quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Cores na natureza

INTRODUÇÃO

A natureza é repleta de todas as gamas de cores como podemos perceber em todos os ambientes e criaturas.

O olho humano possui três tipos de células cone, capazes de captar o vermelho, o azul e o verde (as cores primárias), que se tratam de ondas de luz refletidas pelos objetos. Estas células são excitadas por bilhões de fótons capturados pelo olho.

Estes fótons são organizados na retina como uma fotografia e estas informações são enviadas para o cérebro que responde fazendo-nos perceber as cores.

Mas e quanto as demais cores, como as captamos?

As demais cores são captadas pela combinação das intensidades entre azul, vermelho e verde.

A luz visível, tal como nós a conhecemos, varia entre 380 a 760 nm, indo do azul ao vermelho. Abaixo desta faixa, a radiação é chamada de ultravioleta (UV), e acima dela ela é chamada de infravermelho (IV ou IR). O que se convenciona chamar de “luz branca” é o resultado da combinação de todas as cores na região da luz visível e o preto seria a ausência total de luz refletida pelo corpo.



As cores também influem na psiqué humana, conforme demonstram estudos realizados conforme o que segue abaixo:


A COR AZUL DEIXA VOCÊ MAIS FELIZ

É interessante a diversificação de cores na natureza, e sua relação com as formas de vida bem como com os humores do ser humano.
A reportagem abaixo traz um teori bem interessante: A cor azul deixa você mais feliz Pesquisadores expuseram um grupo de voluntários a uma variedade de cores e luzes.

Eles descobriram que o
azul e o verde fizeram que os homens se sentissem mais felizes; enquanto o azul, lilás e laranja fizeram o mesmo com as mulheres. Azul e vermelho aumentaram os níveis de confiança entre os homens, o azul e o lilás foram as melhores cores neste ponto para as mulheres, descobriu o estudo.

O estudo que foi realizado pelo grupo de pesquisadores científicos The Mind Lab para engenheiros químicos Voluntários expostos à cores completaram testes mentais com até 25% maior velocidade.

O tempo de reação foi até 12% maior, a coordenação de olhos e mão, juntamente com a habilidade de lembrar uma lista de palavras, também melhorou.
A força na mão dos voluntários também foi maior entre aqueles que viam cores claras. O Dr. David Lewis, um fundador do The Mind Lab, disse que “Dias de inverno sombrios podem ter efeitos seriamente negativos na psique. Quanto mais cinza é o clima, maior é o risco de ficarmos para baixo.

Este estudo mostrou que simplesmente introduzindo mais cores nas nossas vidas, neste período do ano [inverno no hemisfério norte], ajudaremos a expulsar a tristeza do inverno.”


Na natureza, predominam as cores verde das plantas, azul do céu e do mar e branco das nuvens. Porém temos dispersas diversas ourtras cores no que se refere aos diversos tipos de plantas, e suas flores e frutos, bem como no que se refere à pelagem dos animais.

Assim. valeria à pena estudarmos por que determinadas cores predominam na natureza.


A luz e as ondas eletromagnéticas:


Antes de respondermos à questão acima, precisamos entender que a luz é uma forma de energia denominada onda eletromagnética, ou seja, possui um campo elétrico e um campo magnético perpendiculares entre si que oscilam em seus planos.








Uma onda, em física é uma perturbação oscilante de alguma grandeza física no espaço e periódica no tempo.

Foi Maxwell que, a partir de equações que levam seu nome, previu a existência das ondas eletromagnéticas, ondas que combinam fenômenos elétricos e magnéticos.

As cargas elétricas oscilantes é quem criam as ondas eletromagnéticas. Numa onda eletromagnética o campo elétrico é gerado pelo campo magnético que por sua vez é gerado pelo campo elétrico.

As ondas eletromagnéticas viajam à velocidade da luz : 300.000 Km/s. Podem ser definidas por seus comprimentos de onda , distância entre dois picos da onda, e frequência, número de ciclos da onda por segundo, que é igual a Hertz ( Hz). Quanto menor o comprimento de onda, maior a energia associada.

No final do século XIX, a teoria que afirmava que a natureza da luz era puramente uma onda eletromagnética, (ou seja, a luz tinha um comportamento apenas ondulatório), começou a ser questionada.

Ao se tentar teorizar a emissão fotoelétrica, ou a emissão de elétrons quando um condutor tem sobre si a incidência de luz, a teoria ondulatória simplesmente não conseguia explicar o fenômeno, pois entrava em franca contradição.

Foi Albert Einstein, usando a idéia de Max Planck, que conseguiu demonstrar que um feixe de luz são pequenos pacotes de energia e estes são os fótons (partícula elementar que mede a força eletromagnética), logo, assim foi explicado o fenômeno da emissão fotoelétrica.



A confirmação da descoberta de Einstein se deu no ano de 1911, quando Arthur Compton"quando um fóton colide com um elétron, ambos comportam-se como corpos materiais."
demonstrou que


As fontes de luz visível dependem essencialmente do movimento de elétrons. Os elétrons nos átomos podem ser elevados de seus estados de energia mais baixa até os de energia mais alta por diversos métodos, tais como aquecendo a substância ou fazendo passar uma corrente elétrica através dela.

Quando os elétrons eventualmente retornam a seus níveis mais baixos, os átomos emitem radiação que pode estar na região visível do espectro.

A fonte mais familiar de luz visível é o Sol. Sua superfície emite radiação através de todo o espectro eletromagnético, mas sua radiação mais intensa está na região que definimos como visível, e a intensidade radiante do sol tem valor de pico num comprimento de onda de cerca de 550nm, isso sugere que nossos olhos se adaptaram ao espectro do Sol.

Todos os objetos emitem radiação magnética, denominada radiação térmica, devido à sua temperatura. Objetos tais como o Sol, cuja radiação térmica é visível, são denominados incandescentes. A incandescência geralmente está associada a objetos quentes; tipicamente, são necessárias temperaturas que excedam a 1.000°C.

Também é possível que a luz seja emitida de objetos frios; esse fenômeno é chamado luminescência.

Os exemplos incluem as lâmpadas fluorescentes, relâmpagos, mostradores luminosos, e receptores de televisão. A luminescência pode ter várias causas.

Quando a energia que excita os átomos se origina de uma reação química, é denominada quimiluminescência. Quando ocorre em seres vivos, tais como vagalumes e organismos marinhos, é chamado de bioluminescência. A luz também pode ser emitida quando certos cristais (por exemplo o açúcar) são comprimidos, chama-se triboluminescência.

espéctro eletromagnético








Espectro Eletromagnético é classificado normalmente pelo comprimento da onda, como as ondas de rádio, as microondas, a radiação infravermelha, a luz visível, os raios ultravioleta, os raios X, radiação gama. O comportamento da onda eletromagnética depende do seu comprimento de onda.

Freqüências altas são curtas, e freqüências baixas são longas. Quando uma onda interage com uma única partícula ou molécula, seu comportamento depende da quantidade de fótons por ela carregada.

A maioria do espectro eletromagnético é invisível para o olho humano, só uma pequena faixa compreende a luz visível.

As várias radiações que constituem a luz solar que chegam à superfície da Terra formam o chamado espectro solar. Parte destas radiações tem determinada coloração e do seu conjunto resulta a luz solar vulgarmente chamada luz branca ou visível.

A dissociação da luz visível nas diversas radiações coloridas constituintes pode ser obtida experimentalmente fazendo passar um raio luminoso através de um prisma de vidro. Este processo ocorre naturalmente através das gotículas de água em suspensão na atmosfera, dando origem ao conhecido arco-íris.

Assim, no espectro solar visível ao olho humano, as radiações coloridas estão distribuídas do violeta ao vermelho-escuro, com as diversas colorações intermediárias.

A luz visível não é a única a atravessar a atmosfera da Terra, também chegam à superfície raios ultravioleta, que provocam "bronzeamento" da nossa pele; infravermelho, responsável pelo aquecimento térmico e ondas de rádio.

Através da técnica denomida de Espectroscopia óptica, é possível obter-se informações sobre uma faixa visível mais larga do que a visão normal. Um laboratório comum possui um espectroscópio pode detectar comprimentos de onde de 2nm a 2500nm.

Essas informações detalhadas podem informar propriedades físicas dos objetos, gases e até mesmo estrelas. Por exemplo, um átomo de hidrogênio emite ondas em comprimentos de 21,12 cm.

A luz propriamente dita corresponde à faixa que é detectada pelo olho humano, entre 400nm a 700nm (um nanometro vale 1,0×10−9 metros). As ondas de rádio são formadas de uma combinação de amplitude, freqüência e fase da onda com a banda da freqüência.

A tabela abaixo demonstra o espectro de ondas eletromagnéticas em ordem crescente de comprimento de onda:


Comprimento de onda
Raios GamaEntre 0.0001 nm e 0.1 nm
Raios XEntre 0.01 nm e 100 nm
UltravioletaEntre 6 nm e 380 nm
Luz visível - VioletaEntre 380 nm e 430 nm
Luz visível - AzulEntre 430 nm e 470 nm
Luz visível - Azul esverdeadoEntre 470 nm e 500 nm
Luz visível - VerdeEntre 500 nm e 560 nm
Luz visível - AmareloEntre 560 nm e 600 nm
Luz visível - LaranjaEntre 600 nm e 640 nm
Luz visível - Vermelho ClaroEntre 640 nm e 710 nm
Luz visível - Vermelho escuroEntre 710 nm e 780 nm
InfravermelhoEntre 780 nm e 1 mm ( milímetro)
MicroondasEntre 1 mm e 30 cm
Ondas de rádio, TV, radar,etc..Entre 1 mm e 60 Km


Somente as radiações que passam por duas estreitas "janelas" na atmosfera chegam até a superfície da terra. Uma delas é a janela ótica que vai de 300 nm ( ultravioleta ) até 1000 nm ( infravermelho ), outra é a janela de rádio, que vai de 1 mm até 50 m.
O raios X e o ultravioleta menor que 300 nm são absorvidos pelas camadas mais altas da atmosfera.

