas aves; um osso malar delgado e reto como nos répteis;

- uma barra pré-orbital separando a fenestra ântero-orbital e a órbita do olho (uma característica dos répteis);
- um côndilo occipital e um forame magno localizado acima do limite dorsal do osso quadrado como nos terópodos, ao invés de abaixo do quadrado como em todas as aves; e uma estrutura cerebral que exibe hemisférios cerebrais delgados e alongados que não sobrepõem o mesencéfalo (nas aves, os hemisférios cerebrais são pesados e se entendem por sobre o mesencéfalo).
Assim, o estudo ora apresentado pode se considerar como desclassificado, uma vez que as informações resultante de suas conclusões estão completamente erradas.

6. Os dedos do Archaeopteryx

Outro golpe à tese evolucionista relacionada com o Archaeopteryx provém de seus dedos. Foi descoberto que o desenvolvimento embrionário dos ossos do antebraço é completamente diferente nas aves e nos dinossauros terópodes. Os antebraços dos dinossauros terópodes, ou “mãos”, consistem dos dígitos I, II e III, enquanto que as asas das aves consistem dos dígitos II, III e IV. Essa evidência importante, distinguindo dinossauros de aves, foi ressaltada em 1997 em um artigo na revista Science.(xiii)


O estudo realizado segue abaixo:


Segundo J.R. Hinchliffe, que utilizou como técnica a aplicação isotopos em embriões de pintinho para analisá-los, reivindica ter estabelecido que a "mão" de pássaros consiste nos dígitos II, III e IV, enquanto os dígitos da " mão " dos dinossauros terópodes consistem nos dígitos I, II, e III.
Assim conclui que, não há descendência entre aves (incluindo o Archaeopterix) e dinossauros (conf. "International Archaeopteryx Conference", Journal of Vertebrate Paleontology 5(2):177, Junho de 1985).


Em resposta, segue abaixo estudo apresentado em Ciência Hoje.
A identificação dos dígitos das mãos das aves é um dos pontos mais polêmicos na discussão de sua origem. Todos concordam que os animais que deram origem às aves tinham cinco dedos nas mãos e que perderam dois com o tempo.

O problema está na identificação dos dígitos que sobraram: enquanto os estudos experimentais embriológicos aceitos até agora diziam que os três dedos das aves seriam o segundo, o terceiro e o quarto, as evidências nos fósseis indicavam que os dígitos deveriam ser o primeiro, o segundo e o terceiro.

A controvérsia era um dos principais argumentos dos pesquisadores que se opõem a considerar que as aves descendam de um grupo de dinossauros.

No entanto, um estudo recém-publicado no Journal of Experimental Zoology mostra que os paleontólogos estavam com a razão: os dedos das aves recentes são o primeiro, o segundo e o terceiro.

Quanto ao Archaeopteryx, este também possuia os dedos 1, 2 e 3.

Assim, as evidências que suportam a teoria da evolução das aves, a partir dos dinossauros, ganha cada vez mais peso.

Portanto, está rechaçada a afirmação do articulista no que se refere aos dígitos das aves e dos dinossauros.

Além disso, os ornitólogos L. D. Martin, J. D. Stewart e K. N. Whetstone compararam os ossos astrágalos do Archaeopteryx com os dos dinossauros, e revelaram que não havia similaridade alguma entre eles.(xiv)

O suposto estudo não menciona qualquer diferença entre os astrágalos de terópodes e de aves. Apenas alega que tais diferenças existem.


O osso astrágalo pertence ao pé e articula com os ossos da perna (tíbia e fíbula) formando o tornozelo.Este articula com o calcâneo, que forma o calcanhar dos bípedes e que articula com dois ossos.

- O cubóide, que articula com os dois últimos metatarsais;
- O navicular, que articula com três cuneiformes que, por sua vez, articulam com os primeiros três metatarsais;

A fusão dos ossos do tornozelo (calcâneo e astrágalo) é um dos caracteres mais importantes para definir o estágio de evolução de terópodes totalmente adultos.


Nos ancestrais dos dinossauros não havia essa união, que permitia aos animais ficar em posição digitígrada e totalmente eretos (terópodes), sem despender muita energia. Aqui.

Os terópodes do Triássico encontrados na Formação Santa Maria, no Rio Grande do Sul, apresentavam dimensões muito mais modestas: tanto Staurikosaurus pricei quanto Guaibasaurus candelariensis tinham cerca de 0,7 m de altura, aproximadamente 2,3 m de comprimento e pesavam pouco mais de 30 quilos.

Outros terópodes da época seriam Herrerasaurus ischigualastensis (com 1,5 m de altura, 4,5 m de comprimento e cerca de 250 quilos) e Eoraptor lunenesis (com 40 cm de altura, 1,1m de comprimento e menos de 3 quilos).

As conclusões mais importantes tiradas pelos pesquisadores dizem respeito ao estágio de evolução do animal.

Características como a pneumatização das vértebras e dos ossos (o ‘osso oco’ das aves de hoje) e a perfeita fusão entre os ossos do tornozelo (astragalocalcâneo), que se articulam com a perna, o aproximam de gigantes de tempos mais recentes.

Quanto às aves, todos os ossos do tarso e metatarso se encontram fundidos num único osso, chamado tarsometatarso.

Um experimento do século passado, desenvolvido por Hampé, gerou embriões de galinha com anatomia das patas muito semelhante àquela dos répteis. Uma análise mais detalhada nos mostra que as patas das aves diferem das de outros répteis por possuírem ossículos do tornozelo fusionados, e uma fíbula reduzida.

Quando experimentalmente, se induz um crescimento maior da fíbula, nota-se a formação daqueles ossículos do tornozelo que haviam sido perdidos ao longo da evolução. Isso nos mostra que muitas vezes, o potencial genético necessário para formar certas estruturas não foi perdido, faltando apenas um estímulo para que a formação ocorra.

Assim, em se tratando das conclusões apresentadas pelo articulista, no que se refere ao estudo apresentado, pode-se concluir que também são equivocadas.

7. A estrutura óssea do Archaeopteryx


Não são confirmadas pelas descobertas científicas as interpretações de que o púbis do Archaeopteryx aponta para baixoalegadamente uma posição em transição com relação aos dinossauros, em que aponta para cima. A. D. Walker afirmou que conjecturas nessas direções são falsas e que da mesma forma como os pássaros, o púbis do Archaeopteryx aponta para trás.(xv)

Segue aqui um estudo:

Uma das classificações dos dinossauros feitas pela Paleontologia se baseia na estrutura da pélvis. Eles podem ser saurísqueos ("quadris de lagarto", com três extremidades ósseas) ou ornitísqueos ("quadris de ave", com quatro extremidades). Mas, curiosamente, as aves descendem dos saurísqueos.














Os ornitomimossauros ("lagartos imitadores de aves ") pertenciam ao grupo dos saurísqueos, nos quais uma das extremidades do osso púbis encaixava-se na pélvis.

Tinham pescoço longo, boca sem dentes e cauda comprida, com ossos separados. Acredita-se que possuíssem moela (estômago muscular) para triturar alimentos - uma característica das aves.




O arqueoptérix aliava características de dinossauros - pélvis com três extremidades, cauda longa etc. - às das aves, como as clavículas soldadas num osso único, a fúrcula, indispensável ao vôo.














Nas aves, as duas extremidades do púbis estão livres, formando uma estrutura de quatro pontas com o ísquio e o ílio. Elas também possuem o osso esterno, inexistente no arqueoptérix.













Os dinossauros podem ser divididos em dois grupos principais , conforme a estrutura da cintura pélvica (ossos da bacia):

ornitisquianos (cuja cintura pélvica é semelhante a de outros répteis que possuíam o ílio relativamente longo e um púbis direcionado para trás.

Os ornitisquianos representam uma linha mais derivada de dinossauros , que modificou ligeiramente a estrutura de sua pélvis (composta por um púbis voltado para trás), de forma muito similar à encontrada nas aves.

No entanto essa similaridade não os coloca em grau de parentesco próximo a elas. Todos apresentavam dentes especializados na parte traseira da boca e focinhos em forma de bicos córneos.

saurisquianos que em sua maioria possuíam um ílio mais curto e profundo e um púbis direcionado para frente. Vale lembrar que aves descendem de um ancestral saurísquio.