As radiações na faixa entre 1000 nm (infravermelho) e 50 m (rádio) são absorvidas pelas moléculas da atmosfera. As ondas de rádio maiores que 50 m são refletidas pela ionosfera para o espaço externo.


Por que o céu é azul?


A resposta está em como os raios solares interagem com a atmosfera. Quando a luz passa através de um prisma, o espectro é quebrado num arco-íris de cores. Nossa atmosfera atua como um prisma onde os raios solares colidem com as moléculas e são responsáveis pelo dispersão do azul.




A luz azul tem uma frequência que é muito próximo da frequência natural dos átomos, ao contrário da luz vermelha. Logo a luz azul troca energia por meio de
ressonância com os elétrons das camadas atômicas das moléculas com muito mais facilidade que a vermelha. Isso provoca um ligeiro atraso na luz azul que é reemitida em todas as direções num processo chamado dispersão de Rayleigh.

Quando olhamos a cor de algo, é porque este "algo" refletiu ou dispersou a luz de uma determinada cor associada a um comprimento de onda.


Devido ao seu pequeno tamanho e estrutura, as minúsculas moléculas da atmosfera difundem melhor as ondas com pequenos comprimentos de onda, tais como o azul e violeta. As moléculas estão espalhadas através de toda a atmosfera, de modo que a luz azul dispersada chega aos nossos olhos com facilidade.
Luz azul é dispersada dez vezes mais que luz vermelha.

A luz vermelha, que não é dispersa e sim transmitida, continua em sua direção original, mas quando olhamos para o céu é a luz azul que vemos porque é a que foi mais dispersada pelas moléculas em todas as direções.


Luz violeta tem comprimento de onda menor que luz azul, portanto dispersa-se mais na atmosfera que o azul. Porque então não vemos o céu violeta ? Porque não há suficiente luz violeta. O Sol produz muito mais luz azul que violeta.

Quando o céu está com cerração, névoa ou poluição, há partículas de tamanho grande que dispersam igualmente todos os comprimentos de ondas, logo o céu tende ao branco pela mistura de cores. Isso é mais comum na linha do horizonte.

Onde não há atmosfera (espaço interestelar, Lua), os raios do Sol não sofrem dispersão, logo eles percorrem uma linha reta do sol até o observador. Os astronautas vêem um céu negro!

Em Júpiter ocorre um processo semelhante ao da Terra e lá observa-se um céu azul também. Já em Marte o céu é rosado, lá a atmosfera é poluída pela presença de óxidos de ferro oriundos do solo. Se fosse limpa, ela também seria azul.

No vácuo do espaço extraterrestre, onde não há atmosfera, os raios do sol não são dispersos, logo eles percorrem uma linha reta do sol até o observador. Devido a isso os astronautas vêem um céu negro. Em Júpiter o céu também é azul porque ocorre o mesmo tipo de dispersão do azul na atmosfera do planeta como na Terra.

Porém em Marte o céu é cor de rosa, ja que há excessiva partículas de poeira na atmosfera Marciana devido à presença de óxidos de ferro originários do solo. Se a atmosfera de Marte fosse limpa da poeira, ela seria azul, porém um azul mais escuro já que a atmosfera de Marte é muito mais rarefeita.

Por que o nascer e o por do Sol são vermelhos?

Quando o Sol está no horizonte, a luz leva um caminho muito maior através da atmosfera para chegar aos nossos olhos do que quando está sobre nossas cabeças.

A luz azul nesse caminho foi toda dispersada , a atmosfera atua como um filtro , e muito pouca luz azul chega até você, enquanto que a luz vermelha que não é dispersada e sim transmitida alcança nossos olhos com facilidade. Nessa hora a luz branca está sem o azul.

Durante a dispersão da luz nas moléculas ocorre o fenômeno de interferência destrutiva em que a onda principal se subdivide em várias outras de menor intensidade e em todas direções, porém mantendo a energia total conservada.

O efeito disto é que a luz azul do sol que vinha em linha reta passa a ir em todas as direções. Ao meio dia todas as direções estão próximas de nós mas no entardecer a dispersão leva para longe do nosso campo de visão o azul já que a luz solar percorre uma longa tangente na circunferência da terra até chegar aos nossos olhos.

Além disso, o vermelho e o laranja tornam-se muito mais vívidos no crepúsculo quando há poeira ou fumaça no ar, provocado por incêndios, tempestade de poeira e vulcões. Isso ocorre porque essas partículas maiores também provocam dispersão com a luz de comprimento de onda próximos, no caso o vermelho e laranja.


Por que as nuvens são brancas?

Primeiro é necessário entender o que é uma nuvem.

A nuvem é um conjunto visível de partículas diminutas de gelo ou água em seu estado líquido ou ainda de ambos ao mesmo tempo (mistas), que se encontram em suspensão na atmosfera, após terem se condensado ou liquefeito em virtude de fenômenos atmosféricos.



Os 10 Tipos de Nuvens Reconhecidas Internacionalmente

TÍPOS BÁSICOS DE NUVENS
Família e Tipo de NuvensTipo de NuvemCaracterísticas
Nuvens Altas (acima de 6000m)Ci - CirrusNuvens finas, delicadas, fibrosas, formadas de cristais de gelo.
Cc - CirrocumulusNuvens finas, brancas, de cristais de gelo, na forma de ondas ou massas globulares em linhas. É a menos comum das nuvens altas.
Cs - CirrostratusCamada fina de nuvens brancas de cristais de gelo que podem dar ao céu um aspecto leitoso. As vezes produz halos em torno do sol ou da Lua.
Nuvens Médias (de 2000 a 6000m)Ac - AltocumulusNuvens brancas a cinzas constituídas de glóbulos separados ou ondas.
As - AltostratusCamada uniforme branca ou cinza, que pode produzir precipitação muito leve.
Nuvens Baixas (abaixo de 2000m)Sc - StratocumulusNuvens cinzas em rolos ou formas globulares, que formam uma camada.
St - StratusCamada baixa, uniforme, cinza, parecida com nevoeiro, mas não baseada sobre o solo. Pode produzir chuvisco.
Ns - NimbostratusCamada amorfa de nuvens cinza escuro. Uma das mais associadas à precipitação.
Nuvens com Desenvolvimento VerticalCu - CumulusNuvens densas, com contornos salientes, ondulados e bases freqüentemente planas, com extensão vertical pequena ou moderada. Podem ocorrer isoladamente ou dispostas próximas umas das outras.
Cb - CumulonimbusNuvens altas, algumas vezes espalhadas no topo de modo a formar uma "bigorna". Associadas com chuvas fortes, raios, granizo e tornados.

A nuvem pode também conter partículas de água líquida ou de gelo em maiores dimensões e partículas procedentes, por exemplo, de vapores industriais, de fumaças ou de poeiras.

As nuvens apresentam diversas formas, que variam dependendo essencialmente da natureza, dimensões, número e distribuição espacial das partículas que a constituem e das correntes de ventos atmosféricos.

A forma e cor da nuvem depende da intensidade e da cor da luz que a nuvem recebe, bem como das posições relativas ocupadas pelo observador e da fonte de luz (sol, lua, raios) em relação à nuvem.



Dessa forma, nas nuvens existem partículas ( gotas de água ) de tamanhos muito maiores que o comprimento de ondas da luz.

Isto faz com que ocorra dispersão generalizada em todo o espectro visível e iguais quantidades de azul, verde e vermelho se juntam formando a cor branca.

Quanto aos cumulus nimbus, nuvens de tempestade, assumirem muitas vezes cores escuras, (tendentes ao cinza-chumbo), isto se dá devido ao fato de serem nuvens muito grandes e com altitude razoável (possuem de 10 a 20 Km de diâmetro, com mesma altitude), o que impede a dispersão da luz em áreas mais baixas e emoutras áreas dependendo de seu posicionamento em relação à fonte de luz.





Por que as plantas são verdes?

A coloração verde presente nas plantas é ocasionada pela clorofila, presente nos cloroplastos. Os cloroplastos são organelas responsáveis pela absorção da luz necessária para a realização da fotossíntese, recebendo proporções de onda azul, violeta, vermelho e refletindo a luz verde. A alteração da cor de diversas folhas em períodos do ano, como o outono, acontece em função de transformações químicas.



No outono, as plantas começam a se “preparar” para o inverno, assim, os nutrientes vão saindo lentamente das folhas para os ramos da árvore, tronco e raízes, onde são armazenados e protegidos de forma segura em função do severo frio que se seguirá. Na medida em que os nutrientes se deslocam para outras partes da planta, as folhas vão parando de fabricar clorofila, dando a coloração amarelada característica.


O que confere a cor verde a maioria dos vegetais são pigmentos presentes no cloroplasto denominados clorofilas.






Isto acontece porque estes pigmentos absorvem luz principalmente nos comprimentos de onda azul, violeta, vermelho e refletem a luz verde. As clorofilas são receptores de energia luminosa, necessária para a fotossíntese, e podem ser de três tipos:

Clorofila a
(ocorre em todos os eucariontes fotossintetizantes e cianobactérias),


Clorofila b
( representa 1/4 do total das clorofilas presentes nas folhas verdes, amplia a faixa de luz absorvida e transfere sua energia para molécula de clorofila a),

Clorofila c ( substitui a clorofila b em alguns grupos de algas, principalmente as algas pardas e diatomácias).

As clorofilas b e c são pigmentos acessórios ou seja que não estão diretamente envolvidos na transdução de energia da fotossíntese.
Com mais de 100 nutrientes a clorofila é considerada o alimento do futuro. Extraída da grama de trigo ou alfafa, proporciona inúmeros benefícios à saúde e ao equilíbrio do corpo humano.

Entre várias outras propriedades, a clorofila é um poderoso antioxidante combatendo o envelhecimento, um desintoxicante natural do organismo e um importante aliado no combate a doenças graves através do aumento da oxigenação celular.


Mas por que é a clorofila verde e existem outras folhas, flores e frutos com cores diferentes?

Para entendermos por que é a clorofila especificamente verde, temos de entender o que é a cor.

Explicar as cores não é algo simples.

A luz solar é branca. Quando fazemos essa luz passar por um prisma observamos que esse branco é afinal composto por muitas outras cores, do violeta ao vermelho. Cada uma dessas cores representa uma radiação com uma energia específica.


Vamos ver agora casos extremos:

Observe uma folha de papel. É branca. Ela parece ser branca porque reflete todas as radiações que juntas compõem o branco.

Agora, olha para um objeto preto. Ele é preto porque absorve todas as radiações visíveis, ou seja, não reflete nada.

No caso da folha de uma planta, ela será verde porque reflete a radiação de cor verde.

Mas o que acontece à outras cores? Essa radiação é absorvida pela folha. A cor dessa radiação vai ser o inverso do verde, ou seja, a sua cor complementar: o vermelho!

A clorofila usa a energia da radiação vermelha e azul do espéctro eletromagnético para excitar os seus elétrons e transformar a energia solar em química por meio do processo de fotossíntese (6H2O + 6CO2 → 6O2 +C6H12O6, já a equação não simplificada do processo é: 12H2O + 6CO2 → 6O2 +C6H12O6 + 6H2O). A radiação verde é refletida, dando às plantas uma aparência verde.


As moléculas de clorofila encontram denominados fotossistemas, que se encontram integrados nos tilacóides (membranas internas dos cloplastos onde se encontra a clorofila) de cloroplastos (organelos citoplasmáticos cuja fórmula varia de acordo com o tipo de organismo e célula em que se encontra).

A maioria das moléculas de clorofila absorve luz e transmite a energia luminosa através de um fenómeno designado por "transferência de energia por ressonância" a um par de moléculas de clorofila específico que se encontra no centro reaccional dos fotossistemas (complexos protéicos envolvidos na fotossíntese).

Os fotossistemas I e II possuem centros reaccionais distintos, denominados P680 e P700 de acordo com o comprimento de onda correspondente ao seu pico máximo de absorção.

A energia transferida para as moléculas de clorofila pertencentes ao centro reaccional é usada no processo de separação de carga, que consiste na transferência de um elétron da clorofila para uma cadeia de transporte electrónico.

A clorofila do centro reaccional P680, oxidada à forma P680+, é reduzida com um elétron proveniente da oxidação da água (H2O) a oxigênio molecular (O2) e hidrogénio molecular (H2).

O fotossistema I trabalha em conjunto com o fotossistema II; o centro oxidado a P700+ é eventualmente reduzido com electrões provenientes do fotossistema II. Em determinadas condições, a fonte de electrões para redução do P700+ pode variar.

O fluxo de electrões produzido pelos pigmentos de clorofila é usado para transportar iões H+ATP (Trifosfato de adenosina). Os elétrons são eventualmente usados na redução de NADP+ a NADPH2 (Nicotinamida-adenina-dinucleotídeo fosforado, após receber 2 prótons de H e opera como transportador de prótons na fotossíntese). através das membranas dos tilacóides, causando um potencial quimiosmótico usado principalmente na produção de

os demais pigmentos (em alguns casos, a estrutura do tecido das pétalas causa um espalhamento favorável da cor azul, mesmo fenômeno que dá cor ao céu). A mudança da cor das folhas de diversas espécies de plantas, no outono, acontece exatamente em função de alterações nesses pigmentos.







Os proplastídeos (indiferenciados) podem diferenciar-se de acordo com a sua função, pigmentação e estrutura nos seguintes tipos:

A polinização é parte do processo de reprodução das plantas. Podemos vislumbrar a polinização por um mecanismo de comunicação entre estas plantas, no qual esta comunicação é mediada em geral por animais e insetos.

Portanto, para que as plantas possam se comunicar e "trocar informações" ocorrendo posteriormente a formação de fruto e semente, elas utilizam seus aromas e cores neste processo.

Muitos polinizadores, que mediam este processo, visitam as plantas em busca de alimentos como suas folhas, frutos e também seu néctar e pólen. Sendo assim, o valor nutritivo do néctar e pólen, aliado com o cheiro e a cor são os instrumentos que as plantas utilizam para atrair os polinizadores.

Aqui mais estudos sobre os Cloroplastos.


Por que o mar é azul?

A água do mar é transparente. Mas, quando se observa, ele parece azul, verde ou até cinzento. O reflexo do céu não torna o mar azul, o que torna o mar azul é o fato de que a luz azul não é absorvida ,ao contrario do amarelo e do vermelho.


Também depende da cor da terra ou das algas transportadas pelas suas águas. A partir de uma certa profundidade, as cores começam a sumir do fundo do mar. A primeira cor a desaparecer é a vermelha, aos seis metros. Depois, aos quinze, some a amarela. Até chegar a um ponto em que só se verá o azul.

Por que o arco-íris é colorido?

A aparência do arco-íris é causada pela dispersão da luz do sol que sofre refração pelas (aproximadamente esféricas) gotas de chuva. A luz sofre uma refração inicial quando penetra na superfície da gota de chuva, dentro da gota ela é refletida (reflexão interna total), e finalmente volta o sofrer refração ao sair da gota.


O efeito final é que a luz que entra é refletida em uma grande variedade de ângulos, com a luz mais intensa a um ângulo de cerca de 40°–42°, independente do tamanho da gota.

Desde que a água das gotas de chuva é dispersiva, a grau que a luz solar retorna depende do comprimento de onda e da frequencia, principalmente.

A luz azul retorna em um ângulo maior que a luz vermelha, mas devido a reflexão interna total da luz na gota de chuva, a luz vermelha aparece mais alta no céu, e forma a cor mais externa do arco-íris.

O arco-íris não existe realmente como em um local do céu, mas é uma ilusão de óptica cuja posição aparente depende da posição do observador.

Todas as gotas de chuva refratam e refletem a luz do sol da mesma forma, mas somente a luz de algumas delas chega até o olho do observador. Estas gotas são percebidas como o arco-íris para aquele observador. Sua posição é sempre na direção oposta do sol com relação ao observador, e o interior é uma imagem aumentada do sol, que aparece ligeiramente menos brilhante que o exterior.

Por que os animais têm cores?

As cores dos animais resultam de sua adaptação ao meio em que vivem e têm como função, muitas vezes camuflá-los no ambiente.

Alguns animais podem ter a capacidade de se camuflarem com o meio em que vivem para tirar alguma vantagem. A camuflagem pode ser útil tanto ao predador, quando deseja atacar uma presa sem que esta o veja, ou para a presa, que pode se esconder mais facilmente de seu predador.


As formas de camuflagem são as seguintes:

Existem dois tipos de camuflagem, a Homocromia, onde o animal tem a cor é a mesma do meio onde vive, e a Homotipia, onde o animal tem a forma de objetos que compôe o meio.

- Homocromia
Os animais adquirem a mesma cor do ambiente em que vivem. Como exemplo, podemos citar os ursos polares, que têm o pêlo branco que confunde-se com a neve.



Há duas maneiras pelas quais os animais produzem cores diferentes. Uma é por meio dos biocromos, que são pigmentos naturais microscópicos presentes no corpo de um animal que produzem cores quimicamente. Sua maquiagem química é tanta que eles absorvem algumas cores da luz e refletem outras.

Os animais podem também produzir cores através de estruturas físicas microscópicas. Estas estruturas agem como prismas, refletindo e espalhando luz visível. Dessa maneira, uma certa combinação de cores é refletida.

Os ursos polares, por exemplo, realmente têm a pele preta, mas parecem brancos por terem pêlos translúcidos. Quando aluz brilha em seus pêlos, cada pêlo curva um pouquinho. Isto rebate a luz ao redor, fazendo então com que parte dela incida sobre a superfície da pele do urso polar e o resto da luz seja refletida, produzindo a coloração branca. Em alguns animais, os dois tipos de coloração são combinadas. (aqui)

- Homotipia
O bicho-pau, que tem forma de graveto e fica em árvores que têm galhos semelhantes à forma de seu corpo.



Mimetismo
Semelhante à camuflagem, só que ao invés de se parecerem com o meio, os animais que praticam o mimetismo tentam se parecer com outros animais, com intuito de parecer quem não é.


O mimetismo foi descoberto em 1862 pelo naturalista britânico Henry Walter Bates, que descobriu duas espécies distintas de famílias de mariposas nas selvas brasileiras. Ambas, mesmo não possuindo nenhuma ligação, apresentavam marcas similares.

A partir daí, observou que uma das famílias de mariposas era venenosa para as aves, então, deduziu que as mariposas comestíveis haviam conseguido sobreviver desenvolvendo marcas de advertência similares as das mariposas venenosas. Tal conceito, o mimetismo de Bates, foi utilizado na demonstração da teoria da seleção natural de
Charles Darwin.

As formas de mimetismo são:

- Mimetismo de Defesa Batesiano: os animais tentam se parecer com outros de espécies diferentes que têm gosto ruim ou são venenosos. Como exemplo, algumas abelhas têm desenhos parecidos com corujas em suas asas. A cobra falsa-coral não possui veneno (na verdade, possui, mas raramente consegue utilizá-lo em razão da pequena abertura de sua boca), por isso tenta parecer-se com a coral verdadeira.

- Mulleriano:
Os animais se assemelham a outros animais que têm gosto ruim, e por isso seus predadores não os atacam. Encontra-se sobretudo em determinadas espécies de insetos. Estes insetos, apesar de serem igualmente venenosos, desenvolveram marcas similares para reduzir a mortalidade.

- Mimetismo de ataque Peckhaminano: os animais se misturam a outros parecidos, para se aproximar da presa. Exemplo: bútio, se aproxima do bando de outras aves para se aproximar da presa.

Mimetismo reprodutivo -
Muito comum em plantas, que mimetizam a fêmea de algumas espécies de inseto e se beneficiam da tentativa de cópula do macho para sua polinização.

Influência das cores na psiquê humana:

De acordo com o Prof. Enio Leite a cor tem um profundo impacto sobre a mente dos homens, pois fazem parte da vida do homem, uma vez quesão vibrações do cosmo que penetram em seu cérebro, para continuar vibrando e impressionando sua psique, a fim de dar um som e um colorido ao pensamento e as coisas que a rodeiam.

Além de atuarem sobre a emotividade humana, as cores produzem uma sensação de movimento, uma dinâmica compulsiva.

Naturalmente as pessoas associam cores a diversas situações de suas vidas; com base nessa propriedade faz-se uso de cores para indicar condições diversas tais como: perigo, atenção, qualidade de alimento, acidez e alcalinidade em experimentos químicos. Essas associações são influenciadas por aspectos geográficos, culturais e a idade.

Pessoas de lugares tropicais gostam mais de cores saturadas e com brilho; porém, os moradores de regiões mais temperadas possuem uma tendência para cores sombrias, isto por que essas são as cores que elas vêem no seu dia a dia.

Os costumes sociais também são fatores de grande intervenção nas escolhas das cores. Em determinadas culturas as cores das roupas de mulheres mais idosas diferem das usadas pelos jovens; este fato decorre de hábitos sociais estabelecidos durante um longo espaço de tempo, fixando atividades psicológicas que orientam, inconscientemente, as inclinações de cada um, e até definindo estados emocionais.

Um exemplo disto é a cor branca que no ocidente é visto como pureza e alegria sendo utilizado no vestido de noiva, que no oriente ela é a cor dar morte e dor, sendo o vermelho a cor convencional para o vestido de noiva.

A cor também entra no aspecto ilusório fazendo o espaço (físico) parecer mais baixo, mais alto, maior ou mais estreito. Dependendo também da luz, determinadas cores dão a sensação de proximidade e outras, de distância.

A influência psicológica das cores é utilizada também na segurança do trabalho e no campo industrial, seguindo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

AS CORES E SUAS RELAÇÕES

CORES ACROMÁTICAS
São os vários tons de cinza localizado, entre o branco e o preto. O preto em sua máxima intensidade absorve toda energia luminosa e o branco por sua vez reflete toda a luz.

BRANCO
Sugere
a) sensações de:
Pureza; vazio; infinito; frescor e limpeza, principalmente, quando combinado com o azul;
b) associação de:
Ordem, simplicidade, pensamento, juventude, otimismo, piedade, paz, harmonia, estabilidade; batismo; casamento; primeira comunhão e neve.
* O branco para os ocidentais simboliza vida, já para os orientais, a morte.

PRETO
Sugere
a) sensações de:
Silêncio; morte, infortúnio; poder; miséria, maldade, pessimismo, tristeza, desgraça, dor, negação, opressão, angústia e condolência. Quando brilhante: confere nobreza, distinção e elegância, masculinidade.
b) associação de:
Sujeira, sombra, enterro, noite, fumaça, coisas escondidas.

CINZA
Sugere
a)sensações de:
Indecisão; ausência de energia, sombrio, desânimo, monotonia; poder, elevado nível sócio-econômico; tédio; tristeza; decadência; velhice; seriedade; sabedoria; aborrecimento; carência vital;
b) associação de:
Chuva, rato, máquinas.
* Também é a cor de pessoas criativas, e não interfere junto às cores em geral.

CORES CROMÁTICAS


VERMELHO

Sugere


a) sensações de: Vida; força, alegria, virilidade, masculinidade, dinamismo; alivio; movimento; coragem; esplendor; agressividade, alegria comunicativa, conquista; sexualidade; raiva; paixão;


b) associação de: Rubi, cereja, guerra, lugar, sinal de parada, perigo, vida, fogo, chama, sangue, lábios, mulher, afetividade.

LARANJA
Sugere
a) sensações de:
Jovialidade; alegria; aumento de apetite; Transborda irradiação e expansão. É acolhedora, quente e íntima;
b) associação de:
Vitalidade, saúde, jovialidade; sensibilidade; outono; fogo; pôr do sol; luz; calor; festa.

AMARELO
Sugere
a) sensações de:
Vida; ciúme; orgulho; egoísmo; inveja; espontaneidade; euforia; originalidade;
b)associação de:
Flores grandes; palha; luz; verão; calor de luz solar; ouro.
É ideal para chamar a atenção.

VERDE
Sugere
a) sensações de:
Indiferença; calma; bem-estar; paz; saúde; tranqüilidade; coragem; descanso; tolerância; ciúme;
b)associação de:
Umidade, frescor, bosque, águas claras, folhagem, mar, planície, natureza.

AZUL
Sugere
a) sensações de:
Maturidade; infinito; frescor; higiene, principalmente quando na presença de branco;
b)associação de:
Montanhas; frio; mar; céu; viagem; sentido (direção); advertência, precaução, confiança.

ROXO

Sugere


a) sensações de: Mistério; melancolia; calma;

b) associação de: Noite; igreja; grandeza; calma.

VIOLETA

Sugere

a) tranqüilidade de aceitação pela vida

b) associação de:

calma e sono tranqüilo.

MARROM
Sugere
a) sensações de:
Maciço; denso; compacto; segurança; solidez;
b) associação de:
Terra, outono, doença, sensualidade, melancolia, resistência, vigor.

LILÁS

Sugere

a) sensações de:

sabedoria, poder e autoridade;

b) associação de:

autoridade pela sabedoria, pelo discernimento do conhecimento e pela aplicação, e não simplesmente pelo poder arbitrário.

ROSA
Sugere
a) sensações de:
Feminilidade; afeição. Íntima; romântica; amor;
b) associação de:
Alegria; empatia; companheirismo.

ÍNDIGO

Sugere

a) sensações de:

estímulo de sentidos e da intuição

b) associação de:

anestesia e insensibilidade

MAGENTA

Sugere

a) sensações de:

equilíbrio emocional

b) associação de:

ponderação


CONCLUSÃO:

Assim, cada cor tem a sua função, e cabe ao ser humano saber dosá-las e misturá-las para que cada uma delas possa contribuir com o humor do indivíduo.

Desse modo, devemos dosar as cores de modo a harmonizar os tons a fim de manter nosso equilíbrio emocional, pois ao que parece, segundo o estudo do Dr. David Lewis, nossa psiqué é influenciada pelas cores, o que pode levar a alterações em nosso estado mental.

A cromoterapia que vem sendo utilizada pelo homem desde as antigas civilizações, como no Egito antigo, nos templos de luz e cor de Heliópolis, como também na India, na Grecia, na China, se trata da utilização das cores como meio de cura de determinadas moléstias.




Seus adeptos alegam que cada cor do espectro possui uma determinada vibração a qual busca harmonizar o aquilíbrio, as emoções da mente e do corpo, sendo que cada pessoa possui uma sensibilização diferente.

Atualmente há estudos onde se determina qual a cor mais adequada para ambientes de estudo, ou de trabalho, ou hospitais,etc. Até nas propagandas o uso de cores é estudado, dependendo do objetivo a que se quer chegar, o público alvo e o produto que está sendo trabalhado.

Quanto ao aspectode cura, a cromoterapia pode estar funcionando como um placebo. Ao influir em nossa psiqué, as cores podem provocar efeitos mentais que atenuam ou mesmo eliminam as doenças, que, na maioria das vezes, têm origens psico-somáticas, causadas por estados de estresse, excitação ou depressão.

Quanto ao caso de seu uso em ambientes e em propaganda, sua influência está diretamente intencionada em atingir nossa psiqué despertando desejos ou nos estimulando a atividade mental.

Há duas obras que podem oferecer mais informações aos interessados no assunto, conforme segue:

Psicodinâmica das cores em comunicação, de Modesto Farina - Ed. Edgard Blucher;

Conhece-te através das cores, de Marie Louise Lacy, Editora Pensamento.




quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Mais absurdos criacionistas











Uma reportagem da revista
Kerigma (tinha que ser para variar...) me chamou muito a atenção pois faz abordagens que realmente escapam ao bom senso e a lógica de qualquer indivíduo, exceto dos criacionistas.

A meu ver os comentários são um assinte á inteligência humana, e um atentado á ciência bem como às religiões que se pautam pelas escrituras.

Vejamos:


A origem da vida é a maior incógnita que o homem busca desvendar. A ciência tenta em vão provar suas teorias, que estão repletas de lacunas. As religiões também têm muito a opinar sobre o assunto e conquistam aqueles que possuem fé.

Mas ainda não se pode afirmar nada de concreto. Em entrevista, Michelson Borges aborda questões fundamentais sobre o assunto, entre as quais se encontram: a posição da igreja católica em relação ao evolucionismo, as contradições entre as pesquisas científicas e as afirmações bíblicas e também a origem dos dinossauros.

Michelson Borges é editor da Casa Publicadora Brasileira, um dos criadores da Sociedade Criacionista do Brasil, e tem feito palestras em diversos lugares no Brasil e exterior sobre as questões referentes ao evolucionismo e o criacionismo.


Errado!!! a origem da vida apenas é uma completa incógnita para os criacionistas, que a todo custo procuram sustentar a sua crença na bíblia.

Muito já se desvendou nessa área, embora não tenhamos chegado ainda a entender o mecanismo de como se fez a vida a partir da matéria inerte.


Aqui se encontra uma entrtevista com Günter Wächtershäuser, a qual trata de uma teoria de que uma forma primitiva de metabolismo precedeu a genética. O metabolismo é aqui compreendido como um ciclo de reações químicas produturas de energia capaz de ser utilizada para outros processos.


Isto significa que uma vez que um ciclo metabólico primitivo se estabeleceu, começou também a produzir compostos cada vez mais complexos. A denominação teoria do mundo Ferro-Enxofre tornou-se usual por analogia com a teoria do mundo do RNA.
Vale também a leitura das seguintes postagens:


Quem foi L.U.C.A.?
A História do Planeta Terra

Tirinha ignora avanços científicos

A manobra criacionista

Criacionismo contra-ataca

 
Kerygm@ - Qual a sua opinião sobre a posição da igreja católica ao afirmar que a criação e a evolução não são incompatíveis?

Michelson Borges - Essa posição católica se deve à postura liberal dela em relação à Bíblia. Se tida como a Palavra inspirada de Deus, que não se contradiz, a Bíblia não pode concordar com os postulados fundamentais do darwinismo.


Se antes de ter havido seres humanos sobre a Terra já havia organismos com ciclo de vida, isso significa que a morte também já existia e, portanto, não foi fruto do pecado. Se a morte é inerente à criação, logo a história do pecado (em decorrência do qual a morte passou a existir) também passa a ser ficção.


Conseqüentemente, a redenção também tem seu sentido esvaziado. Essa postura liberal me parece mais uma tentativa de evitar o debate; é um discurso convenientemente conciliatório.
 
Não se trata de uma postura de cunho meramente liberal a respeito da bíblia, mas de uma postura mais racional no que concerne a compatibilizar as escrituras com os avanços científicos e não o contrário.

A postura antidarwinista, que a todo custo os fundamentalistas desejam tornar como falsa, é perfeitamente explicada pelo entrevistado.

Sem o mundo mítico criado pela bíblia, não haveria pecado e, portanto, não há redenção e, logo o cristianismo e toda sua doutrina, bem como o judaísmo e o islã caem por terra.

Todavia, há que se considerar que as escrituras não devem ser entendidas em seu sentido literal (sola scriptura).

No movimento considerado históricamente como radical do século XIX, esse principio foi resignificado, passando a ser entendido ao pé da letra, adotando-se a idéia de que a
"A Escritura interpreta a própria Escritura", bem como a que a mesma era "suficiente como única fonte de doutrina e prática cristãs" em todos aspectos. Devido essa resignificação, passou-se a chamar o entendimento anterior reformado de "Prima Scriptura".


Isso é um erro muito grave que os cristãos cometem, pois as escrituras devem ser interpretadas como lição de vida e não como uma verdade incontestável acima de tudo.


Para os fundamentalistas, os fatos científicos devem estar de acordo com as escrituras, pois se assim não o for, devem ser considerados falsos, prevalescendo o que nelas se encontra, mesmo que haja evidências que afastem seus mitos.

Vale até mesmo mentir como é costume de Duane Gish (leia aqui) e inventar dados e distorcer situações, como as diversas histórias aqui encontradas. É essa a postura fundamentalista assumida pelos criacionistas e o ridículo da religião a respeito de a que ponto chega o fanatismo.




Kerygm@ - O papa João Paulo II certa ocasião afirmou que a teoria da evolução é mais do que uma hipótese, pois tem bases científicas. Quais são essas bases? Elas realmente excluem a teoria da evolução do patamar das hipóteses?

Michelson Borges - A grande contribuição de Darwin foi fornecer uma explicação científica para a diferenciação observada em organismos: a seleção natural. Isso, sim, é científico. Mas a seleção natural, diferentemente do que querem os darwinistas, dá conta apenas da chamada microevolução, ou seja, mudanças limitadas entre tipos de seres vivos em níveis taxonômicos (a palavra deriva de Taxonomia que é a ciência da identificação) também limitados.
 

Errado!!!! A seleção natural está demonstrada exaustivamente em registros fósseis.

A microevolução pode ser vista em apenas algumas gerações de determinadas espécies (o caso da rana pipiens, de cepas de vírus e bactérias). Todavia, estamos tratando de milhões de anos ao fazermos referências a diversidades interespecíficas.

Um reforço para a teoria da evolução interespecífica (macroevolução) veio com a genética e com os diversos genomas das espécies.
 
Confirmou-se que pequenas alterações em genes reguladores - Hox- podem levar a mudanças gritantes.





Um homeobox é um segmento de uma seqüência de DNA encontrado em genes envolvidos na regulação do desenvolvimento (morfogênese) de animais, fungos e plantas. Genes que têm um homeobox são chamados de genes homeobox e formam a família de genes homeobox.


Um homeobox mede cerca de 180 pares de bases; ele codifica um domínio de proteínas (o "homeodomínio") que pode ligar o DNA.


Genes homeobox codificam fatores de transcrição que tipicamente ativam outros genes numa reação em cadeia, por exemplo, todos os necessário para desenvolver uma perna. O homeodomínio liga o ADN numa maneira específica.

De qualquer modo, a especifidade de um único homeodomínio protéico não é geralmente suficiente para reconhecer apenas seus genes desejados como alvo.

A maior parte do tempo, as proteínas do homeodomínio agem na região promotora dos genes alvos como complexos com outros fatores de transcrição, muitas vezes outras proteínas de homeodomínio. Tais complexos têm uma especificidade de alvo muito maior que uma única proteína de homeodomínio.



Um certo subgrupo de genes homeobox são os genes Hox, que são encontrados em um complexo especial de genes, o complexo Hox (também chamado de "cluster" Hox). Genes Hox funcionam criando o padrão do eixo corporal. Dessa forma, ao fornecer a identidade de certas regiões do corpo, os genes Hox determinam onde as pernas e outros segmentos do corpo crescerão e se desenvolverão em um feto ou uma larva.



Mutações em qualquer um desses genes pode levar ao crescimento de partes do corpo adicionais, geralmente não funcionais em invertebrados.

Por exemplo, o complexo aristapaedia nas moscas Drosophila, que resulta em uma perna crescendo da cabeça no lugar de uma antena deve-se ao defeito em um único gene (essa mutação é também conhecida como Antennapedia). Mutação nos genes Hox de vertebrados geralmente resulta em aborto espontâneo.


Os genes homeobox foram encontrados pela primeira vez na mosca da fruta Drosophila melanogaster e subseqüentemente tem sido identificado em várias outras espécies, desde insetos até répteis e mamíferos.

Genes homeobox têm sido encontrados em plantas e fungos, (leveduras unicelulares). Isso sugere que essa família de genes evoluiu bem cedo e que os mecanismos básicos de morfogênese são os mesmos para muitos organismos.

Mutações nos genes homeobox podem produzir mudanças fenotípicas facilmente visíveis, pois podem estar ligados a regulação de hormônio do crescimento.

A interação entre o genótipo e o fenótipo é frequentemente descrita usando uma equação simples:

genótipo + meio ---> fenótipo

O Gene é uma seqüência de nucleotídeos do DNA que pode ser transcrita em uma versão de RNA.

O termo gene foi criado por Wilhem Ludvig Johannsen. Desde então, muitas definições de gene foram propostas.

O gene é um segmento de um cromossomo (longa sequência de DNA, que contém vários genes, e outras sequências de nucleotídeos - monômeros de DNA ou de RNA - com funções específicas nas células dos seres vivos) a que corresponde um código distinto, uma informação para produzir uma determinada proteína ou controlar uma característica, por exemplo, a cor dos olhos.

Dois exemplos de mutações em homeobox nas já mencionadas moscas das frutas são pernas onde deveriam ter antenas, e um segundo par de asas. Duplicações de genes homeobox podem produzir novos segmentos corporais, e essas duplicações provavelmente foram importantes na evolução de animais segmentados.

Sean Carroll (reportagem aqui) em seu livro "Infinitas Formas de Grande Beleza" apresenta a "Revolução nº 3" da evolução: a evo-devo (biologia evolutiva do desenvolvimento).

Mas seus fundamentos foram lançados mais de um século antes disso, por gente como o embriologista alemão Ernst Haeckel e pelo próprio Charles Darwin.

Darwin era um grande defensor do chamado princípio da recapitulação, proposto por Haeckel.

Segundo essa idéia, o desenvolvimento de um animal, de um embrião de uma só célula até um organismo adulto (a ontogenia), reencena toda a história evolutiva do grupo ao qual esse animal pertence (a filogenia).

É por isso que embriões de galinha, peixe, cachorro e homem são todos muito parecidos até uma certa fase do desenvolvimento.

Mas a teoria evolutiva tenta explicar exatamente como essas modificações que aparecem durante a embriogênese acontecem entre as diferentes espécies. Por que uma zebra é diferente de uma baleia?
Por que jibóias têm vestígios de patas? E como se produzem estruturas complexas como nadadeiras e patas durante a evolução?


As observações de Darwin e seus contemporâneos sobre o desenvolvimento, no entanto, permaneceram mais de um século no ostracismo.

Até recentemente, o processo através do qual um embrião gera um indivíduo completo era uma espécie de caixa-preta no pensamento biológico.

Quando o darwinismo (a primeira revolução) foi unido à genética (a segunda revolução), na chamada Moderna Síntese dos anos 1940, a embriologia ficou fora.

Os embriões só seriam devolvidos à evolução mais tarde, com o desenvolvimento da biologia molecular (que permitiu desvendar o DNA dos organismos) e com uma ajuda insuspeita: a dos monstros.

O avanço no conhecimento dos genes permitiu aos cientistas estudar fenômenos estranhos que vinham sendo descritos por embriologistas desde o século 19: mutações que fazem ovelhas nascerem com um olho só e moscas desenvolverem patas na cabeça, ou que aumentam o número de segmentos no corpo dos crustáceos.

O curioso era que essas aberrações pareciam surgir de alterações pequenas em genes únicos -um desses genes, batizado "eye-less", faz moscas nascerem sem olho quando é alterado.

E o bom-senso evolucionista tradicional dizia que toda a espetacular diversidade da vida (as "infinitas formas de grande beleza", nos dizeres de Darwin) se produzia não aos saltos mas pelo acúmulo lento e gradual de alterações discretas ao longo do tempo.

O que a evo-devo mostrou foi que realmente não há conflito algum entre essas visões.

Estudando as mutações que alteram o curso normal do desenvolvimento dos embriões, os embriologistas descobriram que os planos corporais das criaturas, por exemplo, são ditados por um conjunto limitado de "genes-mestres", batizados de genes homeobox -ou Hox, para os íntimos. São essas seqüências de DNA que dão instruções do tipo: "coloque uma pata aqui, um olho ali".

Os genes Hox, assim como a maioria dos outros genes, variam muito pouco ao longo da evolução.

Isso porque eles desempenham funções importantes demais para que sofram grandes mudanças cujo resultado seriam monstros inviáveis.

Todos os animais têm um conjunto de genes Hox e de outros genes-mestres que coordenam o desenvolvimento embrionário e que se mostraram espantosamente conservados desde o Período Cambriano, há 540 milhões de anos.
um gene é um pedaço de DNA que traz a receita para a produção de uma proteína -tipo de molécula que faz tudo no organismo. Como, então, o mesmo gene é capaz de produzir brânquias em camarões e asas em libélulas?
 
Aqui entra a segunda grande descoberta da evo-devo, que Carroll defende em seu livro como a verdadeira fonte da inovação na natureza: o que vale é a maneira como os genes são "ligados" ou "desligados" ao longo do desenvolvimento embrionário. E quem faz esse papel são seqüências de DNA que não entram na produção de proteínas (ou seja, não são "codificantes").




Esses "interruptores" genéticos não afetam a proteína produzida por um gene mas determinam quando e se essa proteína é produzida, e em que etapa do desenvolvimento.
Mudanças nos interruptores, argumentam os paladinos da evo-devo, produziram e produzem a imensa diversidade de formas vista na natureza ao mesmo tempo em que "poupam" os genes. Não só isso: elas habilitam o mesmo gene a ser "cooptado" a desempenhar funções diferentes num mesmo animal.

É de Carroll e seu grupo a descoberta de que um gene Hox chamado distal-less, que produz extremidades dos membros em animais, orquestra também a produção de manchas em asas de borboleta -graças à mudança em um desses interruptores, ou regiões reguladoras.
"Infinitas Formas" é um livro poderoso e repleto de evidências -ainda que pontuais- de uma fonte de variação que antes estava fora do alcance dos biólogos.

Além disso, e
studos realizados na Universidade da Califórnia de São Diego (UCSD), nos Estados Unidos, (leia aqui) indicam que animais aquáticos semelhantes a crustáceos, com vários membros em cada segmento do corpo, evoluíram para insetos terrestres de seis patas.

Isto ocorreu devido a mutações genéticas aparentemente simples. A ausência de um mecanismo genético que permitisse o surgimento de estruturas corporais radicalmente diferentes era freqüentemente apontada como uma falha na teoria da evolução, mas a descoberta feita pelos cientistas americanos reafirma a proposta de Charles Darwin.


A equipe da UCSD, coordenada pelo professor William McGinnis, estudou a ação dos genes regulatórios Hox, que contêm informações para produzir proteínas capazes de ativar ou desativar vários genes.

Em 1983, McGinnis e outros pesquisadores descobriram que as características dos genes Hox que determinam o exato posicionamento da cabeça, do tórax e do abdome durante o desenvolvimento de moscas-das-frutas estavam presentes no genoma de todos os animais, inclusive no do homem.


Hoje, quase duas décadas depois, a equipe de McGinnis observou que, quando os genes Hox sofrem mutações, proteínas diferentes passam a ser produzidas e selecionam os genes que permanecem ou não em funcionamento também de forma diferenciada.


Os biólogos modificaram genes Hox do crustáceo conhecido como Artemia e o inseriram em embriões de moscas-das-frutas. Fizeram o mesmo com genes Hox dos insetos. "Em ambos os casos, verificamos que novas proteínas foram sintetizadas e tiveram influência sobre o desenvolvimento de membros na região torácica dos embriões", explica McGinnis à CH on-line.


As proteínas mutantes reduziram o aparecimento dos membros, o que sugere que, há cerca de 400 milhões de anos, os ancestrais de Artemia perderam seus membros traseiros e se desenvolveram em insetos de seis patas por causa de alterações em genes regulatórios Hox.

Os resultados do estudo oferecem pistas sobre como outros genes regulatórios estão envolvidos em mudanças mais recentes na estrutura dos corpos de animais.

Essa pesquisa pode ainda ajudar os cientistas a compreenderem melhor certas doenças humanas, como alguns tipos de câncer. "Nosso trabalho é o primeiro a mostrar um grande salto na evolução que pode ser explicado por alterações naturais no DNA", diz McGinnis. "Haverá muitos outros exemplos no futuro."
Este caso pode ser a fonte da explicação de, por exemplo, porque seres humanos e pongídeos, com os quais compartilhamos de 90 a 98% de genes, são tão diferentes. Cerca de 3 ou 4 genes reguladores estão alterados e as mudanças são evidentes entre gorilas, orangotangos, gibões, chimpanzés, bonobos e humanos modernos.
Não foi possivel traçar um mapa dos genomas dentre os ancestrais humanos, dos pongídeos (os hominóides) e de demais símios, pois o patrimônio genético de fósseis antigos está perdido, mas semelhanças anatômicas demonstram as relações de parentesco entre estes grupos.

Já a extrapolação para o passado, como se todos os organismos tivessem derivado de um único ser, é pura especulação, sem base científica. Isso seria a macroevolução. A seleção natural explica bem como os seres vivos sobrevivem nos diversos ambientes, mas não explica como esses seres vivos vieram à existência.
 
Errado!!! Não se trata de especulação ou mera extrapolação, como erroneamente se referem os criacionistas, mas de evidências a partir do rastreamento de genomas e experiências com os genes Hox.

A seleção natural traz as explicações de como os seres se adaptam ao meio em que vivem. Este meio é alterado por variações climáticas, acidentes naturais, movimentos orogênicos e tectônicos.

A regra é a espécie ser extinta, uma vez que mudanças rápidas requerem adaptação rápida, daí seres que se reproduzem rápido se adaptarem mais facilmente (ratos, musaranhos, toupeiras, etc).

A evolução é a exceção, pois se a espécie responder às variações do meio em que vive, terá sua sobrevivência garantida, seja como está (caso de tubarões, os quais apresentaram poucas mudanças desde antes dos dinossauros), seja se adaptando ao meio como o caso das
baleias a partir do pakicetus e do ambulocetus.

 

Kerygm@ - Quais são os métodos que os cientistas usam para determinar a idade da Terra? Eles são confiáveis?

Michelson Borges - O método mais utilizado é o do decaimento radioativo, com um elemento "pai" e um "filho". Conhecendo-se a taxa/velocidade de decaimento e a quantidade dos elementos "pai" e "filho" na amostra, teoricamente seria possível datar as rochas, por exemplo. Esse é um assunto muito controverso, que exige discussões mais técnicas. Mas, de passagem, o que se pode dizer é que esse processo de decaimento não é assim tão preciso quanto parece. Certos fatores podem acelerar ou retardar esse "relógio". Além disso, pode haver contaminações nas amostras, o que ocasiona discrepâncias significativas no resultado final das datações.
 
Conforme visto aqui, as imprecisões não são tão gritantes. Estabelece-se como idade da Terra a mesma encontrada em rochas lunares e em meteoritos.

A partir do desenvolvimento dos diversos métodos abordados na indicação, a idade dos meteoritos, de rochas lunares e consequentemente a do Planeta Terra têm se mantido em 4,6 bilhões de anos, uma vez que, parte-se do pré-suposto que os corpos do Sistema Solar tenham se formado simultaneamente.


Aqui no planeta Terra, devido a experimentos nucleares, o nível de elementos radioativos aumentou contaminando amostras de rocha e de matéria orgânica, o que poderia diminuir a idade das amostras. Todavia isso não se verifica no espaço sideral, onde a idade de corpos celestes está datada em 4,6 bilhões de anos.

Quanto as rochas mais velhas de nosso planeta, estas estão datadas em torno de 4,5 bilhões de anos, o que pode ser explicado por haver ocorrido renovações da crosta terrestre.

Mas mesmo assim, não se trata de nenhum erro gritante, pois temos 100 milhões de anos em 4,6 bilhão de anos, o que representa cerca de 2,2% de erro, perfeitamente tolerável no que se refere a intervalos de confiança de cerca de 5%.

Desse modo as afirmações feitas pelo entrevistado são infundadas.

 
Kerygm@ - O que se pode afirmar, do ponto de vista criacionista, sobre os fósseis com características de humanos e de macacos?

Michelson Borges - Volta e meia surge uma notícia dando conta de que a "árvore da evolução humana" foi reestruturada, com certos "hominídeos" sendo rebaixados à condição de macacos, ou promovidos ao status de ancestral humano. Essa é outra área bastante especulativa. Via de regra, ou esses fósseis, geralmente muito incompletos, são simplesmente símios ou se tratam de seres humanos com algum tipo de deformidade física.


Errado!!!! Há muitas evidências anatômicas e fisiológicas de que os fósseis são de ancestrais humanos e não de deformações ou anomalias físicas, como o entrevistado cita.

Se fossem realmente deformações, por que não são encontradas hoje? porque não há humanos modernos com 1 ou 2,5 milhões de anos? Por que tais deformações não se encontram em sítios onde houve agrupamentos humanos? Como explicar que o cérebro de um astraloptecínio fossilizado (bebê de Taung) era um orgão mais compléxo que de um símio atual? (O Homem do Futuro - Discovery Civilization).

A árvore genealógica humana está incompleta, é verdade. Pode ser que tenha havido muitas outras espécies de humanos e símios que as tenhamos perdido para sempre. Mas esta especulação que o entrevistado faz é reduzir a nada o trabalho de cientistas.

Qual a evidência para afirmar que estes fósseis se tratam de mera deformação ou são símios?

Um estudo a respeito do osso esfenóide (
aqui e aqui) da face de símios e de humanos pode perfeitamente distinguir estes daqueles.

O esfenóide é um osso que ao longo da evolução dos símios se alterou cinco vezes.
Estudos recentes do osso esfenóide mostraram, no entanto, que Toumai (Sahelanthropus tchadensis), com cerca de 6 a 7 milhões de anos, não é um antepassado do Homem mas, provavelmente, de um símio.

O esfenóide parece estar está fazendo rotações que abrem espaço para o cérebro e causam algumas modificações na conformação óssea do crânio, principalmente no maxilar , que está se reduzindo.


Isto explica o aumento crescente dos problemas ortodônticos. A pesquisadora, Profª ANNE DAMBRICOURT MALASSÉ, do Instituto de Paleontologia Humana de Paris, acredita ainda que a evolução possui um componente genético, o que complementa a Teoria de Darwin, que afirma ser a evolução apenas ocasionada pelas variações dos meio aliada ao acaso das mutações.





Sua pesquisa fundamenta que a base craniana assim como o cranio inteiro está organizada em torno de um único osso, o ESFENÓIDE que é o osso mais complexo e diferenciado do crânio (é o pilar central do nosso grande quebra-cabeça craniano). 

"O esfenóide é a chave. A forma desse osso evolui durante milhões de anos e, a cada vez que se dobrou, levou ao aparecimento de uma nova espécie da família hominídea.


A história contada pelas flexões sucessivas (mutações) do esfenóide começou a cerca de 60 milhões de anos atrás (pró-símios). O esfenóide não havia se dobrado, era um osso achatado;

- 40 milhões de anos, o esfenóide se dobra para baixo pela 1ª vez, provocando a primeira grande mutação da nossa história. Aparecem os símios, sendo que o esfenóide levou à base do crânio, estando suavemente dobrado. Os olhos se moveram dos lados da face para a frente.

- 20 milhões de anos atrás; Surgem os grandes macacos. 

- 6 milhões de anos atrás, o esfenóide se dobra pela terceira vez sempre na mesma direção. Surgem os australoptecíneos;

- 2 milhões de anos atrás, houve uma quarta dobra do esfenóide. Os ancestrais humanos ficam ainda mais eretos; 

- 160 mil anos atrás o esfenóide se dobra uma quinta vez, tornando o nosso cérebro ainda mais complexo.
A evolução hominídea não ocorreu gradualmente, mas em grandes estágios e a cada vez que o esfenóide continuava o seu movimento era dado um passo no processo de hominização.



A teoria de que os macacos ficaram eretos em duas patas para se adaptar à savana está cada vez mais enfrentando fatos contraditórios, portanto o Homo sapiens não é o fim da linha".
Cabe citar também, neste documentário, o trabalho da Dra. MARIE JOSEPHE (ortodontista) que de forma independente e sem saber da pesquisa da profª. ANNE DAMBRICOURT MALASSÉ, chegou a mesma conclusão sobre o esfenóide.

O homem parece evoluir simultaneamente nas diferentes partes do mundo, o que ainda está acontecendo, sendo que os fopsseis confirmam tal fato.

Os padrões de rotação desse osso são os mesmos em diferentes partes do globo, nas mesmas datas. Resta saber se o padrão observado se trata de algo geneticamente programado. Assim, um estudo paleoantropológico de crânios ou demais ossos não se trata de apenas "olhar " o osso, mas de se fazerem comparações que levem a identificar semelhanças e diferenças, de forma que anormalidades, as quais seriam facilmente identificadas.

Logo, alegar simplesmente, sem apresentar evidências, que fósseis encontrados são anormalidade ou meramente símios é no mínimo desconhecer os estudos na área da paleoantropologia. É informar mal e ser desonesto com o leitor leigo.

Kerygm@ - E quanto aos homens gigantes que viviam antes do dilúvio, como explicar a ausência de fósseis?

Michelson Borges - Simplesmente porque estão sendo procurados nos lugares errados. A Bíblia diz que os cadáveres dos antediluvianos foram levados até as encostas de montanhas por um forte vento, onde foram soterrados. Portanto, esses fósseis dificilmente serão encontrados nos desertos da África, onde se concentram as pesquisas. Pena que os paleontólogos, motivados pela visão naturalista e pela teoria de que os seres humanos vieram da África, estejam procurando apenas nessas planícies.
 
Começa o festival de besteiras.... Bela desculpa para não se encontrarem os fóseis dos "gigantes antediluvianos"... E que precisão divina cirúrgica ein Michelson!?
Encostas de montanhas e vento forte selecionando apenas uma espécie dentre divérsos cadaveres que boiavam no "mar do dilúvio" e levando-a a encostas de montanhas... essa é boa demais!!!! Acho que é algum hoax do entrevistado.

Por que somente com os fósseis dos "gigantes ante-diluvianos" aconteceu tal evento? Só mesmo um milagre divino para explicar....

No que se refere a gigantes, certamente eram pessoas com estatura elevada (cerca de 2,30 a 2,70 metros) em um mundo onde a altura média era cerca de 1,60 metros. Hoje sabe -se que isso se trata de um distúrbio hormonal denominado "gigantismo pituitário", causado por tumores na glândula pituitária.

Assim, há que se olhar com reservas quando há a menção de "gigantes" na bíblia. Estes também são mencionados em outros "livros sagrados" e em lendas.
Até hoje é de se estranhar um indivíduo com gigantismo pituitário, dirá entre 4 e mil anos atrás.

Sobre as encostas de montanhas, estas contêm fósseis apenas se estas forem originadas de rochas sedimentares, as quais se encontram fósseis e vivem sendo investigadas.
 
Encontraram-se muitos fósseis de dinossauros abaixo do limite KT, sempre em rochas sedimentares muitas vezes em afloramentos rochosos na superfície, cuja origem são os movimentos orogênicos, mas até agora nenhum "gigante" com forma humana ou parecida foi encontrado.


Não é apenas em planícies africanas que se buscam fósseis humanos e de seus ancestrais. Na Espanha, Oriente Médio, Alemanha, China e Ilhas Britânicas, por exemplo, já se encontraram diversos fóseis de ancestrais humanos.

Os fósseis humanos, estes se espalham por todo o globo e não há registros de soterramento provocado por "catástrofes hídricas".

Até o momento, os mais antigos fósseis da linhagem humana se desenvolveram na África e a teoria mais aceita é que o homo ergaster dera o primeiro passa para fora deste continente, sendo que seus ancestrais se desenvolveram simultaneamente em diversos lugares, dando origem a linhagens como hildebergensis e destes evoluíram os neanderthais, homem de Pequim, homo florensis e na àfrica ao homo sapiens.

Há indícios de terem ocorrido levas migratórias de humanos a partir do Continente Africano as quais se mesclaram à populações locais dando origem aos humanos modernos, uma vez que os cruzamentos podem ter originado híbridos férteis.


Agora restam-me algumas perguntas:

Se os criacionistas sabem disso, por que até o momento não empreenderam uma busca pelos "gigantes bíblicos" nas encostas de montanhas? Qual é a desculpa para não fazer isso, já que todo o resto da comunidade científica ligada à paleoantropologia está "errada" em suas buscas?

Se encontraram o fóssil de algum gigante na encosta de uma montanha, por que até o momento não apresentaram-no ao mundo ou o submeteram ao método científico?

Ai está uma grande oportunidade (até o momento desperdiçada) para os criacionistas calarem a boca de todos os evolucionistas, agnósticos e ateus, inclusive a minha.

Kerygm@ - Os dinossauros foram criação divina ou dos antediluvianos?

Michelson Borges - Sem dúvida, Deus criou os dinossauros "originais", que eram herbívoros e pacíficos, só Deus é Criador. Mas, após o pecado, houve um processo que ocasionou alterações em alguns animais como os dinossauros, os tubarões e os leões, para citar apenas três exemplos; mesmo assim, a maioria dos dinos era herbívora. Creio que, assim como o ser humano faz hoje com os cães, deve ter havido algum tipo de experiência realizada pelos antediluvianos, ou até mesmo pelos anjos caídos, que acabou por ressaltar certas características dos grandes répteis. Impróprios para o mundo pós-diluviano, esses grandes animais acabaram, em sua maioria, sendo extintos pela catástrofe do dilúvio. E a enorme quantidade de fósseis de dinossauros é perfeitamente explicada por esse acontecimento descrito na Bíblia.
 
Mais bobagens a vista!!!! Imaginem só um mundo apenas de herbívoros.... experiências genéticas patrocinadas por uma "espécie ante diluviana", "anjos caídos", "pecado" alterando o comportamento de animais....que coisa mais surreal!!!!
Só faltou falar da Terra oca, da Atlantida de Shangrilá e da Lemúria. (aliás não há qualquer evidência sobre nenhum destes temas). Isso deve ser alguma gozação sua, não é Michelson, ou você pirou de vez!!!!

Se o mundo fosse como o cenário acima, jamais teria existido. Ou se tivesse chegado a existir, entraria em colapso populacional, o que culminaria em falta de alimentos, pestes e extinção em massa de espécies animais e vegetais.

Até no nível de protozoários existem aqueles que se alimentam de outros animais.
O colapso ocorreria antes de se formar algo mais complexo que o reino protista. Aqui algo sobre reinos em biologia.

Até hoje, a maioria dos animais é herbívora, pois são a base da
cadeia alimentar, segundo nível trófico. À medida que se sobe de nível na teia alimentar (várias cadeias intercaladas), o número de espécies se reduz, pois se alimentam das que se encontram em níveis tróficos inferiores e, assim, a energia transmitida de um nível para outro se reduz.

Apenas uma parte da energia que chega a um determinado nível trófico passa para o nível seguinte. Somente 10% da energia de um nível é produzido a partir do próximo, o que geralmente restringe o número de níveis a não mais do que cinco, pois em determinado nível a energia disponível é insuficiente para permitir a subsistência.


Quanto aos dinossauros, está confirmada sua destruição pela queda de um corpo celeste em Yucatan, há 65 milhões de anos associadas a fortes erupções vulcânicas (aqui).

As marcas do limite KT e da referida erupção existem, e datam de cerca de 65 milhões de anos. Mas, onde estão as marcas do dilúvio? Quando ocorreu este evento? Por que não se encontram mamíferos, dinossauros, fauna cambriana e fauna pré cambriana nos mesmos estratos geológicos?

Como os criacionistas costumam dizer: o dilúvio é pura especulação ou melhor... histórias da carochinha, pois nada em termos científicos embasa essa história. Aliás até para se fazer gracinhas existe um limite!!!
 
Kerygm@ - "Mas se havia um pecado acima de outros que exigia a destruição da raça pelo dilúvio, era o nefando crime de amalgamação de homens e animal, que desfigurava a imagem de Deus, e causava confusão por toda parte. Era propósito de Deus destruir por um dilúvio aquela poderosa de longeva raça que havia corrompido seus caminhos diante do Senhor". Muitos afirmam que essa declaração de Ellen White sugere que os homens e animais cruzaram gerando outras raças. Essa interpretação está correta?

Michelson Borges - Na seção "Perguntas", em meu blog (
www.michelsonborges.com ), publiquei um extenso estudo sobre "amalgamação". É um texto bastante polêmico. Um grupo defende que a amalgamação era entre animais e animais. Outro diz que poderia ser entre seres humanos e animais. Com os recursos tecnológicos atuais, isso parece até ser possível. Se era naquela época? Não sabemos.
 
A mistura de animais é possível desde que pertençam a espécies bem próximas, tais como leões e tigres, bois, bisões, gauros e búfalos, cavalos, zebras e jumentos, galinhas e perus, cães e lobos, por exemplo.
 
Destes cruzamentos, na maioria das vezes, não resultam em híbridos férteis. Por exemplo, o ligre, cujos machos são estéreis mas as fêmeas são férteis, produzido pelo cruzamento entre um leão e uma tigreza. Isso faz com que não se possa criar uma nova espécie.

Há também o beefalo ( cruzamento de boi com bisão americano).







Há a o zebroide o cruzamento de cavalo com zebra ,como a garota Eclyse, ai do lado.





Criadores e sitiantes sabem que a mula (exemplar fêmea) e o mú ou macho (exemplar macho) são híbridos estéreis que apresentam grande força e resistência, mús e mulas são bestas. São o produto do acasalamento do burro (Equus asinus) (2n = 62 cromossomos) com a égua (Equus cabalus) (2n = 64 cromossomos).





As mulas têm 2n = 63 cromossomos, porque são resultantes da união de espermatozóide com n = 31 cromossomos e óvulo com n = 32 cromossomos.
Considerando os eventos da meiose I para a produção de gametas, o mú e a mula são estéreis. Os cromossomos são de duas espécies diferentes e, portanto, não ocorre pareamento dos chamados cromossomos homólogos, impossibilitando a meiose e a gametogênese.
Por conseguinte não existe a espécie "mula" porque mús e mulas são estéreis e não se reproduzem e por não se reproduzirem, não se enquadram na definição de espécie.
Aqui um pouco sobre híbridos de animais a partir de cruzamentos de espécies próximas.

Quanto aos hibridos de laboratório (notícia aqui), o que se faz é simplesmente acrescentar´se um pedaço de DNA em determinados cromossomos, o que não altera o seu número de pares e assim a característica pode ser transmitida a descendentes. Mas isto não se trata de um processo natural.

É óbvio que a técnica acima não existia há alguns milhares de anos, onde sequer se conhecia o aço ou o vidro. Tal técnica somente foi dominada no século XXI.

Todavia, seria bem interessante se alguém encontrasse todo o aparato de um laboratório do século XXI ou mais sofisticado com 65 milhões de anos, com 5 mil anos, ou com apenas 100 anos de idade. Isso seria realmente uma reviravolta científica.


Kerygm@ - A revista Veja publicou uma matéria sobre a educação adventista, com o título "Graças a Deus e não a Darwin". Algumas das críticas contidas na reportagem diziam que "Falta ainda a essas escolas, no entanto, entender que o criacionismo foi superado pela ciência há mais de um século". Qual sua opinião sobre esta declaração?


Michelson Borges - A matéria em si me pareceu bastante contraditória num ponto: ao passo que elogia a educação adventista por sua excelência acadêmica, a critica por ensinar o criacionismo. A crítica seria válida se a educação adventista apenas ensinasse o criacionismo, mas não é isso o que ocorre.

Ambos os modelos são ensinados ali. Dizer que a ciência superou o criacionismo há mais de um século é quase como dizer que a ciência provou que Deus não existe.

Como ferramenta humana, a ciência tem seus limites e é incapaz de afirmar algo sobre o transcendente. O argumento mais básico do criacionismo é filosófico/teológico: Deus criou o Universo. E, como tal, não pode ser provado ou refutado empiricamente.

Para começar, criacionismo é pseudociência e não ciência, assim não se trata de modelo alternativo para nada.


O jargão é científico, mas não passa de retórica vazia sem qualquer evidência que o respalde, muitas vezes beirando as raias do absurdo. A única função do criacionismo é deturpar a teoria da evolução, do big bang e da origem da vida, por meio de uma falsa "cosmovisão" de como estes eventos poderiam ter ocorrido pela ação de um ser superior o qual é o deus judaico-cristão-islâmico.

 
Outro ponto seria que a escola, por se tratar de uma escola cristã, somente ensina o criacionismo sob o enfoque cristão, o que faz perder o sentido da tão buscada "cosmovisão". Por que o Colégio adventista não aborda as outras formas de criacionismo?
Para mim, a resposta é simples a escola tem de fazer o seu proselitismo pró-escrituras a fim de angariar fiéis para sua crença e ampliar suas receitas... digo, sua benevolência, a fim de salvar as pobres almas inocentes de crianças.

Assim, outros enfoques que levem a uma "cosmovisão religiosa" distinta do cristianismo não são viáveis. A isso se dá o nome de reducionismo teológico e egocentrismo ideológico.

 

Desse modo, a escola ao abordar o criacionismo sob ótica alternativa á verdadeira ciência, não cumpre sua função em dar várias visões, pois se tranca exclusivamente no cristianismo.
Logo, esta forma de ensino em nada contribui a dar visões críticas aos alunos. Seu objetivo é formar especialistas em apenas criticar as teorias científicas que contradizem os mitos das escrituras, sem trazer nada de concreto para a ciência.


O criacionismo também passa a desvirtuar a discussão científica para a teológica, fazendo o verdadeiro sentido da ciência se esvanecer em toda uma teia de falácias e sofismas.


Há muito, a ciência superou o criacionismo, pois há evidências aos montes que as escrituras não passam de puro mito, se filtrado de seu conteúdo histórico. A grande "sacada" deve seu mérito a Darwin e Wallace com as bases da Teoria da Seleção Natural e a evolução das espécies.

Assim, a afirmação "Dizer que a ciência superou o criacionismo há mais de um século é quase como dizer que a ciência provou que Deus não existe. " é uma falácia da derrapagem, pois provar que deus existe ou não, não é objeto da ciência mas de discussões teológicas e filosóficas a respeito de qualquer outro deus cultuado por ai afora.
 

Dizer que a ciência superou o criacionismo se refere à superação dos mitos do criacionismo por meio das confirmações científicas que ocorreram nos últimos 200 anos de teoria da evolução, de astronomia, ecologia, genética e bioquímica.
 

Realmente o argumento criacionista é apenas filosófico/teológico, ou seja nada tem de científico. "Deus criou o Universo." E, como tal, não pode ser provado ou refutado empiricamente, mas a probabilidade de Deus existir é tendente a zero, pois nada na natureza atesta que este ser ou algo parecido com ele exista ou que tenha feito algo, nem que tenha vindo de algum lugar.
 
O argumento criacionista se trata de PURA PREGUIÇA E COMODISMO, pois ao invés de realmente ir a fundo no problema, o empurra para os deuses.


É mentiroso, pois informa mal aos leitores leigos, é desonesto pois apenas critica pontos ainda obscuros em teorias científicas sem nada trazer ou construir em prol da ciência e de pronto estabelece que teorias são falsas.

A argumentação é vazia, pois se pauta em falácias e sofismas, sem considerar o apelo emocional religioso de cunho meramente cristão.

É absurdo, conforme as abordagens aqui apresentadas, pois cria um mundo de fantasias e mitos sem o mínimo bom senso, subestimando a capacidade e a inteligência do homem médio.

Leva o cristianismo ao ridículo, pois este perde seu foco e a discussão se torna uma sessão de piadas de péssimo gosto, como a que vimos pelas abordagens feitas pelo entrevistado.

Seu objetivo não é formar a visão crítica do indivíduo, mas tolhê-la a fim de que ninguém conteste a base de todo esse engodo que é o cristianismo na sua forma radical-fundamentalista.

Para o caso em tela, o autor se vale do argumento ad ignorantiam (algo é verdadeiro por não se ter provado que é falso; ou conclui que algo é falso porque não se provou que é verdadeiro). O fato de ser impossível provar que deuses ou seres sobrenaturais não existem ou que existem, por meio da ciência, não assegura que estes seres sejam reais e que interajam com o universo físico.


Teorias como a evolução, a origem da vida e o big bang se tratam de ciências e sua discussão é científica, conforme o método científico e sob o rigor da metodologia científica, diferentemente d a discussão filosófico-teológica que se pauta apenas em argumentação retórica.

Quanto ao criacionismo, este sequer submete-se ao método científico, uma vez que suas afirmações não possuem evidências sólidas e tão pouco os estudos são consistentes, além da gama de criacionismos ser vasta, conforme cada religião, o que quebra sua objetividade, tornando-se interpretação conforme o gosto do freguês.

Portanto, aconselharia ao Colégio Adventista ampliar sua "cosmovisão criacionista" trazendo outras crenças e mitos para serem analisados juntamente com os mitos da bíblia, e deixar claro aos alunos todas as nuances das diversas "cosmovisões criacionistas".

O Colégio deveria fazer um paralelo com o que realmente é científico e estabelecer as diferenças de modo claro entre o que é crença e mito e o que é ciência, no que concerne em suas abordagens metodológicas e matérias estudadas.

Depois de tudo o que li aqui, mais uma vez conclui que realmente criacionistas não são para serem levados a sério. Se não forem humoristas, estão a um passo de sê-lo.