Os Dinossauros saurísquios eram divididos em quatro grupos:

- Prossaurópodes: iniciaram o seu desenvolvimento no final do Triásico e, durante o Jurássico, foram gradualmente substituídos pelos saurópodes.

- Sauropodomorpha ou saurópodes, gigantescos comedores de plantas;

- Theropoda ou terópodes, que incluíam todos os carnívoros. Estes deram origem às aves.

- Herrerassauros, que possuíam ossos pélvicos semelhantes aos dos saurisquianos (púbis direcionado para frente).
As aves e alguns dinossauros terópodes guardam muitas semelhanças, tais como patas de três dedos com pulso muito bem articulado, ambos os grupos possuem muitas cavidades nas vértebras, que continham vesículas aéreas, as quais eram partes dos pulmões.
A descoberta do Sinosauropteryx em 1996 mostrou que dinossauros e aves tinham outra característica em comum importante: uma cobertura de penugem.

Ainda podem ser citadas as seguintes semelhanças entre aves e terópodes:

- Estrutura semelhante entre braços de dinossauros e asas de aves
- Presença nos dois grupos de ossos ocos
- Estrutura de pernas e bacia semelhantes entre os dois grupos
Desse modo, variações apenas no púbis das aves e dos dinossauros não são argumentos suficientes a fim de rechaçar a teoria da origem das aves a partir dos terópodes.

Basear uma conclusão em apenas uma diferença desconsiderando as semelhanças apresentadas é prematuro uma vez que a postura de uma ave moderna ou do archaeopteryx difere daquela dos terópodes.

A própria seleção natural pode ter adaptado a estrutura óssea pubiana das aves a sua postura, exatamente como o bipedalismo fez com a pélvis humana.

Assim, o estudo ora apresentado pelo articulista, além de duvidoso no que se refere à conclusão que estatui, desconsidera dados de outras fontes de pesquisa que a tornam duvidosa. Portanto, o ora concluido não é algo que mereça o devido crédito.

Quanto à suposta conclusão de nosso amigo, ai vai o seu brilhantismo científico:

Em resumo, a “evolução” das aves não é uma tese consistente com as evidências biológicas ou paleontológicas, porém somente uma alegação fictícia, irrealista, derivada dos preconceitos darwinistas. O assunto da evolução das aves, que alguns especialistas insistem mencionar como sendo um fato científico, é um mito mantido vivo por razões ideológicas.

A verdade revelada pela ciência é que a criação das aves é resultado de uma sabedoria infinita. Em outras palavras, tanto o Archaeopteryx como todas as espécies de aves foram criadas pelo Deus todo-poderoso.
Nenhuma tese científica é absolutamente consistente. Aliás, quantas vezes teremos de repetir isso para que os criacionistas entendam queo modo de pensar da ciência é bem diferente do modo de pensar religioso. Este é dogmático, onde tudo é absoluto sem contestações, encerrado em si mesmo. Quanto àquela, é zetética, sendo que os questionamentos são infinitos.

A ciência não se trata de um sistema de crenças, onde se pede para que as perssoas acreditem em algo porque está escrito em um livro dito sagrado, ou porque os antepassados nos legaram histórias que contam sagas de deuses.

A ciência sai em busca de indícios, estuda estes indícios, e, por meio destes estabelece teorias que explicam de forma lógica fatos, procurando leis, segundo as quais esses fatos se comportam. Teorias, se bem embasadas, são aceitas, do contrário corrigidas ou rechaçadas, mas para tal deve-se trazer á tona indícios que a desconfirmem, não retórica filosófica ou religiosa.

Na visão apresentada pelo articulista, creio que é mais realista dizer que algum deus fez as aves,os répteis e tudo mais que há no universo. A falta de compreensão é tanta que classifica o pensamento darwinista de preconceituoso e ideológico (Preconceituoso com o que? Ideológico com o que?).

É importante frisar que a natureza (o mundo do ser) não leva em consideração o que nós humanos vemos como certo ou errado (o mundo do dever ser).

Ossos de aves semelhantes aos de dinossauros não se tratam de mito, mas de fato, uma vez que, tanto uns, quanto outros existem e estão ai para qualquer pesquisador estudar.

Quanto às fantasias criacionistas..... podemos ver a brilhante conclusão "científica" do articulista: "Diante do problema, chute a bola para deus que ele resolve" (até uma criança saberia estabelecer uma conclusão melhor que a do brilhante articulista).

A conclusão ora apresentada é a típica falácia non sectur, espantalho e da indução preguiçosa, extremamente usadas por criacionistas a fim de justificar as limitações e jogos retóricos por eles criados, com o propósito de rebater as teses apresentadas pela teoria da evolução.

Simplesmente encerra a questão sobre a origem das aves no dogmatismo religioso, o que não possui nada de científico, impossibilitando qualquer eventual debate que se possa estabelecer acerca da origem e evolução destes seres. A resposta é bem digna de um fundamentalista religioso.

CONCLUSÃO:

É sempre o mesmo método que criacionistas se utilizam:

Se baseiam em estudos inascessíveis, lançam um bombardeio retórico contra teorias que derrubam os mitos de sua fé e concluem que foi Deus.

Mais uma vez senhores criacionistas:

"NÃO É APONTANDO FALHAS EM TEORIAS QUE UMA OUTRA TEORIA CONSEGUE RESPALDO. TEORIAS SÃO FUNDAMENTADAS COM ESTUDOS QUE AS CONFIRMEM."
Todavia, repito: nada em termos científicos respalda o criacionismo e sua roupinha nova ,travestida de ciência, o DI.

Eis a suposta Bibliografia citada pelo articulista, porém toda ela inacessível exceto no sítio de onde foi coletado o artigo.


i Nature, Vol. 382, 1 August 1996, p. 401.

ii Carl O. Dunbar, “Historical Geology”, New York: John Wiley and Sons, 1961, p. 310.

iii Virginia Morell, “Archaeopteryx: Early Bird Catches a Can of Worms”, Science, Vol. 259, No. 5096, 5 February 1993, pp. 764-765.
iv John Ostrom, “Bird Flight: How Did It Begin?,” American Scientist, No. 67, January-February 1979, p. 47.

v Colin Patterson, “Darwin’s Enigma: Fossils and Other Problems”, El Cajon, CA: Master Book Publishers, 4th edition, 1988, p. 89.

vi “Bird Evolution Files out the Window: An Anatomist Talks about Archaeopteryx”, David Menton e Carl Wieland, Creation Ex Nihilo, Vol. 16, No. 4, July-August 1994, pp. 16-19.

vii Carl O. Dunbar, “Historical Geology”, New York: John Wiley and Sons, 1961, p. 310.
viii Storrs L. Olson, Alan Feduccia, “Flight Capability and the Pectoral Girdle of Archaeopteryx,” Nature, No. 278, March 1979, p. 248.
ix Alan Feduccia, Harrison B. Tordoff, “Feathers of Archaeopteryx: Asymmetric Vanes Indicate Aerodynamic Function,” Science, Vol. 203, 9 March 1979, p. 1021.
x L. D. Martin, J. D. Stewart, K. N. Whetstone, The Auk, Vol. 98, 1980, p. 86.
xi S. Tarsitano, M. K. Hecht, Zoological Journal of the Linnaean Society, Vol. 69, 1985, p. 178; A. D. Walker, Geological Magazine, p. 595.
xii Haubitz, M. Prokop, W. Döhring, J. H. Ostrom, P. Welinhofer, Paleobiology, Vol. 14, No. 2, 1988, p. 206.xiii Richard Hinchliffe, “The Forward March of the Bird-Dinosaurs Halted?”, Science, Vol. 278, 24 October 1997, pp. 596-597.
xiv L. D. Martin, J. D. Stewart, K. N. Whetstone, The Auk, Vol. 98, 1980, p. 86; L. D. Martin, “Origins of Higher Groups of Tetrapods”, Ithaca, NY: Comstock Publishing Association, 1991, pp. 485, 540.

xv A. D. Walker, Geological Magazine, Vol. 117, 1980, p. 595.


FONTES: